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terça-feira, 12 de novembro de 2013

JUSTIÇA INTERNACIONAL, DO SONHO À REALIDADE



1 novembro 2013, Le Monde Diplomatique http://www.diplomatique.org.br (Brasil)

ESTILINGUE CONTRA PAÍSES AFRICANOS

Em reunião de cúpula extraordinária, os países da União Africana pediram a suspensão das ações no Tribunal Penal Internacional contra chefes de Estado em exercício. Eles desafiam um dos princípios da corte, ao mesmo tempo que revelam as contradições inerentes da justiça internacional

por Francesca Maria Benvenuto*

Dez anos de luta contra a impunidade”, proclama orgulhosamente o site do Tribunal Penal Internacional (TPI). Desde sua entrada em vigor, em 2002, esse tribunal de novo tipo julga pessoas acusadas de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra e ainda crimes de agressão externa contra um país soberano. Uma vez que o Estatuto de Roma, que fundou o TPI, denuncia um forte grau de impunidade, a nova jurisdição foi pensada em ruptura com o direito penal internacional clássico julgado ineficaz.
Contrariamente aos tribunais penais para a ex-Iugoslávia (TPIY)1 e para Ruanda (TPIR), cujas intervenções foram limitadas a um território e a um período determinados, o TPI pode julgar qualquer infração que