Mostrando postagens com marcador Comissao Africana de Energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comissao Africana de Energia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de março de 2012

Angola/Estatal angolana Sonangol a caminho de assegurar o controlo do grupo português Galp Energia


12 março 2012/Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) está em vias de reforçar a sua participação na Galp Energia, passando a ser o principal accionista e assumindo a gestão de um dos principais grupos portugueses.

O reforço da participação, alvo de negociações em curso em Lisboa, de acordo com informação da agência financeira Bloomberg, passa pela compra de parte da participação de 33.34% da italiana ENI, avaliada em 3,7 mil milhões de euros.

De acordo com a mesma fonte, o governo português “não quer que a empresa angolana detenha tanto controlo na cotada portuguesa”, pelo que uma percentagem da participação do grupo ENI poderá ser vendida a outros investidores.

Segundo a folha de informação África Monitor, publicada em Lisboa, o interesse da Sonangol resulta de orientações das autoridades angolanas em adquirir integralmente a participação da ENI, o que lhe daria 51%, somando a sua participação indirecta de 16%, através da Amorim Energia, e aquisições em bolsa.

A par das negociações com a ENI, que envolveram uma ida recente a Luanda do presidente executivo do grupo italiano, Paolo Scaroni, a Sonangol está também a negociar a sua saída da Amorim Energia, refere o Africa Monitor.

A equipa da Sonangol envolvida nas negociações em curso em Lisboa é formalmente encabeçada por Batista Sumbe, administrador da companhia e presidente da Sonangol Holding.

A ENI tem interesses antigos e vastos na exploração de petróleo em Angola e a alienação da sua participação na Galp a favor da Sonangol, no todo ou em parte, é considerada relativamente fácil de negociar.

O governo português, adianta a mesma fonte, terá persuadido a Sonangol a conformar-se com uma maioria simples na Galp Energia, eventualmente 34%, o que significará que a aquisição da participação da ENI será parcial.

O esforço financeiro associado à compra da participação da ENI, com a venda estimada das acções a um preço 10% acima do valor bolsista, terá comprometido a entrada de investidores portugueses, conforme queria o governo de Lisboa, refere o Africa Monitor.

A Sonangol tem vindo a reforçar os seus interesses em Portugal e tornou-se recentemente no principal accionista do Millennium BCP, o maior banco privado português, com mais de 20% do capital.

O lucro da Sonangol ascendeu a 3,313 mil milhões de dólares em 2011, de acordo com estimativas preliminares, revelou o presidente da petrolífera angolana Francisco de Lemos Maria.

Com a economia portuguesa a atravessar uma crise que se traduz na desvalorização do valor implícito das grandes empresas, os investimentos angolanos têm vindo a aumentar, segundo salientou a Economist Intelligence Unit num dos seus mais recentes relatórios. (macauhub)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Angola é co-fundadora de comissão energética na África

Lisboa, 18 fevereiro 2008 - Angola está entre os países da União Africana (UA) fundadores da Comissão Africana de Energia (Afrec), "braço" da organização pan-africana para o setor energético, oficialmente criada no domingo, noticia a Panapress.
Entre os fundadores do novo organismo, oficializado no final de uma reunião ministerial de três dias em Argel, estão outros países africanos membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Nigéria, Líbia e Argélia.
"A AFREC é um organismo de cooperação e coordenação, mas também de ação para os africanos no setor da energia", afirmou, citado pela imprensa local, o ministro da Energia argelino, Chakib Khelil, atualmente presidente em exercício da OPEP.
Entre as competências do novo organismo está a definição de políticas, estratégias e planos para o desenvolvimento energético integrado do continente africano.
Está ainda prevista a troca de informação entre os países membros, tendo em vista a racionalização de recursos à escala do continente, além do desenvolvimento de recursos humanos e capacidades e dinamização de um mercado africano de energia. (Lusa)