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terça-feira, 14 de maio de 2019

CPLP/Portugal participa no confisco de bens à Venezuela


14 maio 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/portugal/venezuela_07mai19.html

por José Goulão

O governo da República Portuguesa está envolvido, directa e indirectamente, na apropriação ilegal de pelo menos três mil milhões de euros de bens públicos da Venezuela a que o Estado venezuelano está impedido de recorrer para comprar medicamentos, alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a sobrevivência da população do país. Dessa verba, 1359 milhões de dólares correspondem ao valor do ouro de Caracas extorquido pelo Banco de Inglaterra, com anuência dos países da União Europeia; e 1543 milhões de euros é a fatia de dinheiro confiscada pelo Novo Banco, uma entidade nacional que foi salva com dinheiro extraído dos bolsos dos portugueses e depois oferecida a um fundo abutre norte-americano.

Até prova em contrário, o governo de Portugal é parte responsável por estes actos – além do reconhecimento do golpe terrorista através do qual os Estados Unidos designaram o seu agente Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela. Os portugueses continuam à espera de respostas concretas a perguntas directas sobre estas actividades governamentais praticadas à revelia e contra os interesses dos portugueses, sobretudo dos que vivem emigrados na Venezuela. Até agora só o silêncio tem respondido aos pedidos de esclarecimento, o que também não parece perturbar a comunicação mainstream que, assim sendo, só tem o que merece. Mas o silêncio governamental vai valendo com uma confissão de cumplicidade de Lisboa com os crimes cometidos pela direcção fascista dos Estados Unidos da América contra a República soberana da Venezuela. Quem cala consente, sobretudo sendo este um governo que tem palavra fácil.

"A nossa estratégia funciona…"
E o que está a passar-se contra a Venezuela, com participação do governo de Portugal, é uma guerra avassaladora que envolve "crimes de lesa humanidade" passíveis de cair sob a alçada do Tribunal Penal Internacional, de acordo com um relatório pedido pela ONU e em poder da Comissão de Direitos Humanos da organização.

A guerra que atinge a Venezuela não resulta de sanções pontuais, como poderá pensar-se. O que os Estados Unidos montaram, desde que o presidente Obama declarou o país como "uma ameaça à segurança nacional" norte-americana, em 2014, é um sistema organizado de

terça-feira, 16 de setembro de 2014

CAMUFLAGEM E ENCOBRIMENTO: O RELATÓRIO DA COMISSÃO HOLANDESA SOBRE O CRASH DO MH17 MALAIO "NÃO VALE O PAPEL EM QUE ESTÁ ESCRITO"

15 setembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Peter Haisenko*

"Fraseado weasel " consiste em utilizar "palavras e frases destinada a criar impressão de que foi feita uma declaração específica e/ou significativa, quando de facto apenas uma afirmação vaga ou ambígua foi comunicada, permitindo que o significado específico seja negado se a declaração for contestada". ... "Algumas frases weasel podem também ter o efeito de suavizar a força de uma declaração potencialmente forte ou controversa em outro contexto através de alguma forma de atenuação da verdade". (Gary Jason, 1988).

Há uma coisa que deve ser declarada sem rodeios: Este relatório não mente.

Ele simplesmente não pode mentir uma vez que nele não há nada de novo. Eu próprio nunca tinha visto um relatório de desastre aéreo tão destituído de significado. O que surge como uma surpresa, contudo, é a escolha diplomática e refinada das palavras, as quais

terça-feira, 15 de julho de 2008

Timor-Leste/Ramos Horta acusa ONU de mentir

Presidente timorense confessa-se "furioso" com algumas atitudes da missão internacional no seu país

Público, 13.07.2008/Fonte: timorlorosaenacao, 12 julho 2008

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que chegou a admitir candidatar-se a secretário-geral das Nações Unidas, quando estava a terminar o mandato de Kofi Annan, acusou ontem a organização de estar a mentir, num relatório confidencial a que a agência Lusa teve acesso e que refuta declarações suas sobre os acontecimentos de 11 de Fevereiro último, nos quais ficou gravemente ferido.
Uma das conclusões dos investigadores da ONU é a de que a captura dos autores dos disparos não teria sido uma das prioridades timorenses. Ramos-Horta telefonou sexta-feira ao representante local do secretário-geral Ban Ki-moon, Atul Khare, a fim de contestar essa leitura dos factos.
Quando o delegado da Lusa, Pedro Rosa Mendes, lhe perguntou ontem se ficara "furioso" com as conclusões do relatório ou por delas não ter tido conhecimento prévio, o Presidente respondeu: "As duas coisas. A ONU tem uma prática muito negativa de fugas de informação."
O Chefe de Estado declarou-se designadamente desiludido com o facto de o documento revelar "a tendência de funcionários da ONU para se esquivarem das suas responsabilidades e nunca aceitarem que agiram incorrectamente". E manteve a acusação de que as forças internacionais destacadas em Timor-Leste não fizeram tudo o que podiam para perseguir o grupo de Amaro da Costa, "Kaer Susar", antigo polícia que participou no ataque verificado junto ao portão da residência presidencial, quando Ramos-Horta regressava do seu passeio matinal à beira-mar.

"O relatório é desonesto. É para sacudir a água do capote. Como os patos", concluiu agora o Presidente, apesar de em Maio ter dito à televisão BBC que as Nações Unidas deveriam ficar no país pelo menos até 2012, por ainda existir um grande potencial de instabilidade e porque as autoridades de Díli necessitam de mais tempo para organizarem tanto a sua polícia como a economia.

Nessa altura, a porta-voz da ONU, Allison Cooper, afirmara que a organização teria de considerar o pedido presidencial à luz das necessidades globais de pacificação: "Actualmente temos um mandato até Fevereiro de 2009. Nessa altura apresentaremos um relatório ao Conselho de Segurança, para que se decida."