25 julho 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O manual de
bioética distribuído para 355 mil peregrinos inscritos na Jornada Mundial da
Juventude (JMJ) reflete uma falta de harmonia da Igreja Católica com a
realidade. A avaliação é da coordenadora da organização não governamental
Católicas pelo Direito de Decidir, Regina Soares. Para ela, a opinião dos
jovens é mais progressista que a expressa no guia.
Doutora em ciências da religião,
Regina diz que as opiniões difundidas no documento, contra o aborto, contra o
uso de métodos contraceptivos e contra a adoção de crianças por casais do mesmo
sexo, por exemplo, têm uma “perspectiva religiosa e não científica”, que atinge
principalmente a liberdade e a autonomia das mulheres sobre “o exercício da
sexualidade”.
Para mostrar que os jovens apoiam
mudanças nos rumos da moral sexual, ela cita dados de pesquisa do Ibope
divulgadas em julho e que ouviu 4.004 pessoas a pedido da Católicas pelo
Direito de Decidir.