Eis
a íntegra do histórico discurso do Papa Francisco aos Movimentos Populares
Irmãs e irmãos, boa tarde.
Neste nosso 3º Encontro expressamos a mesma sede, a sede de justiça, o mesmo grito: terra, teto e trabalho para todos.
Agradeço a todos os delegados que vieram das periferias urbanas, rurais e industriais dos cinco continentes, de mais de 60 países, para discutir, mais uma vez, sobre como defender estes direitos que nos convocam. Obrigado aos bispos que vieram para acompanhá-los. Obrigado aos milhares de italianos e europeus que se uniram hoje ao encerramento deste encontro.
Obrigado aos observadores e aos jovens comprometidos com a vida pública que vieram com humildade escutar e aprender. Quanta esperança tenho nos jovens! Agradeço também a você, senhor cardeal Turkson, pelo trabalho que fez no dicastério; e gostaria também de recordar a contribuição do ex-presidente José Mujica, que está presente.
No último encontro, na Bolívia, com maioria de latino-americanos, falamos da necessidade de uma mudança para que a vida seja digna, uma mudança de estruturas; além disto, de como vocês, os movimentos populares, são semeadores desta mudança, promotores de um processo em que convergem milhares de pequenas e grandes ações criativamente concatenadas, como em uma poesia; por isso quis chamá-los "poetas sociais"; e elencamos também algumas tarefas imprescindíveis para caminhar em direção a uma alternativa humana diante da globalização da indiferença: 1. colocar a economia a serviço dos povos; 2. construir a paz e a justiça; 3. defender a Mãe Terra.
Naquele dia, na voz de uma carrinheira e de um agricultor, fez-se a leitura das conclusões dos dez pontos de Santa Cruz de la Sierra, onde a palavra mudança era repleta de grande conteúdo, era ligada às coisas fundamentais que vocês reivindicam: trabalho digno para aqueles que são excluídos do mercado de trabalho; terra para os camponeses e povos originários; moradia para as famílias sem teto; integração urbana para os bairros populares; eliminação da discriminação, da violência contra as mulheres e as novas formas de escravidão; o fim de todas as guerras, do crime organizado e
Neste nosso 3º Encontro expressamos a mesma sede, a sede de justiça, o mesmo grito: terra, teto e trabalho para todos.
Agradeço a todos os delegados que vieram das periferias urbanas, rurais e industriais dos cinco continentes, de mais de 60 países, para discutir, mais uma vez, sobre como defender estes direitos que nos convocam. Obrigado aos bispos que vieram para acompanhá-los. Obrigado aos milhares de italianos e europeus que se uniram hoje ao encerramento deste encontro.
Obrigado aos observadores e aos jovens comprometidos com a vida pública que vieram com humildade escutar e aprender. Quanta esperança tenho nos jovens! Agradeço também a você, senhor cardeal Turkson, pelo trabalho que fez no dicastério; e gostaria também de recordar a contribuição do ex-presidente José Mujica, que está presente.
No último encontro, na Bolívia, com maioria de latino-americanos, falamos da necessidade de uma mudança para que a vida seja digna, uma mudança de estruturas; além disto, de como vocês, os movimentos populares, são semeadores desta mudança, promotores de um processo em que convergem milhares de pequenas e grandes ações criativamente concatenadas, como em uma poesia; por isso quis chamá-los "poetas sociais"; e elencamos também algumas tarefas imprescindíveis para caminhar em direção a uma alternativa humana diante da globalização da indiferença: 1. colocar a economia a serviço dos povos; 2. construir a paz e a justiça; 3. defender a Mãe Terra.
Naquele dia, na voz de uma carrinheira e de um agricultor, fez-se a leitura das conclusões dos dez pontos de Santa Cruz de la Sierra, onde a palavra mudança era repleta de grande conteúdo, era ligada às coisas fundamentais que vocês reivindicam: trabalho digno para aqueles que são excluídos do mercado de trabalho; terra para os camponeses e povos originários; moradia para as famílias sem teto; integração urbana para os bairros populares; eliminação da discriminação, da violência contra as mulheres e as novas formas de escravidão; o fim de todas as guerras, do crime organizado e