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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Angola/UMA OPORTUNIDADE HISTÓRICA

6 dezembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao(Angola)

 

Filomeno Manaças

A Cimeira de Joanesburgo entre a China e a África já entrou na História. O alcance e a dimensão da parceria estratégica estabelecida entre a China e África pode não ser avaliada devidamente já agora, mas, como tudo, o tempo vai encarregar-se de revelar que o encontro de Joanesburgo, que ontem terminou, foi tão somente o primeiro de um grande passo no sentido de vários países africanos relançarem as suas economias e darem um salto em termos de modernização das suas infra-estruturas.

Com efeito, num ambiente de crise económica e financeira mundial, que obrigou muitos países a encolherem os seus orçamentos, mesmo ao nível de economias mais desenvolvidas e, portanto, mais desafogadas e com maior margem de manobra, o anúncio feito pelo Presidente Xi Jinping de que a China põe à disposição de África 60 mil milhões de dólares para projectos de desenvolvimento, foi o sopro de que se estava à espera e que, em boa verdade, revelou ser uma grande surpresa porque, tendo em conta os montantes, superou as expectativas.

Se recuarmos no tempo e tentarmos encontrar um termo de comparação, podemos pegar no Plano Marshall que os Estados Unidos elaboraram para reerguer dos escombros a Europa Ocidental, depois da II Guerra Mundial, e que

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

AINDA OS REFUGIADOS*

11 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Se há hoje mais refugiados do que em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia. E esses pirómanos não descansam.

A crise dos refugiados, de que tanto se tem falado, não começou agora. A novidade que acordou a comunicação social está apenas no facto de essa crise ter chegado à Europa. Para os países devastados pelas guerras imperialistas, e para os seus países limítrofes, a crise existe há já muitos anos. Se há hoje mais refugiados do que em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia.

Segundo o Anuário Estatístico de 2010 da agência da ONU para os refugiados (não palestinos) UNHCR, havia no final desse ano cerca de 34 milhões de refugiados e deslocados (fora ou dentro dos países de origem). Dos cerca de 10,5 milhões de refugiados externos, 80% eram acolhidos por países em vias de desenvolvimento e

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A LIÇÃO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

4 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)



Cumprem-se 76 anos da invasão da Polónia pela Alemanha nazi, a 1 de Setembro de 1939 e 70 anos da rendição do Japão a 2 de Setembro de 1945. Com a publicação deste artigo de Laura Lopes, membro da presidência do CPPC, odiario.info presta também homenagem a esta grande figura de lutadora pela paz.

Na noite do dia 31 de Agosto de 1939, Alfred Helmut Naujocks, membro das SS nazis e do serviço de segurança SD, à frente de um grupo de criminosos de direito comum vestidos com uniformes polacos, simulava um ataque ao emissor de Gleiwitz na fronteira da Alemanha com a Polónia, às ordens do conde Heydrich, comandante da polícia de segurança SD.

No dia 1 de Setembro de 1939, o jornal “Volkischer Beobachter” comentava este episódio da seguinte forma: “Os Polacos irromperam na sala … O ataque contra a estação tinha todo o aspecto de sinal para um ataque geral dos franco-atiradores polacos contra o território alemão. Como se constatou entretanto, os rebeldes polacos romperam ao mesmo tempo a fronteira alemã em dois lugares. Em ambos os locais tratava-se de destacamentos armados até aos dentes, que segundo todas as aparências tinham o apoio do exército polaco regular. As secções da polícia de segurança estacionadas na fronteira ficaram à mercê dos assaltantes. Os combates de uma grande violência continuam.”

Esta operação detalhadamente montada por Hitler, como foi verificado no processo dos criminosos de guerra em Nuremberga, foi o sinal de desencadeamento da II Guerra Mundial, que vinha a ser preparada desde há muito. Após ter ordenado o golpe de mão de Gleiwitz, Hitler deu ordem para iniciar a guerra. Os exércitos hitlerianos invadiram a Polónia que se encontrava isolada e privada da ajuda prometida pelos aliados ocidentais, França e Grã-Bretanha, que há longos meses agiam em negociações de gabinete receosos de uma aliança com a U.R.SS, deixando complacentemente Hitler avançar com os seus planos de conquista de “espaço vital a Leste”. Foi a Polónia o primeiro país que opôs uma resistência armada às tropas da Wermacht. Durante cinco semanas lutou sozinha contra o exército nazi numa desproporção de forças que inevitavelmente levaria ao seu esmagamento imediato. As primeiras conquistas nazis, no seu expansionismo para Leste, tinham-se efectuado sem efusão de sangue: a Áustria, os Sudetas e Praga entregaram-se ao domínio hitleriano.

Hitler tinha dito 10 dias antes, em 22 de Agosto: “… a destruição da Polónia deve ser a nossa primeira tarefa … Não tenham piedade … Sejam brutais … é preciso

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

HISTORIADORES ALEGAM QUE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL TEM INÍCIO EM 1937

28 agosto 2015, Diário do Povo Online http://portuguese.people.com.cn (China)  

Enquanto que a maioria do mundo ocidental acredita que a Segunda Guerra Mundial teve início com a invasão da Polónia pela Alemanha Nazi em 1939, há um crescente número de historiadores que acredita que a data oficial deve ser alterada para 1937, quando o Japão iniciou a invasão do território Chinês.

Robert Frank, Secretário Geral do Congresso Internacional de Ciências Históricas, é um dos grandes apoiantes desta alteração cronológica. Ele menciona os seus argumentos no livro “1937-1947 World War”, que foi publicado em França em abril.

Escrito em cooperação por 40 historiadores, o livro contém um capítulo específico chamado “War begins in Asia.” (A Guerra Começa na Ásia). Outros capítulos elaboram sobre a resistência dos países asiáticos, a ocupação japonesa, e a resistência e sofrimento da população chinesa.

“Na França chamamos-lhe a guerra de 1939-1945. Mas é uma guerra mundial. Não apenas

A GUERRA MUNDIAL ANTI-FASCISTA

4 maio 2015, Diário do Povo Online http://portuguese.people.com.cn (China)  

A Segunda Guerra Mundial foi a guerra de maior escala e com a maior perda na história humana, trazendo desastres sem precedentes aos povos do mundo.

A guerra afetou mais de 60 países e regiões, uma população de dois bilhões (80% da população global naquela época) e se espalhou para a Europa, Ásia, África, Oceânia e Oceano Pacífico, Índico, Atlântico e Ártico. Com a zona de combate de 22 milhões km² e a mobilização de 110 milhões de soldados, as despesas militares diretas da Guerra atingiu cerca de 1,3 trilhões de dólares, ocupando 60% a 70% da Renda Nacional Bruta (RNB) total dos países beligerantes, cujos perdas materiais chegaram a quatro trilhões de dólares.

O povo chinês e o povo da União Soviética fizeram grandes sacrifícios e deram importantes contribuições à vitória da Guerra Mundial Anti-Fascista. Segundo dados estatísticos, durante os oito anos da Guerra Anti-Japonesa, como o principal campo de batalha da Guerra Anti-Fascista na Ásia, a China lutou contra 70% das tropas japonesas. Mais de 35 milhões chineses sacrificaram suas vidas para a pátria, com a perda e

segunda-feira, 8 de junho de 2015

BRICS, БРИКС/BANCO DOS BRICS ENTERRA UMA ERA

4 junho 2015, http://www.conversaafiada.com.br (Brasil)

O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:
Quem mandou os EUA trancarem a porta do FMI?



Em julho de 1944, quando os destinos da 2a. Guerra Mundial já estavam definidos, uma conferência internacional – essencialmente ocidental – criou as duas instituições que, durante mais de meio século, tiveram a hegemonia da relações monetárias e das condições de cooperação financeira entre os países do mundo.

Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial (então, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) foram ferramentas importantíssimas na implantação do domínio econômico da potência vencedora – os EUA – sobre a face da Terra e o nascedouro do padrão-dólar nas relações cambiais, dando um indescritível poder a quem o emitia, pois passou não apenas a ser a referência de valor das moedas como, cruelmente, passou a ser mundialmente entesourado, permitindo a emissão de moeda sem o efeito inflacionário que isso traz: a moeda que não circula não  gera inflação, obvio

A Europa, em frangalhos, pendurou-se na hegemonia norte-americana e, na economia – ao contrário do que ocorreria na política, meses depois, na Conferência de Yalta – o mundo tornou-se unipolar. A tentativa de escapar dela, pela Europa, primeiro através do Mercado Comum Europeu e, depois, pela unificação monetária no Euro, levou 50 anos, e deu uma sobrevida à decadente economia do Velho Continente que, se não podia mais projetar-se globalmente, como na primeira metade do século 20, ao menos conseguiu – aos trancos e barrancos e

sexta-feira, 3 de abril de 2015

BRICS, Rússia/OTAN IMITA A OPERAÇÃO "BARBAROSSA"

2 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Francisco Rosa

As forças da OTAN realizaram perto das fronteiras da Rússia a operação militar “Determinação Atlântica”. Esta operação é muito semelhante ao plano “Barbarossa” executado por Hitler, em 1941. Os preparativos para a guerra  foram realizados ao longo da década de 30 com a participação do capital financeiro dos EUA e das elites britânicas.

Agora, ameaçam a Rússia com nova operação, que começou com o envio de forças militares norte-americanas a­dicionais  para a região do Mar Báltico. Sob o pretexto de proteger a Europa do Leste contra a “agressão russa”, mais de uma centena de tanques “A­brams” e veículos de transporte blindados “Bradley” passaram através da Letónia e de outros países europeus. No mês passado, uma unidade militar motorizada semelhante foi desdobrada na cidade de Narva, na Estónia, com bandeiras americanas, içadas por este regimento apenas a 300 metros da fronteira russa. Narva é uma cidade que fica a cerca de 100 quilómetros de São Petersburgo.
 
Durante o cerco de São Petersburgo pelas tropas nazis morreram mais de um milhão de habitantes. Sobre o recente desdobramento das forças na Letónia, o general norte-americano John O'Konnor disse que as tropas dos EUA vão deter a “agressão russa”. Washington aumentou significativamente a sua presença militar na região estrategicamente sensível, violando as obrigações assumidas perante Moscovo. No ano passado, o número dos voos da OTAN na região do Báltico e as visitas dos navios de guerra no Mar Negro, quadruplicaram.
 
Washington e os Governos da Lituânia, Letónia e Estónia, dirigidos pelos americanos, arrogaram-se o direito de desenvolver actividades proibidas pelos acordos obrigatórios como o Acto Básico Rússia-OTAN, assinado em 1990.
 
A operação “Determinação Atlântica” baseia-se nas alegações infundadas dos EUA

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

AS FRONTEIRAS DA GLOBALIZAÇÃO

2 dezembro 2014, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Os países ricos estão a fechar as suas fronteiras ao arrepio de uma globalização por eles engendrada e imposta a todos os países do mundo, em nome da democracia planetária e da igualdade de oportunidades.

Os nacionalismos estão de volta e em alguns casos, com uma face mais violenta e intolerante. Na Europa cresce a ideologia nazi e partidos políticos ontem sem expressão, hoje ganham eleições “livres e democráticas”.
 
Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, dois partidos de extrema-direita, racistas e xenófobos, ganharam as eleições no Reino Unido e na França da Revolução Francesa e dos Direitos do Homem. Na Suiça foram colocados entraves à entrada de imigrantes. É uma política de Estado. O passo seguinte é permitir a entrada de apenas 16.000 estrangeiros por ano, por “razões ecológicas”.
 Em toda a União Europeia o caminho é restringir a imigração. Enquanto foi necessária mão-de-obra escrava para as grandes obras públicas, os imigrantes, sobretudo africanos, eram desejados. Agora são escorraçados.

Os governos dos países ricos estão

segunda-feira, 12 de maio de 2014

GUERRA E FASCISMO*

10 maio 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Com a reconstituição do poder férreo do grande capital – e através desse instrumento agressivo de dominação de classe e nacional que é a União Europeia – os povos europeus sofrem a destruição das suas conquistas. E também o regresso, pela mão da UE e EUA, do fascismo.

Comemora-se o aniversário da derrota do nazi-fascismo na II Guerra Mundial. A guerra de 1939-45 foi a maior carnificina na história da Humanidade. Mais de 50 milhões de mortos. Uma guerra combatida da Europa ao Extremo Oriente, mas que viu os combates decisivos e mais intensos no território da União Soviética. Foi o povo soviético e o seu glorioso Exército Vermelho que – à custa de mais de 20 milhões de mortos – deram o contributo determinante para a derrota das hordas nazis. Os povos do mundo ser-lhes-ão eternamente gratos.

A II Guerra é inseparável da grande crise do capitalismo que eclodiu em 1929 e que levou o nazismo ao poder na Alemanha. Mas o nazi-fascismo não foi um acto de mera irracionalidade. Por toda a parte, a sua missão histórica foi a de esmagar o movimento operário e popular e impor a dominação de classe pela violência e o terror. E por isso contou com o apoio activo e solidário de boa parte das classes dominantes europeias.

quinta-feira, 6 de março de 2014

EUA X UNIÃO EUROPEIA NA DISPUTA PELA UCRÂNIA

6 março 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)
Ontem, pus em dúvida a confiabilidade de um 'vazamento' feito pelo governo Obama para o New York Times. Escrevi que:[1]

"Enquanto Merkel e outros políticos da União Europeia parecem querer acalmar a situação, a Casa Branca está sob pressão política doméstica para fazer mais de "alguma coisa". Por isso, provavelmente, o New York Timespublicou hoje, como se fosse um 'vazamento':[2]

A chanceler Angela Merkel da Alemanha disse por telefone ao presidente Obama no domingo que, depois de falar com Putin, já duvida que ele mantenha contato com a realidade - informaram fontes que receberam briefing do telefonema. "Parece estar noutro planeta" - disse a chanceler alemã.
Nada disso faz sentido. Não soa como comentário de Merkel e, pior, soa absolutamente estranho, como comentário dela. Duvido que ela tenha dito o que "fontes que receberam briefing do telefonema" disseram ao NYT que ela teria dito. Parece mais uma tentativa para desacreditar Merkel [aos olhos dos russos] e dificultar ainda mais, para ela, encontrar alguma solução em acordo com os russos e fora do controle dos EUA."
Imediatamente, o governo alemão, através do conservador Die Welt, que apoia Merkel, desautorizou o NYT, negando a veracidade da citação publicada. Die Welt escreveu [traduzido al./ing./port]:[3]
"A chanceler não está contente com o relato publicado no New York Times. Em nenhum momento e de nenhum modo Merkel disse ou teve intenção de dizer que Putin estaria agindo de forma irracional. Na verdade, ela disse a Obama que Putin tem perspectiva diferente [da de Obama] sobre a Crimeia."
Não, não, não sou apoiador nem defensor de Merkel. Mas, sim, há disputa, tanto entre EUA e União Europeia, como entre

segunda-feira, 3 de março de 2014

A CAMINHO DA GUERRA*

1 março 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os EUA gastaram nos últimos 20 anos mais de cinco mil milhões de dólares a subsidiar a subversão na Ucrânia. Entretanto são retiradas as ajudas alimentares aos norte-americanos com fome porque «não há dinheiro».

Da Ucrânia à Venezuela, de África e Médio Oriente aos mares da China, multiplicam-se os sinais de que a tendência predominante nas potências imperialistas é para a guerra generalizada, o autoritarismo mais violento e o fascismo. Seja pela via da agressão aberta e directa, seja através de grupos mercenários a soldo, os imperialismos em crise sistémica estão em guerra aberta contra os povos e em guerra surda entre si, como ainda recentemente comprovou o telefonema da «diplomata» dos EUA Victoria Nuland ao seu embaixador em Kiev. No combate contra governos que se atrevem a dar mostras de soberania, lançam mão de paleo-fascistas, cuja ligação directa às hordas nazis na II Guerra Mundial ninguém pode contestar. Tal como o fundamentalismo religioso mais retrógrado e reaccionário é kosher na Líbia ou na Síria, também o anti-semitismo dos fascistas ucranianos torna-se «europeu» e «democrático». A sra. Nuland confessou numa Conferência Internacional de Negócios patrocinada pela petrolífera Chevron (13.12.13) que nos últimos 20 anos os EUA gastaram mais de cinco mil milhões de dólares a subsidiar a subversão na Ucrânia. Entretanto são retiradas as ajudas alimentares aos norte-americanos com fome porque «não há dinheiro».

Quem ache que isto é exagero faria bem em dar ouvidos a alguém que vem do coração do sistema e lhe conhece as entranhas, embora seja hoje dissidente. Paul Craig Roberts (PCR) pertenceu a governos de Ronald Reagan e foi vice-editor do Wall Street Journal. Hoje escreve que «a União Soviética servia de entrave ao poder dos EUA.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

LA EDUCACIÓN EN CHILE Y EL HOLOCAUSTO PALESTINO

16 julio 2011/Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Revisado por Caty R.

Nelly Marzouka

"Cada país puede absorber solamente un número limitado de judíos si no quiere tener problemas estomacales. Alemania ya tiene demasiados judíos".

(Chaim Weizmann. Jefe de la Organización Sionista Mundial)

“Si la colonización de Palestina se ha caracterizado por una serie de expolios, debemos detenernos a examinar la actitud del movimiento sionista no sólo para con sus víctimas palestinas, sino también para con los propios judíos”.

(Ralph Schoenman. Historia oculta del sionismo, capítulo VI: El sionismo y los judíos)

En el transcurso de las marchas estudiantiles, el presidente del Colegio de Profesores, Jaime Gajardo, hizo un comentario en el que se preguntaba: “si Hinzpeter tiene alguna formación en alguna escuela de Israel, porque aquí se están repitiendo los mismos métodos con los que se ha reprimido actualmente a los jóvenes, que nos recuerdan los métodos sionistas del apartheid. Muchas de las herramientas, los recursos y las maneras que se utilizaron eran propias de los movimientos sionistas.

Acto seguido se originaron una serie de reclamos al Presidente del Colegio de Profesores en los que se le acusa de:

1.- “El señor Gajardo definitivamente es un fascista, al referirse con esas expresiones al pueblo israelí. Le exijo la renuncia. Sus disculpas posteriores no valen de nada después de las atrocidades que dijo y que son propias de un fascista (Gustavo Hasbún, diputado de UDI).

2.- “Dichos antisemitas” (Lorena Fries, Directora del Instituto Nacional de Derechos Humanos)

3.- “Ni siquiera ha habido un arrepentimiento en algo tan doloroso como la persecución judía. Los comentarios alusivos al pueblo judío hicieron perder ‘toda autoridad moral’ al dirigente (María José Hoffmann, Presidenta de la Comisión de Educación).

4.- “No se puede atacar a una persona por su religión. Escuchar al señor Gajardo es casi escuchar a Hitler en los peores momentos cuando todos sabemos lo que pasó después, que fue el Holocausto” (Lily Pérez, Senadora de RN).

Esta polémica surgida reiteradamente debido a la desinformación (o a una intencionada mala información), presente ahora en nuestro país a propósito de las expresiones del Presidente del Colegio de Profesores, amerita la siguiente información y análisis:

Antisionismo no es antisemitismo. Al contrario, el sionismo es una ideología política antisemita, “judeofóbica” y racista, tanto en sus postulados teóricos como en la práctica. El sionismo sostiene que todos los judíos son sionistas, sin respetar la opción de libre elección por parte de los judíos de otra ideología que no sea la sionista. El sionismo y el nazismo postulan que los judíos y los no judíos deben vivir separados. Otra de las muchas concordancias entre los nazis y los sionistas es la de identificar el judaísmo como una etnia y/o raza. Al contrario, ser judío es pertenecer a una de las grandes religiones monoteístas, con valores universales tales como el islam y el cristianismo

El término semita alude a una denominación bíblica de los pueblos que según la Biblia provienen de Sem, hijo de Noé, por eso los árabes y los antiguos hebreos son semitas. Cabe señalar que los antiguos hebreos que procedían de Ur, Caldea, o sea, Mesopotamia, transitaron durante el lapso de 73 años por Palestina (que ya estaba habitada por los cananeos, antecesores de los palestinos), como ya hemos dicho, también eran semitas. Pero no existe una cohesión nacional ni una continuidad histórica entre aquellos hebreos semitas bíblicos y los actuales invasores sionistas-israelíes cuyo origen étnico es europeo.

Afortunadamente, ya existen diversas personas y organizaciones de la comunidad religiosa judía, que no comulgan con esta ideología racista (definida así incluso por la ONU) que ha hecho tanto daño, no solo en cuanto a la limpieza étnica del pueblo palestino expulsando a la población nativa, negando su identidad, aniquilándola y manifestando “que se vayan a los países árabes”. Sino también a la propia comunidad religiosa judía, durante ese holocausto al aliarse con las alas fascistas y nazis en la consecución de su objetivo. El cual consistía únicamente en realizar una emigración masiva de europeos pertenecientes a la comunidad religiosa judía con el propósito de crear el Estado de Israel en 1948, en el lugar de la Palestina Histórica y no precisamente colaborar en el salvamento y ayuda de esta comunidad religiosa, que innegablemente fue perseguida al igual que otros colectivos, durante la Segunda Guerra Mundial. Israelita o israelí es el que pertenece al nuevo Estado de Israel, fundado sobre la base de la expulsión y exterminio del pueblo palestino. Es por ello que también el sionismo obliga y presiona para que todo judío considere este Estado como su Patria o “tierra prometida” y generar la Aliah o “retorno al país de sus supuestos antepasados bíblicos” de hace 2.000 años. Mientras los autóctonos dueños de la Palestina Histórica, languidecen en campos de refugiados ya sea en su propia tierra, en países árabes o exiliados y repartidos por todo el mundo, incluso en este lejano rincón del mundo, con el objeto de tornar cada vez más difícil que ejerzan su derecho al retorno amparado por el derecho internacional y las resoluciones de la ONU.

Resulta sumamente grave, serio y preocupante que personas que representan a diversas organizaciones, pasando desde la UDI, al Instituto de Derechos Humanos, que en lo que respecta al actual holocausto palestino nada expresan hacia el sufrimiento del semita pueblo palestino, continuando con la representante de la comisión de Educación, que confunde a la comunidad religiosa judía con la ideología sionista y a la senadora de RN que la condena hacia el sionismo como ideología que ha sido la causante de la limpieza étnica palestina, y por ende de la ausencia de paz en el mundo, resulta que le recuerda a Hitler, cuando justamente sionistas y nazis poseían y poseen coincidencias en su ideología y aplicación de métodos con el propósito de extinguir a sus respectivos colectivos. Todos, sin excepción, han reaccionado desviando la atención y confundiendo los términos sionista/judío, que son opuestos, en vez de ejercer una condena al sionismo de ayer y de hoy. Tal como antaño lo era merecedor el nazismo. A modo de ejemplo:

En Noviembre de 2010, un senador de la república, refiriéndose a la exvocera del gobierno, manifestó: “Parece salida de las juventudes hitlerianas”. Frente a este dicho no escuchamos reclamos por parte de la colonia alemana en Chile, ni a representantes de instituciones haciendo similitudes entre ser nazi y ser alemán, ya que en este caso, todos estamos bien informados y educados en el hecho de que ser alemán corresponde a un concepto de ciudadanía de nacionalidad, y en cambio nazi corresponde a una abominable ideología. No todos los alemanes eran nazis, así como no todos los judíos son sionistas, y más aún, no todo sionista profesa la religión judía. Es por ello que al pretender hacer referencia al concepto de Educación, en un concepto y visión integral del ser humano, corresponde que interioricemos que el hecho de ser judío es pertenecer a una gran religión, tal como ser cristiano o musulmán, pero ser sionista también corresponde a una abominable ideología fascista al igual que el nazismo, ni más ni menos.

En conclusión, el pasado holocausto de la Segunda Guerra Mundial, que apuntó hacia la comunidad religiosa judía, gitanos, homosexuales, etc., no puede contener la justificación moral de otros holocaustos como el del pueblo palestino, que ya lleva más de 63 años. Al contrario, los verdaderos representantes del pasado Holocausto, nos hacen recordar que esto debe mantenerse presente, para que nunca más, vuelva a repetirse. A continuación un breve video de la exposición de Norman Filkenstein, politólogo estadounidense descendiente de polacos de fe judía sobrevivientes del gueto de Varsovia. Crítico con la visión del Holocausto judío en su explotación para fines políticos-económicos sionistas-israelíes para lograr de este modo la total limpieza étnica palestina, en vez de contribuir al verdadero bienestar de los propios sobrevivientes, así como al de toda la humanidad, al no traducirse en un modelo y enseñanza de “Nunca más”: http://www.youtube.com/watch?v=KkQ1QX0zTbc

Bibliografía sugerida:

La limpieza étnica de Palestina . Ilán Pappé. Ed. Crítica 2008

Impropiedad de la voz antisemitismo . Simón Royo. Rebelión 21/10/2006. http://www.rebelion.org/noticia.php?id=39718

Reflexiones de un judío disidente sobre el sionismo . Tim Wise. Rebelión 27/11/2001. http://www.rebelion.org/hemeroteca/sociales/wise271101.htm

Israel, Palestina y el Holocausto. Marcos Roitman Rosenmann. Rebelión 12/02/2002. http://www.rebelion.org/hemeroteca/sociales/roitmanpales120202.htm

El mito del judío errante. Gilad Atzmon. Tlaxcala 2/09/2008 http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=5793&lg=es

El pueblo judío fue una invención . Jonathan Cook: Entrevista con el historiador y catedrático judío Shlomo Sand sobre su libro ¿Cuándo y cómo se inventó el pueblo judío? Tlaxcala 06/10/2008 http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6081&lg=es

El sionismo no solo es racista, sino antisemita. Red Judía Antisionista Internacional (IJAN) Rebelión 08/10/2008 http://www.rebelion.org/noticia.php?id=73966

Judíos unidos contra el sionismo. Neturei Karta http://www.nkusa.org/activities/zionist_violence/martyrYDeHaan.cfm

Judaísmo versus Antisemitismo sionista-israelí . Nelly Marzouka. Rebelión 10/09/2006 http://www.rebelion.org/noticia.php?id=37378

Sionismo Antisemita. Nelly Marzouka. Los pobres de la tierra.org. 23/04/2003 http://www.lospobresdelatierra.org/palestinalibre/sionismoantisemita.html

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O IMPÉRIO MANDA, AS COLÔNIAS OBEDECEM

(ADITAL) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
19 maio 2010/ADITAL http://www.adital.com.br

Frei Betto e João Pedro Stédile *

Adital - Após a Segunda Guerra Mundial, quando as forças aliadas saíram vitoriosas, o governo dos EUA tentou tirar o máximo proveito de sua vitória militar. Articulou a Assembléia das Nações Unidas dirigida por um Conselho de Segurança integrado pelos sete países mais poderosos, com poder de veto sobre as decisões dos demais.

Impôs o dólar como moeda internacional, submeteu a Europa ao Marshall, de subordinação econômica, e instalou mais de 300 bases militares na Europa e na Ásia, cujos governos e mídia jamais levantam a voz contra essa intervenção branca.

O mundo inteiro só não se curvou à Casa Branca porque existia a União Soviética para equilibrar a correlação de forças. Contra ela, os EUA travaram uma guerra sem limites, até derrotá-la política, militar e ideologicamente.

A partir da década de 90, o mundo ficou sob hegemonia total do governo e do capital estadunidenses, que passaram a impor suas decisões a todos os governos e povos, tratados como vassalos coloniais.

Quando tudo parecia calmo no império global, dominado pelo Tio Sam, eis que surgem resistências. Na América Latina, além de Cuba, outros povos elegem governos antiimperialistas. No Oriente Médio, os EUA tiveram que apelar para invasões militares a fim de manter o controle sobre o petróleo, sacrificando milhares de vidas de afegãos, iraquianos, palestinos e paquistaneses.

Nesse contexto surge no Irã um governo decidido a não se submeter aos interesses dos EUA. Dentro de sua política de desenvolvimento nacional, instala usinas nucleares e isso é intolerável para o Império.

A Casa Branca não aceita democracia entre os povos. Que significa todos os países terem direitos iguais. Não aceita a soberania nacional de outros povos. Não admite que cada povo e respectivo governo controlem seus recursos naturais.

Os EUA transferiram tecnologia nuclear para o Paquistão e Israel, que hoje possuem bomba atômica. Mas não toleram o acesso do Irã à tecnologia nuclear, mesmo para fins pacíficos. Por quê? De onde derivam tais poderes imperiais? De alguma convenção internacional? Não, apenas de sua prepotência militar.

Em Israel, há mais de vinte anos, Moshai Vanunu, que trabalhava na usina atômica, preocupado com a insegurança que isso representa para toda a região, denunciou que o governo já tinha a bomba. Resultado: foi sequestrado e condenado à prisão perpetua, comutada para 20 anos, depois de grande pressão internacional. Até hoje vive em prisão domiciliar, proibido de contato com qualquer estrangeiro.

Todos somos contra o armamento militar e bases militares estrangeiras em nossos países. Somos contrários ao uso da energia nuclear, devido aos altos riscos, e ao uso abusivo de tantos recursos econômicos em gastos militares.

O governo do Irã ousa defender sua soberania. O governo usamericano só não invadiu militarmente o Irã porque este tem 60 milhões de habitantes, é uma potência petrolífera e possui um governo nacionalista. As condições são muito diferentes do atoleiro chamado Iraque.

Felizmente, a diplomacia brasileira e de outros governos se envolveu na contenda. Esperamos que sejam respeitados os direitos do Irã, como de qualquer outro país, sem ameaças militares.

Resta-nos torcer para que aumentem as campanhas, em todo mundo, pelo desarmamento militar e nuclear. Oxalá o quanto antes se destinem os recursos de gastos militares para solucionar problemas como a fome, que atinge mais de um bilhão de pessoas.

Os movimentos sociais, ambientalistas, igrejas e entidades internacionais se reuniram recentemente em Cochabamba, numa conferência ecológica mundial, convocada pelo presidente Evo Morales. Decidiu-se preparar um plebiscito mundial, em abril de 2011. As pessoas serão convocadas a refletir e votar se concordam com a existência de bases militares estrangeiras em seus países; com os excessivos gastos militares e que os países do Hemisfério Sul continuem pagando a conta das agressões ao meio ambiente, praticadas pelas indústrias poluidoras do Norte.

A luta será longa, mas nessa semana podemos comemorar uma pequena vitória anti-imperialista.


* Frei Betto
é escritor. João Pedro Stédile integra a direção da Via Campesina

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sábado, 22 de agosto de 2009

Brasil/Era das Utopias: Minissérie aborda mudanças pós 2ª guerra

19 de Agosto de 2009/Vemelho http://www.vermelho.org.br

A minissérie "Era das Utopias", idealizada e dirigida pelo cineasta Silvio Tendler, estreia dia 31 de agosto na TV Brasil. Dividida em seis capítulos, a obra retrata as principais transformações sociais, econômicas, culturais e artísticas após a Segunda Guerra Mundial. O programa é um dos destaques do projeto de renovação da programação da emissora.

Utopia. O substantivo vem das palavras gregas ou e topos, que significam sem lugar. Refere-se a um lugar ou posição ideal, ainda não atingido. Sonho impossível de realizar. Ideal inatingível.

A utopia pela igualdade entre os homens inspirou gerações. O mundo soviético inspirou os sonhadores. Com o fim da II Guerra Mundial, os Estados Unidos são a potência emergente. O american way of life passa a ser o modelo de civilização, quase uma norma. O mundo assiste a um confronto cultural, social, religioso, político e ideológico.

"Eu sempre trabalhei muito na questão das ideologias. São vinte anos de pesquisa em torno destas questões ideológicas que pautaram minha geração", conta Silvio Tendler. Foi nessa época, há vinte anos, que Tendler começou a catalogar e organizar as utopias de sua geração.

Para ele, utopia é a palavra mais utilizada nesses últimos tempos e é um assunto que sempre o fascinou. “Eu sempre trabalhei muito na questão das ideologias, na questão da história, e corri atrás desta construção pelo mundo afora”. A construção à qual Tendler se refere é Era das Utopias - a nova minissérie da TV Brasil.

A série pretende retratar, além das principais transformações após a Segunda Guerra Mundial, as utopias que foram criadas neste período e as barbáries que o pontuaram. A série descreve o desmantelamento das utopias vigentes em 1968 e a criação das novas utopias que se consolidaram no mundo contemporâneo.

Os primeiros capítulos tratam do surgimento da utopia socialista e todas as suas consequências durante o século XX. Já os capítulos referentes à utopia capitalista mostrarão a derrocada do Socialismo com a queda do muro de Berlim, em 1989; os desdobramentos gerados e, tantos outros fatos que levaram às novas utopias, derivadas do conflito entre novas tecnologias e velhas mazelas. Para Tendler, a luta das atuais gerações é a preservação do planeta.

Era das Utopias mostrará algumas imagens de arquivo, além de imagens e entrevistas inéditas de intelectuais, artistas e personagens do período, como: Apolônio de Carvalho, Albert Jacquard, Eduardo Galeano, Ferreira Gullar, Gillo Pontecorvo, Jacob Gorender, Noam Chomsky, Jaguar, Augusto Boal, Edgar Morin, Sérgio Cabral, Susan Sontag, Tom Zé, Amos Gitai, entre outros.

Dono de um jeito de fazer cinema denominado de “câmera cidadã” por colegas de profissão, Silvio conta que até começar a produzir o longa “Utopia e Barbárie” - que é a ancora da minissérie - percebeu que não se falava muito em utopia, até então.

“Eu acho que a ideologia e a utopia têm uma relação íntima. É uma relação promíscua. Quando você está falando de utopia, você está defendendo ideias, quando você está falando em ideologia, você está defendendo utopias, então eu acho que é este casamento que é fundamental e que eu estou tentando trabalhar na Era das Utopias”.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Parlasur rechaza presencia de la IV Flota en aguas sudamericanas

En una declaración conjunta, los diputados dijeron que la presencia de este contingente militar estadounidense implica ''la militarización de conflictos y problemas regionales'', así como puede derivar en ''una inseguridad hemisférica y comprometer la integración de América del Sur''.

30 julio 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Los legisladores del Parlamento del Mercado Común del Sur (Parlasur) rechazaron este martes en Montevideo la presencia de la IV Flota de Estados Unidos en aguas de Sudamérica, a la vez que reafirmaron que la región es pacífica y democrática y que resuelve sus conflictos "de forma negociada" y con el "principio de no intervención".

En una declaración conjunta, los diputados del Mercosur subrayaron este martes que la presencia en aguas suramericanas de este contingente militar estadounidense implica "la militarización de conflictos y problemas regionales", así como puede derivar en "una inseguridad hemisférica y comprometer la integración de América del Sur y del propio Mercosur".

La declaración fue aprobada en el segundo día de sesiones del Parlasur, que reúne a 18 legisladores por cada país miembro del tratado integracionista (Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay, más Venezuela, en fase de admisión y cuyos representantes tienen voz, pero no voto.)

La IV Flota tiene su base en Mayport, Florida, y fue creada en plena II Guerra Mundial (1943) a fin de proteger las aguas continentales de incursiones de navíos y aeronaves alemanas y japonesas, pero fue disuelta cinco años después de concluida la conflagración.

Su reactivación es interpretada por varios gobiernos latinoamericanos como una amenaza al proceso de cambios que se operan en esta parte del mundo, así como un intento de Washington por aceitar su maquinaria bélica para en su momento apropiarse de los recursos de la región.

Brasil, cuyos parlamentarios fueron este martes de los más activos en la aprobación de la citada declaración, vincula la decisión norteamericana al reciente hallazgo de grandes reservas de petróleo ante sus costas.

También se relaciona la reactivación de esa maquinaria naval con la política de amenazas de Estados Unidos hacia las revoluciones que tienen lugar en esas y otras naciones y con el proceso de segunda independencia que se opera en la región.

Este lunes, el diputado paraguayo del partido Colorado Alfonso González manifestó que un objetivo de permanente salvaguarda que persigue el Mercosur es la fortaleza y estabilidad de las instituciones democráticas, por lo que hizo un llamado a estar alerta a "cualquier intento de desestabilización de un poder constitucional en cualquiera de los países miembros" del bloque.

Paraguayos piden ingreso pleno de Venezuela

Por otra parte, también este lunes, parlamentarios paraguayos reclamaron ante la sesión del Parlasur la pronta incorporación de Venezuela como miembro pleno del Mercosur.

"Tenemos una deuda pendiente con Venezuela, creemos y estamos seguros de que, en meses, Venezuela va a ser socio pleno del Mercosur", expresó el diputado colorado Alfonso González Núñez.

Desde el pasado mes de abril cuando se llevo a cabo la primera reunión del año del Parlasur, se ha mantenido en agenda la integración de Venezuela como miembro pleno del bloque, pues su participación permitiría impulsar el proceso de integración suramericano.

El diputado paraguayo expresó su convicción de que otros países puedan integrarse en el futuro al mecanismo regional, lo que fortalecería este foro.

La incorporación de Venezuela al Mercosur fue aprobada por los países miembros -Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay- en diciembre del año 2005, pero la decisión está pendiente de ser refrendada por los Congresos de Paraguay y Brasil, pues los de Uruguay y Argentina ya dieron su visto bueno.

El Parlasur órgano de representación de la pluralidad ideológica y política de los países miembros del Mercosur, que tiene como objetivo lograr la integración suramericana.

Entre los otros temas que fueron abordados por la reunión ordinaria del Parlasur el lunes estuvo la renegociación de los convenios energéticos de Itaipú y Yacyretá.

En la reunión parlamentaria, los legisladores también rubricaron un acuerdo para la veeduría del referéndum revocatorio que tendrá lugar en Bolivia el próximo 10 de agosto.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/30722-NN/parlasur-rechaza-presencia-de-la-iv-flota-en-aguas-sudamericanas/

sábado, 31 de maio de 2008

História/II GUERRA MUNDIAL: FRANCO PLANEOU INVADIR PORTUGAL

E chegou a fazer uma proposta a Hitler, revela historiador espanhol, que diz ter tido acesso a documentos secretos

Por: Luísa Melo

Fonte: IOL Diário

O historiador espanhol Manuel Ros Agudo afirma que Franco fez uma proposta a Hitler para entrar na II Guerra Mundial, em 1940, e que isso só não aconteceu porque as contrapropostas que pedia eram muito grandes. «O que mais me convenceu dessa intenção de Franco foi encontrar nuns arquivos secretos um plano detalhado de invasão de Portugal», explicou.

Segundo noticia o jornal «Faro de Vigo», o historiador baseia-se num documento que classifica como um «tesouro e uma bomba histórica», e que, segundo ele, evidencia a «verdadeira atitude de Franco, pois mostra com toda a clareza o profissionalismo estratégico-militar com que Franco planeou a entrada de Espanha na II Guerra Mundial».

Segundo Ros, se Franco não entrou em guerra com a Inglaterra como planeava, em aliança com a Alemanhã e com Itália, não foi por falta de vontade, mas sim porque não conseguiu de Hitler e Mussolini as contrapartidas que desejava.

De acordo com este professor de História Contemporânea na Universidade CEU-San Pablo, Franco queria um império colonial espanhol no norte de África que incluiria Marrocos, uma parte da Argélia e um aumento substancial da Guiné espanhola.

No entanto, Hitler não terá dado garantias a Franco e isso terá dissuadido o ditador espanhol, que estava consciente da debilidade militar espanhola.

Ainda assim, enquanto decorriam as negociações com Hitler, sustenta o historiador, baseado em «provas irrefutáveis», o Estado Maior espanhol planeou várias operações militares contra objectivos tão diferentes como Gibraltar, as colónias francesas no norte de África e a invasão de Portugal.

Salazar teria enviado espiões a Espanha

Contactado pelo PortugalDiário, o historiador Fernando Rosas diz desconhecer os documentos em causa, mas o certo é que há muitos documentos do Estado Maior espanhol que são secretos e estavam fechados. «Até agora não havia provas de tudo isso que há muito se sabia, podem surgir agora».

«Toda a gente sabe que Hitler pensou invadir a Península Ibérica e a elite franquista sempre quis unificar a Península», sublinha Fernando Rosas. Aliás, acrescenta, «Salazar teria enviado espiões a Espanha para saber onde estariam estacionadas as tropas».

Segundo este historiador, que já estudou este tema, a suposta invasão de Portugal foi invabilizada por um conjunto de factores: «Primeiro, Franco pedia muitas contrapartidas; depois porque foi preciso deslocar tropas alemãs dos Pirinéus para a Jugoslávia e também para a Grécia». Porque a ideia dos alemães, sustenta, «sempre foi acabar com a Rússia rapidamente e depois voltar-se para a Península Ibérica».

Segundo Fernando Rosas, estariam delineadas duas operações: o Operação Félix, que consistia em atacar Gibraltar, que seria devolvido aos espanhóis, por terra e por mar; e a Operação Isabella, que tinha como objectivo entrar em Portugal para impedir o desembarque dos Aliados.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

AMÉRICA LATINA - OS PATRIOTAS E A 4ª FROTA DOS EUA

Altamiro Borges *

15 maio 2008 (ADITAL) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

www.adital.com.br

Adital - Os graves incidentes na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, fizeram ressurgir o debate sobre a soberania nacional e a integridade territorial do país. Diante deste tema estratégico, que merecia tratamento mais equilibrado, alguns se aproveitaram para lançar confusão na sociedade. Até quem não tem qualquer compromisso com a nação e com seu sofrido povo resolveu posar de patriota para justificar a violência contra os indígenas. É o caso do sinistro prefeito de Pacaraima, Paulo Quartieiro, que preside o entreguista Demo (ex-PFL) e armou a sua milícia de jagunços.

O curioso é que nesta mesma semana os EUA anunciaram que irão reativar a sua Quarta Frota na América Latina. Diante desta decisão, que realmente coloca em risco a soberania e a integridade dos países da região, não houve gritaria. A mídia burguesa, sempre tão servil ao império, não deu qualquer destaque à notícia. Poucos foram os autênticos patriotas que levantaram sua voz contra a crescente de militarização na América Latina. Vale destacar a postura revolucionária de Fidel Castro e da nova presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), a brasileira Socorro Gomes.

"Recado à Venezuela e à região"

Nas suas "reflexões" no jornal Granma, o líder cubano lembra que a 4ª Frota de Intervenção dos EUA foi criada em 1943 para combater os submarinos nazistas durante a II Guerra Mundial. Em 1950, foi desativada por ser desnecessária. "Porém, 58 anos depois, ela acaba de renascer e não é preciso esforço para mostrar seus fins intervencionistas. Os próprios chefes militares o divulgam em suas declarações, de forma natural, espontânea e até direta". O chefe do Comando Sul, James Stavrides, afirmou que o aparato militar ajuda no "mercado de idéias a ganhar corações e mentes das populações da região". Já o diretor de operações navais, almirante Gary Roughead, informou que o objetivo da 4ª Frota é "combater o terrorismo e as atividades ilícitas no continente".

Fidel Castro chama a atenção de que o anúncio do retomada da 4ª Frota ocorreu em abril, poucas semanas após a Colômbia invadir o território do Equador, "com armas e tecnologias dos EUA, o que causou profunda repulsa entre os líderes latino-americanos na reunião do Grupo do Rio". Outra coincidência é que a decisão surge "quando é quase unânime o repúdio à desintegração da Bolívia promovida pelos EUA" e estimulada pelo seu embaixador no país, Philip Goldberg. Para o líder cubano, não há dúvida de que a retomada das operações navais visa intimidar os governos progressistas da América Latina. "É um recado à Venezuela e ao resto da região".

A "guerra preventiva" de Bush

No mesmo rumo, Socorro Gomes, dirigente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) e recém-eleita presidente do CMP, condenou a iniciativa dos EUA. "O anúncio da recriação da Quarta Frota, destinada a realizar missões navais agressivas nas regiões do Caribe, América Central e América do Sul, é uma grave ameaça à paz, à segurança e à soberania dos povos da nossa região. Recentemente, ao respaldar a ação militar da Colômbia em território equatoriano, o governo dos EUA intentou dar vigência no continente aos pressupostos da guerra preventiva, uma doutrina fascista a serviço do terrorismo do Estado".

"Agora, com o restabelecimento da 4ª Frota, os EUA fomentam a militarização do continente, a corrida armamentista e a ameaça nuclear, já que ela é equipada com porta-aviões nucleares. Tal medida merece nosso mais veemente repúdio. É o que se espera dos governos progressistas, dos movimentos populares e das lideranças patrióticas de toda a região", afirmou. Socorro também criticou os recentes exercícios navais dos EUA em águas territoriais brasileiras e argentinas, na chamada operação conjunta Unitas. O exercício teve como principal equipamento o porta-aviões George Washington, considerado a maior arma de guerra da atualidade - ele transporta em seus aviões de seis a dez bombas nucleares e torpedos Tomahawks.

"A consciência patriótica não pode aceitar estes exercícios como atos de rotina. O seu caráter é agressivo. Sua existência e realização freqüente aviltam a soberania dos países que servem como cenário das operações. A 4ª Frota como força intervencionista e os exercícios no Atlântico Sul fazem parte da política de guerra do imperialismo ianque, contra a qual se ergue a consciência democrática, independentista e pacifista dos latino-americanos". No caso dos exercícios navais, a própria Constituição, no seu artigo 21, afirma que "toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional".

O medo dos "regimes esquerdistas"

O objetivo intervencionista da 4ª Frota e dos exercícios conjuntos, criticado por Fidel Castro e Socorro Gomes e subestimado por alguns patriotas, foi reconhecido pelo próprio jornal Gazeta Mercantil, que faz a cabeça da elite. "Essa decisão chega quando os regimes esquerdistas eleitos pelo voto popular, como o do presidente Hugo Chávez, contestam cada vez mais a influência norte-americana na América Latina e no Caribe. Além disso, os países sul-americanos, entre eles Venezuela, Brasil e Equador, estão aumentando os seus gastos militares".

A 4ª Frota deverá entrar em operação em 1º de junho. Ela terá sob sua responsabilidade mais de 30 países do continente, cobrindo 15,6 milhões de milhas. O imperialismo ianque tem hoje dez porta-aviões do tipo Nimitz, com capacidade de deslocamento de 101 mil a 104 mil toneladas de carga, incluindo 90 aviões e dois reatores nucleares. O último construído leva o nome de George H.W. Bush, pai do atual presidente-terrorista, e entrará em operação em dois meses. Segundo o Pentágono, os exercícios conjuntos em abril já fazem parte do plano de implantação da 4ª Frota.

Como afirma Fidel Castro, "nenhum país do mundo possui um único navio semelhantes a estes, todos equipados com sofisticadas armas nucleares, que podem se aproximar até poucas milhas de qualquer um dos nossos países. O próximo porta-aviões, o Gerald Ford, terá tecnologia Stealth, invisível aos radares... Os porta-aviões e a bombas nucleares que ameaçam nossos países servem para semear o terror e a morte, mas não para combater o terrorismo. Deveriam servir ainda para envergonhar os cúmplices do império e multiplicar as atividades de solidariedade aos povos".


[Autor do livro recém-lançado "Sindicalismo, resistência e alternativas" (Editora Anita Garibaldi)].

* Jornalista, editor da revista Debate Sindical

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33043

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