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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carnaval de São Paulo: Expectativa e maquilhagem aproximam Brasil e Moçambique

16 fevereiro 2015, Jornal Noticias 2015 http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)


Ansiedade, expectativa e muita maquilhagem encurtaram os quase oito mil quilómetros que separam São Paulo de Maputo, antes do desfile da Escola de Samba Nenê da vila Matilde sobre Moçambique.

Na magia do carnaval, o incómodo das pinturas, as roupas desconfortáveis, a dor nos pés e o cansaço após dez horas de preparação para um desfile transformam-se em alegria e samba no pé na passagem pelo sambódromo.

O enredo “Moçambique − A Lendária Terra do Baobá Sagrado”, atraiu

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Brasil/Carnaval baiano é luta contra racismo, diz jornal alemão

Vermelho/5 fevereiro 2008

O jornal alemão Sueddeutsche Zeitung afirma, em sua edição desta terça-feira, que “o Brasil negro ensaia um levante no carnaval de Salvador”.
Em um artigo intitulado ''A luta contra o racismo cordial'', dedicado ao carnaval da cidade - descrito como ''uma demonstração de beleza e auto-confiança negras'' - o jornal diz que ''atrás dos sons eufóricos do samba está um claro posicionamento político; o da exigência do fim do racismo''.

O jornal diz que o carnaval, na forma como é celebrado por blocos como Olodum, Araketu e Ilê Ayê, e a tradição da capoeira, uma ''filosofia em movimento'' que é tema do carnaval de 2008 na cidade, hoje estão ''a serviço da luta cultural contra o 'racismo cordial'''.

''Não são as leis que discriminam as pessoas, como foi o caso na África do Sul, ou as instituições, como foi o caso nos Estados Unidos. O que põe por terra o mito da elogiada democracia racial no Brasil são as inúmeras proibições sutis, que excluem uma grande parte das pessoas da vida social'', relata a reportagem.

''O racismo é uma realidade brasileira, que cai no esquecimento em meio às notícias sobre guerra de traficantes nas favelas e o crime organizado nas grandes metrópoles''.

O jornal alemão acrescenta que existem ''tendências racistas evidentes'' no Brasil: ''quem for jovem, do sexo masculino e negro morre cedo nas ruas brasileiras ou muitas vezes não sobrevive a uma estadia na prisão''.

No carnaval de Salvador, a maior cidade africana fora da África e onde ''ainda nos anos 70 os brancos tiravam as crianças das ruas quando os 'blocos afros' passavam'', os ''marginalizados são reis e os tambores negros assumem por seis dias o poder na cidade'', diz o diário.
O jornal elogia o trabalho de conscientização e resgate da história feito pelos blocos, em uma cidade onde ''cerca de 80% dos moradores são afro-brasileiros'', mas ''faltam os heróis negros nas salas de aula''.

Carnaval alemão

Já o carnaval na terra do periódico alemão chegou a seu ponto alto nesta segunda-feira (4) com os maiores desfiles de rua do país nas cidades de Mainz, Colônia e Dusseldorf.

Milhões de alemães saíram às ruas para festejar o Fastnacht ou carnaval alemão, que tem uma longa tradição na região ao longo do Rio Reno, no oeste do país.

Os desfiles incluíram grandes carros alegóricos que satirizam políticos e outras personalidades conhecidas, inclusive o papa Bento 16.

Grupos fantasiados saem marchando pelas ruas ao som de bandas uniformizadas e jogam balas para o público.

O maior desfile de carnaval do país acontece em Colônia, onde mais de dez mil foliões fazem um percurso de sete quilômetros.

Nas cidades de Mainz e Dusseldorf os desfiles duram mais de quatro horas.

O carnaval alemão é bem diferente dos festejos no Brasil. A maior diferença, no entanto, está no clima: os foliões enfrentam este ano uma temperatura de poucos graus acima de zero.

Estima-se que dois milhões de pessoas tenham saído às ruas para pular carnaval na Alemanha. (Fonte: BBC Brasil)


http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=31996