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sexta-feira, 19 de julho de 2019

DESDOLARIZANDO O IMPÉRIO FINANCEIRO AMERICANO


15 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/m_hudson/entrevista_11jul19.html

por Michael Hudson
entrevistado por Bonnie Faulkner

O imperialismo está a obter algo em troca de nada.   É uma estratégia para conseguir excedente de outros países sem desempenhar um papel produtivo e sim através da criação de um sistema extractivo rentista.   Uma potência imperialista obriga outros países a pagarem tributo.   Naturalmente, a América não diz directamente aos outros países:   "Você tem de nos pagar um tributo", tal como os imperadores romanos diziam às províncias que governavam.   Os diplomatas dos EUA simplesmente insistem em que outros países invistam seus influxos da balança de pagamentos e as poupanças dos seus bancos centrais em US dólares, especialmente em títulos do US Treasury.   Este padrão de títulos do Tesouro transforma o sistema monetário e financeiro global num sistema tributário.   É isto o que paga os custos dos gastos militares dos EUA, incluindo suas 800 bases militares espalhadas por todo o mundo.



Sou Bonnie Faulkner. Hoje no [programa] Guns and Butter temos o Dr. Michael Hudson. Apresentamos hoje a Desdolarização do império financeiro americano. O Dr. Hudson é economista e historiador. É presidente do Institute for the Study of Long-Term Economic Trend, analista financeiro da Wall Street e distinto professor investigador de teoria económica na Universidade do Missouri, Kansas City. Entre os seus livros mais recentes incluem-se ...And Forgive Them Their Debts: Lending, Foreclosure and Redemption from Bronze Age Finance to the Jubilee Year ; Killing the Host: How Financial Parasites and Debt Destroy the Global Economy e J Is for Junk Economics: A Guide to Reality in an Age of Deception . Retornamos hoje para uma discussão do livro seminal de 1972 do Dr. Hudson, Super Imperialism: The Economic Strategy of American Empire , uma crítica de como os Estados Unidos exploram economias estrangeiras através do FMI e do Banco Mundial. Discutimos como os Estados Unidos têm dominado o mundo economicamente tanto como o maior credor mundial como, posteriormente, como o maior devedor mundial. Além disso

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

BRICS, БРИКС/Banco Mundial assina memorando de cooperação com Banco do Brics/Всемирный банк подписал меморандум о сотрудничестве с банком БРИКС

12 setembro 2016, Ria Novosti (Rusia)
Presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, divulgou carta conjunta com homólogo no Novo Banco do Brics.
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e o chefe do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, Kundapur Vaman Kamath, assinaram um memorando de cooperação, segundo comunicado conjunto divulgado pelas instituições.
“O memorando formaliza a parceria do grupo do Banco Mundial com o Novo Banco do Brics, que estará concentrada, em primeiro lugar, em infraestrutura”,

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

BRICS, БРИКС/DOS BANCOS EN LA LUCHA FINANCIERA



5 julio 2016, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)


Aunque es muy temprano para asegurarlo, todo hace indicar que el Nuevo Banco de Desarrollo (NBD) y el Banco Asiático de Inversiones en Infraestructura (BAII) están llamados a convertirse en un freno al gran poder financiero mundial que ha mantenido Estados Unidos desde hace décadas con el respaldo de algunos países desarrollados occidentales.

El Nuevo Banco de Desarrollo se fundó en julio de 2015 por el grupo BRICS (Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica), con un fondo de reserva de 100 000 millones de dólares para prestar apoyo económico a los países participantes. A solo un año de creado ha alcanzado logros destacados y emitido sus primeros

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

COMPANHIAS MILITARES PRIVADAS AO SERVIÇO DA CLASSE CAPITALISTA TRANSNACIONAL

23 outubro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Por Peter Phillips*

A globalização do comércio e da banca central impulsionou as corporações privadas a posições de poder e controle nunca vistas na história humana. Sob o capitalismo avançado, as exigências estruturais de um retorno sobre o investimento requer uma expansão infinita de capital centralizado nas mãos de cada vez menos pessoas. O centro financeiro do capitalismo global é tão altamente concentrado que menos de um milhar de pessoas domina e controla US$100 milhões de milhões (trillion) de riqueza. 

Os poucos milhares de pessoas que controlam o capital global representam menos de 0,0001 por cento da população mundial. Eles são a classe capitalista transnacional (CCT), a qual, como a elite capitalista do mundo, domina estados-nação através de acordos de comércio internacionais e de organizações transnacionais de estados tais como o Banco Mundial, o Banco Internacional de Pagamentos (BIS, na sigla em inglês) e o Fundo Monetário Internacional.
 

A CCT comunica suas exigências políticas através de redes globais como o G-7 e G-20, e várias organizações políticas não governamentais tais como o World Economic Forum, a Comissão Trilateral e o Grupo Bilderberg. A CCT representa os interesses de centenas de milhares de milionários e bilionários que

domingo, 11 de outubro de 2015

A ESTRATÉGIA DOS ESTADOS UNIDOS PARA A AMÉRICA LATINA

4 outubro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Russia Times

 

Documentos do Wikileaks revelam um plano detalhado para derrubar os governos eleitos dos países latino-americanos e até mesmo o assassinato de Evo Morales.


No recém terminado verão europeu, o mundo viu como a Grécia tentou se opor às chantagens das instituições internacionais que obrigaram o país a aceitar um pacote de novas medidas de austeridade. O endividado Estado grego não pode se negar a cumprir as ordens da Troica conformada pelos credores. Depois do referendo convocado pelo governo de Alexis Tsipras, o Banco Central Europeu privou a economia grega de liquidez, o que intensificou a recessão e transformou o resultado do voto popular numa farsa.

Uma batalha similar pela independência das nações vem sendo travada na América do Sul, durante os últimos 15 anos. Apesar das tentativas de Washington de destruir a “dissidência estatal” em vários países utilizando as mesmas técnicas empregadas contra Atenas, a fortaleza da América Latina vem suportando a pressão. Essa batalha épica vem promovida longe dos olhos dos cidadãos e foi confirmada por documentos do arquivo do Departamento de Estado norte-americano, filtrados pelo WikiLeaks. Alexander Main e Dan Beeton ofereceram uma interessante reconstrução desses acontecimentos em seu livro “WikiLeaks: o mundo segundo o Império Estadunidense”.

Os autores argumentam que o neoliberalismo se impôs na América Latina antes de Berlim e Bruxelas humilharem a democracia na Grécia. Através da coação exercida pelos Chicago Boys – jovens economistas latino-americanos que regressam aos seus países depois de estudar nos Estados Unidos –, Washington conseguiu difundir a

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Angola privilegia financiamento nos mercados e linhas de crédito da China e do Brasil

31 agosto 2015, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Os constrangimentos financeiros de Angola deverão manter-se até 2016 e a solução preferida pelas autoridades é a obtenção de financiamento internacional e de linhas de crédito, em particular da China e do Brasil, afirmam analistas do país.

As mais recentes previsões do Fundo Monetário Internacional sobre Angola, divulgadas na semana passada, apontam para que apenas em 2017 surja

sábado, 23 de maio de 2015

EL MUNDO SE PREPARA PARA EL COLAPSO DEL DÓLAR

28 abril 2015, Barometro Internacional http://barometrointernacional.bligoo.com.ve  (Venezuela)

Por Manuel E. Yepe

MONCADA

Todo el mundo se prepara para hacer frente a un próximo colapso del dólar estadounidense. Los aliados occidentales acuden en masa para unirse al nuevo Banco Asiático para Inversiones en Infraestructura (AIIB, por sus siglas en ingles) en tanto Estados Unidos y el Banco Mundial, desde el banquillo de los acusados donde está sentado, les habla de gobernanza financiera “adecuada”. Estados Unidos ha instado a sus aliados a pensarlo dos veces antes de firmar con un nuevo banco de desarrollo asiático liderado por China, que Washington considera rival del Banco Mundial, luego que Alemania, Francia e Italia anunciaron su intención de incorporarse siguiendo el ejemplo de Gran Bretaña.

La intensión concertada de tan importantes los aliados de Estados Unidos de participar en un proyecto de Beijing con alcance económico de buque insignia fue un golpe diplomático a Estados Unidos y a sus esfuerzos por contrarrestar el rápido crecimiento económico y diplomático de China.

La participación de estas potencias europeas expresa un afán por colaborar con la economía de la República Popular China, la segunda mayor del mundo, y tiene mayor significación porque

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Brasil/Primeiro-ministro chinês anuncia intenção de abrir fábricas no Brasil

20 maio 2015, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Isabela Vieira, Repórter da Agência Brasil 

Rio de Janeiro -- O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, comentou hoje (20) o plano de cooperação de US$ 53 bilhões assinado com o Brasil ontem (19), incluindo 35 acordos em áreas como infraestrutura, transporte e agropecuária. De acordo com o premiê, Pequim quer elevar o grau de relacionamento entre os países e ir além das trocas comerciais. A intenção, anunciou, é instalar fábricas no país e promover troca de tecnologia na área de infraestrutura e mobilidade.

“Manifestei [ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão] que gostaríamos de instalar fábricas ou bases para produção e manutenção dos futuros metrôs e vagões [de trens] no Rio. Assim podemos promover o emprego local e treinar os trabalhadores brasileiros”, afirmou, na exposição de equipamentos manufaturados da China, na zona portuária.

Li Keqiang acabava de chegar de passeio em um dos vagões chineses comprados para o metrô. O estado comprou 100 trens, 34 composições para o metrô e sete barcas nos últimos anos, do país asiático. “São equipamentos modernos, adquiridos a um preço extremamente competitivo e

sábado, 11 de abril de 2015

CUMBRE DE LAS AMERICAS, CITA CON LA HISTORIA

9 abril 2015, Nuestra Bandera http://nuestrabandera.lamula.pe (Peru)

Por Gustavo Espinoza M.*

El 1 de junio de 1826, en carta a su amigo José Rafael Revenga, Simón Bolívar decía: “Deseo que el Congreso del Istmo, sea perpetuo, y que se conserve aunque sea un simulacro”.

La frase tiene importancia porque alude a la cita continental que pasó a la historia como el Congreso Anfictiónico de Panamá, que se celebró ese año por iniciativa del Libertador.

Dice la historia que el evento tuvo el propósito de buscar la unión de los Estados liberados del yugo colonial, en una idea originalmente prevista por Francisco de Miranda. La cita se celebró en el antiguo convento de San Francisco -- hoy Palacio Bolívar -- de la ciudad de Panamá.

Colombia, México, Perú y las entonces llamadas “grades provincias unidas de Centro América”, jugaron un papel protagónico para la realización de la Cumbre de entonces. Algunas delegaciones, como Bolivia y Estados Unidos, arribaron a ella con retraso; y otras, como Argentina y Chile, no mostraron interés. Hoy, 200 años más tarde, el escenario, es completamente distinto.

No en vano ha transcurrido el tiempo, se han afianzado las naciones, ha evolucionado a conciencia de los hombres y se han despejado espacios e ideas. En el 2015, la gigantesca figura de Hugo Chávez

quarta-feira, 25 de março de 2015

BRICS, БРИКС/Michael Hudson: IMPORTÂNCIA DO NOVO BANCO CHINÊS

25 março 2015, Pravda.ru Правда.Ру http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

 

SHARMINI PERIES, PRODUTORA EXECUTIVA, TRNN: Muito obrigada por nos receber. [...]

0'50" - MICHAEL HUDSON, prof. de Economia, University of Missouri-Kansas City: Muito bom estar com vocês.

PERIES: Considerando o nosso assunto hoje, Michael, acho que vamos falar sobre um livro que você publicou há muitos anos, com o título de Super Imperialiam (1ª ed., 1972; reeditado em 2002). E há um capítulo especial do seu livro, para o qual chamo especial atenção, sobre o Banco Mundial. Quem se interesse pelo que Michael apresentará hoje, terá muito proveito se examinar aquele livro. Muito obrigada, Michael, pela sua atenção.

HUDSON: Ótimo falar com vocês, Sharmini.

PERIES: Então, Michael, comecemos pelo Novo Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura [orig. Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB)]. Os chineses criaram esse banco, com investimento inicial de $50 bilhões. E então? Chega a representar concorrência significativa contra o Banco Mundial?

HUDSON: Bem, a ideia é trabalhar sob uma filosofia do desenvolvimento alternativa à do Banco Mundial. Desde o começo, o Banco Mundial sempre foi, basicamente, uma extensão do Departamento de Defesa dos EUA, desde o primeiro presidente, que foi secretário de Defesa assistente, John J. McCloy, até Robert McNamara, de 1968 até 81, e, depois disso,

sábado, 21 de março de 2015

BRICS, БРИКС/PRINCIPAIS ALIADOS IGNORAM PEDIDOS DOS EUA E UNEM-SE AO BANCO DE DESENVOLVIMENTO DA CHINA

18 março 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

17/3/2015, Yves Smith*, Naked Capitalism
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Aqui quem lhes fala é Yves. A história principal apareceu no Financial Times, “Europeus desafiam EUA e unem-se ao novo Banco de Desenvolvimento liderado pela China”. Principais parágrafos do artigo:

França, Alemanha e Itália todos concordaram em acompanhar a Grã-Bretanha e unir-se ao banco de desenvolvimento internacional liderado pela China, segundo declararam funcionários europeus, o que é duro golpe contra os esforços dos EUA, que tanto se esforçou para manter os principais países ocidentais fora da nova instituição (...)

A decisão dos três governos europeus veio depois que a Grã-Bretanha anunciou, semana passada, que se unirá ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, BAII [orig. Asian Infrastructure Investment Bank, AIIB] com capital de US$ 50 bilhões, rival potencial do Banco Mundial

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

BRICS: UM NOVO FUNDO MONETÁRIO E UM NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO

23 fevereiro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Paulo Nogueira Batista Jr.*


Cabe aos Brics mostrar, em especial aos países em desenvolvimento,
 por que e para que queremos mais influência e poder decisório.

A escassez de recursos para financiar o desenvolvimento e os surtos recorrentes de instabilidade nos mercados internacionais, com efeitos mais intensos nas economias emergentes, conferem importância crucial à criação de mecanismos de autodefesa e financiamento. As instituições multilaterais sediadas em Washington – o FMI e o Banco Mundial – mostram grande dificuldade de evoluir e se adaptar à nova realidade internacional, marcada pelo peso crescente das economias emergentes. O G20 está semiparalisado desde 2011. Diante disso, os emergentes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VEJAM QUEM SE MUDOU PARA O 'PRÓPRIO QUINTAL' DOS EUA

31 janeiro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Em 2008, Washington criou um comando especial do Pentágono, o AFRICOM, para conter as grandes iniciativas econômicas dos chineses na África, de empréstimos e crédito fácil em troca de acordos de longo prazo para fornecimento aos chineses, de óleo e outras matérias primas africanas. Os resultados foram pífios, em matéria de 'conter' a busca dos chineses por matéria prima para sua crescente economia. 

26/1/2015, F. William Engdahl, New Eastern Outlook
http://journal-neo.org/2015/01/26/look-who-s-moving-in-usa-s-own-backyard/

Agora, a China deu passo firme e amplo na direção de desafiar abertamente a chamada "Doutrina Monroe" -- doutrina imperialista de facto -- e trouxe grandes iniciativas para a América Latina. É o "próprio quintal" de Washington!

domingo, 18 de janeiro de 2015

DEUDA: AMÉRICA LATINA AYER, EUROPA HOY

7 enero 2015, ALAI, América Latina en Movimiento http://alainet.org


Resumen: Los bancos abrumados con dólares inorgánicos colocan con riesgo capitales que son usados para consumo y gasto corriente; eso se repite siempre en América Latina y ahora en Europa. La abundancia de dólares inorgánicos separó los flujos de la economía real y de la economía financiera, cuyas cifras sólo en derivativos anda por 700 billones, algo imposible de asimilar en un PMB de 75 billones. Este tipo de cifras, aumentadas con QE, se invierten en las bolsas donde suben el valor de las carteras de los bancos. El colapso de las bolsas arrastraría el dólar y EE UU busca apoyarse en un TTIP con Europa para mantenerlo.

Abstract: Banks, overwhelmed with inorganic dollars, placed with risk capital that was used for consumption and current spending; that has always been repeated in Latin America and now in Europe. The abundance of inorganic dollars separated the flows of the real economy and the financial economy, whose figures just on derivatives reach above US $ 700 trillion, an amount impossible to assimilate into a WDP of 75 trillion. These figures, increased by QE, are invested in the stock exchanges where they raise banks’ portfolio value. A collapse of the stock markets would drag the dollar down and the US tries to save it by signing a TTIP with Europe.

Introducción
La crisis actual no es una crisis del comercio ni de la producción de bienes o de servicios. La crisis es de los bancos, del sector financiero. Su origen es

sábado, 6 de dezembro de 2014

AS MENTIRAS TEÓRICAS DO BANCO MUNDIAL

19 novembro 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


As acções do Banco Mundial não se resumem a uma sucessão de erros ou de maus actos. Fazem, pelo contrário, parte de uma visão coerente, teórica e conceptual, que se ensina doutamente na maioria das universidades, sustentada por centenas de livros de economia do desenvolvimento. O Banco produz uma verdadeira ideologia do desenvolvimento. Quando os factos desmentem a teoria, o Banco não questiona a teoria. Ao invés, tenta deformar a realidade para continuar a proteger o dogma.

O Banco Mundial considera que os países em desenvolvimento PED |1| devem recorrer ao endividamento externo e atrair investimento estrangeiro para progredirem. Esse endividamento serve principalmente para comprar equipamento e bens de consumo aos países mais industrializados. Os factos demonstram, dia após dia, há décadas, que isso não funciona. Os modelos que influenciaram o Banco Mundial implicam logicamente uma forte dependência dos PED das entradas de capital externo, principalmente sob a forma de empréstimos, na ilusão de atingirem um nível de desenvolvimento auto-sustentado. Os empréstimos são considerados pelos fornecedores de fundos públicos (governos dos países mais industrializados e BM em particular) como um poderoso meio de influenciar os países endividados. Portanto, as acções do Banco não se resumem a uma sucessão de erros ou de maus actos. Pelo contrário, fazem parte

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A ANATOMIA DO ESTADO SOB O NEOLIBERALISMO

17 novembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Prabhat Patnaik*

A mudança da natureza do Estado sob o neoliberalismo tem sido muito discutida. Posicionando-se a princípio aparentemente acima da sociedade e fazendo mediação entre as diferentes classes, assim como sob o dirigismo (apesar de ser um Estado conduzido também pela grande burguesia), sob o neoliberalismo o Estado passa a promover primariamente os interesses da oligarquia corporativo-financeira (a qual está integrada ao capital financeiro internacional), sob a alegação de que o que é bom para esta oligarquia é ipso facto bom para a nação. A completa unanimidade entre Arun Jaitley e P. Chidambaram, numa cerimónia recente em Delhi onde ambos estiveram presentes, acerca da questão da "tributação retroactiva", à qual ambos se opunham porque reduzia "incentivos" para os capitalistas, só vem confirmar esta tese.

Da mesma forma, a mudança nas feições do Estado sob o neoliberalismo tem sido muito discutida. O enorme aumento em despesas eleitorais que assegura que partidos de trabalhadores pobres tenham maior dificuldade em obterem representação nos parlamentos, os quais portanto são preenchidos cada vez mais por bilionários ou por eleitos corporativos,

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

FUTURA NOVA ORDEM MUNDIAL? NÃO. ELA JÁ ESTÁ AQUI

4 novembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Bryan MacDonald*, Russia Today

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Governantes dos BRICS e convidados na reunião 

de Fortaleza em julho de 2014) 

Putin falou da necessidade de uma “nova ordem mundial”, com o objetivo de estabilizar o planeta. Para ele, os EUA já abusaram demais, no papel de líder global. O que pouco se noticia, contudo, é que os pilares que sustentavam aquela velha ordem vêm ruindo há anos.

Antes, era tudo tão simples! O mundo estava dividido em dois campos: o ocidente e o resto. E o Oeste, o ocidente, era de fato o melhor. Há 20 anos, seis das maiores economias do planeta estavam integradas ao mundo pró-Washington.

O líder, os próprios EUA, estavam tão à frente, que o PIB, ali, era mais de quatro vezes maior que o da China e nove vezes maior que o da Rússia.

O país mais populoso do mundo, a Índia, tinha quase a mesma renda bruta que os comparativamente minúsculos Itália e Reino Unido. Qualquer noção de que a ordem mundial mudaria tão dramaticamente em apenas duas décadas soava como piada.

A percepção ocidental era que China e Índia eram atrasadas e se passaria um século antes que

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

BRICS, O LOS CIMIENTOS DEL NUEVO ORDEN ECONÓMICO INTERNACIONAL

28 agosto 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


BRICS, PIIGS, MINT… los acrónimos no solo tienen como objetivo abreviar el contenido del mismo, sino que pretende también crear una sensación de unidad entre los elementos que lo componen. Cumplen además la función de permitir un fácil consumo de esa imagen conglomerada. Es el caso de los BRICS, que en los últimos tiempos han acaparado numerosos focos mediáticos. En principio Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica no tienen demasiados elementos en común, sus estructuras productivas son diferentes, su evolución histórica también, sus raíces culturales no tienen demasiados elementos en común… Lo que les unió fue Goldman Sachs que fue quien inventó en 2003 el famoso “BRIC” para designar a grandes países cuya emergencia económica empezaba a despuntar, la “S” de Sudáfrica fue añadida tiempo después. Como decía en estas mismas páginas el profesor de la UCM y compañero de econoNuestra José Antonio Nieto Solís, antes fueron los NPI, ahora son los BRICS.

Las previsiones no han defraudado, y si bien en 2002 el PIB combinado de India y China excedía el de los países ricos del G7, en 2011 el PIB de China e India sobrepasaba la mayor parte de los países de alto ingreso. Mientras que en 2009, 9 de las 10 economías más grandes eran naciones de alto ingreso, hoy solo son 7 y se prevé que en no mucho tiempo ese número se reduzca a 4

segunda-feira, 2 de junho de 2014

BRICS: A BUSCA POR UM NOVO PARADIGMA FINANCEIRO INTERNACIONAL

1 junho 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Mario E. Burkun*


Buenos Aires -- A necessidade de poder afrontar, conjuntamente, as oscilações das fugas de liquidez em dólares e em euros durante o processo de globalização que estamos vivendo obriga economistas e políticos a quererem decidir as políticas de desenvolvimento por nós.

A submissão que implica a dupla condicionalidade do FMI e do Banco Mundial para destravar endividamentos de países e de empresas com o setor bancário privado e público internacional é o primeiro problema do debate. 

O segundo grande assunto é como conseguir desviar empréstimos e investimentos que não sejam de especulação puramente financeira e de curto prazo e direcioná-los ao investimento de liquidez na produção de bens duráveis e de capital. 

Logo, qual papel a soberania e a governabilidade política devem exercer diante da intromissão nos Estados impostas pelos planos de ajuste e as informações assimétricas e as más práticas desses

EM FORTALEZA, MAIS UM PASSO PARA DETONAR BRETTON WOODS

31.05.2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

OS BRICS E O FIM DE BRETTON WOODS

Fatos históricos importantes, muitas vezes, passam em branco para seus contemporâneos. Nos dias 15, 16 e 17 de julho, em Fortaleza, ocorre a VI Cúpula dos BRICS. As Cúpulas têm reunido os Chefes de Estado de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul anualmente desde 2009. A reunião de Fortaleza deverá consolidar os BRICS como uma organização dotada de instrumentos concretos para influir na economia e política internacionais. Este evento não tem merecido a atenção devida na mídia, na academia e nos debates da internet.

por Igor Grabois, especial para o Viomundo, 25 de maio de 2014

Os círculos bem-pensantes e a mídia no Brasil se espelham na Europa e nos EUA. Desprezam a integração sul-americana e torcem o nariz para as iniciativas Sul-Sul. Uma política brasileira para a África provoca reações entre o escárnio e a ojeriza.

Promovem uma campanha sistemática contra