Em primeira declaração sobre o caso, o relator da ONU sobre a
independência do Poder Judiciário, Diego García-Sayán, defende a imprensa e diz
que teme que atos "debilitem" instituições que precisam lutar contra
a corrupção.
Genebra –
"Sumamente preocupantes". Foi assim que o relator da ONU (Organização
das Nações Unidas) para a independência do Poder Judiciário, Diego
García-Sayán, descreveu as conversas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro,
e o procurador Deltan Dallagnol.
Nos
últimos dias, o material publicado pelo site The Intercept e pelo jornal Folha
de S. Paulo revela a troca de mensagens entre o então juiz e o coordenador da
Lava Jato. Moro não confirmou a autenticidade das mensagens
e disse que uma organização criminosa teria tentando hackear seu
telefone.
Em
entrevista ao UOL às vésperas da reunião do Conselho de Direitos
Humanos da ONU, em Genebra, García-Sayán fez a primeira avaliação sobre o
impacto do caso e deixa claro que tais revelações não são positivas.
"A
informação publicada questionaria um elemento absolutamente essencial nos
processos judiciais