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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Cooperação cubana de saúde na África é importante e útil, segundo OMS
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Amorim destaca colaboração de Brasil, Índia e África do Sul com países mais pobres
Paula Laboissière
Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Brasília, 11 maio 2008 - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou hoje (11) de “pioneira” a iniciativa de cooperação trilateral entre ministros do Brasil, Índia e África do Sul. Ao participar de um balanço dos planos de ação setoriais e dos acordos trilaterais assinados no Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), Amorim destacou a participação brasileira no enfrentamento de crises sócio-econômicas em países como Haiti e Guiné Bissau.
“O Brasil tem orgulho da contribuição que tem dado, juntamente com a Índia e a África do Sul, em projetos de real impacto na vida de milhares de pessoas que vivem em países pobres. Estamos prontos para estender tais projetos e aprovar novas parcerias”, disse o ministro em seu discurso de abertura da 5ª Reunião Ministerial do Ibas, na Cidade do Cabo, África do Sul.
O Ibas foi criado em 2003 como instância de coordenação política entre os três países para promover a cooperação trilateral em áreas de interesse comum e fortalecer a voz dos países em desenvolvimento. A reunião de hoje representa uma preparação para 3ª Cúpula Presidencial do Ibas, marcada para 15 de outubro, na Índia.
Ainda durante o encontro, Amorim reforçou que a cooperação trilateral pode apresentar benefícios não apenas para as nações envolvidas como também para outros países em desenvolvimento, sobretudo os mais pobres.
“Temos conhecimento de nossos problemas sociais, mas procuramos não nos esconder de nossa responsabilidade em ajudar países que passam por necessidades ainda maiores. O Fundo IBAS, uma iniciativa pioneira, reflete a percepção de que países desenvolvidos podem se ajudar mutualmente.”
O Fundo Ibas para Iniciativas de Alívio à Fome e à Pobreza financia projetos de cooperação técnica em países de menor desenvolvimento relativo. Desde 2004, o fundo investiu US$ 1,5 milhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos no Haiti e de promoção da agricultura familiar em Guiné Bissau, entre outros. O Brasil já contribuiu com cerca de US$ 3,5 milhões para o fundo.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/11/materia.2008-05-11.8739117065/view
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Angola/China: Reforçar o conhecimento mútuo e gerir o pós-reconstrução entre os principais desafios em relação ao futuro
No estudo Angola e China: Uma Parceria Pragmática, recentemente publicado em Londres, os investigadores Indira Campos e Alex Vines consideram que os dois países vão beneficiar do crescimento da cooperação económica, mas que esta levanta para os ngolanos "desafios" na definição de políticas, desde logo a necessidade "urgente de melhor investigação e compreensão mútua".
"A ausência de laços históricos, culturais e linguísticos entre China e Angola faz com que ambos os países estejam pouco preparados para fazer isto. Angola não tem um programa de língua chinesa actualmente", afirmam os dois investigadores.
Contudo, são várias as iniciativas em fase de arranque, como a célula da Universidade Católica de Luanda criada em finais de 2007 para pesquisar o relacionamento com a China e as iniciativas do académico Lopo do Nascimento, "um dos poucos intelectuais angolanos a avaliar os impactos da longo prazo da China em África e das suas implicações para Angola".
Segundo números apresentados pelos autores, o número de vistos concedidos anualmente a chineses em Angola aumentou mais de 100 vezes de 2004 para 2007: de menos de 200 para 22.100 no ano passado, tornando-se a maior comunidade estrangeira, à frente da dos portugueses. Para os investigadores britânicos, também em Pequim o conhecimento sobre Angola é "reduzido", pelo que, salientam, "ambos os governos precisam de dar passos mais agressivos para alargar a sua cooperação bilateral para além do diálogo da elite de negócios".
Com o apoio de governos ocidentais, salientam, decorrem projectos de investigação sino-angolanos no Centro de Estudos Chineses da Universidade de Stellenbosch (África do Sul), Instituto sul-africano de Relações Internacionais, e também em instituições de ensino superior do Reino Unido e Estados Unidos, mas há outros desafios para os quais os dois países devem começar a preparar-se.
Os projectos de reconstrução estão a permitir a criação de emprego e a transferência de know-how para os angolanos, mas estes demonstram dificuldade em cumprir as suas obrigações contratuais, porque as empresas locais de qualidade já estão envolvidas em muitas frentes e outras não são consideradas em condições para o nível de exigência dos trabalhos.
Campos e Vines identificam ainda a necessidade de as autoridades angolanas estimularem uma reorganização das empresas locais, por forma a dotá-las de dimensão e capacidade para entrarem em parcerias com empresas chinesas, adquirindo know-how que permita que a prazo sejam entidades locais a prestar serviços básicos - a título de exemplo, salientam que o custo de transportes de materiais para Angola ronda actualmente os 800 milhões de dólares, quando existe uma transportadora (Secil Marítima), mas com poucas condições.
Quando estiverem concluídos os trabalhos de reconstrução, financiados pelas grandes linhas de crédito chinesas do Eximbank e do China International Fund (CIF), será levantada a questão da "sustentabilidade" das infraestruturas, salientam.
"Existem preocupações legítimas sobre a capacidade do governo manter tais investimentos depois da sua conclusão, tendo em conta as enormes carências do país quanto a capacidade humana e institucional. Embora o governo esteja a fazer esforços para treinar pessoas, seria irrealista pensar que o farão tão rápido quanto as infra-estruturas são construídas", afirmam os autores do estudo.
Luanda, adiantam, "terá de dar mais atenção ao planeamento e organização para garantir a sustentabilidade e transferência de tecnologia - ou correr o risco de depender dos portugueses ou de outros terem de voltar no futuro para reconstruir o que os chineses acabaram de concluir".
A China, salientam, é o maior financiador da reconstrução e deverá nos próximos anos tornar-se também no maior exportador, mas é notório um esforço de Luanda para diversificar as suas relações comerciais e económicas ao Brasil, África do Sul, Índia ou Portugal, que continua a ser a maior origem das importações angolanas. (macauhub)
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Imagens de satélites sino-brasileiros distribuídas gratuitamente para África
O anúncio foi feito também nesta quarta-feira na Cidade do Cabo, na África do Sul, durante a quarta reunião do Grupo de Observação da Terra (GEO), pela delegação brasileira.
"O novo serviço prestado por Brasil e China representará contribuição importante ao sistema global de observação da Terra promovido no âmbito do GEO e virá apoiar o desenvolvimento sustentável no continente africano", assinalou a diplomacia brasileira.
O Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, considera ainda que a medida vai dar impulso à cooperação internacional visando permitir a partilha de dados de observação da Terra.
Além das imagens de alta qualidade, o Brasil vai fornecer também softwares de processamento de imagens e outras ferramentas de interpretação, assim como formação para utilizadores africanos.
O sistema de distribuição de dados para a África deverá estar em pleno funcionamento no início de 2008.
A parceria para a construção, lançamento e operação conjunta dos satélites Sino-Brasileiros de Recursos Terrestres (CBERS) foi estabelecida em 1988 e permite aos dois países produzir dados e imagens de seus vastos territórios a um custo reduzido.
O programa CBERS de satélites de sensoriamento é considerado hoje um instrumento valioso de auxílio na formulação de políticas públicas em áreas como fiscalização ambiental, desenvolvimento agrícola e planeamento urbano. No último dia 19 de Setembro, foi lançado com sucesso o terceiro satélite da série CBERS e ainda há outros dois, mais avançados, em fase de desenvolvimento, que deverão ser lançados em 2010 e 2012.
Segundo o Itamaty, a distribuição de imagens CBERS para a África será possível graças à utilização de estações de recepção localizadas na África do Sul, no Quénia (de propriedade italiana), nas Ilhas Canárias (operada pela Espanha) e na Itália.
A distribuição será feita por intermédio do sistema GEONetCast, estabelecido pelo GEO, bem como por outros esquemas de disseminação pela Internet. (Notícias Lusófonas)