22 setembro 2015, Carta Maior, Blog do Emir http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Por Emir
Sader
A retirada dos financiamentos
empresariais pode representar a verdadeira possibilidade de se eleger
Congressos com a cara do povo e não das suas elites.
Nos sistemas políticos representativos, os
cargos executivos representam a maioria da população. Os legislativos deveria
representam as distintas posições em suas devidas proporções, espelhando a
diversidade – social, politica, cultural – da sociedade.
No entanto, não há nada mais oposto à cara da sociedade brasileira do que a
composição dos parlamentos, a todos os níveis. É como se os congressos fossem a
sociedade invertida: há muito mais parlamentares representando o agronegócio do
que as trabalhadores rurais enquanto que, na realidade do campo, são milhões de
trabalhadores trabalhando a terra por um lado e um punhado de donos de
agronegócio por outro.
Acontece que, entre a realidade concreta e essa representação invertida intervém o poder do dinheiro, produzindo todas essas distorções. Se os grandes temas discutindo pelo Congresso fossem debatidos e definidos pela sociedade realmente existente, frequentemente as resoluções seriam o oposto do que os parlamentares decidem.
O financiamento privado de campanha elegeu, até aqui, não bancadas de partidos, mas de empresas que os financiam, os conhecidos
Acontece que, entre a realidade concreta e essa representação invertida intervém o poder do dinheiro, produzindo todas essas distorções. Se os grandes temas discutindo pelo Congresso fossem debatidos e definidos pela sociedade realmente existente, frequentemente as resoluções seriam o oposto do que os parlamentares decidem.
O financiamento privado de campanha elegeu, até aqui, não bancadas de partidos, mas de empresas que os financiam, os conhecidos