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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Abya Yala*/Esclarecimentos sobre o TIAR e a Venezuela


Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/esclarecimentos-sobre-o-tiar-e-a-venezuela

 

Marcelo Zero*


O sociólogo Marcelo Zero esclarece sobre o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), aprovado nesta quarta-feira (11) na OEA por 12 votos a favor -- Brasil votou favoravelmente --, 5 abstenções e uma ausência, que pode resultar em intervenção militar na Venezuela

I. O Conselho Permanente da OEA decidiu hoje (11/09), por iniciativa da Colômbia, invocar o Tratado de Assistência Recíproca (TIAR) contra a Venezuela. 

II. O governo da Colômbia alega que o governo de Maduro está vinculado ao narcoterrorismo e que a Venezuela estaria abrigando, treinando e financiando os remanescentes das FARC e da ELN, o que se constituiria numa agressão àquele país. 

III. A invocação do TIAR foi aprovada por 12 votos a favor, 5 abstenções e um ausência. O Brasil votou favoravelmente. 

IV. A invocação, concretamente, implica a convocação o Órgão de Consulta do TIAR. Os chanceleres deverão se reunir em 2 semanas para decidir

sábado, 3 de agosto de 2019

Abya Yala*/Venezuela: O naufrágio de Juan Guaidó


31 julho 2019, Outras Palavras https://outraspalavras.net/direita-assanhada/venezuela-o-naufragio-de-juan-guaido/

Autoproclamado presidente foi incapaz de concretizar golpe planejado pelos EUA. Sua credibilidade internacional desmorona. Desgastada, oposição aposta em recall de imagem e negocia via pacífica com o governo — por ahora

Tradução: Simone Paz Hernández

Seis meses depois que os Estados Unidos reconheceram o autoproclamado Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, Washington ameaçou o Presidente constitucional, Nicolás Maduro, dizendo-lhe que possui um “curto prazo” para abandonar o poder com “garantias”, caso não queira ter de enfrentar a justiça internacional e novas sanções.

O responsável da Casa Branca pelos assuntos da América Latina, Maurício Claver-Carone, afirmou, mesmo assim, que os maiores frutos da estratégia estadunidense ainda estão por vir. Enquanto isso, na frente de um punhado de simpatizantes em Caracas, Guaidó reiterou sua disposição em fazer o que for preciso para tirar Maduro do poder. Há seis meses ele repete o discurso, mas ainda não conseguiu nem

terça-feira, 9 de julho de 2019

Abya Yala*, Venezuela/Relatório de Bachelet sobre a Venezuela é desonesto, diz neto de Salvador Allende


8 de julho de 2019, Página Global https://paginaglobal.blogspot.com (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/relatorio-de-bachelet-sobre-venezuela-e.html

Pablo Sepúlveda Allende apontou falhas no relatório sobre direitos humanos da alta comissária da ONU e ex-presidente chilena Michelle Bachelet

“As cifras utilizadas por Michelle Bachelet são fornecidas por ONG's que historicamente são de oposição e financiadas pela Usaid (sigla em inglês para Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e a NED (sigla em inglês para Fundação Nacional para a Democracia, ligada ao Partido Republicano). Também são financiadas por fundações como a Fundação Ford e a Open Society Foundations, do empresário norte-americano George Soros.”

Médico radicado na Venezuela, Pablo Sepúlveda Allende, neto do ex-presidente do chileno Salvador Allende, acompanhou de perto a visita da alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, também ex-presidente do Chile. Bachelet esteve na Venezuela entre os dias 19 e 21 de junho, em missão oficial. Sepúlveda chegou a fazer parte da comitiva de convidados ilustres que recebeu a alta comissária na sede do Ministério de Relações Exteriores da Venezuela. Na ocasião entregou uma carta a ex-presidente chilena falando sobre as razões da crise venezuelana e a realidade do país.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Pablo Sepúlveda Allende fala sobre o relatório final sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela apresentado por Michelle Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, nessa sexta-feira (05/07). Confira a seguir os principais trechos da conversa e os temas destacados pelo neto de Salvador Allende, ex-presidente alvo de um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos, em setembro de 1973.

Falhas do relatório de Bachelet
É um informe totalmente parcial. Retrata uma realidade que foi distorcida. Fala, por exemplo, que o sistema CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção), abastecimento de alimentos subsidiados pelo Estado,

sábado, 19 de março de 2016

Brasil/Pedido de intervenção é "lamentável", diz comandante do Exército



18 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, classificou como "lamentável" o clamor por intervenção militar de manifestantes que pedem a saída da presidenta Dilma Rousseff. A declaração foi durante participação em um simpósio jurídico realizado no Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus, nesta sexta-feira (18).

"Eu acho lamentável que, num país democrático como o Brasil, as pessoas só encontrem nas Forças Armadas uma possibilidade de solução da crise, mas isto não é extensivo nem generalizado e, felizmente, está diminuindo bastante a demanda por intervenção militar", declarou o general, segundo o jornal A Crítica.

Diferentemente do que os colunistas de O Globo,

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Angola/CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES

28 outubro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O Estado angolano, como estipula a Constituição da República, baseia-se “na dignidade da pessoa humana e na vontade do povo angolano, que tem como objectivo fundamental a construção de uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social”.

Tudo isso não era possível se a questão dos direitos humanos não tivesse prioridade.
“Os direitos humanos são fundamentais para a convivência em qualquer sociedade, pelo que todos devem conhecer a sua essência”, considerou recentemente o secretário de Estado dos Direitos Humanos. No Cuanza Norte, onde Bento Bembe proferiu uma palestra sobre a importância da educação na cultura dos direitos humanos, o secretário de Estado destacou a necessidade de se dar a conhecer não apenas os direitos, mas também os deveres.

As visitas regulares às províncias por

sábado, 22 de agosto de 2015

Brasil/Nas ruas, quase 200 mil brasileiros mostram resistência ao golpe

21 agosto 2015, Agência PT http://www.pt.org.br (Brasil)

As cidades com o maior número de participantes foram São Paulo, com 100 mil; Rio de Janeiro, 50 mil; e Fortaleza, com mais de 20 mil pessoas



Quase 200 mil brasileiros saíram às ruas em 25 estados e no Distrito Federal, na quinta-feira (20), para defender direitos, a liberdade e a democracia.

As cidades com o maior número de participantes foram São Paulo, com 100 mil; Rio de Janeiro, 50 mil; e Fortaleza, com mais de 20 mil pessoas.

Os atos foram convocados por mais de 30 movimentos sociais da cidade e do campo, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Sob gritos de “não vai ter golpe”, 100 mil manifestantes ocuparam o trecho entre as avenidas Faria Lima e a Paulista. O ato em São Paulo começou com um minuto de silêncio em respeito às 19 vítimas de uma chacina em Osasco,

Brasil/MANIFESTAÇÕES POR DEMOCRACIA OU ÓDIO: QUAL FOI A SUA

21 agosto 2015, 20 agosto 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Duas manifestações, bandeiras distintas. A TV Vermelho compara as ações golpistas que ocorreram no último domingo (16) que reivindica o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a intervenção militar nos moldes de 64, com os atos que ocorreram nesta quinta-feira (20) em todo país, pela defesa da democracia, contra o ajuste fiscal e por mais conquistas sociais.

Assista o vídeo abaixo:


Do Portal Vermelho,  Laís Gouveia, Toni C. e Clécio Almeida 


Brasil/Democracia 7 x 1 Golpe

20 agosto 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 
Por Wevergton Brito Lima

Nesta quinta-feira (20), por todo o Brasil, milhares e milhares de pessoas ocuparam ruas e praças. Uma manifestação vigorosa, bonita e vibrante em defesa, principalmente, do legítimo mandato da Presidenta Dilma Rousseff. Além da presença expressiva, fica evidente a esmagadora superioridade moral desta passeata em comparação com a do último dia 16.

As palavras de ordem dos manifestantes pela democracia traduzem o que existe de mais avançado em uma sociedade que se pretenda moderna e humana. Não se viram, nesta quinta-feira, cartazes pedindo a volta da ditadura, nem a morte de quem pensa diferente, nem a exaltação do preconceito, da tortura e do ódio.

Os cartazes exigiam respeito à democracia, mais justiça social, moradia para os sem teto, terra para os sem-terra, combate à qualquer forma de discriminação.
 

Nas passeatas do dia 20 todos os rostos e cores que formam o miscigenado povo brasileiro se encontraram. Na diversidade de pensamentos que forma o rico painel da luta popular no Brasil, comunistas, socialistas, patriotas, democratas, ateus, crentes, negros, brancos, índios, jovens de todas as idades, gays e lésbicas empunhavam cada qual bandeiras e

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Angola/Georges Chikoti pela exploração de todos os mecanismos de paz para a Síria



4 setembro 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

(Do correspondente em Lisboa ) -- O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Rebelo Chikoti, defendeu hoje, quarta-feira, em Lisboa, a necessidade da exploração de todas as possibilidades que conduzam à paz na Síria, porque qualquer intervenção militar naquele país só poderá causar mais danos, mortes e destruição.

No final de um encontro com o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Isaac Murargy, no quadro da sua visita oficial a Portugal, que termina hoje, o chefe da diplomacia angolana destacou a importância da paz no mundo, que “hoje depende mais das grandes potências”.

Durante o encontro,

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Síria: AS ARMAS QUÍMICAS FORAM FORNECIDAS PELOS SAUDITAS



2 setembro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– "Rebeldes" e residentes locais em Ghouta acusam o príncipe saudita Bandar bin Sultan de fornecer armas químicas a um grupo ligado à al-Qaida

por Dale Gavlak e Yahya Ababneh*

Ghouta, Síria – Quando a maquinaria para uma intervenção militar dos EUA na Síria ganha ritmo após o ataque de armas químicas da semana passada, os EUA e seus aliados podem estar a visar o culpado errado.

Entrevistas com pessoas em Damasco e Ghouta, um subúrbio da capital síria, onde a agência humanitária Médicos Sem Fronteiras disseram que pelo menos 355 pessoas morreram na semana passada devido ao que acreditaram ser um agente neurotóxico, parecem indicar isso.

Os EUA, Grã-Bretanha e França bem como a Liga Árabe acusaram o regime sírio do presidente Bashar al-Assad de executar o ataque com armas químicas, o qual atingiu principalmente civis. Navios de guerra dos EUA estão estacionados no Mediterrâneo para lançar ataques militares contra a Síria como punição por executar um ataque maciço com armas químicas. Os EUA e outros não estão interessados em examinar qualquer prova em contrário, com o secretário de Estado John Kerry a dizer que a culpa de Assad era "um julgamento ... já claro para o mundo".

Contudo, das numerosas entrevistas com médicos, residentes em Ghouta, combatentes rebeldes e suas famílias, emerge um quadro diferente.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Síria/“O QUE DIRÃO AO PRÓPRIO POVO SOBRE A INTERVENÇÃO MILITAR?”



27 agosto 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Bashar al-Assad aponta extremistas da Al-Qaeda como peças-chave para compreensão do conflito interno no país e vê caso do pretexto criado por potências do Ocidente para guerra

de Damasco (Síria)

Na iminência de um ataque bélico comandado pelos Estados Unidos, o presidente da Síria Bashar al-Assad fala sobre a delicada situação que vive seu país. Assad ressalta desde vultoso influxo de “rebeldes” islâmicos que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares –, até a possibilidade de ter o seu território atacado por forças da OTAN.

Sobre o ataque químico em que a mídia ocidental o denuncia como mandante do assassinato de centenas de civis, ele se defende, pontuando que se trata de uma jogada política que tenta legitimar uma intervenção militar. “E que país usaria armas químicas em áreas na qual estão suas próprias forças? É ridículo! São acusações completamente politizadas e vêm na sequência e como reação contra os avanços que o Exército Sírio alcançou contra os terroristas”, argumenta Assad. Abaixo a entrevista.

Sr. Presidente, a questão mais premente no mundo hoje é a situação atual na Síria. Que partes do país continuam sob controle dos rebeldes?
Bashar al-Assad: De nosso ponto de vista, não se trata de rotular algumas áreas como controladas pelos terroristas. Não estamos lidando com uma ocupação convencional, que permita que se contextualizem as coisas desse modo. Estamos combatendo contra terroristas infiltrados em algumas áreas, cidades, áreas periféricas de cidades. Eles atacam, vandalizam, destroem infraestrutura e matam civis inocentes, simplesmente porque a população os denuncia. O exército se mobiliza para essas áreas com as forças de segurança e agentes policiais para erradicar os terroristas; os que sobrevivem, mudam-se para outras áreas. Portanto, a essência de nossa ação é conter terroristas.

Enfrentamos o desafio, que complica a situação, de um influxo de grande número de terroristas que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares de terroristas, pelo menos. Enquanto continuarem a receber ajuda financeira e militar, nós continuaremos a atacá-los. Posso confirmar que não houve nenhum caso que o Exército Sírio tenha planejado desalojar terroristas de uma dada locação, e não tenha sido bem sucedido.

A maioria dos terroristas que nos atacam são Takfiris, que adotaram a doutrina da al-Qaeda, além de um pequeno número de bandidos comuns.