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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Brasil/Jornalistas resgatam experiência da Cadernos do Terceiro Mundo e apontam necessidade de democratizar a comunicação



22 novembro 2013, NPC - Núcleo Piratininga de Comunicação http://nucleopiratininga.org.br (Brasil)

Por Marina Schneider--NPC

A lembrança do papel informativo e de formação política da  revista Cadernos do Terceiro Mundo emocionou muitos participantes do 19o Curso Anual de Comunicação do NPC na noite do dia 20. A jornalista Beatriz Bissio, uma das fundadoras, diretoras e editoras da revista, fez uma apresentação com base na experiência da publicação, que existiu de 1974 a 2006 e foi pioneira na inversão dos fluxos comunicativos, promovendo uma aproximação e um conhecimento mútuo entre os “países do Sul” – da América Latina, da África e da Ásia. Bissio participou da mesa “A mídia da burguesia, a nossa e a formação das ideias” ao lado do também jornalista Gilberto Maringoni.

“Cadernos do Terceiro Mundo marcou um jornalismo de combate às ditaduras, mas era uma revista carregada de todo um ideário que queria contestar não somente as próprias ditaduras, mas sobretudo a forma como chegava a nós – e continua chegar – a visão de mundo”, apontou a jornalista.  Ela lembrou o contexto dos anos 1970 em que, no marco do movimento dos países não alinhados, passou a ser discutido o tema da eliminação das assimetrias dos fluxos informativos e se fortaleceu a crítica à falta de pluralidade das agências de notícias dos países ricos.

Este cenário foi detectado por meio de uma pesquisa extensa, ratificada pela Unesco em 1980 com a publicação do Relatório MacBride “Relatório MacBride – um mundo, muitas vozes”.