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sexta-feira, 13 de junho de 2014

GEORGE FREEDMAN E A ALEMANHA

11 junho 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

George Freedman, diretor do think-tank norte-americano Stratfor, entende que alguns países da OTAN devem aumentar os gastos militares. No caso da Polônia, cujo gasto militar é próximo de 2% do PIB, deve ser aumentado para 5%.[1] A "ameaça russa" em torno da qual Freedman e tantos deliram está sendo usada para impor aumento no gasto militar dos países que compõem a OTAN. 

"Os gastos de defesa russos cresceram mais de 10% em termos reais anualmente ao longo dos últimos cinco anos" - disse o secretário-geral da OTAN Anders Fogh Rasmussen, numa conferência de segurança em Bratislava, Eslováquia (15/5/2014). Comparou os investimentos crescentes de Moscou, com os números declinantes em vários países europeus membros da OTAN - vários dos quais cortaram gastos em 20% (até mesmo, 40% - imaginem só!), no mesmo período.[2]

Será que alguém, no ocidente, está realmente com medo da Rússia? Parece que não. A Casa Branca e Stratfor, por exemplo, não parecem intimidadas pela "ameaça" russa. George Freedman vê a Rússia como potência regional, não global; e Barack Obama não faz outra coisa além de meter-se a 'ensinar' à Rússia o que ela deve(ria) e não deve(ria) fazer. Por exemplo, uma das lições de BO à Rússia é que deve normalizar imediatamente as relações com Petro Poroshenko. Isso, só para começar. Porque a lista de instruções é longa:

1) Todas as tropas russas devem ser retiradas da fronteira da Ucrânia. O presidente dos EUA mete-se a dizer à Rússia onde deve(ria) pôr ou não pôr tropas, em território russo. É i-na-cre-di-tá-vel. É cômico. É além de ridículo.

2) É hora de pôr fim ao apoio dos russos às formações de resistência e autodefesa. Pronto. Não há o que abale a fantasia de BO, segundo a qual as