8 Junho 2015, Jornal
Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)
O Processo de
desmilitarização da Renamo poderá arrastar-se por muito tempo devido ao
“fracasso” dos objectivos que levaram à criação da Equipa Militar de Observadores
da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM).
Criada em Outubro de
2014, a EMOCHM integrava peritos militares nacionais, dos quais 35 do Governo e
igual número da Renamo, e ainda 23 peritos militares estrangeiros, tendo como
missão observar e monitorar a integração dos homens residuais daquele partido
nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Expirada a primeira
missão de 135 dias foi prorrogada por mais 60 dias, mas nem com a prorrogação a
Renamo apresentou a lista dos seus homens que deveriam ser abrangidos pelo
programa de desmilitarização ou a sua integração no seio das Forças de Defesa e
Segurança (FDS).
O fracasso deste
órgão deve-se à recusa do partido liderado por Afonso Dhlakama de apresentar as
listas dos homens que deveriam ser abrangidos pelo processo de desarmamento, ao
abrigo do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares assinado entre o antigo
Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e