7 outubro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info
(Portugal)
Os comentaristas de
serviço dedicam-se a prever que governo sairá de um parlamento no qual a
coligação vencedora obteve apenas uma maioria relativa, 104 deputados. O
Presidente da Republica, que se comportou como um aliado do governo, vai agora
incumbir Passos Coelho de formar governo. Mas que governo? Como escreveu o
director executivo do semanário de direita Expresso, a vitória do PSD-CDS «só
chega para um governo provisório».
A aliança PSD-CDS foi a força mais votada nas eleições legislativas, mas teve uma quebra de quase 750 mil votos em relação a 2011, perdendo a maioria absoluta.
A campanha da coligação reacionária intitulada «Portugal
à Frente», apoiada ostensivamente pela maioria dos órgãos de comunicação
social, excedeu em demagogia, hipocrisia e mentiras as anteriores de Passos
& Portas. Chocante foi também a cobertura oferecida aos micro-partidos dos
quais apenas o PAN elegeu um deputado.
As televisões, as rádios e os jornais ditos de referência
subscreveram a tese oficial de que não havia alternativa para a austeridade.
Não