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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Abya Yala*/Esclarecimentos sobre o TIAR e a Venezuela


Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/esclarecimentos-sobre-o-tiar-e-a-venezuela

 

Marcelo Zero*


O sociólogo Marcelo Zero esclarece sobre o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), aprovado nesta quarta-feira (11) na OEA por 12 votos a favor -- Brasil votou favoravelmente --, 5 abstenções e uma ausência, que pode resultar em intervenção militar na Venezuela

I. O Conselho Permanente da OEA decidiu hoje (11/09), por iniciativa da Colômbia, invocar o Tratado de Assistência Recíproca (TIAR) contra a Venezuela. 

II. O governo da Colômbia alega que o governo de Maduro está vinculado ao narcoterrorismo e que a Venezuela estaria abrigando, treinando e financiando os remanescentes das FARC e da ELN, o que se constituiria numa agressão àquele país. 

III. A invocação do TIAR foi aprovada por 12 votos a favor, 5 abstenções e um ausência. O Brasil votou favoravelmente. 

IV. A invocação, concretamente, implica a convocação o Órgão de Consulta do TIAR. Os chanceleres deverão se reunir em 2 semanas para decidir

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Brasil/DILMA: É TERRÍVEL ALGUÉM ‘HOMENAGEAR’ O MAIOR TORTURADOR QUE O BRASIL CONHECEU




19 abril 2016, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)
 
 


Dilma: “Lastimo que, nesse momento no Brasil, tenham dado espaço para esse tipo de situação de raiva, ódio e perseguição”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR




A presidenta Dilma Rousseff lamentou nesta terça-feira (19), durante entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros, a  terrível declaração de um deputado federal que ‘homenageou’, em seu voto favorável ao impeachment, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Comissão Nacional da Verdade como torturador durante o regime militar brasileiro.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Brasil/NO DIA 18 OS BRASILEIROS VÃO ÀS RUAS, CONTRA O GOLPE DA DIREITA



16 março 2016, Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os brasileiros vão se manifestar pela democracia e pela legalidade nesta sexta-feira, dia 18. Encherão as ruas com seus sentimentos em defesa do Estado Democrático de Direito. Contra a intolerância, o obscurantismo e o golpe que se trama contra a presidenta Dilma Rousseff. E confirmarão esse mesmo objetivo na manifestação marcada para 31 de março.

18 de março será o dia em que os brasileiros que trabalham e produzem as riquezas do país vão demarcar, nas ruas, com a classe média alta e elitista que as ocupou neste domingo (13). A mídia conservadora alardeia, sem razão, que foram os brasileiros que se manifestaram neste domingo (13), em apoio ao golpe e ao impeachment. Foi a manifestação da intolerância, do ódio e da discriminação. Não foram os brasileiros que saíram de casa para manifestar-se no domingo, mas a camada mais rica da população, eleitora de Aécio Neves em 2014 e que sonha com a permanência de seus privilégios que

Brasil/Moniz Bandeira: COMO OS EUA ATUAM NA GEOPOLÍTICA DA PRIMAVERA ÁRABE AO BRASIL



13 março 2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)Share Button

Luis Nassif e Patricia Faermann entrevistam o Prof. Moniz Bandeira

Jornal GGN – Mais de cinco anos se passaram desde o início dos protestos no Oriente Médio, que ficaram conhecidos como Primavera Árabe. As revoltas foram desencadeadas contra presidentes que estavam entre 20 e 40 anos no poder. Mas as condições para os conflitos tinham motivações sociais: alto desemprego e economias estagnadas. Terreno ideal para o incentivo norte-americano, estrategista no investimento de milhões de dólares na disseminação de sua ideologia.

Zine al-Abidine Ben Ali estava há mais de 20 anos no poder da Tunísia, Hosni Mubarak há 30 no Egito, Muammar Khadafi governou a Líbia por 42 anos, e Bashar al-Assad sucede o governo de 30 anos de seu pai na Síria, país que até hoje é palco de guerra civil, obrigando ao deslocamento de boa parte de sua população, agora na condição de refugiados pelo mundo.

Mas não foi pelo meio bélico que os Estados Unidos defendeu seus interesses nos países orientais em 2011. A essa outra forma de “ataque”, o estrategista militar norte-americano Thomas Barnett denominou

Brasil/“AS ELITES NÃO EVOLUÍRAM. AINDA É MUITO PARECIDO COM 1964”, afirma historiadora



Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra http://www.geledes.org.br (Brasil)
Publicado há 12 meses -- em 1 de abril de 2015

Maria Aparecida de Aquino é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, colabora com o Programa de Pós-Graduação em História Social da mesma instituição. Durante a carreira, se dedicou ao estudo da repressão política durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente a censura exercida sobre os veículos de comunicação.

Por Rafael Tatemoto Do Brasil de Fato

Nesta entrevista à Agência Brasil de Fato, ela aborda os motivos que levaram ao golpe de Estado, o papel exercido pela imprensa e faz comparações com o atual cenário da política nacional. Segundo a historiadora, há um elemento em comum entre passado e presente: “Uma das coisas que persistem é o comportamento das elites. Ainda é muito parecido com o que era em 1964.”

Brasil de Fato: Quais foram os motivos que levaram ao golpe de 1964?
A gente precisa levar em consideração que no golpe estão presentes diversas forças dentro do Brasil, bem como existiu apoio internacional – mais especificamente, apoio dos Estados Unidos. Quando a gente pensa quais seriam os motivos que levariam essas forças internas e externas a embarcarem numa aventura, que foi o golpe de 1964 – aventura essa ilegal e ilegítima sobre todos os aspectos – existem razões bastantes diversas. Se tivéssemos que centralizar essas razões eu diria que, basicamente, foi o programa de reformas, as chamadas reformas de base do então presidente João Goulart, o elemento detonador dessa questão. Essas reformas atingiriam todos os setores: penetrariam na educação, no mundo agrícola, na indústria. Era uma proposta para mudar o Brasil.

Mas não se tratavam de reformas feitas em outros países? Por que aqui não foram aceitas pela elite?
Sim, era um projeto reformista, não revolucionário, mas “há elites e há elites”. Ela não aceitou porque

quarta-feira, 16 de março de 2016

Brasil/LAVA JATO: TUDO COMEÇOU EM JUNHO DE 2013

10 março 2016, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina http://site.adital.com.br (Brasil)

Por Luis Nassif

A operação fugiu do padrão escracho da Lava Jato. Lula foi conduzido em sigilo à sala VIP do aeroporto de Congonhas, na beira da pista, com um jatinho da Polícia Federal no hangar pronto para decolar. Pesados todos os fatos e possibilidades, a hipótese mais robusta foi levantada por José Gregori, ex-Ministro da Justiça do governo FHC: a intenção era, de fato, prender Lula e conduzi-lo a Curitiba.

No interrogatório havia quatro delegados da PF e quatro procuradores. À medida que o tempo avançou e divulgou-se a localização de Lula, de dentro da sala era possível ouvir os urros da multidão do lado de fora.

Seja lá o que ocorreu, a ida de deputados do partido a Congonhas, a aglomeração de manifestantes, o fato é que não se consumou a operação.

No final do dia, um Sérgio Moro visivelmente assustado com os riscos da operação, soltou a nota oficial explicando que o pedido partiu dos procuradores, enfatizando a intenção de preservar a imagem e a integridade de Lula e lançando um apelo pela paz e pela concórdia.
Mesmo com a perspectiva de acirramento de conflitos de rua, os procuradores da Lava Jato trataram de botar mais óleo na fervura, soltando a nota em que desmentiam as razões invocadas por Moro e se comportam como deuses ex-machina.

Aliás, a história reconhecerá no futuro a enorme contribuição do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima para expor a conspiração quase em tempo real. Seu estilo grosseiro, tosco, atropela e expõe uma estratégia muito mais refinada. Tão refinada que parece difícil que tivesse sido planejada em Curitiba.

A estratégia se completa com a matéria de ontem da Folha, de que a Lava Jato prepara um conjunto de ações de improbidade visando impedir Lula de concorrer novamente, confirmando, aliás, os cenários que venho traçando.

Os dois comunicados, mais as informações adicionais, colocam, de uma vez, quatro peças a mais no nosso quebra-cabeças.

Peça 1 – A radicalização é alimentada pelos procuradores da Lava Jato. Mais do que explicações, a nota oficial dos procuradores é um libelo, antecipando a peça final da acusação.

Peça 2 – Moro não é nem nunca foi o cérebro por trás da operação.
Uma operação dessa envergadura não poderia ter sido obra de um juiz de primeira instância, de um estado pouco relevante politicamente, conhecido por

sábado, 11 de abril de 2015

CÚPULA DAS AMÉRICAS: CRISTINA ASSUME O PAPEL DE CHÁVEZ NA AL

10 abril 2015, 11 abril 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Francisco das Chagas Leite Filho*, no blog Café na Política

Prestem atenção na postura de Cristina Kirchner na 7ª Cúpula das Américas, que reúne os presidentes dos 35 países do continente, entre eles Barak Obama, na Cidade do Panamá. Ela deverá fazer uma contundente defesa da Venezuela, ameaçada de invasão segundo insinua um decreto do próprio Obama, e responsabilizar os Estados Unidos pelo processo de desestabilização desencadeado ao mesmo tempo contra aquele país, a Argentina e o Brasil. 

Tudo indica que falará com o respaldo dos respectivos chefes de Estado desses países.

O fórum e a ocasião são bem apropriados para a emergência de uma voz unificadora das forças progressistas, no momento em que o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim “denuncia uma nova ofensiva neoliberal para ressuscitar a Alca”, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães alerta para os riscos de golpe de Estado e ditadura de Mercado no Brasil, e mais se aperta o torniquete desestabilizador sobre os governos Dilma Roussseff, Kirchner e Nicolás Maduro, justamente dos países-chave da região.

Cristina, pelo seu desassombro e pelo empenho pessoal e denodado junto aos colegas presidentes que resultaram na frustração de golpes de Estado da Bolívia e Equador e de outras crises produzidas pela ação conjugada dos meios de comunicação, agências de espionagens e grandes corporações, certamente, se qualificará para o papel de Hugo Chávez na articulação dessa nova etapa da

quinta-feira, 5 de março de 2015

Moçambique/Nyusi e Frelimo baralham detractores

4 março 2015, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz(Moçambique)

Filimao Suázi

In Tomás Vieira Mário: “… A Assembleia da República não é um notário para carimbar ou reconhecer documentos (…) ” - pronunciamento feito num debate havido na RM, no dia 25/02/15, entre as 15 e as 16 horas.

Quando passava menos de um mês após a tomada de posse como Presidente da Republica, o Engenheiro Filipe Jacinto Nyusi, num gesto de muito alto sentido de Estado, iniciou incursões de encontros com líderes da oposição, desde os mais famosos aos menos expressivos.

Ao que consta, trata-se de uma iniciativa que vai abranger algumas organizações da sociedade civil. Afirmamos isto na convicção de que ela exista e que está organizada em moldes tais que possa receber convites de um Chefe de Estado e de forma ordeira fazer-se ao local e conversar com o mais alto Magistrado da Nação.

Com esta abertura do Presidente da República ao diálogo alargado

terça-feira, 3 de março de 2015

Argentina/A ÚLTIMA FALA DE CRISTINA AO PARLAMENTO COM 400 MIL PESSOAS

2 março 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Por Francisco Leite Filho*, no Café na Política



A presidenta Cristina Kirchner dirigiu-se neste domingo (1º), pela última vez, no seu segundo mandato, ao Congresso da Argentina. Foi acompanhada de uma multidão de 400 mil pessoas e falou durante quase quatro horas.

A concentração na Praça Congresso, que se destacava pelo colorido da juventude, em contraste com a assepsia e encardimento dos engravatados da marcha elitista opositora de 18 de fevereiro, quis desagravá-la da campanha de infâmias, engendradas pelas corporações econômicas e midiáticas, praticamente, desde o primeiro dia de seu primeiro mandato em 2007.

A última dessas infâmias consistiu em uma denúncia fajuta que tinha como escopo a sua destituição por um golpe judicial-midiático, no bojo de um tumulto de rua, com a produção de muitos mortos e feridos. O golpe foi, finalmente, abortado na quinta-feira (26/02/15) pela desassombrada postura da chefa de Estado do país irmão, e culminou na

terça-feira, 18 de março de 2014

UM ESCÂNDALO SILENCIADO: O PROGRAMA DOS ESTADOS UNIDOS PARA A DESERÇÃO DE COOPERANTES MÉDICOS CUBANOS

16 março 2014, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A solidariedade cubana prestada a outros países através da deslocação de dezenas de milhares de médicos e outros profissionais de saúde constitui um dos mais notáveis exemplos de internacionalismo do nosso tempo. A essa incomparável acção humanitária o imperialismo responde com os mais rasteiros métodos mafiosos.

Uma das iniciativas mais mesquinhas na guerra de desgaste do governo dos Estados Unidos contra Cuba chama-se Cuban Medical Professional Parole. É o programa do Departamento de Estado que procura a deserção e compra de profissionais médicos que integram as brigadas de solidariedade cubana no mundo.

Um verdadeiro escândalo moral de que os grandes meios de comunicação têm todos os pormenores, mas de que preferem nada informar. Mencionar esse assunto tão lamentável obrigá-los-ia a citar dados sobre o gigantesco trabalho solidário de Cuba no campo médico. Por exemplo: este país tem mais de 37 mil cooperantes da saúde em 77 nações pobres, o mais elevado número do mundo; que cobre 45% dos programas de cooperação Sul-Sul na América Latina; ou 40% da atenção contra a cólera no Haiti; que operou à vista, gratuitamente, um milhão e meio de pessoas sem recursos; ou que subsidia actualmente quase 4 mil estudantes de medicina procedentes de 23 países, incluindo alguns dos Estados Unidos.

quinta-feira, 6 de março de 2014

A CONSPIRAÇÃO NA VENEZUELA, OU A PRAÇA MAIDAN NA VERSÃO LATINO-AMERICANA

3 março 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Nil Nikandrov*

As tentativas para desestabilizar a Venezuela não acabaram, apesar dos esforços do governo de Nicolas Maduro para iniciar um diálogo com a oposição. A última tentativa para pôr o governo à prova foi uma manifestação da oposição em 12 de Fevereiro em frente da Procuradoria-Geral no centro de Caracas. Entre as reivindicações dos manifestantes estava a libertação imediata dos que foram presos pela participação em motins de rua nas cidades de Tachira e Merida e em eleições anteriores.

Durante estes motins, choveram pedras e cocktails Molotov sobre a polícia. Vários carros da polícia foram devorados pelas chamas. Grupos de jovens começaram a arrombar as portas da 
Procuradoria-Geral e a destruir as portas da entrada para a estação do metro do Parque Carabobo e os brinquedos de um parque de crianças vizinho. Muitos dos vândalos usavam máscaras e coletes à prova de balas e empunhavam barras de metal. Alguns deles tinham armas de fogo. Houve feridos e morreram duas ou três pessoas mas, mesmo no auge da confrontação, a polícia só usou balas de borracha e gás lacrimogénio.

A violenta manifestação foi organizada via Internet pelo grupo radical da oposiçãoVoluntad Popular. O seu líder, Leopoldo Lopez há muito que defende acerrimamente o derrube do actual regime pela força. O Procurador-Geral deu ordens para a sua detenção. Segundo todas as aparências, Lopez passou à clandestinidade e refugiou-se nos EUA (sabe-se que está a colaborar com a CIA). Foi ainda emitido outro mandado de prisão para o vice-almirante reformado Fernando Gerbasi, antigo embaixador da Venezuela em Bogotá. Este chefiou a organização de distúrbios no território fronteiriço na Colômbia.

quarta-feira, 5 de março de 2014

VENEZUELA E UCRÂNIA: ALGO EM COMUM?

28 fevereiro 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Venezuela e Ucrânia, portanto, têm sim algo em comum: sua importância do ponto de vista geoestratégico e energético para o mundo ocidental.


“Venezuela e Ucrânia são situações absolutamente díspares”, ressaltou a Presidenta Dilma. Com toda razão. Entretanto, muito além de toda a disparidade que diferencia ambas as situações, algo há em comum: tanto Venezuela quanto Ucrânia consistem em alvos dos interesses geoestratégicos e energéticos da agressiva política externa norte-americana.

A Venezuela é palco de sucessivas tentativas de desestabilização de seu governo democraticamente eleito e socialmente orientado, desde a primeira eleição de Hugo Chávez. Cabe lembrar que, de acordo com a CEPAL, a Venezuela tornou-se após o chavismo o país com melhor distribuição de renda na América Latina. Como mesmo após a morte do líder a oposição saiu derrotada das urnas, o que resta é uma alternativa ilegítima impulsionada pelo governo norte-americano.

As motivações que levam ao intervencionismo são facilmente compreensíveis, já que se trata do país detentor das maiores reservas de petróleo do mundo (ainda que se trate de um petróleo pesado que exija alto custo de refinação), cuja situação geográfica situa-o como vizinho dos Estados Unidos, e que ao contrário de uma década atrás, hoje exporta grande parte de sua produção para a China. E lembre-se que a Venezuela de Chávez foi o único país latino-americano, na virada para o século XXI, a se opor à tentativa dos Estados Unidos de estender as diretrizes do Consenso de Washington por todo o continente, por meio da pretensa Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).
 
A partir de então, a ascensão de vários governos pós-neoliberais na região permitiu mudar o acento para os processos de integração sul-sul, a exemplo do Mercosul e da Unasul, em lugar dos acordos de livre comércio com a potência hegemônica.

sábado, 23 de novembro de 2013

Angola e Moçambique/O VOTO É A ÚNICA ARMA DO POVO



22 novembro 2013 Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

Roger Godwin

O povo moçambicano acaba de sair às ruas para utilizar a arma do povo como forma de escolher os seus próximos líderes autárquicos dando, dessa forma, um excelente exemplo de prática democrática.

Nesta altura ainda se não sabem os nomes dos vencedores, pois a contagem dos votos prossegue da forma que estava previamente estabelecida pela lei Eleitoral. Aquilo que dessas eleições se sabe, com todo a certeza, é o nome dos perdedores: os eventuais candidatos da RENAMO. E estes perderam porque abdicaram de usar a única arma que a democracia lhe garante a legitimidade de ter: o voto.

Ao não aceitar submeter-se ao sufrágio popular, enveredando por uma impensável tentativa de regresso às armas como forma de combater aquilo que é a vontade popular, a RENAMO coloca-se, de vontade própria, fora da lei e à mercê não só do julgamento do povo como também dos tribunais do país, que

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

DEMONSTRATIVA MATANÇA ESTÁ RESERVADA PARA A VENEZUELA



13 novembro 2013, Artigos Políticos http://artigospoliticos.wordpress.com

Por Nil Nikandrov

Traduzido por Anna Malm*

Não há dúvidas de que uma conspiração contra o regime bolivariano está sendo gradual e deliberadamente implementada. Os acontecimentos na Venezuela lembram muito os cenários que comprometeram e enfraqueceram e subsequentemente derrubaram o governo de Salvador Allende, no Chile em 1973 . A constante falta de alimentos de base, as constantes interrupções do fornecimento de energia elétrica e do abastecimento de água assim como o aumento da criminalidade a a inflação estão afetando a maneira de ver dos venezuelanos.

Diosdado Cabello, o presidente da Assembléia Nacional acusou abertamente a radical oposição de estar por detrás planejando furtivamente uma conspiração. Ele disse que:- “Os acontecimentos de abril de 2002 estão se repetindo, e os mesmos atores estão agora também fazendo os papéis principais”. Cabello disse que as forças de direita no país estão planejando apoderar-se do poder e de levar as conquistas da revolução bolivarianas ao ponto de partida, ou seja a zero e mais nada:- “Eles querem retornar a ilegalidade da Quarta República, com perseguições políticas, assassinatos e o completo desaparecimento de oponentes, assim como com os ditados do neoliberalismo e da violência constante”.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS NO SUDÃO A CONTAS COM A JUSTIÇA



30 outubro 2013, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)
 
Roger Godwin

Uma dezena de Organizações Não Governamentais (ONG’S), radicadas no Sudão, na sua maioria estrangeiras, está a contas com a justiça local por, comprovadamente, estar por detrás de distúrbios públicos  que terão provocado a morte a dezenas de pessoas.

Tal como tem acontecido noutros países africanos, também no Sudão a estratégia de desestabilização do poder chega por via dessas ONG’S, que se acobertam por detrás de supostas acções filantrópicas para provocarem verdadeiras tentativas de golpes de estado inconstitucionais.

De acordo com uma investigação independente levada a cabo por um grupo de especialistas em segurança e a pedido do governo sudanês, as orientações para a acção dessas ONG’S partia da Federação Internacional dos Direitos Humanos, localizada em Paris, e visava destituir o presidente Omar al-Bachir por via de uma suposta “pressão popular”.

Omar al-Bachir, que conta com o apoio de todo o continente africano na sua luta contra o mandato de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional, foi um dos signatários do surgimento do Sudão do Sul.

Desde essa altura, mais concretamente a partir de 2011, que o Sudão tem sido alvo de variadas tentativas de desestabilização por parte das potências ocidentais que

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Colômbia/Piedad: SANTOS COLOCOU EM RISCO ESTABILIDADE DOS DIÁLOGOS DE PAZ



5 junho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 
 
Nesta quarta-feira (5), o movimento político e social Marcha Patriótica convocou organizações sociais, partidos políticos e setores progressistas para defenderem os diálogos de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP) “para evitar crises e surpresas”.

“O presidente Juan Manuel Santos - que grandes setores depositaram confiança em sua vontade de paz - colocou em perigo a estabilidade das conversas e as boas relações de amizade e fraternidade tão necessárias com a Venezuela”, afirmou em coletiva de imprensa a pacifista e porta-voz do movimento, Piedad Córdoba.

A defensora dos direitos humanos fez referência

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A VENEZUELA DEVE PROCURAR APOIO EXTRA CONTINENTAL PARA EQUILIBRAR O PESO DOS EUA NA COLÔMBIA

20 setembro 2009/Resistir Info http://resistir.info/

Por James Petras

Entrevistado por Modaira Rubio [*]

- Qual é a sua posição a respeito do acordo de segurança entre os EUA e a Colômbia que permite às tropas estado-unidenses a utilização de instalações militares desse país?

James Petras: A instalação de bases na Colômbia é uma ameaça múltipla. O aumento de forças repressivas dentro da Colômbia, contra os grupos de oposição e os grupos subversivos, recrudesce o conflito e prejudica países vizinhos como o Equador e a Venezuela.

Com essas bases as forças armadas dos EUA têm acesso rápido para um ataque relâmpago a qualquer país da região.

Por outro lado, a partir dali aumentam as possibilidades de subverter as forças armadas venezuelanas e criar desestabilização.

Essas bases também constituem uma ameaça para o Brasil, particularmente agora que fez essa grande descoberta de petróleo no seu território e pela biodiversidade, a água e os recursos da Amazónia, mas em geral são uma ameaça para todo o Cone Sul.

- Essa é a "nova" política de Obama? A militarização continente?

JP: Essa política é uma extensão da colonização [1] . Obama pensa que o império só pode avançar através da militarização porque perdeu terreno no económico.

O Chile, por exemplo, agora tem mais comércio com outras regiões do mundo do que com a América do Norte.

A influência económica estado-unidense está em declínio e precisa compensá-la com poder militar.

Por isso Chávez faz o que é correcto ao diversificar a economia e os mercados.

- Como avalia o resultado da recente Cimeria Extraordinária da UNASUL em Bariloche? Alguns analistas consideraram que a Declaração Final continha alguma ambiguidade sobre a posição assumida em torno das bases militares na Colômbia. Qual é a sua opinião?

JP: O problema da Unasul é que há algumas divergências nos governos. O Chile e a Argentina, por exemplo, querem manter boas relações com os EUA a qualquer custo, mas ao mesmo tempo há fortes pressões dentro e fora desses países para que condenem as bases. Por isso o documento final não faz referência directa aos EUA. Radica aí a sua ambivalência, mas sabemos que não há outro país que esteja a instalar bases na América Latina.

Os povos recusam a militarização. O golpe contra Honduras este ano e a tentativa contra Evo em Setembro do ano passado são exemplos do que pode acontecer, o que se pode gestar nestas bases.

O presidente Lula pediu um documento assinado no qual os EUA assinalem que só vão intervir na Colômbia. Mas sabemos que mesmo que se assine um tal documento não vai garantir nada.

Uma vez dentro de um país, os EUA assumem a soberania sobre como aplicar a sua própria política. Onde os EUA têm bases, fazem praticamente tudo o que lhes dá na gana porque têm imunidade.

No Japão, militares estado-unidenses violaram meninas e a justiça japonesa não pôde fazer nada. A seguir a justiça estado-unidense demora sempre estes julgamentos e minimiza as condenações e as penas.

Depois de o lobo estar dentro não há controle sobre quantas ovelhas vai comer.

- O que podemos fazer como país perante esta ameaça?

JP: A Venezuela deve procurar apoio extra-continental, acordos de segurança com os países que puder na Europa, na Ásia, para fazer um balanço e equilibrar o peso que os EUA têm na Colômbia.

É positivo o recente acordo militar entre o Brasil e a França, por exemplo.

A Venezuela deve aumentar a sua capacidade militar mas o mais importante é diversificar o mercado para a venda de petróleo. É necessário deixar de depender tanto do mercado estado-unidense porque em qualquer momento de crise os Estados Unidos podem cortar a compra de petróleo e isso afectaria muito a economia venezuelana.

Há urgência em serem mais auto-suficientes. É positiva a assinatura de acordos com outros países para que a Venezuela possa ter as suas próprias armas. Lula conseguiu com os franceses transferência de tecnologia na fabricação de aviões de guerra.

A Venezuela deve comprar mais armas, mas além disso deve procurar receber tecnologia para elaborar as suas próprias armas porque, se os EUA organizarem um bloqueio ou um embargo, poderá substituir com produção nacional o que importa.

- Considera inevitável a confrontação bélica da Venezuela com a Colômbia e os EUA?

JP: Há que rever a história contemporânea. Há penetrações da fronteira venezuelana por grupos paramilitares. Já aconteceu o ataque ao Equador. Há seguimento de pessoas por agentes do DAS. Se se puser isto num contexto, vêm-se as agressões contra a Venezuela por parte de um país que já tem essas bases.

Há que preparar-se para este perigo. Há que fazer ver aos "falcões" do Pentágono que terá um alto custo para eles atacar a Venezuela. Eles medem o impacto. Quantos soldados nos custa? Quanto dinheiro? Porque as baixas de soldados têm muito impacto na opinião pública estado-unidense. Por isso não invadem Cuba, porque calculam uns cem mil soldados mortos e feridos, um custo muito elevado para eles. Um cálculo como esse tem que ser feito na Venezuela. Quando invadiram Granada, o Panamá e a República Dominicana deram-se conta de que teriam poucas baixas e pouca resistência, por isso o fizeram. Não é o caso de Cuba. Essa é a forma de impedir o conflito.


[*] Jornalista do Correo del Orinoco , jornal fundado por Simón Bolívar e publicado entre 1818 e 1822, agora relançado.

[1] Ver La colonización en Colombia es un proyecto político-militar del Imperio para América Latina

O original encontra-se em http://www.lahaine.org/index.php?blog=3&p=40135