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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Arquivo Secreto, Brasil/A reação do governo Bolsonaro contra a Vaza Jato mostra por que nossas reportagens sobre o arquivo secreto são tão vitais


28 de Julho de 2019, 20h23, The Intercept.com https://theintercept.com/2019/07/28/reacao-bolsonaro-vaza-jato-reportagens-vitais/


Quando foram publicadas , nesta semana, notícias de que a Polícia Federal prendeu quatro suspeitos de hackear o Telegram de várias autoridades brasileiras e de enviar parte desse material ao Intercept, muitos de nossos leitores se perguntaram: qual o efeito que isso terá no jornalismo que estamos produzindo a partir desse arquivo?

A resposta, em uma palavra, é: nenhum. Não terá efeito nenhum.

O interesse público na divulgação desse material era óbvio desde o princípio: esses documentos revelam más condutas sérias e sistemáticas – e, o que nos parece claro, flagrantes ilegalidades – por parte do então juiz, agora ministro da Justiça, Sergio Moro, bem como do coordenador da operação Lava Jato Deltan Dallagnol e de outros procuradores da força-tarefa. As impropriedades cometidas por Moro e pelos demais e expostas pelas reportagens do Intercept são tão sérias que levaram alguns dos maiores aliados de Moro a abandoná-lo e exigir sua renúncia uma semana depois da publicação das primeiras matérias.

À medida em que novas revelações foram sendo publicadas – pelo Intercept e por nossos parceiros jornalísticos – eles recorreram à mesma tática empregada por autoridades no mundo todo quando vêem sua corrupção sendo revelada pela imprensa: distrair a atenção de seus atos, demonstrados pelas

Secret Brazil Archive/The Bolsonaro Government’s Aggressive Response Shows Why Our Reporting on the Secret Brazil Archive Is So Vital


The Intercept https://theintercept.com/2019/07/28/bolsonaro-attacks-show-why-reporting-on-secret-brazil-archive-is-vital/

Glenn Greenwald, Leandro Demori, Betsy Reed

Justice Minister Moro and his defenders are trying to distract attention away from their own misconduct by fixating on the actions of those who revealed it.

When news emerged this week that the Federal Police had arrested four people accused of hacking the Telegram accounts of various Brazilian officials and providing some of that content to The Intercept, many of our readers asked: What effect will this have on the reporting that we have done and are continuing to do on this secret archive?
The answer, in one word: none.

The public interest in reporting this material has been obvious from the start: These documents revealed serious, systematic, and sustained improprieties and possible illegality by Brazil’s current Minister of Justice and Public Security Sergio Moro while he was a judge, as well as by the chief prosecutor of the Car Wash investigation Deltan Dallagnol and other members of that investigative task force. It was the Car Wash task force, which Moro presided over as a judge, whose prosecution of ex-President Lula da Silva resulted in his removal from the 2018 election, paving the way for the far-right Jair Bolsonaro to become president. The corruption exposed by our reporting was so serious, and so consequential, that even many of Moro’s most loyal supporters abandoned him and called for his resignation within a week of the publication of our initial stories.

As the revelations of corruption by Moro and Deltan grew — reported both by us and our journalistic partners in Brazil — those officials resorted to the tactics used by government officials everywhere when their improprieties are revealed in the press: They tried to distract attention away from their

terça-feira, 11 de junho de 2019

Brasil/Agora, só resta uma saída: soltar Lula e anular as eleições fraudadas por Moro e Dallagnol


9 de Junho de 2019 às 19:47, Brasil 247 https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/396123/Agora-s%C3%B3-resta-uma-sa%C3%ADda-soltar-Lula-e-anular-as-elei%C3%A7%C3%B5es-fraudadas-por-Moro-e-Dallagnol.htm   

Com a demolidora série de reportagens do Intercept que vieram à luz no fim da tarde deste domingo (9) simultaneamente no Brasil e no exterior, só há uma saída para o país manter-se nos marcos da institucionalidade: soltar Lula e anular as eleições fraudadas por Moro e Dallagnol; as revelações deste domingo e que continuarão com outras reportagens nos próximo dias liquidam com a Operação Lava Jato, mostrando que ela, longe de ser uma ação jurídica, tornou-se uma operação política fora da lei, que deve ter todas as duas decisões anuladas no retorno do país à normalidade judicial

247 - Com a demolidora série de reportagens do Intercept que vieram à luz no fim da tarde deste domingo (9) simultaneamente no Brasil e no exterior, só há uma saída para o país manter-se nos marcos da institucionalidade: soltar Lula e anular as eleições fraudadas por Moro e Dallagnol. As revelações da equipe de jornalistas liderados por Gleen Greenwald, que foi também responsável pela divulgação dos documentos de Edward Snowden, da NSA, liquidam completamente com a Operação Lava Jato, mostrando que ela, longe de ser uma ação jurídica, tornou-se uma operação política fora da lei, que deve ter todas as duas decisões anuladas no retorno do país à normalidade judicial.

O Intercept Brasil publicou três matérias reportagens explosivas baseadas em

COMO E POR QUE O INTERCEPT ESTÁ PUBLICANDO CHATS PRIVADOS SOBRE A LAVA JATO E SERGIO MORO


9 de Junho de 2019, 22h57, The Intercept https://theintercept.com (Brasil) https://theintercept.com/2019/06/09/editorial-chats-telegram-lava-jato-moro/


PARTE 1

Série de reportagens mostra comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer.


O Intercept Brasil publicou hoje três reportagens explosivas mostrando discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato, coordenada pelo procurador renomado Deltan Dallagnol, em colaboração com o atual ministro da Justiça, Sergio Moro, celebrado a nível mundial.
Produzidas a partir de arquivos enormes e inéditos – incluindo mensagens privadas, gravações em áudio, vídeos, fotos, documentos judiciais e outros itens – enviados por uma fonte anônima, as três reportagens revelam comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer.

O material publicado hoje no Brasil também foi resumido em duas reportagens em inglês publicadas no Intercept, bem como essa nota dos editores do The Intercept e do The Intercept Brasil.

Esse é apenas o começo do que pretendemos tornar uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, do procurador Deltan Dallagnol e da força-tarefa da Lava Jato – além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detêm um enorme poder político e econômico dentro e fora do Brasil.

A importância dessas revelações se explica pelas consequências incomparáveis das ações da Lava Jato em todos esses anos de investigação. Esse escândalo generalizado envolve diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção.

O mais relevante: a Lava Jato foi a saga investigativa que levou à prisão o ex-presidente Lula no último ano. Uma vez sentenciado por Sergio Moro, sua condenação foi rapidamente confirmada em segunda instância, o tornando inelegível no momento em que todas as pesquisas mostravam que Lula – que terminou o segundo mandato, em 2010, com 87% de aprovação – liderava a corrida eleitoral de 2018. Sua exclusão da eleição, baseada na decisão de Moro, foi uma peça-chave para abrir um caminho para a vitória de Bolsonaro. A importância dessa reportagem aumentou ainda mais depois