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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Vaticano/El Papa insistió con su crítica al Lawfare




El jefe de la iglesia Católica se mostró preocupado ante juristas por "el uso indebido" de la prisión preventiva y "el uso arbitrario" de esa medida judicial.

El papa Francisco reiteró sus críticas al uso político de la prisión preventiva.


El papa Francisco expresó su preocupación por "el uso indebido de la detención preventiva", planteó su "preocupación sobre el uso arbitrario" de esa medida judicial y criticó la reformas jurídicas que intentan justificar los crímenes cometidos por agentes o fuerzas de seguridad. Bergoglio hizo estas advertencias al hablar en el Vaticano en el marco XX Congreso Mundial de la Asociación Internacional de Derecho Penal. Aludiendo a una referencia que él mismo había hecho sobre el tema tiempo atrás el Papa aseguró que

terça-feira, 2 de julho de 2019

Abya Yala, Patria Grande, Argentina/"La cuestión del trabajo es urgente": Declaración de los obispos de la Comisión de Pastoral Social


01 de julio de 2019, 01 de julio de 2019, Página 12 https://www.pagina12.com.ar (Argentina) https://www.pagina12.com.ar/203596-la-cuestion-del-trabajo-es-urgente

Como cierre de la Semana Social realizada en Mar del Plata, los obispos advirtieron sobre la situación del empleo y cuestionaron la desigualdad social y el "capitalismo de base extractivista".


Los obispos católicos que integran la Comisión de Pastoral Social cerraron en Mar del Plata la "Semana Social" de la Iglesia emitiendo un documento en el que señalan que "la cuestión del trabajo" es urgente y "no solo para alcanzar el salario mínimo vital y móvil, que ya en sí mismo es un asunto de justicia", sino "porque el trabajo de todas y de todos es fundamental para estructurar la vida y el desarrollo integral de cada persona, de la familia, y de la Patria". El equipo de obispos que encabeza Jorge Lugones hizo suyos diferentes diagnósticos aportados por los participantes al encuentro, criticó el "capitalismo de base extractivista" y pidió que "no nos dejemos robar la alegría del trabajo".

Los obispos recogieron de los participantes e hicieron suyas afirmaciones respecto de que "el grado de desigualdad social en que estamos sumergidos es muy grande y peligrosísimo para nuestro país", el pedido de "direccionar la economía hacia un modelo que abandone la especulación y estimule la cadena de valor y la producción", criticaron

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A REABERTURA DO CASO ANGELELLI, BISPO ASSASSINADO PELA DITADURA MILITAR ARGENTINA


IHU - Unisinos *


[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br

Adital – 4 agosto 2008

Enrique Angelelli era bispo da província de La Rioja, na Argentina, quando foi morto no dia 4 de agosto de 1976, pelo regime militar daquele país. Há dois anos, ao completar os 30 anos da morte do bispo, cuja vida e ação ficaram fortemente arraigadas na vida da igreja e da sociedade argentina, o governo de Néstor Kirchner reabriu o caso, investigando se realmente foi simplesmente um acidente automobilístico que matou o bispo.

Angelelli morreu golpeado pelas pedras depois que sua camioneta tombou. O acidente foi provocado e ele, acidentado, mas com vida, ficou sobre o asfalto. A polícia bloqueou a zona e recolheu o veículo. Poucas horas depois uma pasta com a documentação que Angelelli havia reunido para provar o assassinato de dois padres (Longueville e Murias) estava na mesa do ministro de Interior da ditadura, general Albano Harguindeguy.

Washington Uranga, jornalista, docente e pesquisador na área da Comunicação, diretor de pós-graduação da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires e que exerce a docência tanto na graduação como na pós-graduação em comunicação nas Universidades de Buenos Aires, La Plata, Catamarca, Cuyo, Patagonia Austral e Comahue (Argentina) e Andina Simón Bolívar (Bolivia), concedeu uma entrevista, por telefone, de Buenos Aires, à IHU On-Line. Uranga é colunista do jornal Página/12 e assessor do Ministro de Desenvolvimento Social.

Uranga teve alguns contatos com o dom Angelelli na sua juventude e acompanha, como jornalista a memória que ficou viva na sociedade argentina por mais de trinta anos. Na entrevista, o jornalista fala sobre a reabertura da investigação (acidente automobilístico ou assassinato) e sobre as repercussões do fato no vizinho país.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Em que contexto se deu a reabertura do caso Angelelli e como repercutiu na Igreja?

Washington Uranga - O caso foi reaberto no ano pasado, no marco da política de direitos Humanos do governo do presidente Kirchner que reatualiza todo o debate sobre direitos humanos na Argentina. Na verdade não se conseguiu avançar o que a vontade política quereria que avançasse. A reação da Igreja consiste em manter o caso no interior do âmbito eclesial. Ou seja, há um resgate da figura de Angelelli e uma iniciativa que promove o processo da sua canonização. Há inclusive uma comissão da Conferência Episcopal que estuda o caso e reúne elementos para esse encaminhamento.

IHU On-Line - Houve um reconhecimento oficial da hierarquia da igreja argentina de que foi um assassinato e não um acidente?

Washington Uranga - Nunca houve uma declaração formal, mas esse mesmo fato de ter uma comissão reunindo antecedentes para encaminhar a canonização aponta a esse reconhecimento. O cardeal Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires e presidente da Conferência Nacional dos Bispos da Argentina, cada vez que é consultado, dificilmente fala em martírio, mas sim em testemunho de vida, testemunha de fé, e sob a condução dele a Conferência Episcopal está encaminhando o processo. Além do formal e institucional, a figura de Angelelli está inserida na vida de grande parte da igreja argentina, esse reconhecimento se dá na vida quotidiana.

IHU On-Line - O que tornou Enrique Angelelli uma figura tão perigosa para o regime militar?

Washington Uranga - O assassinato tem a ver com um testemunho eclesial diferente no momento em a hierarquia da igreja católica aparecia na Argentina como uma grande aliada da ditadura militar, em 1976. O regime militar não tolerava que alguém desse nível de institucionalidade eclesial mostrasse um outro rosto e tivesse opiniões críticas. Além disso, Angelelli já vinha mostrando uma imagem de Igreja que se caracterizava pela opção pelos pobres, criticando não somente ao governo militar; mas, também, a todo tipo de concentração de poder.

IHU On-Line - Você o conheceu?

Washington Uranga - Sim, não tive muito contato com ele porque eu era muito jovem. Mas falei, algumas vezes, com ele. Eu trabalhava na pastoral da juventude da Igreja e ele era uma figura muito sedutora para os que tínhamos aquela idade nesse momento.

IHU On-Line - Que destacaria da pessoa de Angelelli a partir das suas próprias lembranças e das lembranças de outras pessoas?

Washington Uranga - Tinha um enorme carisma pessoal e uma enorme capacidade de escuta. Uma disposição para a escuta que a mim me parece própria de um pastor. Enorme capacidade de acompanhamento. Ele estava do lado dos que queriam transitar caminhos de radicalidade evangélica e os acompanhava com grande capacidade de entrega. Seu assassinato ocorreu porque foi ao encontro de padres que tinham sido assassinados.

IHU On-Line - O que ele significa hoje para a igreja argentina?

Washington Uranga - Está inserido na vida da Igreja argentina. Fora os setores extremamente conservadores é muito difícil alguém negar a importância da figura de Angelelli. É muito reconhecido, também, entre a hierarquia. Na Argentina existem capelas com nome de Angelelli, rádios Angelelli, comunidades de base Angelelli; e isto mostra que há um reconhecimento social, institucional e pastoral.

IHU On-Line - O fato da reabertura do caso por parte do governo contribuiu na melhoria das relações institucionais da Igreja com o governo, tão tensas no governo anterior?

Washington Uranga - Não, não acho que haja uma referência comum. Ambos podem fazer referências ao bispo, mas nunca num espaço comum. Sobre as relações, assim que a presidenta assumiu, ela fez uma convocatória e iniciou um diálogo institucional com a comissão executiva da Conferencia Episcopal, mas depois disso houve outros gestos e situações que deixaram as relações no mesmo ponto que podiam estar um ano atrás com Néstor Kirchner. A relação institucional da Igreja com o governo é muito formal, os bispos costumam chamá-la de "normal", mas não é muito próxima. Há outras instâncias de colaboração, sobretudo no trabalho social da Cáritas argentina que é uma instituição muito importante no país, tem diversos níveis de trabalho com o governo. Mas, institucionalmente falando, as relações são tão frias quanto eram antes.

IHU On-Line - O que se pode esperar da reabertura do caso?

Washington Uranga - Como em todos os casos em que se está discutindo crimes e violações dos direitos humanos, espera-se determinar exatamente quem são os culpados e que eles sejam punidos. Algumas pessoas já depuseram na justiça, mas há muita gente fora do país e não é um caso fácil de provar porque os próprios autores tiveram todas as oportunidades para apagar todas as provas.

Para ler mais:
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* Instituto Humanitas Unisinos