24 de Outubro de 2015, Brasil 247
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Marcelo Zero
Sociólogo, especialista em
relações internacionais
e assessor da Liderança do PT no
Senado
O golpe não é contra Dilma. Não é contra Lula. Não é contra o PT.
O golpe é contra os 54,3 milhões de votos que elegeram a presidenta em
eleições livres e limpas. O mandato presidencial a eles pertence. Caso a
agressão à soberania popular promovida pelo golpe se concretize, eles é que
serão cassados.
O golpe é contra os 42 milhões de brasileiros que ascenderam à classe
média, nos últimos 13 anos. É contra os 22 milhões de cidadãos que deixaram a
pobreza extrema para trás. É contra as políticas sociais que praticamente
eliminaram a miséria no Brasil. Miséria histórica, atávica, contra a qual os
representantes do golpismo pouco ou nada fizeram, quando governavam.
O golpe é contra um processo de desenvolvimento que conseguiu tirar o
Brasil do Mapa da Fome. Fome secular, vergonhosa, que os golpistas nunca
conseguiram saciar. O golpe é para colocar o Brasil no Mapa da Vergonha.
O golpe é contra a igualdade e pela desigualdade. Os que apostam no golpe
também apostam na desigualdade como elemento essencial para o suposto bom funcionamento
da economia e da sociedade. Eles apostam na meritocracia dos privilégios.
O golpe é contra a valorização do salário mínimo, que aumentou 76,5%, nos
últimos 11 anos. O golpe é pelos salários baixos para os trabalhadores, pois,
para os golpistas, salários reduzidos são essenciais para o combate à inflação
e a competitividade da economia.
O golpe é contra a geração de 21 milhões de empregos formais, ocorrida nos
últimos 12 anos. Quem aposta no golpe aposta num nível de desemprego mais alto,
para
