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quarta-feira, 12 de março de 2014

UCRÂNIA: RELATÓRIO DA SITUAÇÃO

10 março 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)

Um deputado do Parlamento (Rada) ucraniano, que falou de Moscou pela TV russa, disse que seus contatos na Crimeia informaram-no de que o lado ucraniano deslocou número ignorado de sistemas Grad BM-21M de lançamento múltiplo de mísseis [orig. multiple-launch rocket systems (MRLS)] há apenas dois dias, dos primeiros postos de fronteira na Crimeia (são sistemas relativamente antigos, construídos nos anos 1960s, com alcance de 30 km).

·         Grande manifestação em Carcóvia, onde a multidão exige um referendo sobre a futura autonomia da região, eleição local de um governador, manutenção na região dos impostos locais. Dois soldados das forças antitumulto (Berkut) foram declarados cidadãos honorários da cidade.

·         Grande manifestação em Donestk, onde a multidão exige um referendo sobre o futuro da região de Donbass e a libertação do "governador popular" eleito localmente, que está preso.

A Crimeia prepara-se para o referendo na próxima semana. Todos os locais de votação e urnas têm câmeras, e foram convidados observadores internacionais. Os não incluídos nas listas eleitorais poderão votar, mediante apresentação de documento de identidade local. Para o resultado ser válido, é preciso que votem pelo menos 50% dos residentes.

Agora, cuidemos de desmontar pelo menos uma parte da propaganda distribuída pela imprensa-empresa ocidental:

terça-feira, 11 de março de 2014

DESSA VEZ, A CRIMEIA

11 março 2014, Pravda http://port.pravda.ru  (Rússia)
George Washington alertou os EUA contra "envolvimentos estrangeiros". Teria tido uma premonição da falta de visão, da inépcia de seus sucessores, nos anos Bush e na Era Obama?

Se aconteceu assim, a Guerra ao Terror de Bush-Cheney - agora, de Obama - comprova o quão certo estava. Pode ter sido concebida também deliberadamente, para estimular islamistas a atacar alvos ocidentais. A má vontade que engendrou será fator ativo na política mundial ainda por muitas e muitas gerações.

Também reduziu as proteções liberais que George Washington e seus contemporâneos tanto prezavam. Os que mais sofreram foram os direitos relacionados à privacidade.

Teria sido esse o plano, desde o começo? É possível.

Bush e Cheney com certeza cuidaram para que seu sucessor encontrasse extremas dificuldades para mudar de curso. Mas Obama, algum dia, quis mudar algum curso? Não se veem sinais de qualquer empenho dele nessa direção. Obama e equipe seguiram a velha trilha com desembestada fúria.

Quem teria suposto que o candidato da paz desenvolveria tal gosto por assassinato e massacres, ou que o professor de Direito Constitucional encilharia e montaria e com tanto prazer a Carta dos Direitos Civis?

Mas a Guerra ao Terror já vai ficando velha, e Obama já está perdendo a paixão por ela. Até os neoconservadores já andaram adiante; hoje, estão muito mais ocupados detonando o movimento BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções contra Israel).

segunda-feira, 10 de março de 2014

A 'FUGA PARA ADIANTE': E EUA SE AUTODERROTAM NA UCRÂNIA

3 março 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)
TheSaker, The Vineyard of the Saker
http://vineyardsaker.blogspot.com.br/2014/03/the-self-defeating-fuite-en-avant-of-us.html 

Os últimos dias viram impressionante aceleração nos desenvolvimentos, que criou situação totalmente nova. Em termos simples e claros, ocorreram os três seguintes importantes eventos:

1) Em Kiev, uma insurreição armada derrubou presidente eleito e substituiu-o por um regime revolucionário.

2) A Crimeia rompeu completamente com o resto da Ucrânia.

3) Uma insurreição contrarrevolucionária começou no leste da Ucrânia.

A situação no leste da Ucrânia é complexa, e não quero tratar disso nesse momento. Aqui, me proponho a re-fixar alguns fatos bem sabidos, organizá-los e fazer um exercício básico de "contrastar e comparar" os dois regimes/entidades bem claramente definidos que passaram a formar a Ucrânia: o regime revolucionário em Kiev (daqui em diante, a fórmula abreviada RRKiev); e o regime secessionista na Crimeia (daqui em diante, a fórmula abreviada RSCrimeia). 

Acho que esse exercício nos permitirá apreciar as decisões tomadas pelos diferentes governos, de apoiar um lado ou o outro, e nos fornecerá, espero, itens para discussão útil. Por fim, repito que só considerarei fatos bem sabidos e tentarei não fazer nenhuma afirmação excessivamente carregada de minhas opiniões pessoais, o que deixarei para a conclusão.

Comparemos, então o RRKiev e o RSCrimeia, por um conjunto básico de critérios.

1) Bases legais do regime:

RRKiev: chegou ao poder mediante derrubada violenta do último presidente legalmente eleito. Em seguida, um autodesignado grupo de ativistas políticos distribuiu entre eles os principais cargos do governo e foi à praça Maidan para obter a aprovação da multidão ali reunida. Alguns nomes parecem ter sido aprovados, outros foram vaiados, mas todos foram declarados aprovados. Não se sabe quantas pessoas havia naquele momento na praça Maidan, nem se alguém tem qualquer informação sobre quem estava ali.

RSCrimeia: chegou ao poder depois de declarar pacificamente que as autoridades locais assumiriam temporariamente todas as funções locais da autoridade federal que, naquele momento, já havia sido derrubada pelo RRKiev. Em algumas cidades, os ex-prefeitos nomeados pelo regime de Yanukovich foram substituídos por locais, também eleitos por aclamação de massas nas praças.

2) Legalidade das respectivas decisões:

quinta-feira, 6 de março de 2014

A CONSPIRAÇÃO NA VENEZUELA, OU A PRAÇA MAIDAN NA VERSÃO LATINO-AMERICANA

3 março 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Nil Nikandrov*

As tentativas para desestabilizar a Venezuela não acabaram, apesar dos esforços do governo de Nicolas Maduro para iniciar um diálogo com a oposição. A última tentativa para pôr o governo à prova foi uma manifestação da oposição em 12 de Fevereiro em frente da Procuradoria-Geral no centro de Caracas. Entre as reivindicações dos manifestantes estava a libertação imediata dos que foram presos pela participação em motins de rua nas cidades de Tachira e Merida e em eleições anteriores.

Durante estes motins, choveram pedras e cocktails Molotov sobre a polícia. Vários carros da polícia foram devorados pelas chamas. Grupos de jovens começaram a arrombar as portas da 
Procuradoria-Geral e a destruir as portas da entrada para a estação do metro do Parque Carabobo e os brinquedos de um parque de crianças vizinho. Muitos dos vândalos usavam máscaras e coletes à prova de balas e empunhavam barras de metal. Alguns deles tinham armas de fogo. Houve feridos e morreram duas ou três pessoas mas, mesmo no auge da confrontação, a polícia só usou balas de borracha e gás lacrimogénio.

A violenta manifestação foi organizada via Internet pelo grupo radical da oposiçãoVoluntad Popular. O seu líder, Leopoldo Lopez há muito que defende acerrimamente o derrube do actual regime pela força. O Procurador-Geral deu ordens para a sua detenção. Segundo todas as aparências, Lopez passou à clandestinidade e refugiou-se nos EUA (sabe-se que está a colaborar com a CIA). Foi ainda emitido outro mandado de prisão para o vice-almirante reformado Fernando Gerbasi, antigo embaixador da Venezuela em Bogotá. Este chefiou a organização de distúrbios no território fronteiriço na Colômbia.

EUA X UNIÃO EUROPEIA NA DISPUTA PELA UCRÂNIA

6 março 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)
Ontem, pus em dúvida a confiabilidade de um 'vazamento' feito pelo governo Obama para o New York Times. Escrevi que:[1]

"Enquanto Merkel e outros políticos da União Europeia parecem querer acalmar a situação, a Casa Branca está sob pressão política doméstica para fazer mais de "alguma coisa". Por isso, provavelmente, o New York Timespublicou hoje, como se fosse um 'vazamento':[2]

A chanceler Angela Merkel da Alemanha disse por telefone ao presidente Obama no domingo que, depois de falar com Putin, já duvida que ele mantenha contato com a realidade - informaram fontes que receberam briefing do telefonema. "Parece estar noutro planeta" - disse a chanceler alemã.
Nada disso faz sentido. Não soa como comentário de Merkel e, pior, soa absolutamente estranho, como comentário dela. Duvido que ela tenha dito o que "fontes que receberam briefing do telefonema" disseram ao NYT que ela teria dito. Parece mais uma tentativa para desacreditar Merkel [aos olhos dos russos] e dificultar ainda mais, para ela, encontrar alguma solução em acordo com os russos e fora do controle dos EUA."
Imediatamente, o governo alemão, através do conservador Die Welt, que apoia Merkel, desautorizou o NYT, negando a veracidade da citação publicada. Die Welt escreveu [traduzido al./ing./port]:[3]
"A chanceler não está contente com o relato publicado no New York Times. Em nenhum momento e de nenhum modo Merkel disse ou teve intenção de dizer que Putin estaria agindo de forma irracional. Na verdade, ela disse a Obama que Putin tem perspectiva diferente [da de Obama] sobre a Crimeia."
Não, não, não sou apoiador nem defensor de Merkel. Mas, sim, há disputa, tanto entre EUA e União Europeia, como entre

quarta-feira, 5 de março de 2014

A CRISE NA UCRÂNIA: O QUE SIGNIFICA SER SAQUEADO PELO OCIDENTE

4 março 2014, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Paul Craig Roberts*

Em 2004 a Hungria aderiu à UE, na expectativa de ruas cobertas de ouro. Ao invés disso, quatro anos depois, em 2008, o país ficou endividado ao FMI. O vídeo do grupo de rock húngaro Mouksa Underground resume o que é a Hungria de hoje, depois de cair nas garras da UE e do FMI. Verwww.youtube.com/watch?
v=Jg8h526sB7w&feature=youtu.be

A canção é acerca dos resultados desanimadores do abandono do socialismo em favor do capitalismo – e na Hungria os resultados certamente não são encorajadores. O título é "Desalento com a mudança de sistema". Aqui está a letra:

Os que têm agora mais de vinte anos
Estiveram à espera de vida boa
Para o cidadão médio
Ao invés de riqueza temos pobreza
Exploração irrestrita
Assim, esta é a grande mudança de sistema
Assim, é isto que espera por si
Nada de habitação Nada de alimentação Nada de trabalho
Mas isto foi garantido que não aconteceria
Aqueles no topo
Devoraram-nos
O pobre sofre todos os dias
Assim, isto é a grande mudança de sistema
Assim, isto é o que espera por si
(Repete)
Quando ocorrerá mudança real?
Quando haverá uma mundo vivível
A solução definitiva aparecerá
Quando este sistema económico for abandonado para sempre
Assim, esta é a grande mudança de sistema
Assim, isto é o que espera por si
(Repete)
Não há solução fora da revolução

Se os estudantes de Kiev houvessem escutado o grupo de rock húngaro ao invés das ONGs de Washington, ele entenderiam o que significa ser saqueado pelo Ocidente e a Ucrânia não estaria na tormenta e rumo à destruição. 

Como a secretária de Estado Assistente Victoria Nuland deixou claro no seu discurso de Dezembro último e na fuga da gravação da sua conversação telefónica com o embaixador dos EUA em Kiev, Washington gastou US$5 mil milhões do contribuinte estado-unidense para engendrar um golpe na Ucrânia que derrubou o governo democrático eleito. 



Que aquilo foi um golpe é também sublinhado pelas óbvias mentiras públicas de Obama acerca da situação, culpando, naturalmente, o governo derrubado, e pela total deturpação dos acontecimentos ucranianos pelos media presstitutos dos EUA e Europa. A única razão para deturpar os acontecimentos é apoiar o golpe e encobrir a mão de Washington.

Não há dúvida de que o golpe é um movimento estratégico de Washington para enfraquecer a Rússia. Washington tentou capturar a Ucrânia em 2004 com a "Revolução Laranja" por ela financiada, mas fracassou. A Ucrânia fez parte da Rússia durante 200 anos antes

VENEZUELA E UCRÂNIA: ALGO EM COMUM?

28 fevereiro 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Venezuela e Ucrânia, portanto, têm sim algo em comum: sua importância do ponto de vista geoestratégico e energético para o mundo ocidental.


“Venezuela e Ucrânia são situações absolutamente díspares”, ressaltou a Presidenta Dilma. Com toda razão. Entretanto, muito além de toda a disparidade que diferencia ambas as situações, algo há em comum: tanto Venezuela quanto Ucrânia consistem em alvos dos interesses geoestratégicos e energéticos da agressiva política externa norte-americana.

A Venezuela é palco de sucessivas tentativas de desestabilização de seu governo democraticamente eleito e socialmente orientado, desde a primeira eleição de Hugo Chávez. Cabe lembrar que, de acordo com a CEPAL, a Venezuela tornou-se após o chavismo o país com melhor distribuição de renda na América Latina. Como mesmo após a morte do líder a oposição saiu derrotada das urnas, o que resta é uma alternativa ilegítima impulsionada pelo governo norte-americano.

As motivações que levam ao intervencionismo são facilmente compreensíveis, já que se trata do país detentor das maiores reservas de petróleo do mundo (ainda que se trate de um petróleo pesado que exija alto custo de refinação), cuja situação geográfica situa-o como vizinho dos Estados Unidos, e que ao contrário de uma década atrás, hoje exporta grande parte de sua produção para a China. E lembre-se que a Venezuela de Chávez foi o único país latino-americano, na virada para o século XXI, a se opor à tentativa dos Estados Unidos de estender as diretrizes do Consenso de Washington por todo o continente, por meio da pretensa Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).
 
A partir de então, a ascensão de vários governos pós-neoliberais na região permitiu mudar o acento para os processos de integração sul-sul, a exemplo do Mercosul e da Unasul, em lugar dos acordos de livre comércio com a potência hegemônica.

MOBILIZAÇÃO GERAL NA UCRÂNIA

4 março 2014, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)


Incêndio do Reichstag em Kiev[1]
2/3/2014, http://cluborlov.blogspot.co.uk/2014/03/reichstag-fire-in-kiev.html?m=1 

 

Pawel Kuczyński, ClubOrlov, Grã-Bretanha

 

O governo de Kiev anunciou mobilização geral do exército: apenas 1-1,5% dos alistados apresentaram-se.

 

Uma dúzia de prefeituras, das principais cidades - praticamente todas a sudeste da linha que vai de Carcóvia a Odessa - hastearam a bandeira tricolor da Rússia.

 

A nave-madrinha da Marinha da Ucrânia está navegando com bandeira da Rússia.

 

O recém-nomeado comandante da Marinha da Ucrânia desertou para o lado russo, na Crimeia, poucas horas depois de nomeado.


A maioria das unidades militares na Crimeia passaram-se voluntariamente para o lado russo, sem que um único tiro tivesse sido disparado.
Tropas ucranianas de Kirov receberam ordem de marchar para a Crimeia, mas recusaram-se a cumprir orden (ilegais) do governo de Kiev.
Ao longo das últimas duas semanas de fevereiro, 143 mil cidadãos ucranianos pediram asilo na Rússia.

OS ESTADOS UNIDOS CONTRA O MUNDO

27 fevereiro 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Os Estados Unidos não intervêm apenas no seu próprio quintal, mas também do outro lado mundo, na Ucrânia.

Margaret Kimberley, Black Agenda Report

O imperialismo mundial caiu em desuso nas últimas décadas. Se está parecendo um pouco retrô, é porque não existem americanos suficientes comprometidos a contar a verdade sobre seus governos.

Durante a Guerra Fria, nos disseram que o comunismo aumentou sua influência como em um efeito dominó, derrubando nações uma por uma e as empurrando para as órbitas de Moscou ou Pequim. No século 21 há uma nova teoria, que coloca todas as partes do mundo na mira dos EUA.

Barack Obama teve sucesso ao expandir a influência yankee de um jeito que George W. Bush e Dick Cheney apenas sonharam. O projeto neo-conservador para um novo século americano se consolidou sob o governo de um presidente democrático, que agora tem muitas cartas na manga. Ele e o resto dos líderos do OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) começaram seu rastro de destruição com a Líbia, dilacerando o país em dois sob o pretexto de

terça-feira, 4 de março de 2014

США и ЕС с украинскими террористами устанавливают нацистский режим. Заявление Председателя ПСПУ Наталии Витренко/USA and EU Are Erecting a Nazi Regime on Ukrainian Territory

24/02/2014, Прогресивна соціалістична партія України http://www.vitrenko.org (Украина) http://www.vitrenko.org/start.php?lang=1&article_id=19019

от 23 февраля 2014 года


Происходящее на Украине волнует весь мир. Необходимо разобраться в сути. Прогрессивная социалистическая партия Украины, как партия левой оппозиции, которая боролась и борется с курсом внутренней и внешней политики, проводимой и оранжевыми под руководством Ющенко, и альянсом Партии регионов и КПУ под руководством Януковича, считает необходимым дать свои оценки.

22 февраля под дулами автоматов боевиков и террористов Евромайдана парламент осуществил неонацистский государственный переворот.

Попирая все нормы Конституции Украины, международного права, растаптывая европейские ценности, парламент превысил свои полномочия и совершил уголовно наказуемые деяния. Вашингтон и Брюссель, которые всему человечеству рассказывали , что Евромайдан - это мирная акция народа Украины, сделавшего европейский выбор и защищающего демократию и европейские ценности, должны честно признать - ничего этого нет. Они подержали нацистский путч, осуществлённый боевиками, террористами и политиками Евромайдана в геополитических интересах Запада.

Бесспорными доказательствами тому есть:

1) смена государственного устройства в неконституционный способ. Этим нарушен европейский принцип верховенства права. В нарушение норм XIII-го раздела Конституции Украины (которым детально расписана процедура изменения Конституции), без участия Конституционного суда, государственное устройство нашей страны было изменено Постановлением Верховной Рады Украины;

2) выходя за пределы полномочий парламента Украины, попирая статью 19 Конституции, парламент назначил надсмотрщиков над
- министерством внутренних дел,
- службой безопасности Украины,
- Генеральной прокуратурой.

Эти надсмотрщики поставлены с целью политического насилия Евромайдана над конституционными институтами государства для