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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Moçambique/Hidroeléctrica de Cahora Bassa bate recorde de produção de energia
Segundo fonte da empresa, citada hoje pelo jornal Notícias, prevê-se que até 31 de Dezembro sejam alcançados cerca de 16.500 Megawats.
O presidente do Conselho da Administração do empreendimento, Paulo Muxanga disse que a concretizar-se o alcance dos 16 500 Megawatts significará uma maior disponibilidade de electricidade para suprir o défice no interior de Moçambique e nos países da região abastecidos directa ou indirectamente pela empresa.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa passou para o controlo maioritário do Estado moçambicano em 27 de Novembro de 2007, após o acordo de reversão com Portugal, então detentor da maioria das acções do empreendimento.
Ao abrigo do acordo, o Governo moçambicano deve pagar a Portugal 950 milhões de dólares norte-americanos, 250 dos quais foram entregues no dia da assinatura do acordo de reversão a 31 de Outubro de 2006.
Os principais clientes da HCB são a Electricidade de Moçambique (EDM), que compra 400 megawatts, ESKOM, produtora e distribuidora sul-africana de energia eléctrica que consome 1 300 Megawatts, e a ZESA, produtora e distribuidora de electricidade do Zimbabwe, que beneficia de 50 Megawatts.
A HCB tem capacidade para produzir 2 075 Megawatts, dos quais 1 730 são vendidos. (macauhub)
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Moçambique/Sete chefes de Estado africanos dia 27 de Novembro no Songo para passagem da gestão de Cahora Bassa

Maputo, Moçambique, 13 novembro 2007 - Sete chefes de Estado da África Austral deverão deslocar-se ao Songo, província de Tete, para participarem dia 27 do corrente na cerimónia de passagem para Moçambique da gestão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.
O jornal Notícias, de Maputo, adianta que para além do presidente moçambicano Armando Guebuza e do primeiro-ministro português José Sócrates está confirmada a presença do secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Tomaz Salomão.
A 30 de Outubro último Moçambique notificou o Governo português, comunicando formalmente que estão criadas as condições para a conclusão do processo de transferência do controlo sobre a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) no tempo previsto nos acordos rubricados o ano passado entre os dois Estados.
O entendimento alcançado entre as partes determinava que até 31 de Outubro de 2007 Moçambique deveria notificar aquele país comunicando a criação de condições para a conclusão do dossier, cujas negociações duraram algumas décadas.
Ao abrigo do acordo, Moçambique tem de pagar a Portugal 950 milhões de dólares, 250 milhões dos quais foram entregues no dia da assinatura do acordo entre o Presidente Armando Guebuza e o primeiro-ministro português, José Sócrates, a 31 de Outubro de 2006.
Após o pagamento dos 700 milhões de dólares, Moçambique passará a deter 85 por cento do capital social da HCB (contra 18 por cento anteriormente), cabendo a Portugal uma participação de 15 por cento (contra 82 por cento anteriormente), com o compromisso de alienar, futuramente, cinco por cento das suas acções a um comprador indicado ou aprovado por Moçambique. (macauhub)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Moçambique/Processo de reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa estará pronto até ao fim do ano

Maputo, 31 Outubro 2007 - Moçambique notificou ontem formalmente o Governo português de que estão criadas as condições para a conclusão do processo de reversão e transferência do controlo sobre a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) a favor do nosso país no tempo previsto nos acordos rubricados o ano passado entre os dois Estados. O entendimento alcançado entre as partes determinava que até 31 de Outubro de 2007 Moçambique deveria notificar aquele país, comunicando estarem criadas as condições para a conclusão do dossier, cujas negociações duraram algumas décadas.
Pela passagem, hoje, do primeiro aniversário da assinatura do acordo de reversão da HCB, o Presidente da República, Armando Guebuza, endereçou ontem uma mensagem aos moçambicanos comunicando que estão criadas as condições para se concluir a transmissão das acções do empreendimento no prazo previsto, 31 de Dezembro de 2007.
“Através dum processo de consulta internacional lançado pelo nosso Governo, em Fevereiro do ano em curso, foi seleccionado o consórcio Calyon/BPI para a estruturação e montagem do financiamento da reversão da HCB dentro dos prazos previstos nos acordos supracitados”, refere o Presidente da República.
Segundo o Chefe do Estado, após a sua selecção, o consórcio Calyon/BPI iniciou um trabalho interno de avaliação da HCB, do ponto de vista técnico, financeiro e legal, incluindo consultas a seus clientes, nomeadamente a Electricidade de Moçambique (EDM), Eskom, da África do Sul, ZEZA, do Zimbabwe e Southern African Power Pool, bem como o Banco Mundial.
“Em resultado desta avaliação e demais acções levadas a cabo no âmbito da estruturação e montagem do financiamento, o consórcio Calyon/BPI comunicou, formalmente, ao Governo, a 26 de Outubro corrente, da sua decisão de disponibilizar o montante a ser pago a Portugal até 31 de Dezembro do ano em curso, conforme estabelecem os acordos”, lê-se na mensagem do Presidente da República, cuja cópia foi enviada à nossa Redacção.
Segundo Armando Guebuza, “está, uma vez mais, demonstrado o inequívoco empenho do nosso Governo em colocar os recursos de que esta Pérola do Índico é dotada prioritariamente na materialização da nossa Agenda Nacional de luta contra a pobreza”. É que, conforme as suas palavras, com Cahora Bassa sob controlo de Moçambique haverá condições para se poder acelerar, mais ainda, o passo rumo ao bem-estar dos moçambicanos.
“Maior robustez da nossa economia significará mais escolas, estradas, mais postos de saúde e mais fontes de água. Significará, igualmente, mais postos de trabalho e melhoria de mais infra-estruturas sociais e económicas”, referiu Armando Guebuza, saudando o Conselho de Administração da HCB, os seus quadros de direcção, os técnicos e trabalhadores pelo seu elevado sentido de responsabilidade.
Refira-se que, ao abrigo do acordo, o Governo moçambicano deve pagar a Portugal um total de 950 milhões de dólares, 250 milhões dos quais foram entregues no dia da assinatura do acordo de reversão entre o Presidente Armando Guebuza e o Primeiro-Ministro português, José Sócrates, a 31 de Outubro de 2006. Isto significa que restam por saldar 700 milhões de dólares até ao dia 31 de Dezembro.
Assim, após a conclusão dos pagamentos, Moçambique passa a deter 85 por cento do capital social da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (contra 18 porcento anteriormente), cabendo a Portugal uma participação na ordem de 15 porcento (contra 82 porcento anteriormente), com o compromisso de este país europeu alienar, futuramente, cinco porcento das suas acções a um comprador indicado ou aprovado por Moçambique. (Notícias)