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sábado, 29 de junho de 2019

Brasil/Elzita Santa Cruz - A partida de um símbolo da resistência


26 de junho de 2019, 17:08 h

Gilvandro Filho, membro do Jornalistas pela Democracia, escreve sobre Dona Elzita Santa Cruz, que partiu nesta terça-feira, aos 105 anos, "personagem fundamental para se entender o que se passou neste país e o que não pode se repetir. Uma mulher que enfrentou uma das ditaduras mais cruéis de que se tem notícia na América Latina. Mas, sempre com uma palavra de carinho, com muito amor no olhar e não raro com um sorriso nos lábios"

Por Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia - Dona Elzita Santa Cruz, que partiu nesta terça-feira, aos 105 anos de idade, é um dessa mulheres a quem podemos chamar, sem medo de erro, de heroína. Foi uma vítima das mais sofridas da ditadura militar que atingiu o País durante 21 anos, a partir de 1964. Em 1974, naquele que é tido como o período mais sanguinário da história recente do Brasil, o governo do general e ditador Emílio Garrastazu Médici, ela perdeu o filho Fernando, então um jovem com 26 anos de idade, que foi preso, torturado, assassinado e

Brasil/Morre aos 105 anos Elzita Santa Cruz, após 45 anos de busca por notícias do filho desaparecido na ditadura


25/06/2019 - 12:08 / Atualizado em 25/06/2019 - 13:20, O Globo Facebook https://oglobo.globo.com/brasil/morre-aos-105-anos-elzita-santa-cruz-apos-45-anos-de-busca-por-noticias-do-filho-desaparecido-na-ditadura-23762157?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo

'Sua maior luta terminou inconclusa', diz neto. Estudante Fernando Santa Cruz foi preso por órgãos de repressão em 1974 e nunca mais foi visto

Rio — Elzita Santa Cruz Oliveira morreu, na madrugada desta terça-feira, aos 105 anos, sem uma resposta definitiva para uma pergunta que fazia há 45: "Onde está meu filho?". Desde 1974, quando o então estudante de Direito da UFF Fernando Santa Cruz foi preso por órgãos de repressão da ditadura militar, ela buscava notícias em cartas a ministros, apelos a generais e súplicas a presidentes.
"É justo, é humano, é cristão que um órgão de segurança encarcere, depois de sequestrar, um jovem que trabalhava e estudava, sem que à sua família seja dada qualquer informação sobre o seu paradeiro e as acusações que lhe são imputadas? Que direi ao meu neto quando jovem for e quando me indagar que fim levou o seu pai, se ele não tiver a felicidade de ver seu regresso? Direi que foi executado sem julgamento? Sem defesa? Às escondidas, por crime que não cometeu?", escreveu ela