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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Lula diz que Embrapa, em 34 anos, revolucionou agricultura brasileira

Carolina Pimentel/Repórter da Agência Brasil

Brasília, 8 outubro 2007 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (8), em seu programa de rádio Café com o Presidente, esperar que os brasileiros não valorizem a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apenas por causa dos elogios do ex-secretário de Estado norte-americano Colin Powell à instituição.
"Espero que nenhum brasileiro comece a valorizar a Embrapa porque o Colin Powell falou bem. A Embrapa, nos seus 34 anos de existência, revolucionou a agricultura brasileira. Hoje, o Brasil tem uma posição de destaque no mundo agrícola, no agronegócio e é importante lembrar o que a Embrapa fez nesse país”, afirmou Lula. Na semana passada, Powell afirmou, em no jornal The New York Times, que a empresa transformou o Brasil em uma superpotência agrícola.
O presidente lembrou que as pesquisas da Embrapa revolucionaram a agricultura nacional, com enfoque no cerrado. “Lembro que as pessoas falavam que o cerrado é tão ruim que as árvores nascem tortas, ou seja, elas não conseguem crescer retas. Graças às pesquisas, a Embrapa conseguiu revolucionar, e hoje o cerrado é um dos centros produtores de grãos dos mais importantes do mundo e do Brasil”, disse.
A Embrapa tem 2.200 pesquisadores, sendo 53% doutores e 45% mestres. Em dezembro de 2006, a empresa abriu seu primeiro escritório na África, com sede em Acra, capital de Gana. De acordo com o diretor executivo da estatal, Kepler Euclides, que participou do programa de rádio, a idéia de abrir a filial é compartilhar tecnologia e conhecimento com os africanos.
“A abertura do escritório na África foi fruto da política estabelecida de que pudéssemos compartilhar parte do conhecimento, das tecnologias desenvolvidas, que serão facilmente ajustadas e adaptadas àquele continente”, explicou.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/08/materia.2007-10-08.5770419121/view

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Moçambique/Participação de empresas brasileiras cresce no país

Maputo, 2 setembro 2007 - Algumas das principais empresas brasileiras têm investido e fortalecido a sua presença em Moçambique desde Junho passado quando a Companhia do Vale do Rio Doce foi encarregada da exploração do carvão de Moatize com reservas estimadas em 2,5 bilhões de toneladas de carvão, uma das maiores do mundo.


Além da Petrobras e da Vale do Rio Doce, uma constelação de pequenas firmas tem interesse no mercado do país africano.


Mais recentemente, a Petrobras manifestou interesse às autoridades moçambicanas de investir nas áreas de petróleo e dos biocombustíveis, estando prevista a assinatura de um acordo sobre o tema durante a visita do presidente Armando Guebuza ao Brasil,que vai decorrer de 4 a 7 de Setembro próximos.


Outra companhia que pretende investir no país africano é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura.


Além das grandes empresas, que dão entrada ao país, cresce também no mercado moçambicano o número de pequenas e médias empresas.


Durante a visita do presidente moçambicano, Armando Guebuza, que chega ao Brasil na terça-feira, será discutido o projecto para a construção em Moçambique de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais, para tratamento de pessoas portadoras do VIH/Sida.


A obra, aprovada pelo Conselho de Ministros de Moçambique há duas semanas, vai contar com especialistas brasileiros, principalmente na capacitação dos operários. (AngolaPress)