22 maio 2016, Fonte: Senadora Gleisi Hoffman
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João Capiberibe*
Vamos começar lá de trás,
colocando na roda do mundo o Marechal Deodoro da Fonseca que, no dia 15 de
novembro de 1889, liderou uma quartelada e destronou seu amigo, o Imperador do
Brasil, Dom Pedro II. Aquele barbudo sisudo dos compêndios de história do nosso
tempo de criança.
Dizem os historiadores que isso
aconteceu por que a filha do Imperador, Princesa Isabel, contrariando a turma
do agronegócio daquela época, no dia 15 de maio de 1888 assinou uma Lei,
apelidada de Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil.
Um dia desses, ao saber que a
primeira constituição republicana, a de 1891, tinha proibido o voto aos
analfabetos, fiquei curioso. Fui à cata de informação, quis saber quantos eram
os analfabetos que, naqueles idos, perderam seus direitos políticos. Vejam só
que achado. Primeiro, descobri que no tempo do Brasil colônia e durante quase
todo o império eles votavam. Verdade! Era-lhes assegurado