Mostrando postagens com marcador ataque químico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ataque químico. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O JOGO DA VERDADE



21 novembro 2013, Rede Voltaire http://www.voltairenet.org (França)

por Thierry Meyssan

Que se passa na Síria desde há três anos? Segundo os média da Otan e do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo-ndT), o «regime» abafa lá uma revolução democrática, em sangue. Todavia esta versão é contrariada pelo apoio actual ao governo estimado, segundo as fontes, entre 60 e 90% da população. A verdade é outra, muito diferente: a Otan e o CCG perderam, sucessivamente, uma guerra da 4a geração e uma guerra de tipo nicaraguense. Foram eles, e apenas eles, que organizaram e financiaram a morte de 120.000 Sírios.

Uma das manobras da preparação da conferência de Genebra (Genebra 2 -ndT) é a de rescrever a história da Síria. As potências da Otan e do Conselho de Cooperação do Golfo tentam impôr a sua versão dos acontecimentos, o que lhes daria uma nítida vantagem à mesa das negociações. Daí, súbitamente, uma avalanche de artigos e de reportagens recapitulativas na imprensa ocidental e do Golfo.

Os Ocidentais e o CCG afirmam que a crise síria se situa no prolongamento da «primavera árabe». O «regime de Bachar» teria esmagado, num banho de sangue, a aspiração do seu povo à democracia. A Otan e o CCG teriam, então, intervido para proteger a população civil.

A realidade é muito diferente: os Estados Unidos planificaram a destruição da Síria aquando de uma reunião, a 15 de setembro de 2001, em Camp David. Começaram a prepará-la adoptando o Syria Accountibility Act (Lei de Avaliação da Síria-ndT), a 12 de dezembro de 2003. Primeiro, tentaram precipitar a Síria na guerra fazendo adoptar a resolução 1559 do Conselho de segurança, depois assassinando o antigo Primeiro- ministro libanês Rafic Hariri, e acusando disso, nomeadamente, o presidente el- Assad.

Tendo falhado esse cenário, sub-contrataram a guerra ao Reino Unido e à França, que se prepararam para tal pelo Tratado de Lancaster, a 2 de novembro de 2010. O sinal de lançamento das operações foi dado