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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Angola/Investimento de empresas chinesas cresceu 252 por cento entre 2006 e 2007

Luanda, Angola, 14 abril 2008 – Os investimentos de empresas chinesas em Angola passaram de 11 milhões de dólares americanos, em 2006, para 37 milhões de dólares em 2007, correspondendo a um aumento de 252 por cento, revelou, em Luanda, o presidente da Agência Nacional Para o Investimento Privado (Anip), Carlos Fernandes.
Carlos Fernandes disse ainda que o número de empresas privadas chinesas, em Angola, cresceu 93 por cento de 2006 a 2007, passando para 31 companhias.
“O que está acontecer agora é que parte das empresas chinesas que terminam as empreitadas contratadas pelo governo acabam por fixar-se no país, porque Angola tem um ambiente para o investimento extremamente favorável" disse.
Carlos Fernandes lembrou ainda que "numa altura em que as autoridades angolanas precisavam de recursos financeiros da comunidade internacional, a China procurou cooperar com Angola de modo inteligente, porque enquanto os outros países exigiam pré-condições que limitavam o desenvolvimento de Angola a China sempre compreendeu que não tinha o direito de impor quaisquer condição para disponibilizar financiamentos".
Segundo o gestor da Anip, "tanto nas empreitadas públicas como no sector privado, a cooperação entre Angola e China tem estado a crescer de forma razoável, facto importante para o mercado angolano, na medida em que, se esse crescimento se mantém, é sinal evidente de que as condições contratuais com a China são extremamente competitivas relativamente aos outros países e empresas".
A China concedeu a Angola desde 2004 linhas de crédito avaliadas em 4,5 mil milhões de dólares grande parte destinadas a obras ligadas à reconstrução de infra-estruturas. (macauhub)

Moçambique/China foi o sexto maior investidor em 2007

Moçambique, Maputo, 14 abril 2008 – A China foi o sexto maior investidor estrangeiro, em Moçambique, em 2007, com cerca de 60 milhões de dólares norte-americanos, numa lista encabeçada pelos Estados Unidos que investiram pouco mais de 5 mil milhões de dólares norte-americanos.
O valor do investimento chinês em 2007 representa 11 projectos em áreas como agricultura, aquacultura, obras públicas e florestas(extração de madeiras).
O país com maior número de projectos foi a África do Sul com 67 correspondentes a pouco mais de 9 milhões de dólares norte-americanos.
Fonte do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique(CPI) chama atenção para subida que a China está a registar na área de investimentos nos últimos anos no país.
“Só para dar um exemplo, em 2003 a China estava em nono lugar com ouco mais de um milhão de dólares norte-americanos”, disse Evaristo Cumbano do CPI.
A China é o único país do mundo que construiu em Moçambique o seu próprio Centro de Promoção de Investimento, um enorme edifício de mais de dez andares,situado na baixa de Maputo.
Portugal, antiga potencia colonizadora, ocupa a sétima posição com pouco mais de 54 milhões de dólares norte-americanos. No ranking, a seguir aos Estados Unidos, encontram-se a Suiça (170 milhões de dólares); Maurícias (151 milhões de dólares); Reino Unido (91 milhões de dólares e África do Sul (com 79 milhões de dólares).
A China, aliado de Moçambique desde a luta pela independência, está também envolvida no melhoramento dos sistemas de abastecimento de água da capital moçambicana.
A China vai ainda construir, nos arredores do Maputo, um estádio de futebol com 40 mil lugares que custará 57 milhões de dólares norte-americanos.
A China construiu já o maior centro de conferências em Moçambique denominado "Joaquim Chissano".
Num universo de 36 países estudados, a Bélgica aparece na última posição com um projecto equivalente a 37 mil dólares norte-americanos. (macauhub)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Moçambique/Governo avança com incentivos para aumentar investimento estrangeiro em 2008

Maputo, Moçambique, 25 fevereiro 2008 - O governo de Moçambique está a ultimar a introdução de medidas de simplificação do processo de investimento estrangeiro e de novos incentivos aos investidores, no âmbito das reformas em curso para tornar mais favorável a actividade empresarial no país.
Depois do recente lançamento de um ambicioso pacote de reformas destinadas a estimular a actividade dos agentes económicos privados, Aiuba Quereneia, ministro do Planeamento e Desenvolvimento, avançou na semana passada em entrevista à agência Reuters que medidas de estímulo do investimento estrangeiro deverão permitir alcançar em 2008 um crescimento de 50 por cento nestes fluxos de capital, para 12 mil milhões de dólares.
"Esperamos atrair mais investidores este ano do que em 2007. Vamos oferecer incentivos fiscais atractivos e simplificar o processo de investimento, particularmente na agricultura, turismo e mineração", afirmou o ministro moçambicano.
No ano passado, o governo de Moçambique aprovou 192 projectos de investimento estrangeiro, no valor de 8 mil milhões de dólares, 10 vezes mais do que o registado em 2006.Os sectores das matérias-primas, indústria, agricultura e agro-indústria e turismo foram os principais destinatários do investimento directo estrangeiro.
Por províncias, as de Tete e Nampula receberam os volumes mais elevados de investimento, com 5 mil milhões e 1,6 mil milhões de dólares, respectivamente, sendo o primeiro relativo à exploração de carvão e o segundo à construção de uma refinaria no distrito de Nacala-a-Velha.
Entre os principais projectos captadores de investimento está a exploração petrolífera na bacia do Rovuma, norte do país, onde petrolíferas como a canadiana Artumas e a malaia Petronas estão a arrancar com os trabalhos de prospecção.
Também os projectos hidroeléctricos - em particular a nova barragem no rio Zambeze (Mphanda Nkua), concessionada à brasileira Odebrecht, e a construção da nova central de Cahora Bassa, a montante - deverão estimular o investimento estrangeiro, juntamente com o grande número de complexos turísticos em desenvolvimento.
Segundo o ministro Aiuba Quereneia, o crescimento do investimento será decisivo para que Moçambique alcance os seus objectivos de crescimento económico para este ano, de sete por cento do PIB, e de manter a inflação abaixo dos 10 por cento.
O governo de Moçambique tem programado para este ano um conjunto de reformas destinadas a simplificar a vida das empresas no país, que pretende tornar o mercado mais competitivo da África Austral até 2015.
Na última listagem dos melhores países do mundo para fazer negócios (Doing Business 2007), elaborada pelo Banco Mundial, Moçambique ganhou seis posições (para 134º, entre 178 países), em relação ao ano anterior, tendo sido dos mais aplaudidos no contexto africano.
O estudo avalia como particularmente positivas as reformas empreendidas no último ano nos domínios de abertura de negócios, protecção de investidores e obrigações contratuais, três das dez que pesam na avaliação final atribuída.
Entre os diversos aspectos considerados, o melhor no país do Índico, para o Banco Mundial, continua a ser o pagamento de impostos (33º lugar) e o comércio trans-fronteiriço (72º); o pior é o sistema laboral (162º).
O Memorando de Políticas Económicas e Financeiras, acordado entre Moçambique e o Fundo Monetário Internacional (FMI), prevê para este ano a reforma das inspecções de actividades económicas e a simplificação do processo de licenciamento empresarial, sendo transferida a autoridade de emissão de licenças para os “balcões únicos” nas diversas províncias, para acelerar os procedimentos.
Está ainda prevista uma nova lei de falências para o sector empresarial, a revisão dos procedimentos legais de importação e exportação e ainda ajustamentos ao sistema de reembolso de imposto. (macauhub)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Investimentos estrangeiros no Brasil superam meta do Banco Central

Kelly Oliveira, repórter da Agência Brasil

Brasília, 28 novembro 2007 - Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil já ultrapassaram a meta estabelecida pelo Banco Central de US$ 32 bilhões para este ano. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o valor acumulado até hoje (28) é de US$ 33,4 bilhões e a expectativa é fechar o ano com mais de US$ 35 bilhões.
De acordo com a nota do Setor Externo, divulgada hoje pelo BC, o acumulado do investimento estrangeiro direto, até outubro, de US$ 31,200 bilhões, é o melhor resultado acumulado desde o início da série histórica em 1947. O último recorde foi em dezembro de 2000, quando chegou a US$ 32,779 bilhões.
Altamir afirmou, entretanto, que a revisão de projeções do Banco Central só será feita no próximo mês. O diretor do Departamento Econômico do BC acrescentou que a expectativa é fechar o mês com US$ 2,5 bilhões de investimentos estrangeiros diretos.
Os investimentos estrangeiros diretos são recursos que entram no setor produtivo e acabam gerando empregos e melhorando o desempenhos das empresas.
A projeção para as transações correntes para novembro é de saldo negativo de US$ 700 milhões. Em outubro o resultado foi deficitário em US$ 42 milhões. O saldo da conta de transações correntes engloba a balança comercial, serviços e rendas e transferências unilaterais.
De acordo com Altamir Lopes, o déficit de US$ 42 milhões está dentro das expectativas e reflete a queda no saldo (superávit) da balança comercial. "As exportações vem crescendo bem neste mês de outubro, mas agora temos um outro lado: as importações crescendo de forma significativa".
Ele acrescentou que para um crescimento de 24% nas exportações, as importações aumentaram 41%, em outubro. "Então essa associação de juros menores com saldo comercial menor e uma aceleração nas remessas relativas a lucros e dividendos é que levaram a esse resultado de US$ 42 milhões, que basicamente é equilíbrio".
No setor de serviços, um destaque é aumento dos gastos com, por exemplo, viagens internacionais. Os gastos dos brasileiros em viagem ao exterior chegaram a US$ 6,619 bilhões, no acumulado de janeiro a outubro, sendo que no mesmo período de 2006, o valor ficou em US$ 4,769 bilhões.
"Isso era de se esperar dado ao comportamento da renda. Quando maior a renda, mais se viaja ao exterior. Portanto os gastos com viagens tem crescido muito".

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/11/28/materia.2007-11-28.7073621685/view

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Cabo Verde/Investimento estrangeiro deverá totalizar 7,8 mil milhões até 2011

Praia, 17 setembro 2007 - O investimento estrangeiro em Cabo Verde vai atingir no total 7,8 mil milhões de dólares (5,62 mil milhões de euros) entre 2007 e 2011, segundo dados da agência de promoção de investimento externo do arquipélago.

O investimento deverá crescer continuamente, de 712,8 milhões de dólares este ano para 2,7 mil milhões de dólares até 2011, permitindo a criação de 31.882 empregos, de acordo com a Cabo Verde Investimentos (CVI).

Já aprovados e em execução estão projectos no valor de 2,99 mil milhões, que permitirão criar perto de 16.715 empregos.

Os dados da CVI foram dados a conhecer na semana passada a uma missão de 22 empresários portugueses, de Braga, Guimarães e Fafe, que esteve a analisar oportunidades de investimento no arquipélago.

De acordo com as previões da CVI, o principal destino do investimento no arquipélago será a ilha de Santiago, que por si só receberá perto de um terço do total.

Seguem-se a ilha do Sal, "capital" turística cabo-verdiana, e São Vicente, surgindo no "fim" da tabela São Nicolau e Santo Antão.

Nos últimos seis anos, o arquipélago recebeu perto de mil milhões de dólares em investimento estrangeiro, valor que tem vindo a crescer continuamente desde 2001.

Os principais destinos têm sido os sectores do turismo, banca e finanças e imobiliário e construção.

Cabo Verde é actualmente o país africano com maior peso do sector de serviços na economia (74 por cento), representando a agricultura apenas nove por cento do PIB.

No ano passado, a economia cresceu 5,8 por cento do PIB, uma das mais altas taxas da região da África Ocidental. (Notícias Lusófonas)