3 março 2014, Resistir.info
http://www.resistir.info (Portugal)
por Nil
Nikandrov*
As tentativas para desestabilizar a
Venezuela não acabaram, apesar dos esforços do governo de Nicolas Maduro para
iniciar um diálogo com a oposição. A última tentativa para pôr o governo à
prova foi uma manifestação da oposição em 12 de Fevereiro em frente da
Procuradoria-Geral no centro de Caracas. Entre as reivindicações dos
manifestantes estava a libertação imediata dos que foram presos pela
participação em motins de rua nas cidades de Tachira e Merida e em eleições
anteriores.
Durante estes motins, choveram pedras e cocktails Molotov sobre a polícia. Vários carros da polícia foram devorados pelas chamas. Grupos de jovens começaram a arrombar as portas da
Durante estes motins, choveram pedras e cocktails Molotov sobre a polícia. Vários carros da polícia foram devorados pelas chamas. Grupos de jovens começaram a arrombar as portas da
Procuradoria-Geral e a destruir as
portas da entrada para a estação do metro do Parque Carabobo e os brinquedos de
um parque de crianças vizinho. Muitos dos vândalos usavam máscaras e coletes à
prova de balas e empunhavam barras de metal. Alguns deles tinham armas de fogo.
Houve feridos e morreram duas ou três pessoas mas, mesmo no auge da confrontação,
a polícia só usou balas de borracha e gás lacrimogénio.
A violenta manifestação foi organizada
via Internet pelo grupo radical da oposiçãoVoluntad Popular. O seu líder,
Leopoldo Lopez há muito que defende acerrimamente o derrube do actual regime
pela força. O Procurador-Geral deu ordens para a sua detenção. Segundo todas as
aparências, Lopez passou à clandestinidade e refugiou-se nos EUA (sabe-se que
está a colaborar com a CIA). Foi ainda emitido outro mandado de prisão para o
vice-almirante reformado Fernando Gerbasi, antigo embaixador da Venezuela em
Bogotá. Este chefiou a organização de distúrbios no território fronteiriço na
Colômbia.