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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

“NÃO HÁ GUERRA CIVIL NA SÍRIA, MAS UMA GUERRA CONTRA O TERROR QUE NÃO RECONHECE QUAISQUER VALORES, NEM JUSTIÇA, NEM IGUALDADE, E NEGA QUAISQUER DIREITOS OU LEIS.”



23 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Declaração de Walid Al-Moualem, Primeiro-ministro, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Expatriados, Chefe da Delegação da Republica Árabe Síria, na 68ª Sessão da Assembleia das Nações Unidas

Nova Iorque, 30 de Setembro de 2013

Senhor Presidente,
Esperamos que as Nações Unidas levem os povos do mundo para um futuro melhor, para realizar as aspirações desses povos à prosperidade, desenvolvimento e auto-suficiência alimentar, longe de todas as formas de tensão, confrontos e guerras; para a implementação total dos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas que declara soberania e igualdade de direitos e deveres de todos os estados membros. Neste sentido, o meu país encara positivamente todos os esforços dos Estados Unidos e Irão para ultrapassar o fosso de desconfiança entre os dois países, e espera que isso se reflicta construtivamente na estabilidade das relações internacionais.

Obrigado, senhor presidente
John Washe,
Presidente da 68ª sessão da Assembleia Geral

Gostaria de saudá-lo a si e o seu admirável país, Antígua e Barbados, na sua eleição como presidente da Assembleia-Geral nesta sessão, e desejar-lhe êxito no seu trabalho para a realização do papel importante e neutro do presidente da Assembleia Geral realizado pelo seu antecessor, que evitou colocar a presidência das Nações Unidas em agendas políticas

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores
No ano passado, quando me dirigi a esta augusta assembleia, o nosso mundo enfrentava muitos acontecimentos que o dilaceravam e as suas nações. Todos desejávamos que o cenário mudasse para melhor, mas infortunadamente, tornou-se pior. Muitos países enfrentam ainda crises políticas, económicas e financeiras que excedem as suas capacidades de as enfrentarem sozinhos. Enquanto os povos do mundo esperavam ver esforços internacionais a favor da ultrapassagem dessas crises, assistimos hoje à exacerbação e aumento dos problemas, desde que a hegemonia e domínio das capacidades dos povos aumentou de um modo que contradiz os princípios da Carta das Nações Unidas e as normas da Lei Internacional. Em vez de resolver conflitos regionais e internacionais por meios pacíficos, alguns países conhecidos continuam a praticar políticas contra certas nações. A hipocrisia política continua a interferir nos assuntos domésticos dos estados sob o pretexto de Intervenção Humanitária ou a Responsabilidade de Proteger