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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Universidade de Brasília abre primeiro curso de indigenismo do país

Deborah Souza/Agência Brasil

Brasília, 19 fevereiro 2008 - O Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB) abriu o primeiro curso de especialização em indigenismo no país. O curso Indigenismo e Desenvolvimento Sustentável tem como principal objetivo capacitar profissionais para lidar com questões de desenvolvimento sustentável nas suas atividades em terras indígenas, construindo soluções com as populações indígenas.
O coordenador do CDS, Othon Henry Leonardos, disse hoje (19), em entrevista ao programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional, que o curso terá nove disciplinas, entre elas, Povos Indígenas, Território e Economia Sociocultural, Legislação Indígena e Direito Ambiental Educação Ambiental e Sustentabilidade.
Estão abertas 55 vagas para pessoas graduadas em qualquer área. “Nós estamos com a intenção de proporcionar oportunidade para todas as áreas, pois o indigenismo não é feito só pela Funai [Fundação Nacional do Índio], é feito pela Funasa [Fundação Nacional de Saúde], e todos os ministérios estão envolvidos com o tema.”
De acordo com Leonardos, o curso terá duração de 14 meses, com quatro módulos presenciais e um local. Ele destacou que no final haverá uma monografia relacionada com problemas locais. “Os professores vão, em um dos módulos intermediários, em Manaus, conhecer os problemas locais e discutir com as pessoas que fazem o curso no Brasil inteiro.”
Além do curso de especialização, o coordenador do CDS lembrou que também serão abertas 15 vagas para um curso de extensão de indigenismo, que será gratuito e não exigirá graduação para participar da seleção.
As inscrições do curso de especialização Indigenismo e Desenvolvimento Sustentável vão até o dia 22 de fevereiro. O início está marcado para o dia 9 de março, no Centro Cultural de Brasília. Para maiores informações, acesse o site www.unbcds.pro.br

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/02/19/materia.2008-02-19.8452766012/view

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Brasil/Ministro da Justiça publica Portaria Declaratória das terras dos Tupinikim e dos Guarani no ES

Portal do Conselho Indigenista Missionário (CIMI)/28 Agosto 2007

Após anos de luta dos Tupinikim e dos Guarani, o Ministro da Justiça, Tarso Genro, finalmente, assinou a portaria que declara como terra indígena os 18.027 hectares reivindicados pelos dois povos na região de Aracruz, norte do Espírito Santo. Esta área está atualmente invadida pela empresa Aracruz Celulose.

A Portaria Declaratória foi publicada hoje (28 de agosto) no Diário Oficial da União. Agora, a Fundação Nacional do Índio (Funai) deve delimitar a terra, colocando marcos físicos nos seus limites. Após essa etapa, o presidente da República pode homologar a terra.

Em fevereiro de 2006, a Funai publicou um relatório reconhecendo a área como indígena. Em seguida, a Aracruz Celulose contestou o relatório, questionando a identidade étnica dos Tupinikim e dos Guarani. Em setembro, a Funai, após avaliar as contestações, manteve sua recomendação pela publicação da Portaria Declaratória e encaminhou o parecer para o então ministro, Márcio Thomaz Bastos. Seis meses depois, Thomaz Bastos em vez de publicar a Portaria devolveu o processo para a Funai, solicitando que fosse feita uma conciliação entre as partes.

Em julho de 2007, os indígenas retomaram parte de suas terras e reconstruíram aldeias que haviam sido destruídas em janeiro de 2006, numa violenta ação da Polícia Federal, com o apoio da Aracruz Celulose.

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=2729&eid=343


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