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quarta-feira, 12 de março de 2014

A ALEMANHA E A RESTAURAÇÃO DOS OLIGARCAS NA UCRÂNIA

9 março 2014, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

http://www.german-foreign-policy.com/de/fulltext/58816 (alemão)
7/3/2014, Tlaxcala Rede Internacional de Tradutores (Trad. de Fausto Giudice, do alemão ao francês)
http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=11642

KIEV/BERLIN - O governo instalado em Kiev por um golpe de estado encorajado por Berlim amplia sua cooperação com os oligarcas ucranianos. 

Dois deles foram nomeados governadores das grandes regiões de Donetsk e de Dnipropetrovsk, e um terceiro, até aqui tido como partidário do presidente deposto Viktor Yanoukovitch, manifesta-se agora como aliado do governo, contra as forças pró-Rússia. 

O que se vê cada vez mais claramente é uma restauração dos centros de poder contra os quais foi dirigida a rebelião da praça Maidan, no início do movimento, antes de ser instrumentalizada pela Alemanha e outros estados ocidentais, com o objetivo de levar ao poder em Kiev um governo pró-ocidente - com vistas a integrar a Ucrânia aos seus próprios sistemas de aliança.

A luta pela influência em Kiev trava-se mais uma vez entre a Alemanha e a Rússia: no início da 1ª Guerra Mundial, Berlim começou a tentar arrancar a Ucrânia da esfera de influência russa, para enfraquecer o inimigo. Em 1918, Berlim conseguiu por alguns meses ter Kiev sob seu controle. Antes, o reino fizera campanha para libertar a Ucrânia do jugo opressivo do czar; mas os alemães rapidamente levaram ao poder em Kiev um representante dos grandes proprietários de terras ucranianos, o que levou partes da população a novas revoltas.

O governo putschista de Kiev apoiado por Berlim coopera cada vez mais abertamente com os oligarcas ucranianos detestados pela população. Já durante as manifestações populares na praça Maidan,