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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Abya Yala, Colombia/Tras la traición al acuerdo de paz, parte de las FARC vuelve a la guerra


29/08/2019, Centro Latino-americano de Análise Estrategica-CLAE (Uruguay) http://estrategia.la/2019/08/29/tras-la-traicion-al-acuerdo-de-paz-parte-de-las-farc-vuelve-a-la-guerra/

Camilo Rengifo Marín*


 Los comandantes Iván Márquez, Jesús Santrich y El Paisa anuncian una nueva etapa de lucha armada.

Tras un año de su desaparición del Espacio Territorial y de Reincorporación de Miravalle, Ivan Márquez, el exjefe negociador de paz por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) anunció al mundo en un video de 32 minutos que nace una nueva guerrilla producto de “la traición al Acuerdo de Paz” firmado entre el gobierno de Juan Manuel Santos y la guerrilla en La Habana a finales de 2016.

En el video “Mientras haya voluntad de lucha habrá esperanza de vencer”, Márquez mencionó las razones por las que volvieron al monte y retomaron las armas. “Desde la firma del Acuerdo de Paz de La Habana y del desarme ingenuo de la guerrilla a cambio de nada, no cesa a matazón. En dos años, más de 500 líderes del movimiento social han sido asesinados y ya suman 150 los exguerrilleros muertos en medio de la indolencia e indiferencia del Estado”, dijo.

“Todo esto, la trampa, la traición y la perfidia, la modificación unilateral del texto del acuerdo, el incumplimiento de los compromisos por parte del Estado, los montajes judiciales y la inseguridad jurídica nos obligaron a regresar al monte. Nunca fuimos vencidos ni derrotados ideológicamente por eso la lucha continúa. La historia registrará en sus páginas que

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Colombia/EL PLEBISCITO EN COLOMBIA: UNA OPORTUNIDAD PERDIDA

3 octubre 2016, Tlaxcla http://www.tlaxcala-int.org (Mexico)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity

Atilio Boron*

El resultado del plebiscito colombiano reveló la profundidad de la polarización que, desde el fondo de su historia, caracteriza a la sociedad colombiana. También, la grave crisis de su arcaico sistema político incapaz de suscitar la participación ciudadana que ante un plebiscito fundacional -¡nada menos que para poner fin a una guerra de más de medio siglo!- que apenas si logró que una de cada tres personas habilitadas para votar acudiera a las urnas, una tasa de participación inferior a la ya de por si habitualmente baja que caracteriza a la política colombiana.

La del día de ayer fue la mayor abstención en los últimos veintidós años y su resultado fue tan ajustado que hizo que la victoria del NO, como hubiera ocurrido ante un eventual triunfo del SI, sea más un dato estadístico que un rotundo hecho político. Los partidarios del SI habían dicho que lo que se necesitaba para consolidar la paz era una amplia victoria, que no bastaba simplemente con superar

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Colombia/LA MÁS HERMOSA DE TODAS LAS BATALLAS

24 agosto 2016, ANNCOL http://anncol.eu

Escrito por  Jefe de la Delegación de Paz de las FARC-EP
Iván Márquez

Hemos cerrado en el día de hoy en La Habana, Cuba, el acuerdo de paz más anhelado de Colombia. Tierra, democracia, víctimas, política sin armas, implementación de acuerdos con veeduría internacional, son, entre otros, los elementos de un acuerdo que tendrá que ser convertido, más temprano que tarde por el constituyente primario, en norma pétrea que garantice el futuro de dignidad para todos y todas.

Podemos proclamar que termina la guerra con las armas y comienza el debate de las ideas.

Confesamos que hemos concluido la más hermosa de todas las batallas: la de sentar las bases para la paz y la convivencia.

El acuerdo de paz no es un punto de llegada, sino el punto de partida para

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Weapons and Manpower for a Color Revolution in Venezuela/Оружие и кадры для цветной революции в Венесуэле

17.11.2014, 13.11.2014, Strategic Culture Foundation http://www.strategic-culture.org (Russia)
Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)

Nil NIKANDROV
 

Reports surface in the Latin American media with alarming regularity about seizures by law-enforcement agencies of large shipments of US-made weapons. Such events are becoming noticeably more frequent in Bolivia, Ecuador, Nicaragua, and Argentina - countries that the Obama administration considers unfriendly. But most often, news of the discovery of arms caches comes from Venezuela.

Overthrowing that Bolivarian regime remains one of Washington’s strategic objectives, and US intelligence agencies are using many different channels to sneak small arms, ammunition, and explosives into the country, in anticipation of the appointed hour - «Hour X».

Drug cartels controlled by the CIA and the DEA are often used as cover for these operations, as well as Colombian paramilitary groups created to fight FARC and ELN guerrillas. Once the violence in Colombia began to subside, the Americans redirected troops of paramilitares to the combat theater in Venezuela. A fleet of light aircraft was brought in via the CIA, in order to provide the US with an uninterrupted supply of drugs from South and Central America. These planes were also used to transport small shipments of weapons and ammunition to

quarta-feira, 18 de junho de 2014

COLÔMBIA VOTOU PELA PAZ

16 junho 2014, Carta Maiorhttp://www.cartamaior.com.br (Brasil)

por Emir Sader

Com pouco mais de 50% dos votos e uma abstenção um pouco menor do que no primeiro turno, Juan Manuel Santos conseguiu reeleger-se presidente da Colômbia. A polarização na reta final revelou como o tema da paz e da guerra foi finalmente o central nas mais renhidas eleições colombianas.

Santos triunfou sobre o seu ex-líder, Álvaro Uribe, transformado em seu principal adversário. A diferença de 5% a favor de Santos dificulta que Uribe siga denunciando fraudes no processo eleitoral, mas ele seguirá como uma presença central na vida política colombiana.

Uribe foi a expressão mais direta, na América Latina, da política de Georges Bush.

terça-feira, 27 de maio de 2014

MONIKA ERTL: A JUSTICEIRA DO HOMEM QUE CORTOU AS MÃOS AO CHE

25 maio 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Nina Ramón

A forma e o conteúdo deste texto não são habituais em odiario.info. Mas a trajectória da vida que evoca constitui, na sua escala própria, uma peça da história em construção que partilhamos. Em que a coragem de agir de acordo com as suas convicções, mesmo que com o risco da própria vida, faz parte daquilo que caracteriza o revolucionário. Seja ele homem ou mulher.


Eram dez menos vinte da manhã de 1 de Abril de 1971 em Hamburgo, Alemanha. Uma bela e elegante mulher de profundos olhos cor do céu entra no escritório do cônsul da Bolívia e espera pacientemente ser atendida. Enquanto espera, olha indiferente os quadros que adornam o escritório. Roberto Quintanilla, cônsul boliviano, vestindo elegantemente um fato escuro de lã, aparece no escritório e saúda, impressionado pela beleza dessa mulher que diz ser australiana, e que dias antes lhe havia pedido uma entrevista.

Por um instante fugaz ambos se encontram frente a frente. A vingança surge encarnada num rosto feminino muito atractivo. A mulher de beleza exuberante fixa-o nos olhos e sem mais palavras empunha um revolver e

quinta-feira, 6 de março de 2014

A CONSPIRAÇÃO NA VENEZUELA, OU A PRAÇA MAIDAN NA VERSÃO LATINO-AMERICANA

3 março 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Nil Nikandrov*

As tentativas para desestabilizar a Venezuela não acabaram, apesar dos esforços do governo de Nicolas Maduro para iniciar um diálogo com a oposição. A última tentativa para pôr o governo à prova foi uma manifestação da oposição em 12 de Fevereiro em frente da Procuradoria-Geral no centro de Caracas. Entre as reivindicações dos manifestantes estava a libertação imediata dos que foram presos pela participação em motins de rua nas cidades de Tachira e Merida e em eleições anteriores.

Durante estes motins, choveram pedras e cocktails Molotov sobre a polícia. Vários carros da polícia foram devorados pelas chamas. Grupos de jovens começaram a arrombar as portas da 
Procuradoria-Geral e a destruir as portas da entrada para a estação do metro do Parque Carabobo e os brinquedos de um parque de crianças vizinho. Muitos dos vândalos usavam máscaras e coletes à prova de balas e empunhavam barras de metal. Alguns deles tinham armas de fogo. Houve feridos e morreram duas ou três pessoas mas, mesmo no auge da confrontação, a polícia só usou balas de borracha e gás lacrimogénio.

A violenta manifestação foi organizada via Internet pelo grupo radical da oposiçãoVoluntad Popular. O seu líder, Leopoldo Lopez há muito que defende acerrimamente o derrube do actual regime pela força. O Procurador-Geral deu ordens para a sua detenção. Segundo todas as aparências, Lopez passou à clandestinidade e refugiou-se nos EUA (sabe-se que está a colaborar com a CIA). Foi ainda emitido outro mandado de prisão para o vice-almirante reformado Fernando Gerbasi, antigo embaixador da Venezuela em Bogotá. Este chefiou a organização de distúrbios no território fronteiriço na Colômbia.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

COLÔMBIA: ESTAGNAÇÃO NAS CONVERSAÇÕES DE HAVANA



21 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A Delegação de Paz das FARC divulgou em Havana, sede dos Diálogos, um primeiro balanço sobre «o estado das conversações». De 200 propostas mínimas para resolver problemas do campo e da participação politica que apresentaram, somente foi possível chegar a 25 acordos parciais com o governo de Juan Manuel Santos.

Não é de admirar: o governo colombiano participa nos Diálogos porque não teve condições políticas para o recusar. Mas a sua aposta permanece na guerra, não na paz: o orçamento de estado da Colômbia para 2014 inclui para as Forças Armadas (isto é, para o financiamento da guerra contra as Farc) a verba astronómica de 274 biliões de pesos, o equivalente a 14 717 mil milhões de dólares.

Os diálogos para a Paz entre o Governo de Bogotá e as Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia-Exercito do Povo, iniciados em 2012 em Havana, dificilmente conduzirão ao desfecho positivo desejado pela esmagadora maioria do povo colombiano.

Foi possível, por mérito exclusivo da Delegação das FARC, chegar-se a um acordo sobre a necessidade de uma a Reforma Agraria profunda, o primeiro ponto da agenda. Mas, tal como se esperava, o Governo de Juan Manuel Santos manobra para sabotar o processo negocial.

O BALANÇO DAS FARC-EP
No dia 3 de Outubro, a Delegação de Paz das FARC divulgou em Havana, sede dos Diálogos, um primeiro balanço sobre «o estado das conversações».

Apos «catorze ciclos de reuniões»,

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Colombia/Exclusivo: Exjefe paramilitar acusa a Álvaro Uribe de ser "cabeza del paramilitarismo"



29 de Agosto de 2013, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

El exjefe paramilitar, Pablo Hernán Sierra, alias Alberto Sierra, aceptó contarle a teleSUR, sus secretos sobre los vínculos de Álvaro Uribe en la conformación de escuadrones de la muerte, como el bloque Metro que operaba en Medellín y sus alrededores que dejaron a su paso una estela de masacres y muerte.

En declaraciones exclusivas para teleSUR, el exjefe paramilitar, Pablo Hernán Sierra, alias Alberto Sierra, denunció que el exmandatario Álvaro Uribe Velez  es un hombre activo dentro de las filas del paramilitares y fue más allá al afirmar que "es la cabeza del paramilitarismo en Colombia".

Sierra afirmó que el expresidente colombiano representa un “riesgo” para el proceso de paz que se adelanta en ese país, pues según alias Alberto Sierra, si Uribe sigue en "su posición vertical" y los miembros de los grupos subversivos de las FARC y del ELN dejan las armas y se integran a la vida civil, "Álvaro Uribe sería capaz de matarlos a todos".

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Colômbia/Piedad: SANTOS COLOCOU EM RISCO ESTABILIDADE DOS DIÁLOGOS DE PAZ



5 junho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 
 
Nesta quarta-feira (5), o movimento político e social Marcha Patriótica convocou organizações sociais, partidos políticos e setores progressistas para defenderem os diálogos de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP) “para evitar crises e surpresas”.

“O presidente Juan Manuel Santos - que grandes setores depositaram confiança em sua vontade de paz - colocou em perigo a estabilidade das conversas e as boas relações de amizade e fraternidade tão necessárias com a Venezuela”, afirmou em coletiva de imprensa a pacifista e porta-voz do movimento, Piedad Córdoba.

A defensora dos direitos humanos fez referência

sábado, 20 de outubro de 2012

Venezuela/GANARON LOS PUEBLOS Y PERDIÓ EL IMPERIO


15 octubre 2012/EDITORIAL Revista Insurrección http://www.eln-voces.com (Colombia)
Ejército de Liberación Nacional de Colombia (ELN) http://www.eln-voces.com

El pasado 7 de Octubre la atención del mundo, pero particularmente del continente americano, estaba centrada en el resultado de las elecciones venezolanas. Apenas lógico porque en esta contienda electoral no se trataba solo de la elección de un Presidente, sino que se jugaba la continuidad del proceso revolucionario bolivariano y la profundización del proyecto socialista, o el regreso al capitalismo “salvaje”.

Y más allá de sus fronteras se jugaba el proceso de ruptura del tutelaje imperialista, el afianzamiento de la soberanía popular y el respaldo a la apuesta que están haciendo varios pueblos y gobiernos del continente, por construir un modelo incluyente de democracia, soberanía y dignidad nacional que avance hacia convertir el continente en un bastión antiimperialista, de bienestar social y hacia la segunda y definitiva independencia.

El temor en todos los rincones del continente era muy grande, pues se tenía claro que el imperialismo y la derecha venezolana se vendría con todo y al precio que fuera por enterrar los procesos del Alba, Unasur, Mercosur y la Celac, .Estaba en juego que la corriente de cambio que avanza con fuerza recibiera un fuerte golpe y se fortaleciera el modelo capitalista decadente.
El 7 de octubre mientras pasaban las horas y se serraban las urnas en el hermano país, los hombres y mujeres del continente nos comíamos las uñas de desespero, esperando que el Concejo Nacional Electoral (CNE) entregara los primeros e resultados.

Poco antes de la media noche el informe de la Presidenta del CNE dio por ganador al candidato y Presidente Hugo Rafael Chávez Frías, con más de 7 millones y medio de votos; su contendor Henrique Capriles con algo más de 6 millones de votos, reconoció su derrota. Fue un inmenso alivio y a la vez motivo de gran regocijo, había triunfado la democracia y voluntad popular.

Es indiscutible el liderazgo del Presidente Chávez, el apoyo popular al proyecto político que representa. El pueblo venezolano reeligió al presidente Chávez por seis años más, en un proceso transparente y sin mancha con el mejor y más creíble sistema electoral del mundo, reconocido por organismos internacionales e incluso por personajes distantes ideológicamente como el ex Presidente de los Estados Unidos, James Carter. Fue reelegido para que continúe profundizando el proyecto Socialista, la integración del continente y que proporcione el mayor bienestar y felicidad de los venezolanos y venezolanas.

Venezuela por su ubicación Geopolítica, por ser la primera potencia mundial en hidrocarburos y por las condiciones políticas generadas por Chávez, está en la mira de los Estados Unidos como un país con un gobierno enemigo que desestabiliza la región, dado el importante papel de liderazgo que juega en el continente y más allá de él, por la batalla que libra antiimperialista, la justicia social, la democracia y la soberanía condensando los sueños del libertador Simón Bolívar.

El ELN felicita al pueblo, al gobierno venezolano y su líder, el Presidente Hugo Rafael Chávez Frías, por la victoria obtenida en la jornada electoral del 7 de octubre, por su ejemplo de transparencia y de democracia real; y hace votos porque coseche muchos éxitos en la gestión de gobierno a favor del pueblo venezolano, del apoyo a los esfuerzos de los pueblos del continente por conquistar la segunda y definitiva independencia, y en especial a los esfuerzos del pueblo colombiano por la paz real a la que tiene derecho y que la oligarquía históricamente le ha negado, con el incremento de la violencia para mantener el dominio del poder y éste como el medio para lograr la acumulación capitalista.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Venezuela/ASÍ NO, COMPAÑERO CHÁVEZ

27 abril 2011/Rebelión http://www.rebelion.org

Carlos Aznárez*

Este lunes 25 de abril pasará a la historia de las luchas revolucionarias como el día en que se tiraron a la basura los principios más elementales de solidaridad internacionalista. No es posible callarse, ni mirar a un costado, cuando un hermano, un colega, un compañero, un revolucionario, es enviado a la tortura y a la cárcel en Colombia, por culpa de acuerdos espúreos (casi siempre económicos, porque el maldito dinero, usted lo sabe, huele a azufre compañero Chávez).

Lo que por lógica no tenía que ocurrir, ocurrió: Joaquín Pérez, excelente periodista de la agencia alternativa ANNCOL, de la que nos nutrimos quien a diario practicamos el periodismo que no se vende ni se alquila, fue deportado por su gobierno revolucionario para que lo juzgue y lo maltrate el gobierno fascista de Juan Manuel Santos.

Esto, compañero Chávez, su (nuestra) admirada Cuba no lo hubiera hecho, y nos consta que no lo hizo en sus 52 años de existencia rebelde. Jamás hubiera cedido un milímetro (y vaya si estuvo y está presionada) a los enemigos de los pueblos latinoamericanos. Sin embargo no podemos decir lo mismo de su gestión, a pesar de lo cual, y usted bien lo sabe, hemos puesto el cuerpo para respaldarlo a Usted al frente de su pueblo. Somos de los que no enmudecemos cuando vemos que algo anda mal, pero también somos de los que no ponemos palos en la rueda ni le hacemos el juego al enemigo, conspirando estúpidamente al primer yerro de un proceso revolucionario. Por eso, porque esto que ahora ha ocurrido no es poca cosa, le decimos compañero Chávez: este grueso error, lamentablemente va a dejar huella.

Claro que ya hubo antecedentes en su propio gobierno, que nos advertían sobre un camino equivocado en cuanto a la solidaridad internacionalista: primero fue expulsado -al comienzo de su gestión- un compañero vasco que se hallaba legalmente refugiado en Venezuela, luego comenzó el idilio con Santos y se fueron para Colombia de la peor manera compañeros del ELN y las FARC, posteriormente le tocó el turno a un internacionalista vasco al que también expulsaron sin ningún tipo de razones y a sabiendas de que en España (la del Rey que lo insultó con aquel burdo "Por qué no te callas!", y la de Zapatero) se violan todos los derechos humanos de los vascos y vascas. Y ahora, la guinda de la torta, en función de lo conversado en la reunión con Santos.

Nos da rabia escribir esta nota, y suponíamos que no lo íbamos a hacer jamás, pero nos enseñaron en la política de la calle, esa que se practica en los barrios, en las fábricas, en el llano, que lo peor que puede ocurrirle a un hombre o a una mujer es no sensibilizarse ante la injusticia, y en aras de las dichosas "políticas de Estado", buscar argumentos para finalmente conceder sumisamente ante los enemigos de nuestros pueblos.

Nosotros, compañero Chávez, los que apoyamos su revolución desde fines de 1998, los que nos movilizamos en el exterior para defenderla cuando el fascista Carmona intentó frustrarla, o cuando la oligarquía petrolera volvió a probar suerte allá por el 2002, nosotros, que defendemos al ALBA y todo lo que ello significa, le preguntamos: ¿nos tendremos que cuidar cada vez que viajemos a Venezuela para que no nos acusen de terroristas?.

Nosotros, que no callamos nuestra defensa de los que luchan en el mundo contra el fascismo y el imperialismo, y por eso respaldamos a los luchadores independentistas vascos, a los combatientes de las FARC y el ELN y a todos los que, como ellos, dan su vida por la libertad y la soberanía de sus pueblos, nos preguntamos: ¿Seremos los próximos expulsados, extraditados, entregados a los enemigos de la Revolución bolivariana?.

Hoy, nos sentimos heridos, doloridos, desconcertados pero alerta, porque sabemos que en las guaridas de los enemigos, de los nuestros y de los suyos, Compañero Chávez, hay un descomunal festejo. Nos imaginamos a la señora Clinton, a Obama, a la oligarquía colombiana y a sus escribas de "El Tiempo" o "El Expectador" y a toda esa mafia de asesinos, torturadores y gestores de la destrucción de pueblos enteros, sonreírse y decir -esta vez con razón- que han obtenido una victoria contra la solidaridad pueblo a pueblo.

Le repetimos Compañero Chávez: humilde pero revolucionariamente, Usted se ha equivocado muy fiero, y lamentablemente esta claudicación no tiene retorno en lo que hace al compañero Pérez Becerra. Sólo nos queda decirle, piense por un momento, qué habría pensado usted, cuando andaba alzado en armas con su Movimiento Bolivariano Revolucionario 2000, y le hubiera puesto el destino ante una circunstancia parecida. Seguramente así, podrá comprender esta bronca descomunal que nos genera la actitud que su Gobierno ha tomado en este caso.

Desde Argentina, volvemos a plantear que la solidaridad internacionalista debe ser defendida con el cuerpo, y es por ello que abrazamos al compañero Joaquín Pérez Becerra y exigimos su libertad inmediata. Antes, perdimos la batalla pidiéndolo fraternalmente al gobierno revolucionario de Venezuela. Ahora, lo exigimos al gobierno contra-revolucionario de Colombia, y llamamos a redoblar la movilización hasta lograrlo.

* Carlos Aznárez es Director de Resumen Latinoamericano

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CARTA PÚBLICA A HUGO CHÁVEZ FRÍAS, PRESIDENTE DE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA

27 abril 2011/Adital http://www.adital.com.br

Varias organizaciones

"Esperamos que su gobierno rectifique ese rumbo nada decoroso para el proceso bolivariano que tanto defendemos, y que con orgullo queremos seguir mostrando”

Señor presidente:

Este 23 de abril fue detenido en el aeropuerto venezolano de Maiquetía el ciudadano sueco, de origen colombiano, Joaquín Pérez Becerra. El comunicado oficial del gobierno que Usted encabeza, dijo que este periodista, y director de la agencia de noticias ANNCOL, era "requerido por los órganos de justicia de la República de Colombia, a través de INTERPOL, con difusión roja, por la comisión de los delitos de concierto para delinquir, financiamiento del terrorismo y administración de recursos relacionados con actividades terroristas.” Por lo cual se dispondría su extradición a Colombia.

Sorprendentemente, dos días después, el 25 de abril, el presidente de Colombia y ex ministro de Defensa, Juan Manuel Santos, en declaraciones al diario El Tiempo de Bogotá, expresó: "el sábado llamé al presidente Chávez y le dije que un tipo muy importante para nosotros de las Farc llegaba en un vuelo de Lufthansa esa tarde a Caracas y que si lo podía detener. No titubeó. Lo mandó capturar y nos lo va a entregar.”

Ante esas declaraciones, queda una pregunta obligada: ¿El gobierno de Venezuela hizo un favor ilegal al gobierno de Colombia? Pues queda en evidencia que no existía la orden "roja” de la Interpol contra ese ciudadano. Si ella hubiera existido, Pérez Becerra habría sido detenido en Alemania, país donde embarcó hacia Venezuela, y que tiene uno de los mejores servicios de seguridad del mundo. O hubiera sido requerido por las autoridades de Suecia, donde reside, y ejerce una actividad periodística legal, así no guste al gobierno de Colombia, cuya persecución a periodistas críticos es bien conocida.

Presidente Chávez Frías:

Este lunes 25 de abril su gobierno envió a Pérez Becerra a Colombia. No se le permitió la visita de un abogado, ni la del cónsul de Suecia en Caracas. Así se violaron la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela y tratados internacionales.

No es la primera vez que un revolucionario colombiano es deportado o extraditado a su país desde Venezuela. Otros ciudadanos, presuntamente miembros de las guerrillas del Ejército de Liberación Nacional, ELN, y de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, FARC, han sido ya entregados manera expeditiva al gobierno colombiano, el cual, según Usted mismo lo repetía hasta hace pocos meses, es uno de los peores violadores a los derechos humanos en el mundo. Lo que es cierto, pues lo confirman centenares de informes de instituciones internacionales, incluida la ONU.

Entonces Usted puede imaginar muy bien qué suerte le puede esperar al ciudadano Pérez Becerra; y lo qué están viviendo los otros ciudadanos entregados por su gobierno a las autoridades colombianas.

Hasta el día de hoy, ningún gobierno europeo, y casi ninguno en el mundo, atendió los pedidos de extradición del gobierno colombiano contra sus opositores políticos, sean tildados como los tilde. ¿Por qué sí el de Venezuela?

Como bien sabe, hoy en día en Colombia y en muchos países, cualquier persona progresista es tildada de terrorista. Además, Usted y el Parlamento venezolano decretaron, en enero del 2008, que las guerrillas colombianas no eran organizaciones terroristas, sino combatientes revolucionarios. Así se les dio estatus político.

Si estas personas hubieran cometido delitos en el territorio venezolano, deberían ser sancionados por las leyes de este país, pero no entregados a unas autoridades que desde siempre han mentido, han manipulado la información, como Usted muchas veces lo ha dicho. Como Usted mismo lo ha sufrido.

Presidente Chávez Frías, esperamos que su gobierno rectifique ese rumbo nada decoroso para el proceso bolivariano que tanto defendemos, y que con orgullo queremos seguir mostrando,

Nos despedimos de Usted muy atentamente,

Primeras firmas:

Gilberto López y Rivas, antropólogo, México.
Hugo Moldiz Mercado, periodista, Bolivia.
Hernando Calvo Ospina, periodista, Colombia/Francia.
Santiago Alba Rico, escritor, España.
Carlos Fernández Liria, catedrático, España.
Sonia Brito, presidenta Asociación Derechos Humanos de La Paz, Bolivia.
Manuel Salgado Tamayo, catedrático y ex Vicepresidente del Congreso Nacional, Ecuador.
James Petras, sociólogo, Estados Unidos.
Michel Collon, periodista, Bélgica.
Carlos Aznarez, periodista, Argentina.
Renán Vega Cantor, catedrático, Colombia.
François Houtart, sociólogo, Bélgica.
Annalisa Melandri, periodista, Italia.
Mariana López de la Vega, filosofa, México.
Paco Calderón, sociólogo, España.
Narciso Isa Conde, coordinador de la Presidencia Colectiva del Movimiento Continental Bolivariano, República Dominicana.
Carlos Casanueva Troncoso, secretario general Movimiento General Bolivariano.
Cédric Rutter, Colectivo Investig'Action, Bélgica.
Ingrid Storgen, Colectivo por la paz en Colombia, Argentina
Jorge Beinstein, economista, Francia.
Aníbal Garzón, sociólogo, Bolivia.
Jorge Mendoza, sociólogo, Bolivia.
Geraldina Colotti, periodista, Italia.
Aline Castro, Red POR TI AMERICA, Brasil
Miguel-Ángel Aguilar, filósofo, México.
Carlos Figueroa Ibarra, catedrático, México.
Chaterine Hernández, periodista, España.
Antonio Mazzeo, periodista, Italia.Fulvio Grimaldi, periodista, Asociación de Amistad Italia-Cuba, Italia
Sandra Paganini, docente, Asociación de Amistad Italia-Cuba, Italia.
Fetera Flores, colectivo de Base, Argentina.
Cristina Castello, escritora, Argentina/Francia.
Dax Toscano Segovia, periodista, Ecuador.
Juan Carlos Monedero, catedrático, España
Hassan Dalband, catedrático, México.
Xiomara Pérez Díaz, artista, Venezuela.
Héctor Seijas, escritor, Venezuela.
Ender Cepeda, pintor, Venezuela.
Asociación Bolivariana de Asuntos Humanitarios PATRIA ES SOLIDARIDAD, Venezuela.
Movimiento Continental Bolivariano, Ecuador.
Mario Casasús, periodista, México.
Asociación Nacional de Abogados Democráticos, México.
Observatorio Nacional de Prisiones, México.
Agencia Bolivariana de Prensa, Ecuador.
Giorgio Trucchi, periodista, Italia.
Movimiento Guevarista Tierra Y Libertad, Ecuador.
Liga Mexicana por la Defensa de los Derechos Humanos, México.
Fundación Diego Lucero, México.
Aurora Tumanischwili, C olectivo Amigos de la Paz en Colombia, Argentina.
Guillermo López, Colectivo Amigos de la Paz en Colombia, Argentina.
Asociación de Familiares de Detenidos Desaparecidos y Víctimas de Violaciones de Derechos Humanos, México.
Red Universitaria de Monitores de Derechos Humanos, México.
Federación de Trabajadores Libres de Pichincha, Ecuador.
Movimiento José Peralta, Ecuador.
Juan Carlos Vallejo, escritor, Colombia/Estados Unidos.
Alejandro Rodríguez, Bolivia.
Álvaro Zuleta, economista, Bolivia.
Raúl Prada, sociólogo, Bolivia.
Oliver Villar, catedrático, Australia.
Guido Piccoli, periodista, Italia.
Xarlo Etchezaharreta, educador, Francia.
Lourdes García-Larqué, sindicalista, Australia.
Alejandro Dausá, periodista, Bolivia.
Víctor Vacaflores, economista, Bolivia.
Centro de Derechos Humanos Coordinadora 28 de Mayo, México.
Elena A. Romano, Colectivo Amigos de la Paz en Colombia, Argentina.
Marcela Pérez, Colectivo Amigos de la Paz en Colombia, Argentina.
Asociación de Derechos Humanos del Estado de México, México.
Asociación para la Defensa de los Derechos Humanos y Equidad de Género, México.

[Fuente: Rebelión].

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ecuador/Rafael Correa: GOBIERNO COLOMBIANO QUIERE CONVERTIR A AMÉRICA LATINA EN UN NUEVO MEDIO ORIENTE

21 abril 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, aseguró que su país sabrá responder ante cualquier ataque contra su soberanía territorial, como el perpetrado por Colombia contra ese país en marzo de 2008, cuando se dio muerte al número dos de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), Raúl Reyes, junto a otras 25 personas.

En entrevista concedida a teleSUR, Correa se refirió a lo expresado por dos candidatos a la presidencia de Colombia en un debate televisado el pasado domingo, en el que aseguraron que sí ordenarían un bombardeo contra cualquier país, incurriendo así una nueva escena de extraterritorialidad del conflicto armado colombiano.

Correa dijo ante esa eventualidad que cualquier fuerza extranjera que pretenda atacar a Ecuador encontrará a un país mucho mejor preparado que en marzo de 2008, "cuando fuimos atacados a mansalva" por Colombia.

"Es una profunda pena de aquellos que juegan a emperadorcitos y quieren convertir a América Latina en un nuevo Medio Oriente, pero, en todo caso, la próxima vez encontrarán al Ecuador mucho mejor preparado, sabremos responder", dijo El mandatario ecuatoriano en su diálogo con teleSUR.

"Si somos agredidos, si somos bombardeados, tendríamos que responder. Somos un país de paz, pero tampoco somos ningunos tontos y tenemos nuestra dignidad", añadió el jefe de Estado ecuatoriano.

A continuación teleSUR ofrece el texto íntegro de la entrevista:

El tema petrolero sobre el cual usted ha emitido algunas opiniones ¿Qué sucede con las trasnacionales? Usted dice que hay que poner orden en el sector ¿Qué es poner orden en el sector?

Hemos puesto bastante orden, pero todavía falta mucho por hacer. En verdad eso ha sido un atraco completo, siempre en función de las trasnacionales, realmente indigna.

Por decirles algo, de cada 100 barriles de petróleo, en los famosos contratos de participación, 18 quedaban para el país y 82 se llevaban las petroleras. Esos contratos fueron firmados a inicios de los (años) 2000, cuando el precio del petróleo estaba a 16 dólares y nos daban cuatro o cinco dólares por barril. Subió luego el precio del barril a 50 o 60 dólares y nos seguían dando los mismo cuatro o cinco dólares.

Entonces, cuando les metemos una nueva Ley, que les obliga a, primero repartir 50 por ciento y 50 por ciento las ganancias extraordinarias y, en mi Gobierno, las ganancias extraordinarias 99 por ciento para el país y uno por ciento para las petroleras, para compensar en algo los cuatro o cinco años en los que no habían dado plata al Estado, ahí si nos demandan ante el CIADI alegando que se produce una ruptura del equilibrio económico en los contratos. ¿Y antes? Cuando ganaban en exceso, ahí no había ruptura del equilibrio económico.

Entonces, hay un permanente abuso hacia el país. Se les dijo "queremos ir a contratos de prestación de servicios, es decir, el petróleo es nuestro de acuerdo a la Constitución, vengan ustedes extraíganlo y les pagamos una tarifa por barril", bueno, ya llevamos más de dos años negociando esto y le dan largas, pérdidas de tiempo y cada día que pasa son millones que deja de ganar el país. Así que ya les dimos, no me gusta hablar de ultimátums, de amenazas, pero si una advertencia, un mensaje muy claro, no estamos jugando aquí.

Estoy preparando una Ley para facilitar expropiaciones y nacionalizaciones para enviarla a la Asamblea Nacional y, con ese instrumento, pues haremos lo que tenemos que hacer en el momento apropiado.

¿Ha tenido respuestas a ese anuncio, digamos desde el punto de vista de las trasnacionales? Porque respuestas mediáticas, por supuesto, han salido los defensores de las trasnacionales.

Sólo respuestas mediáticas, ahora, en honor a la verdad, aquí ha habido grandes fallas de parte del equipo ecuatoriano, el enemigo está adentro. Le pasó lo mismo a Venezuela y al proceso bolivariano. Tenemos una serie de vendepatrias, que son asalariados de las trasnacionales, que nos han hecho cometer errores, que han filtrado información, que han dilatado procesos, etcétera. Hemos depurado en algo el sector petrolero, pero falta mucho por hacer, tenemos enemigos adentro, no sólo estamos negociando con las trasnacionales sino que tienen asalariados, personas vinculadas con intereses que no responden al país sino a estas compañías.

¿Cuáles son los términos de la Ley que va a llevar a la Asamblea Nacional?

Básicamente una Ley muy corta, que en determinados nos permita expropiar. Expropiar no significa confiscar, confiscar significa tomar por la fuerza sin la correcta compensación económica. Aquí le vamos a compensar económicamente, pero sino quieren adaptarse a los términos del país, pues que les vaya bonito, no los necesitamos.

Aún si los necesitáramos, más necesitamos nuestra dignidad y nuestra soberanía.

A propósito de petróleo, Presidente ¿Cómo le ha ido al Ecuador con la propuesta del Yasuní-ITT?

En términos formales, extraordinariamente bien. En términos prácticos, hasta ahora vemos 20 centavos. Aquí nuevamente la doble moral internacional, la diferencia entre los discursos y los hechos, todo el mundo aplaudió la propuesta, todo el mundo felicitó al Ecuador, pero hasta ahora vemos 20 centavos.

Yo voy a dar hasta julio de 2011, en caso de no ver resultados concretos, utilizaremos el plan B que es explotar con todos los cuidados ambientales y sociales ese petróleo, que es la mayor reserva de crudo comprobada en el Ecuador. Tal vez la audiencia, el público, no conoce lo que es la iniciativa Yasuní-ITT, son las mayores reservas, más de 900 millones de barriles de petróleo, pero que están en una zona muy sensible ecológicamente, el Parque Nacional Yasuní.

Nosotros hemos propuesto al mundo dejar ese petróleo bajo tierra y con ello evitar el envío a la atmósfera de más de 400 millones de toneladas de CO2, cuyo valor de mercado serán de alrededor de cinco mil millones de dólares y nosotros estamos pidiendo unos tres mil 500 millones de dólares, la mitad del valor presente neto de esas reservas.

El mayor contribuyente, el que mayor sacrificios hace es el Ecuador. Financieramente lo que más nos conviene es explotar ese petróleo, pero queremos colaborar para evitar al menos el aceleramiento del cambio climático, el cual no ha sido causado por los países pobres, sino por los países ricos. Pero exigimos corresponsabilidad al resto del mundo, si no hay esa corresponsabilidad, tendremos que extraer ese petróleo.

Yo no lo había escuchado a usted decir que realmente existe un plan B ¿Qué tan cerca podríamos estar de que Ecuador explote esa reserva?


Estamos claros, esa es la resolución de Petroecuador del marzo o junio de 2007. Primero proponer al mundo corresponsabilidad, y en caso de no obtener ninguna respuesta, explotar ese petróleo. Siempre se ha continuado con los estudios, dicho sea de paso, que la unidad para explotar el ITT tiene más de 20 años en Petroecuador.

Tenemos una campaña mediática que nos acusa de querer engañar a los ecuatorianos, que siempre ha sido nuestra primera opción explotar el ITT y que por eso hemos continuado con los estudios, pero más de 20 años tiene esa unidad y así es nuestra prensa. Sí hubiéramos querido explotar ese petróleo para qué nos hubiéramos complicado tanto presentando una iniciativa.

De verdad queremos que tenga éxito esa iniciativa, pero tampoco podemos ser los tontos útiles del planeta. Esos seis mil o siete mil millones de dólares, valor presente neto de ese yacimiento, los necesita el pueblo ecuatoriano y, en caso de no haber corresponsabilidad, como insisto, como lo he dicho desde un principio, vamos a explotar ese petróleo de la forma más responsable posible a nivel ambiental y social.

El tratar de resolver el problema de lo que usted llama el enemigo interno le costó a Venezuela no sólo un golpe de Estado, sino un sabotaje petrolero ¿Está consciente, como presidente del Ecuador, de las consecuencias que esto puede tener?

Estoy muy consciente, hemos aprendido mucho de la experiencia venezolana. Yo admiro muchísimo al presidente Chávez y al Gobierno bolivariano, porque no sé cómo en el año de 1998 pudo luchar contra todo y contra todos en condiciones tan adversas. Él abrió muchos caminos, nosotros hemos tenido un poco menos difícil la cosa y hemos aprendido de las experiencias muy duras del proceso bolivariano.

Nunca podemos excluir esa posibilidad, más que de un golpe de Estado, un sabotaje petrolero, aunque tampoco podemos excluir los golpes de Estado en América Latina, sino veamos a Honduras. En todo caso, creo que no es tan probable esa posibilidad y estamos tomando todas las precauciones posibles.

Se dio un nuevo debate de los candidatos a la presidencia de Colombia, de sus vecinos, y una de las preguntas que les hacían los periodistas es que si volvería a atacar Ecuador como en los hechos que ocurrieron el 1 de marzo de 2008. Dos de esos candidatos dijeron que sí. Unos de ellos que no. ¿Cuál sería su respuesta frente a esa posición de la extraterritorialidad del conflicto colombiano?

Es una profunda pena de aquellos que juegan a emperadorcitos y quieren convertir a América Latina en un nuevo Medio Oriente, pero, en todo caso, la próxima vez encontrarán al Ecuador mucho mejor preparado, sabremos responder.

¿Usted esperaría un ataque así de Colombia, cuando dice que estaría mejor preparado Ecuador, a qué se refiere exactamente?

Bueno, cuando nos atacaron a mansalva el 1 de marzo de 2008 nuestros radares no funcionaban, nuestra aviación prácticamente no existía, comunicaciones no teníamos. Todo eso hemos ido mejorando para, insisto, jamás agredir, pero si defender dignamente el territorio patrio.

En todo caso, yo le recuerdo a Venezuela y al mundo todas las palabras de disculpas, de perdón del presidente Álvaro Uribe, y vienen los sucesores del presidente a decir estas barbaridades, pues uno ya no sabe qué pensar. Y recuerden, esa clase de gente en el Gobierno más siete bases militares estadounidenses en Colombia, imagínense el peligro para la región.

Todo eso atenta al derecho internacional, al derecho americano.

¿Ecuador repelería ese ataque?

¿La próxima vez? Por supuesto. Si somos agredidos, si somos bombardeados, tendríamos que responder. Somos un país de paz, pero tampoco somos ningunos tontos y tenemos nuestra dignidad.

Se han dado pasos, por lo que se ve públicamente, en un restablecimiento de las relaciones con Colombia. Sin embargo, lo que ustedes han pedido como Gobierno no se ha dado. ¿Cuál es el límite allí, es decir, esa información supuesta en los presuntos computadores de Raúl Reyes?

Yo creo que eso evidencia toda la farsa que se armó al respecto. Primero nos bombardearon, cuando reaccionamos con toda energía, se inventaron esta farsa de los computadores, de los vínculos con las FARC. Bueno ayúdennos a darle a conocer al mundo toda ésta información.

Hemos pedido copia de los supuestos discos duros de las súpercomputadoras que sobrevivieron al ataque de Angostura, que en caso de que existieran, fueron robadas de territorio ecuatoriano, en otro nuevo delito. Pero no las dan, ese es uno de los requisitos que hemos puesto para restablecer totalmente las relaciones diplomáticas. Todos queremos saber la verdad, que nos den copias completas de esos discos duros para que el mundo sepa quiénes son los socios de las FARC.

¿Por qué no las dan, usted qué cree?

¿Usted por qué se imagina? Puede ser que no existan, puede ser que tengan información que los comprometa a ellos mismos ¿Por qué? El que no debe, nada teme. ¿Por qué no nos dan los discos, si en base a eso montaron un campaña de desprestigio contra Ecuador?

¿Las relaciones con Colombia se mantendría en los mismos términos que hasta ahora, Presidente, mientras eso no se resuelva?

Mire, nosotros, nuestros requerimientos no dependen de personas, dependen de principios. Hemos pedido la información sobre el más grave bombardeo de la historia de América Latina, sin precedentes, con bombas inteligentes, sin una declaración de guerra, sin absolutamente nada. En el momento, yo le diría las mejores relaciones bilaterales con un Gobierno al que considerábamos amigo, entonces hemos pedido conocer los pormenores de ese bombardeo terrible.

Por ejemplo, hay versiones de que los aviones colombianos no pueden lanzar esas bombas inteligentes y de origen estadounidense. Queremos saber qué contenían los famosos computadores que sobrevivieron milagrosamente al ataque, queremos información, saber la verdad y que el mundo la sepa. Eso es independiente de quién esté gobernando Colombia, nosotros respondemos a principios y mientras no nos den ésta información, pues no podremos restituir en su totalidad las relaciones diplomáticas entre los dos países.

¿Hablaron sobre ese temo con el subsecretario Valenzuela que estuvo tan sólo hace unos días en Quito?

No, hasta donde yo recuerdo, no tocamos el tema de Colombia. Hablamos de otros temas, de hecho toda la entrevista fue filmada por los medios de comunicación, así que ustedes pueden ver todos los detalles de la conversación.

¿Puede Ecuador tener una relación cordial con Estados Unidos? Usted dijo que tenía empatía con la señora Hillary Clinton.

Creo que hemos tenido una relación cordial, pero hacemos lo que cualquier país soberano haría y lo que el propio Estados Unidos haría. Por ejemplo, la base aérea de Manta, yo dije claramente: "Yo extiendo el contrato de la base militar estadounidense en Manta, si ellos me permiten poner una base ecuatoriana en Miami". Nunca me respondieron y se acabó la base estadounidense en Manta.
Estamos haciendo lo que cualquier país soberano, empezando por Estados Unidos, haría. Así que no veo por qué eso puede entorpecer las relaciones entre los dos países.

Usted, en ese mismo sentido, pidió que su Gobierno hiciera un informe sobre los derechos humanos en Estados Unidos, toda vez que el de los Estados Unidos incluyó al Ecuador como un país que viola los derechos humanos ¿Cómo va ese informe?

Sí molesta que en el siglo XXI todavía haya autodenominados árbitros del bien y del mal, países y Gobiernos que se creen por encima y moralmente superiores al resto. Nos hizo el Departamento de Estado un informe sobre derechos humanos que probablemente es inercia de los Gobiernos republicanos, algo que probablemente ni el presidente Obama ni la señora Clinton controlan, en el que se señaló que en Ecuador no se respetaban los derechos humanos.

Hasta donde yo sé, en Ecuador no se permite la tortura, en Estados Unidos sí. Hasta donde yo sé, en Ecuador no está permitida la pena de muerte, en Estados Unidos sí. Hasta donde yo sé, Ecuador no ha bombardeado ningún país, Estados Unidos sí, sino vaya a ver Irak, etcétera. Entonces estamos preparando también un informe sobre la situación de los derechos humanos en Estados Unidos.

Con la misma solvencia, capacidad de atribución que ellos tienen, como país soberano podemos hacer un informe sobre los derechos humanos en Estados Unidos.

Es contradictorio que se mantengan buenas relaciones con Estados Unidos y buenas relaciones con Venezuela, si Venezuela es un país que denuncia el imperialismo.
Ecuador también denuncia el imperialismo, en el momento que sepa que Estados Unidos, o cualquier otro país, está interviniendo en la política interna ecuatoriana o auspiciando un golpe de Estado, le aseguro que sabremos responder soberana y dignamente, como lo hace Venezuela.

Nosotros no combatimos países, ni pueblos, ni personas. Combatimos acciones, actitudes, políticas nefastas y las denunciaremos con toda nuestra energía, como lo hace Venezuela.

Un párrafo, una frase de un intelectual colombiano, Hernán Calvo Ospina, que dice que Ecuador reforzó su presencia militar en la frontera con Colombia luego del ataque de marzo de 2008, pero con fuerzas especializadas en contrainsurgencia, con equipos especialmente prácticos para enfrentar fuerzas irregulares como las guerrillas colombianas.

Él está un poco equivocado, en verdad siempre hemos tenido gran cantidad de efectivos en la frontera, porque Colombia tiene totalmente abandonada su frontera sur, no hay presencia del Estado colombiano, eso es lo que no dicen los medios de comunicación corruptos a nivel internacional.

Nosotros tenemos 13 destacamentos militares en la frontera norte, Colombia tiene tres, cuando el problema supuestamente es de ellos. Entonces ¿Qué pasa ante la ausencia del Estado colombiano en su frontera sur? Eso es paraíso para todos los grupos irregulares, Águilas Negras, paramilitares, FARC, ELN, para bandas organizadas, que entran al territorio ecuatoriano, secuestran a ciudadanos ecuatorianos y van a refugiarse en territorio colombiano, ya están cobrando las llamadas vacunas.

Por eso hemos tenido que reforzar mucho más nuestra frontera norte con militares y policías, no necesariamente para repeler un potencial ataque del Ejército colombiano, que muy difícilmente se daría en caso de conflicto de esa forma, porque no hay objetivos militares importantes en la frontera.

Valga la oportunidad que si seguimos la doctrina totalmente antijurídica, abusiva, contraria al derecho internacional, que esgrimieron dos de los candidatos presidenciales de Colombia en el debate del pasado domingo, la principal perjudicada sería Colombia, porque con ese argumento, porque cuando secuestren a un ecuatoriano y lo vayan a ocultar del lado colombiano, pues iríamos a bombardear también ese sector, y lo mismo pudiera hacer Venezuela, Nicaragua, Brasil, Argentina.

Entonces, ojalá prime la sensatez y todos actuemos bajo el imperio de la Ley.

¿Las relaciones entre Venezuela y Ecuador, al día de hoy, cómo las calificaría?


Yo creo que no pueden ser mejores, son tremendamente fraternas. Lo más importante son esos principios, esa visión que compartimos, la búsqueda de esa Patria Grande que soñó el propio Bolívar, que mantuvieron también, en sus ideales, intelectuales de la talla de José Martí, de Eloy Alfaro en Ecuador, etcétera.

Pero ya, en lo puntual, en lo concreto, hay grandes avances, tenemos mucha cooperación energética, petrolera, etcétera, entonces creo que las relaciones no pueden ser mejores.

Cooperación en materia de seguridad, Presidente, en ese frente común contra agresiones.

En esa área tal vez tenemos que profundizar un poco, pero ya no sólo con Venezuela sino con el ALBA y Unasur, ya no es posible que candidatos presidenciales de países muy respetables todavía se atrevan a decir que atacarían cualquier nación si así ellos creen que sería conveniente para la seguridad de su propio país. Cuidado y nos convierten a América Latina, y particularmente a Suramérica en otro Medio Oriente. Hay que estar muy atentos, la paz es tal vez el bien más preciado de nuestra América.

¿Hasta dónde podría llegar esa cooperación en materia de seguridad. Cuál es su imaginario en ese sentido?

Ya está establecido en la Unasur el Consejo de Defensa, ya hay políticas de defensa coordinadas comunes. Estamos construyendo estadísticas para tratar de controlar el gasto de defensa, pero con mediciones equivalente porque en este momento son demasiado heterogéneas y no son comparables.

Pero sí, tenemos que ir a cosas más contundentes, establecer códigos de conducta, sanciones a naciones que agredan a otros países de la región , para, insisto, preservar el bien más preciado que tiene la región que es la paz.

¿Le toca defenderse de la amistad con el presidente Hugo Chávez?

No tengo que explicar a nadie por qué tengo estimación a ciertas personas, en este caso al presidente Chávez, como le tengo un gran cariño a Cristina Fernández, a Lula da Silva, a Evo Morales, no tengo que darle explicaciones a nadie.

Peor aún, pero imagínense al nivel de entreguismo que estamos llegando, que tenemos que explicarle a nuestras élites y a los medios de comunicación, que son los voceros de las élites, por qué tenemos relaciones fraternales con países latinoamericanos. Es un absurdo, entonces me rehúso a dar explicaciones.

Y cuando critican las relaciones con el presidente Chávez, conociendo al presidente Chávez y su Gobierno y cómo está transformando a Venezuela, lo único que nos da es una piadosa tristeza, pero no nos vamos a tomar la molestia de contestarle a esos medios de comunicación.

¿Le molesta que lo comparen con el presidente Chávez?

Por el contrario, hasta me halaga, le insisto, si no entiendo cómo el presidente Chávez en el año de 1998 comenzó solito este proceso de transformación que después se encendió como llama en la pradera y sobrevivir, teniendo que soportar obstáculos enormes, por ejemplo, el golpe de Estado de abril de 2002. Es decir, que el presidente Chávez tiene mi profunda admiración.

¿Desde el punto de vista simbólico, qué representa para usted como ciudadano latinoamericano esta fecha, la del Bicentenario?

Es medio cabalístico. Hace 200 años se dio la Independencia política y nos encontramos dos siglos después a nuestros pueblos luchando por la definitiva y real independencia, en lo económico, en lo social y en lo cultural, no sólo la Independencia política que tal vez se dio formalmente hace dos siglos.

Yo creo que es muy simbólico aquello, que 200 años después encuentran a nuestros pueblos, al igual que la luchas por la Independencia política, luchando con toda decisión por nuestra segunda y definitiva Independencia.

¿Los enemigos siguen siendo los mismos?

Casi los mismos. Allá en el siglo XIX era, sobre todo, el imperio español. Aún existen imperialismos, hay cosas muy similares, los vendepatrias a los que no les importar ser colonias de quien sea. Sí, hay semejanzas con la lucha de hace dos siglos.

Pero también hay diferencias, en el siglo XXI no se necesitan botas ni cañones para dominarnos, sino solamente dólares, entonces debemos lograr nuestra independencia económica.

Usted tiene una gran expectativa con la Unasur ¿La Unasur puede ser ese bloque que haga frente a las pretensiones imperialistas?

Sólo unidos podemos tener éxito. El sueño de Bolívar no es un ideal, es una necesidad de supervivencia, sólo unidos lograremos salir adelante. Hay voces disonantes y hay diferentes ritmos, pero yo creo que la inmensa mayoría de nuestros pueblos, países y Gobiernos, desean una verdadera integración y desean constituir esa Patria Grande.

Nos corresponde a nosotros, como dirigentes de la región, poner toda nuestra energía para acelerar los procesos, no tenemos tiempo que perder, no podemos tomarnos 50 años como la Unión Europea, tenemos que ir más rápido. La buena noticia es que la Unión Europea son 27 países con diferentes sistemas económicos, políticos y distintos idiomas.

Mientras la Unión Europea tendrá que explicarle a sus hijos por qué se unieron, América Latina tendrá que explicarle a los nuestros por qué nos demoramos tanto.

¿Cuál es la diferencia y el enfrentamiento con hay con comunidades indígenas por la Ley de Agua?

No tenemos enfrentamiento con grupos indígenas, con el movimiento indígena como proceso histórico. Yo soy indigenista, conozco el mundo indígena y he trabajado con el movimiento indígena.

Si usted revisa los resultados electorales de los comicios presidenciales de abril del año pasado, la provincia en la que mayor votos sacamos es una de las provincias con mayor cantidad de indígenas en el país. Los indígenas están con nosotros. Cierta dirigencia indígena, de ciertas organizaciones que hacen mucha bulla, pero que no se representan ni a ellos mismos, están contra el Gobierno.

Están defendiendo sus espacios políticos, quieren controlar el agua, ven en peligro sus espacios de poder y esa es la reacción. Que ni Venezuela y el mundo se engañen, tenemos en contra ciertos dirigentes indígenas que tienen una agenda política ilegítima, porque quieren cogobernar sin haber ganado elecciones.

¿Se está resquebrajando la alianza que sostiene a Correa en el poder?

Bueno eso han venido diciendo desde el 15 de enero de 2007, desde el día que asumí, desde antes, de hecho. Creo que hemos logrado sortear muchas dificultades, hemos cometido equivocaciones. Por ejemplo, hicimos alianzas para las anteriores elecciones con grupos que por si solos no hubiesen sacado asambleístas, pero que los pusimos en nuestras listas y luego de ganar las elecciones dijeron "nosotros somos independientes".

Hay los oportunistas de siempre, que quieren estar con las ventajas del Gobierno pero diferenciarse de Correa, como en Venezuela buscan diferenciarse de Chávez. Eso es deslealtad.

Recuerden que nuestro proyecto político fue bastante espontáneo, de ciudadanos que estábamos hartos de la clase política. Eso nos ha traído problemas y, por supuesto, se dan tensiones como el juicio al Fiscal que, lo he dicho, me pareció un apresuramiento porque el Fiscal se va en cinco o seis meses, cuando cambien todas las autoridades. Eso va a pasar a la antología de la ingenuidad política, entonces hemos pagado derecho de piso.

El mayor peligro que tenemos ahora son nuestras propias contradicciones, yo veo el camino muy libre, aunque en América Latina nunca se sabe. No tenemos oposición de peso, no vemos una oposición armada con un discurso claro que pueda contraponerse al proyecto de Revolución Ciudadana.

El mayor enemigo está en nosotros mismos y eso lo he venido repitiendo siempre. El izquierdismo infantil, el ecologismo infantil, en indigenismo infantil y todas estas ingenuidades que les he manifestado. Así que tenemos que aprender en la marcha y prepararnos mucho más para no cometer errores y no ser, como le decía, nuestros propios enemigos.