14/10/2019 16:00, Carta Maior (Brasil) https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Pelo-Mundo/A-crise-equatoriana-em-12-pontos/6/45456
Por Tiago Soares Nogara*
1. No
último dia 01/10, o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou a adoção de
um pacote de medidas de austeridade, em consonância com as prerrogativas para a
obtenção de um robusto empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI). Este
pacote promoveu a eliminação dos subsídios ao consumo de combustíveis,
ferramenta que perdurava há mais de 40 anos no país. Como consequência, o preço
do diesel subiu em cerca de 120% e o da gasolina regular em 30%. Respondendo às
medidas, que afetaram abruptamente o poder de compra da população, foram
convocadas inúmeras paralisações no dia 03/10, ensejando uma greve nacional que
mobilizou caminhoneiros, motoristas de ônibus, de taxis e vans escolares. O
governo reagiu com pronta repressão, decretando Estado de exceção e detendo
mais de 379 pessoas nos primeiros dias de manifestações.
2. No dia 8, Moreno comunicou a transferência da sede do governo de Quito, centro das agitações, para Guayaquil, numa aparição televisiva ao lado do vice-presidente, Otto Sonnenholzner, e do comando militar do país. Nesta mesma data, começaram a chegar à capital contingentes militantes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), para encorpar os protestos. Não tardou para que a Assembleia Nacional do Equador fosse invadida, com instalação de uma “Assembleia Popular” pelos movimentos sociais, que
2. No dia 8, Moreno comunicou a transferência da sede do governo de Quito, centro das agitações, para Guayaquil, numa aparição televisiva ao lado do vice-presidente, Otto Sonnenholzner, e do comando militar do país. Nesta mesma data, começaram a chegar à capital contingentes militantes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), para encorpar os protestos. Não tardou para que a Assembleia Nacional do Equador fosse invadida, com instalação de uma “Assembleia Popular” pelos movimentos sociais, que