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terça-feira, 9 de agosto de 2016

BRICS, Rússia/A guerra das sanções: novas baixas na União Europeia/Санкционная война: новые потери Евросоюза



9 agosto 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pyotr Iskenderov

DIRIGENTES DA UE AO SERVIÇO DOS EUA ACTUAM CONTRA OS INTERESSES DOS POVOS EUROPEUS

O Ministério do Desenvolvimento Económico russo publicou algumas estatísticas que muitos no ocidente preferem ignorar. Estas revelam que a União Europeia, EUA, Canadá, Noruega e Austrália perderam um mercado anual no valor de US$8,6 mil milhões devido às sanções que aprovaram contra a Rússia. Em tonelagem, as importações russas de alimentos daqueles países diminuíram 98,9% – de 4.331 milhões de toneladas para 46.500. "Poder-se-ia dizer que as vendas perdidas dentro do mercado da Federação Russa foram o equivalente à redução em importações agrícolas daqueles países", enfatizou uma declaração do ministro russo do Desenvolvimento Económico.

Aquele serviço também apresentou uma estimativa aproximada da

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ESTARÁ A EUROPA CONDENADA À VASSALAGEM A WASHINGTON?



1 agosto 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Paul Craig Roberts

A Segunda Guerra Mundial resultou na conquista da Europa, não por Berlim e sim por Washington.

A conquista era certa mas não toda de uma vez. A conquista da Europa por Washington resultou do Plano Marshall; de temores do Exército Vermelho de Staline que levaram a Europa a confiar na protecção de Washington e a subordinar os militares europeus à NATO; da substituição da libra britânica como divisa de reserva mundial pelo US dólar e do longo processo de subordinação da soberania de países europeus individuais à União Europeia, uma iniciativa da CIA implementada por Washington a fim de controlar toda a Europa através do controle de apenas um governo irresponsável.

Com poucas excepções, sobretudo o Reino Unido, a condição de membro da UE também significou perda de

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Portugal/UMA PEDRA A MENOS NO CAMINHO E O ESSENCIAL DOS PROBLEMAS POR RESOLVER



27 julho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Ricardo Paes Mamede, Economista


Sejamos claros: a não aplicação de uma multa a Portugal retira uma pedra do caminho, mas deixa o essencial dos problemas por resolver.

A Comissão Europeia e o Ecofin assumiram formalmente que Portugal e Espanha não tomaram as medidas necessárias para cumprir as regras europeias. Ou seja, apesar dos cinco anos de austeridade destruidora, apesar da co-responsabilidade das instituições europeias pelo falhanço dessa

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O CREPÚSCULO DA OTAN



12 de Julho de 2016, Rede Voltaire http://www.voltairenet.org  (França)

Thierry Meyssan*, Damasco (Síria)

A história da Otan e as suas acções actuais permitem compreender como o Ocidente construiu as suas mentiras e porquê está agora refém delas. Os elementos contidos neste artigo são chocantes, mas é impossível desmentir os factos. Quando muito podem-se agarrar às mentiras e persistir em manter-se nelas.


Aquando da reunião de Istambul, a 13 de Maio de 2015, os dirigentes da Otan terminam uma refeição bem regada. Eles troçam dos cretinos que acreditam no seu discurso de paz ao cantar «We are the world». Reconhece-se neste indecente vídeo o General Philip Breedlove, Jens Stoltenberg, Federica Mogherini e numerosos ministros da Defesa.

A cimeira dos chefes de Estado e de governo da Otan acaba de se realizar em Varsóvia (7 e 8 de Julho de 2016). O que devia marcar o triunfo dos Estados Unidos sobre o resto do mundo, foi, na realidade

quarta-feira, 6 de julho de 2016

NATO-EXIT OBJECTIVO VITAL



3 julho 2016, Odiario.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


Se em Itália há preocupação com a submissão e as declarações Matteo Renzi nas provocações da NATO à Rússia, em Portugal os media encantam-se quando Marcelo Rebelo de Sousa, se põe em bicos de pés para responder que a sua participação na encenação está prevista com uma visita aos 90 militares portugueses que acompanham os 4 aviões F-16: «Em princípio está pensado, veremos quando»!

Marcelo Rebelo de Sousa terminou o curso de Direito em 1971, três anos antes de 25 de Abril. Ao contrário da quase totalidade dos jovens do seu tempo e na sua situação escolar continuou civil até ao dia, já em 2016, em que assentou praça como Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas…

A viagem à Lituânia deve servir para ganhar a experiência militar que lhe falta e devia ter adquirido há mais de 40 anos.

Enquanto a atenção político-mediática se concentra no Brexit e na possibilidade de outros países prepararem a saída da União Europeia, a NATO continua a reforçar a sua

terça-feira, 5 de julho de 2016

NÃO VALE A PENA CHORAR PELA UNIÃO EUROPEIA



1 julho 2016, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Jornalista, correspondente do Ásia Times

Há uma receita de grande eficácia a que amiúde se recorria em Portugal nos anos negros do fascismo: «se não sabes onde te colocar olha para a posição dosfascistas: toma a posição contrária à deles e acertas».

Também hoje a Troika, a Comissão Europeia, o FMI, os jornais do dr. Balsemão, a RTP, a TVI… nos podem dizer que «as consequências geopolíticas do “Brexit” podem ser dramáticas». Mas a verdade é que para as encarar do ponto de vista da esquerda, do ponto de vista da classe trabalhadora, de todos os que não estão posicionados na estrutura de comando do capital, devemos lembrar-nos «que a UE nunca foi a “Europa dos Povos”».

Então, o que começou como chantagem feita por David Cameron e válvula de escape para o descontentamento dos britânicos, a ser usado como alavanca para barganhar com Bruxelas e arrancar mais alguns poucos favores, entrou em metástase e se converteu em espantoso terremoto político que tem tudo a ver com a desintegração da União Europeia.

O irrepreensivelmente medíocre Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, fazendo pose de “historiador”, alertou que o Brexit “pode ser o começo da destruição não só da União Europeia, mas

sábado, 2 de julho de 2016

EUROPA, BREXIT E BRASIL



30 junho 2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
Pedro Augusto Pinho*
Passado o primeiro impacto do resultado do plebiscito de 23 de junho, no Reino Unido (UK), que aprovou a saída daquele país da União Europeia, precisamos analisar com cautela e consistência o que ele representou e quais as possíveis consequências daquela manifestação popular.
O aspecto mais midiaticamente exposto foi da xenofobia e do racismo que teria motivado a maioria absoluta dos eleitores britânicos. Não há como negar a presença estrangeira no país que dominou grande parte do mundo – “onde o sol nunca se punha” – por quase um século e, por cálculo econômico, concedeu a asiáticos, africanos, islâmicos o passaporte britânico. E, observe também, como a imprensa em geral vem criminalizando, desde o 11 de setembro de 2001, os muçulmanos, ora como terroristas, ora como aproveitadores dos benefícios sociais existentes nos

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A União Europeia está morta/L’Union européenne est morte



26 junho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pierre Lévy*

Brexit! Acontecimento literalmente histórico.

Para as elites mundializadas, ele ultrapassa os piores pesadelos e era, na realidade, inconcebível.

Para aqueles que seguem atentamente a actualidade europeia, e estão conscientes da crescente rejeição popular que a UE inspira com muita razão, ele ao contrário era previsível.

Em primeiro lugar, uma constatação salta aos olhos. É verdade que uma parte da burguesia inglesa apoiou a opção de retirar o Reino Unido da União Europeia. Mesmo assim a clivagem é gritante: de um lado, as elites institucionais e políticas (e sindicais, com algumas louváveis excepções), a City,
os bancos , os patrões das grandes empresas (1300 deles haviam lançado um apelo final dois antes do escrutínio) – e os meios urbanos abastados; do outro, os bairros populares, as cidades operários e os arrabaldes abandonados, as regiões desindustrializadas e no abandono.

É este fosso que acima de tudo

terça-feira, 28 de junho de 2016

Portugal/Many Thanks to the English Working Class



26 junho 2016, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)

João Rodrigues

Peço desculpa ao leitor pelo título em inglês. Sei bem que o inglês e os anglicismos são uma praga evitável. Trata-se apenas de uma singela homenagem à maioria do povo britânico, que teve a coragem de votar pela mudança no referendo à União Europeia (UE).

Uma homenagem aos mais velhos, aos mais pobres, às classes trabalhadoras, aos de baixo. É que não é preciso ser instruído para dar uma lição. E que lição esta, a que foi dada às elites políticas, económico-financeiras, aos de cima, numa sociedade causticada pela polarização social e regional, feita de vencedores e de vencidos da globalização neoliberal, o outro nome da UE realmente existente neste

AS LIÇÕES DO "BREXIT" PARA ÁFRICA



26 junho 2016, Jornal de Angola, A Palavra do Director http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

As expectativas mundiais sobre o crescimento económico de África continuam elevadas. Apesar da descida do preço das matérias-primas que o continente habitualmente exporta estar a afectar os orçamentos governamentais de muitos países, gerando problemas de liquidez, as estimativas ainda apontam para um crescimento de três por cento este ano. Isto ocorre numa altura em que a economia mundial continua a ter dificuldades em ultrapassar a crise instalada desde 2008.

A vitória do “não” no referendo britânico sobre a permanência na União Europeia está longe de facilitar as coisas e permitir

terça-feira, 31 de maio de 2016

Espanha/Eurodeputados exigem que UE não negocie com governo Temer



30 maio 2016, Sputnik Brasil http://br.sputniknews.com (Rússia)


O eurodeputado Xavier Benito, do partido espanhol Podemos, enviou uma carta assinada por mais de 30 parlamentares do bloco à Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, para que Bruxelas não negocie o acordo comercial com o Mercosul enquanto o presidente interino Michel Temer estiver no poder.


"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela agência EFE, "não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas".

Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MASSACRE DE 13/NOV EM PARIS: CUI BONO ?

15 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pepe Escobar

Ontem à noite as coisas mudaram de repente em Paris . A evidência disponível sugere que os assaltos foram executados por um grupo de assassinos profissional que, entre outras armas, utilizou bombas vivas. A mensagem de hoje de Pepe Escobar na sua página do Facebook lança alguma luz sobre o simbolismo e o momento do massacre.

Examinando uma tonelada de reportagens descobri um cidadão dinamarquês que descrevia um dos atacantes: ultra-profissional, de negro da cabeça aos pés, AK-47, muito bem treinado. Este não fazia parte dos habituais bombistas camuflados de al-Zawahiri; era um assassino de precisão. Ele abandonou a cena sem ser perturbado e, ao contrário do que diz a polícia francesa, pode não ter sido capturado: Não usava colete de suicida.

A inteligência francesa jura que está a monitorar pelo menos 200 cidadãos nacionais que voltaram do "Siraque". Conversa acerca de um trabalho péssimo. Paris é hiper-policiada. Considere a ideia admirável de pelo menos oito jihadistas a passear à vontade numa sexta-feira à noite vestidos como assassinos profissionais.

Eles escolheram um conjunto de locais fortemente

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/A MAIS NOVA ARMA LETAL DA RÚSSIA

19 setembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity


Pepe Escobar Пепе Эскобар

Comecemos com um pouco de política russa clássica. O ministro de Finanças Anton Siluanov está traçando a estratégia econômica da Rússia para 2016, inclusive o orçamento do governo. Siluanov – essencialmente liberal, favorável ao investimento estrangeiro – apresentará suas ideias ao Kremlin no final de setembro.

Até aqui, nada de espetacular. Mas então, há poucos dias, o jornal online Kommersant vazou que o Conselho de Segurança da Rússia solicitou que Sergei Glazyev [1], assessor da presidência, concebesse uma sua estratégia econômica, a ser apresentada ao conselho essa semana. Não chega a ser total novidade, porque o Conselho de Segurança da Rússia no passado já várias vezes consultou pequenos grupos de estudos estratégicos, para conhecer a avaliação deles no campo da economia.

O Conselho de Segurança é presidido por Nikolai Patrushev, ex-diretor do Serviço Federal de Inteligência. Patrushev e Siluanov não trabalham exatamente no mesmo comprimento de onda. 

E aqui entram os detalhes para engrossar o caldo do enredo. Glazyev, economista brilhante, é russo empenhadamente nacionalista – e recebeu sanções pessoais aplicadas contra ele pelos EUA.

Pode-se contar com que Glazyev não economizará munição. Ele é declaradamente a favor de as empresas russas serem proibidas de operar em moeda estrangeira (o que faz perfeito

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

AINDA OS REFUGIADOS*

11 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Se há hoje mais refugiados do que em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia. E esses pirómanos não descansam.

A crise dos refugiados, de que tanto se tem falado, não começou agora. A novidade que acordou a comunicação social está apenas no facto de essa crise ter chegado à Europa. Para os países devastados pelas guerras imperialistas, e para os seus países limítrofes, a crise existe há já muitos anos. Se há hoje mais refugiados do que em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia.

Segundo o Anuário Estatístico de 2010 da agência da ONU para os refugiados (não palestinos) UNHCR, havia no final desse ano cerca de 34 milhões de refugiados e deslocados (fora ou dentro dos países de origem). Dos cerca de 10,5 milhões de refugiados externos, 80% eram acolhidos por países em vias de desenvolvimento e

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Inglaterra/O RACISMO À FLOR DA PELE

19 de Agosto, 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Goulão

Os grupos declaradamente racistas e xenófobos do Reino Unido, como por exemplo o UKIP, não conseguiram transformar os seus milhões de votos em deputados, mas a mensagem segregacionista não se perdeu e foi tomada em mãos pelo primeiro-ministro David Cameron e respectivo governo.

Reeleito de fresco, Cameron soltou a língua e escancarou o que lhe vai na alma a propósito da “ameaça” que a “praga” da emigração representa para a loira pureza britânica.

“Praga” foi a palavra escolhida pelo chefe do governo de Sua Majestade para citar o movimento de refugiados desejando entrar no Reino Unido, onde muitos têm familiares, a partir do porto francês de Calais. Autorizado pela franqueza do discurso do seu chefe, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, assumiu essa preocupação de maneira mais abrangente, em nome de toda a Europa, durante uma entrevista à BBC. “A Europa não conseguirá proteger-se e preservar o seu estilo de vida e a sua estrutura social se absorver os milhões de imigrantes vindos de África”, disse. E logo a comunicação social tablóide e não só se sentiu encorajada a soltar os impropérios racistas, até agora tão dificilmente recalcados, para associar os refugiados e imigrantes a “pilhagens”, “marés de desordeiros”, “correntes de malfeitores” – enfim, a escalada verbal corresponde

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O EURO E O DESEMPREGO EM PORTUGAL

17 agosto 2015, Resistir.info http://resistir.info resistir.info (Portugal)

por Manuel Brotas [1]

Com o euro o país subiu para um novo patamar estrutural de desemprego. E dentro do euro não tem nem os meios nem as possibilidades de vir a descer dele.

Oficialmente, em Portugal, a taxa de desemprego em junho era de 12,4%. Na União Europeia era de 9,6% e na zona euro de 11,1%. Mas o cálculo é muito restritivo. Por exemplo, basta que alguém tenha trabalhado uma hora na semana de referência do inquérito para ser logo considerado empregado. A taxa oficial de desemprego, por conseguinte, não é uma boa medida do desaproveitamento da força de trabalho na sociedade.

Se considerássemos os subempregados (que trabalham menos do que gostariam), os inativos desencorajados (que querem mas já não procuraram trabalho) ou temporariamente indisponíveis, os desempregados ocupados em cursos de formação ou programas governamentais, os que se viram obrigados a emigrar para ganhar a vida, a verdadeira taxa de desemprego em Portugal seria muitíssimo maior (mais do dobro da oficial, se os emigrados cá ficassem).

O crescimento demográfico aumenta a oferta de trabalho, mas as sociedades europeias, muito especialmente a portuguesa, estão muito envelhecidas, geralmente com taxas de fecundidade longe de assegurar sequer a reposição da população. Na verdade, é a imigração que atenua a tendência longa das sociedades europeias para a extinção! São massas humanas dos países subdesenvolvidos, despojadas das suas condições e modos tradicionais de vida, destruídos pela globalização capitalista e as guerras incentivadas pelo imperialismo, que se lançam, através ou à margem dos circuitos legais da imigração, em busca de sobrevivência e de uma vida melhor nos países europeus, para que o grande capital possa afinal aproveitar e explorar, simultaneamente lá e cá, essa força de trabalho mais barata e disponível. Ainda recentemente, no mês de abril, morreram mais de mil e duzentas pessoas, incluindo dezenas de crianças, em trágicos naufrágios de

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Portugal/DEFESA DA AGRICULTURA EXIGE RUPTURA COM A UE

9 agosto 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Miguel Viegas

"A Política Agrícola Comum que está a ser implementada enfraqueceu de forma substancial as formas de intervenção pública nos mercados agrícolas, e os resultados desse processo podem agora ser observados. O fim das quotas leiteiras, em 1 de Abril de 2015, levou a uma queda significativa dos preços do leite aos agricultores. A Comissão Europeia e o Conselho devem adoptar medidas urgentes e específicas para ajudar os produtores de leite e de carne da UE, assim como os produtores de frutas e vegetais que enfrentam uma quebra de preços e uma quebra da procura".

Estas informações foram retiradas de uma declaração lancinante do actual presidente da Comissão de Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, o polaco Czeslaw Siekierski, democrata-cristão e personalidade insuspeita relativamente a eventuais simpatias comunistas ou sequer de esquerda. [1] E de facto, a situação é muito grave, como testemunham os múltiplos protestos que se sucedem um pouco por toda a Europa e também em Portugal, onde vemos agricultores desesperados perante

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O QUE A GRÉCIA ENSINA AO BRASIL?

7 julho 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Qualquer comparação entre distintas realidades nacionais nasce morta se omitidas ou negligenciadas as realidades concretas, mas a pátria do Syriza também traz lições universais.

Por BrenoAltman*, no Opera Mundi

Estratégias de mudanças sem conflito são eficazes apenas em períodos de bonança, quando a interseção entre transformação e paz se amplia porque o Estado tem mais recursos para investir na melhoria da vida dos pobres sem afetar a fortuna e os interesses dos ricos.

Nas épocas de escassez, esta zona de conforto desaparece.

Somente há mudanças se houver conflito, o instrumento político pelo qual a sociedade distribui renda, poder e riqueza.

Se a regra central for

segunda-feira, 8 de junho de 2015

50 PAÍSES COSTURAM TRATADO AINDA MAIS ANTIDEMOCRÁTICO E NEOLIBERAL QUE O TTIP

5 junho 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

O TiSA obrigará os governos que o assinem a promover e ampliar a desregulação e liberalização especulativa.

Carlos Henrique Bayo, diretor de Publico.es

O Wikileaks vazou o conteúdo das negociações clandestinas de meia centena de governos que buscam estabelecer um acordo mundial secreto de comércio internacional de serviços, que passará por cima de todas as regulações e normativas estatais e parlamentárias, em benefício das corporações.

O sigiloso tratado de libre comércio TTIP, entre os Estados Unidos e a União Europeia parecia imbatível, uma espécie de Cavalo de Troia das multinacionais, mas a verdade é que serve apenas de cortina de fumaça para ocultar a verdadeira aliança neoliberal planetária: o Trade in Services Agreement (TiSA), um acordo ainda mais antidemocrático de intercâmbio de serviços entre cinquenta países, incluindo a Espanha, que não só está sendo negociado sob o mais absoluto segredo senão que deverá continuar escondido da opinião pública durante mais cinco anos, quando já

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Abya Yala, Pátria Grande/CUIDAR DO MERCOSUL É CUIDAR DO BRASIL E DE SEUS PARCEIROS REGIONAIS

22 maio 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

O Mercosul vem ampliando uma agenda que transcende a dimensão econômica, envolvendo direitos humanos, institucionalidade democrática, educação e cultura.


Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI)

Com alarmante frequência têm surgido na mídia, no Congresso, em âmbitos empresariais e, mais recentemente, na voz de algumas autoridades governamentais opiniões favoráveis à “flexibilização” do Mercosul de modo a transformá-lo em mera área de livre comércio. Há ainda alguns que desejam a própria extinção do bloco.
 
Argumenta-se que o Mercosul é um “fracasso” e que a sua união aduaneira, ao exigir a formação de um consenso prévio na negociação conjunta de acordos comerciais extrabloco, impede maior participação dos Estados Partes nas cadeias produtivas globais e nos grandes fluxos comerciais internacionais. Segundo essa visão cética em relação ao Mercosul a “solução” seria o abandono da união aduaneira, para permitir que os países do bloco possam negociar livre e separadamente acordos de livre comércio com os EUA, a União Europeia, a China e outros global players.
 
Na opinião do GR-RI, tal visão é inteiramente equivocada e resulta de um crasso desconhecimento da dinâmica do Mercosul, das complexidades inerentes às negociações comerciais e