Mostrando postagens com marcador Confederação de Nacionalidades Indígenas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Confederação de Nacionalidades Indígenas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Abya Yala*/A crise equatoriana em 12 pontos


14/10/2019 16:00, Carta Maior (Brasil) https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Pelo-Mundo/A-crise-equatoriana-em-12-pontos/6/45456


Por Tiago Soares Nogara*

1. No último dia 01/10, o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou a adoção de um pacote de medidas de austeridade, em consonância com as prerrogativas para a obtenção de um robusto empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI). Este pacote promoveu a eliminação dos subsídios ao consumo de combustíveis, ferramenta que perdurava há mais de 40 anos no país. Como consequência, o preço do diesel subiu em cerca de 120% e o da gasolina regular em 30%. Respondendo às medidas, que afetaram abruptamente o poder de compra da população, foram convocadas inúmeras paralisações no dia 03/10, ensejando uma greve nacional que mobilizou caminhoneiros, motoristas de ônibus, de taxis e vans escolares. O governo reagiu com pronta repressão, decretando Estado de exceção e detendo mais de 379 pessoas nos primeiros dias de manifestações.

2. No dia 8, Moreno comunicou a transferência da sede do governo de Quito, centro das agitações, para Guayaquil, numa aparição televisiva ao lado do vice-presidente, Otto Sonnenholzner, e do comando militar do país. Nesta mesma data, começaram a chegar à capital contingentes militantes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), para encorpar os protestos. Não tardou para que a Assembleia Nacional do Equador fosse invadida, com instalação de uma “Assembleia Popular” pelos movimentos sociais, que