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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

COMANDANTE FIDEL CASTRO, PRESENTE!

26 de Novembro de 2016, EDITORIAL http://vermelho.org.br (Brasil)

“Bolívar lançou uma estrela que junto a Martí brilhou e Fidel a dignificou para andar por estas terras.”

Impossível não recordar estes versos, da Canção para a unidade latino-americana, no momento em que Fidel Castro se despede da vida.
 

Neles o compositor Pablo Milanês colocou, com felicidade, na mesma linha histórica, três gigantes da luta pela liberdade em nossas terras: Bolivar, José Martí e Fidel Castro.

Tristeza e consternação -- estas palavras indicam o sentimento provocado pelo fim de uma vida longa dedicada à construção de um mundo novo, de justiça, liberdade e igualdade.

A luta de Fidel Castro começou faz mais de meio século, quando era ainda estudante e

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Brasil/Defensoria do Rio: 10 medidas do MPF coloca em xeque Estado de Direito

1 novembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)



A Defensoria Pública do Rio de Janeiro, no dia 27 de outubro, publicou nas redes sociais um vídeo em que, de forma didática, aponta as ameaças ao Estado Democrático de Direito com o Projeto de Lei (PL) 4.850, conhecido como “10 Medidas Contra a Corrupção”, de autoria do Ministério Público Federal (MPF), com apoio de ilustres como o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. 

Na campanha chamada de “10 Medidas em Xeque: pelo fim da corrupção sem perda de direitos”, a Defensoria aponta como a proposta pode gerar insegurança jurídica e desrespeito às regras e normas processuais. O órgão informa

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Brasil/DEZ QUESTÕES QUE DESMONTAM A PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL 241 (PEC 241)

13 outubro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

por Laura Carvalho

A economista Laura Carvalho organizou uma lista de perguntas e respostas sobre a Proposta de Emenda Constitucional  (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos públicos. De forma didática, ela tira as principais dúvidas sobre o assunto e ajuda a desconstruir alguns mitos em relação ao tema. O Portal Vermelho publica abaixo.

1. A PEC serve para estabilizar a dívida pública?
Não. A crise fiscal brasileira é sobretudo uma crise de arrecadação. As despesas primárias, que estão sujeitas ao teto, cresceram menos no governo Dilma do que nos dois governos Lula e no segundo mandato de FHC. O problema é que as receitas também cresceram muito menos – 2,2% no primeiro mandato de Dilma, 6,5% no segundo mandato de FHC, já descontada a inflação. No ano passado, as despesas caíram mais de 2% em termos reais, mas a arrecadação caiu 6%. Esse ano, a previsão é que as despesas subam 2% e a arrecadação caia mais 4,8%.

A falta de receitas é explicada pela própria crise econômica e as desonerações fiscais sem contrapartida concedidas pelo governo e ampliadas pelo Congresso. Um teto que congele as despesas por 20 anos nega essa origem pois não garante receitas, e serve para afastar alternativas que estavam na mesa no ano passado, como o fim da isenção de

China/Fórum Macau projecta influência da China na economia mundial

17 outubro 2016, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China,中国)

O elevado nível dos participantes na conferência ministerial do Fórum Macau de 2016 é interpretado por analistas como sinal da crescente importância do bloco de língua portuguesa na projecção internacional em que a China está empenhada.

O analista David Dodwell disse que a presença do primeiro-ministro da China, Li Keqiang e do ministro do Comércio, Gao Hucheng, durante 3 dias em Macau, para participar na conferência ministerial, é “reveladora” do esforço de diplomacia “branda” que a China está a desenvolver, tentando

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

УЛЬТИМАТУМ ПУТИНА

РИА Новости https://ria.ru (Россия)


После выхода указа президента Российской Федерации о приостановке выполнения Россией соглашения с США об утилизации оружейного плутония и внесения соответствующего законопроекта в Государственную Думу в СМИ начались споры о том связано ли это с разрывом сделки по Сирии. Вторым камнем преткновения оказался вопрос почему, мол, Россия, зная, что США не исполняют свою часть сделки прореагировала только через несколько лет.

Некоторые специалисты-атомщики утверждают, что сделка была объективно выгодна России. Возможно. Я в этой сфере не эксперт, и мне трудно сказать,  насколько они объективны. Тем более, что то, что выгодно с точки зрения атомной отрасли, может быть невыгодным с точки зрения обеспечения безопасности.

Хотя, в принципе, думаю, что и особых проблем с безопасностью не было. Россия обладала

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

BRASIL/Sem a confiança prometida, país tem recorde de quebras de empresas

5 outubro 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

Número de pedidos de recuperação judicial bateram o recorde histórico para meses de setembro, desde 2005, alcançando o total de 244 requerimentos; segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, divulgado nesta quarta-feira, 5, houve aumento de 66% em comparação com setembro de 2015; entre janeiro e setembro deste ano, 1.405 pedidos de falência foram requeridos no país, o que representou aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado

No mês passado, o número de pedidos de recuperação judicial bateram o recorde histórico para meses de setembro, desde 2005, alcançando

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Фашистская скверна на памятнике святому Владимиру в Киеве

02.10.2016, Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)




Дважды за прошедшую неделю памятник святому равноапостольному великому князю Владимиру в Киеве подвергся варварскому нападению: 26 сентября скульптура, барельефы и постамент, а также площадка у памятника были залиты красной краской, а 2 октября постамент был изуродованфашистскими символами – свастикой и «вольчьим крюком», которым обозначает себя полк «Азов» и одноимённый «гражданский корпус».

По сообщениям украинских СМИ со ссылкой на полицию, осквернили

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Brasil/O BRAÇO TERRORISTA DO REGIME DE EXCEÇÃO

27 setembro 2016, Brasil 247 (Brasil)


O golpe não se encerrou na sessão do Senado que cassou o mandato da Presidente Dilma na farsa do impeachment. Ali apenas se abriu um capítulo novo do ataque à democracia para a consolidação do regime de exceção que se vive no Brasil.

Os objetivos com a suspensão das regras democráticas são: [1] extirpar Lula e o PT do sistema político brasileiro – portanto, a representação dos pobres na política; [2] transferir a riqueza nacional ao capital estrangeiro mediante a regressão dos direitos do povo; e [3] inserir subalternamente o Brasil, a sétima potência econômica planetária, no sistema mundial.

Os sinais de arbítrio e excepcionalidade institucional já eram perceptíveis

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Moçambique/Nyusi apela a Renamo a cessar ataques armados

7 setembro 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou a Renamo a cessar os ataques que tem estado a levar a cabo no centro do país.

Nyusi, falava, esta quarta-feira em Pemba, durante as celebrações do Dia da Vitória, que hoje se assinala.

“ Os ataques da Renamo, mais uma vez desestabilizam a governação e continuam a impedir o desenvolvimento do nosso país. A Renamo continua o partido armado, está a matar as populações, as lideranças comunitárias e estruturas locais. A Renamo já começou a matar combatentes. A Renamo atacou o posto administrativo de Muaquia, em Mocuba, na província da Zambézia. São nítidos os actos de alguns moçambicanos que pretendem destruir o que foi ganho com sacrifício e construído pedra-a-pedra ao longo dos quarenta e um anos da nossa independência. Queremos mais uma vez, exortar aos combatentes, libertadores e defensores da pátria, do Rovuma ao Maputo e

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Brasil/Manifestantes fazem ato de apoio a Dilma na saída do Alvorada

6 setembro 2016,  http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Manifestantes ocuparam a frente do Palácio da Álvorada, nesta terça-feira (6), para apoiar a presidenta Dilma Rousseff. Desde a primeira horas da manhã , uma empresa de transporte prepara a mudança da presidenta para Porto Alegre. Para expressar o carinho, manifestantes lançaram pétalas de flores na entrada da residência oficial da presidenta legítima.


Foto/Lula Marques

"Dilma guerreira, da Pátria brasileira!", gritavam os presentes, empunhando balões vermelhos, cartazes e faixas. Ao deixar o Palácio, Dilma desceu do carro e agradeceu o carinho dos populares. 

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que esteve com a presidenta Dilma, afirmou: "Essa mulher [Dilma] é de uma força impressionante. Ela sai daqui de cabeça erguida, como lutou no Senado Federal, como lutou toda a sua vida".

"Nós viemos aqui nos solidarizar com a presidente eleita democraticamente e reafirmar que ela continua sendo nossa presidente. Não reconhecemos Michel Temer como presidente", disse a servidora Cátia Machado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

LA OTAN SIGUE EXTENDIÉNDOSE

9 diciembre de 2015, Red Voltaire http://www.voltairenet.org (Roma, Italia)

 

por Manlio Dinucci


La ampliación de la OTAN cumple dos funciones. Por un lado, cercar a Rusia y garantizar que los europeos del este no se unan a ella. Por otro lado, preparar la ampliación de la Unión Europea de manera que esta última no sea capaz de desempeñar un papel político sino exclusivamente económico. La absorción de Montenegro es la siguiente etapa.

La decisión «histórica» del Consejo del Atlántico Norte de invitar Montenegro a iniciar el proceso para convertirse en el miembro número 29 de la alianza atlántica constituye un nuevo paso en la estrategia de Estados Unidos y la OTAN para cercar a Rusia.

¿Qué importancia tiene para la OTAN Montenegro, el último de los Estados (desde 2006) formados como resultado del desmembramiento de la Federación Yugoslava, destruida por la propia OTAN mediante la infiltración y la guerra?

Para responder esa pregunta basta con

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Argentina/Diez citas clave del discurso de despedida de la presidenta Cristina Fernández de Kirchner

10 diciembre 2015, TV-Novosti http://actualidad.rt.com(Rusia)

Discurso de Cristina Fernández de Kirchner
en la plaza de Mayo / Reuters / Andres Stapff

La presidenta saliente de Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ha pronunciado ante una multitud congregada en la plaza de Mayo un emotivo discurso de despedida del que destacan varias frases que resumen momentos de relevancia para la historia del país.

La dirigente enumeró muy brevemente los logros más importantes de sus dos mandatos y el de su difunto esposo, Néstor Kirchner. Afirmó también que en el último trimestre Argentina la cifra de desocupación en Argentina bajó hasta el 5,4%, batiendo un récord histórico. Destacó el grado jamás visto de libertad de expresión alcanzado en los 12 años y medio de kirchnerismo. "Espero una Argentina sin censuras, sin represión", agregó haciendo referencia al futuro mandato de Mauricio Macri.

La selección de citas que se le ofrece al lector va más allá del balance preliminar de este período histórico y la retórica política de siempre:

1. "Desde que se instaló en la República Argentina la ley del sufragio universal, secreto y obligatorio nunca hubo un período histórico en el que

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Brasil/16 governadores pedem respeito à legalidade

8 dezembro 2015 Brasil 247https://www.brasil247.com (Brasil)

 


16 governadores assinaram nesta terça (8) a "Carta pela Legalidade", contra o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; o governador de Sergipe, Jackson Barreto, do PMDB, é o autor da carta, que é assinada por outros 15 gestores estaduais; "A história brasileira ressente-se das diversas rupturas autoritárias e golpes de estado que impediram a consolidação da nossa democracia de forma mais duradoura", diz o texto, que frisa que "é dever de todos zelar pelo respeito à Constituição e ao Estado Democrático de Direito"; o documento ressalta que o pedido de impeachment carece de fundamentação; assinam a carta Rodrigo Rollemberg (PSB/Distrito Federal), Tião Viana (PT/Acre), Renan Filho (PMDB/Alagoas), Waldez Goes (PDT/Amapá), Rui Costa (PT/Bahia), Camilo Santana (PT/Ceará), Flávio Dino (PCdoB/Maranhão), Fernando Pimentel (PT/MG), Ricardo Coutinho (PSB/Paraíba), Paulo Câmara (PSB/PE), Wellington Dias (PT/Piauí), Robinson Faria (PSD/RN), Fernando Pezão (PMDB/Rio), Suely Campos (PP/Roraima), Raimundo Colombo (PSD/Santa Catarina) e Jackson Barreto (PMDB/SE)

16 governadores assinaram nesta terça-feira (8) a "Carta pela Legalidade", contra o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O governador de Sergipe, Jackson Barreto, do PMDB, é o autor da carta, que é assinada por outros 15 gestores estaduais.

"Nesta tarde tive a oportunidade de apresentar para diversos governadores do meu país uma carta defendendo a legalidade e contra o impeachment da nossa presidente Dilma Rousseff. Diversos colegas apoiaram. Vamos em frente à favor da democracia" disse o governador Jackson Barreto.

"Os governadores estaduais vêm por meio desta nota, manifestar-se

Moçambique/Disponíveis em Cabo Delgado: cerca de um bilião de toneladas de grafite

9 dezembro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A Província de Cabo Delgado dispõe de cerca de 1 bilião de toneladas de grafite/vanádio, um mineral largamente usado na indústria para fabrico de cátodo de baterias alcalinas, aditivo na re-carburação do ferro e do aço, entre outros fins.

Trata-se de mais uma informação relevante apresentada aos investidores e outros participantes, no decurso da 1.ª conferência internacional de cadeias de valores das indústrias de gás, grafite e agrária (que decorre desde 2.ª feira na cidade de Pemba). Esta informação foi revelada durante a apresentação do painel sobre “Importância de infra-estruturas para o desenvolvimento da província de Cabo Delgado”, especificamente no capítulo relativo às potencialidades daquela região do país em matéria de recursos minerais.

Para além da ocorrência de grafite, gás, rubi, mármore, água mineral, a província possui igualmente jazigos ainda inexplorados de metais básicos

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Angola/OS ACTIVISTAS E A “MEMÓRIA DE PASSARINHO”

8 novembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

De forma recorrente temos ouvido a oposição angolana a propalar que em Angola vive-se num regime ditatorial. Os autoproclamados activistas políticos fazem coro em fila indiana com a oposição e, cá dentro e lá fora, vão repetindo a mesma cantilena.

O objectivo dessa campanha -- é disso que na verdade se trata - é o de criar as condições psicológicas para mais facilmente poderem justificar as acções de subversão política e desacreditar tudo de bom que até agora tem sido feito em Angola e apresentar ao mundo o Executivo angolano como uma instituição que atropela todos os valores da democracia.

É preciso ser pouco criativo para conceber e alinhar numa campanha desse tipo.

Em Angola o partido que perdeu as primeiras eleições multipartidárias na história do país, realizadas em Setembro de 1992, rejeitou os resultados eleitorais e partiu para a guerra. Esse partido foi militarmente derrotado e os seus dirigentes foram salvos da morte certa, levados a reorganizar a sua formação política e a concorrer de forma livre em eleições. Em que ditadura isso acontece?

Em que ditadura se permite que esse mesmo partido seja a maior formação política da oposição e tenha uma rádio que ataque diária e sistematicamente o Governo?

Em que ditadura já se realizaram três eleições, duas das quais simultaneamente legislativas  e presidenciais, e os partidos políticos ocuparam os seus lugares no Parlamento? Em que ditadura existe

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Iberoamérica/Debate en Chile recordó que España fue cómplice del golpe de Estado de 2002 en Venezuela

TeleSUR/14 noviembre 2007-11-14

La complicidad española, que Chávez denunció en la Cumbre, fue comprobada el 1° de diciembre de 2004 por el actual canciller español, Miguel Àngel Moratinos, ante la comisión de asuntos exteriores de la Cámara baja del parlamento de ese país europeo.

El debate que se suscitó entre los gobernantes de España y Venezuela durante la XVII Cumbre Iberoamericana, celebrada en Chile el pasado fin de semana, le recordó al mundo entero que el gobierno del ex presidente español, José María Aznar, fue cómplice del golpe de Estado de abril de 2002 contra el mandatario venezolano Hugo Chávez.

Durante la Cumbre, Chávez acusó a Aznar de "fascista" por haber participado en la estrategia golpista que lo alejó del poder por 47 horas.

Las palabras del gobernante suramericano irritaron a su homólogo español, José Luis Rodriguez Zapatero, e incluso, mostraron otra cara del rey Juan Carlos I de Borbón, quien mandó a callar al presidente venezolano.

Sin embargo, la complicidad española que Chávez denunció en la Cumbre fue comprobada el 1° de diciembre de 2004 por el canciller español, Miguel Ángel Moratinos, ante la comisión de asuntos exteriores de la Cámara baja del parlamento de ese país europeo.

En su discurso, Moratinos citó telegramas del embajador español en Venezuela para la época, Viturro de la Torre, dirigidos al Ministerio de Asuntos Exteriores de España, en los que advertía que lo que estaba sucediendo en Venezuela era un golpe de Estado y no una transición democrática producida por un "vacío" de poder, tal y como pretendían justificar los civiles y militares que planearon la estrategia.

Pese a estas advertencias, el Gobierno de Aznar insistió en calificarlo como "transición democrática" y nunca usó el calificativo de golpe de Estado, indicó Moratinos.

"Pero lo cierto es que (el gobierno) no utilizó esa calificación de golpe de Estado públicamente los días 12 y 13 ni en la Declaración Conjunta ni en la Declaración que hizo como Presidencia de turno de la Unión Europea (UE). El Gobierno anterior interpretó públicamente lo que estaba sucediendo en Venezuela, es decir, el golpe de Estado como un vacío de poder para que pudiese encajar en las previsiones del artículo 350 de la misma Constitución venezolana y transformar un golpe de Estado malo en un traspaso de poderes provisional bueno, dentro de los marcos legales constitucionales. Tras lo cual, el régimen golpista de Carmona podría ser reconocido internacionalmente", dijo Moratinos en aquella oportunidad.

Según el relato de Moratinos, a pesar de que De la Torre ya había reportado vía telegrama del inminente golpe de Estado contra Chávez, recibió órdenes precisas de la Cancillería española de entrevistarse con el auto proclamado presidente venezolano, Pedro Carmona Estanga, a quien debía sugerirle no liberar inmediatamente a Hugo Chávez, preso en una isla al norte de Venezuela, sino respetar los "compromisos" rotos por el polémico decreto y así lograr que la Organización de Estados Americanos (OEA) reconociera al nuevo gobierno.

El 12 de abril de 2002, en horas de la tarde, Carmona, acompañado de militares, actores políticos y miembros prominentes de la Iglesia Católica, firmaron el llamado "Carmonazo" o Acta de Constitución del Gobierno de Transición Democrática y Unidad Nacional, mediante el cual se disolvieron todos los poderes del Estado, proclamándolo como presidente del gobierno de transición.

Moratinos informó que el 9 de abril Viturro de la Torre había advertido a Madrid, a través de un telegrama, los rumores de un golpe militar.

"Los rumores de golpe de Estado militar y se ha confirmado presencia en Caracas del general Enrique Medina Gómez, destinado en Washington como representante de Venezuela en Comité militar (de la) OEA, que goza de gran prestigio entre Fuerzas Armadas y que, se dice, podría liderar golpe cívico militar en unión de Efraín Vázquez Velasco, Comandante del Ejército de Tierra", afirma el telegrama.

A pesar de todos estos datos y las informaciones dadas por el ex embajador español en Venezuela, que daban cuenta de la utilización de una movilización de civiles para poner los "muertos necesarios" para lograr "intervención del Ejército", el mismo 11 de abril Aznar atendió una llamada telefónica de Carmona Estanga.

"Estrategia (de la) oposición dirigida a conseguir (la) salida (del) Presidente Chávez a través (de la) presión (al) ejército, está dando, pues resultado. Confederación (de) trabajadores (de) Venezuela patronal aprovecharon conflicto (de) Petróleos de Venezuela Sociedad Anónima (PeDeVeSA) para conseguir (la) movilización masiva (de la) población caraqueña, que por su parte puso ayer tarde (los) muertos necesarios para provocar (la) intervención (del) ejército, única fuerza en este país, frente a debilidad partidos políticos (de la) oposición, capaz de poner fin al Gobierno del Presidente Chávez", rezaba un telegrama del embajador español.

"El propio Presidente Aznar respondió a la llamada de Carmona, a pesar de saber que era un golpista, para aconsejarle en este mismo sentido", denunció Moratinos ante los diputados.

Intentos por legitimar el golpe

La adhesión incondicional del gobierno español a los criterios de Estados Unidos, promotor principal del golpe, llegó al paroxismo cuando emitieron una nota conjunta bajo el título "Declaración conjunta de los Estados Unidos de América y de España sobre la situación en Venezuela" el 12 de abril.

Sobre este punto, el canciller Moratinos explicó, en su intervención, la estrategia signada por el gobierno de Aznar para intentar conseguir la firma de esta Declaración Conjunta por parte de otros países, lo cual le daría legitimidad al gobierno de facto que se instauraba en Venezuela.

La nota, una vez que se da por consolidado el golpe y la expulsión del presidente constitucional, hace "un llamamiento para que cese la violencia y se recupere la tranquilidad ciudadana" como modo de aceptación del nuevo régimen golpista.

El mensaje estaba claro: aceptación del golpe militar y todos los esfuerzos para consolidar el nuevo régimen. "La situación de Venezuela con Chávez era insostenible", afirmó el ex ministro de Exteriores español y presidente de turno del Consejo Europeo, Josep Piqué, para justificar el golpe.

"La Carta Democrática Interamericana aprobada por la OEA el 11 de septiembre de 2001 en Lima, que España ha hecho suya, hacía imposible que los Estados miembros pudieran reconocer un Gobierno surgido de un golpe de Estado, haciendo imposible invocar la doctrina Estrada.

Si la junta provisional golpista quería ser reconocida por la OEA, tenía que argumentar jurídicamente que se había producido un traspaso de poderes constitucional y no un golpe de Estado", recordó Moratinos.

Entonces, España solicitó a varios países americanos y europeos sumarse a la Declaración Conjunta, pero cuatro se negaron.

"Además, cuatro países a los que se solicitó que sumasen su firma a la Declaración Conjunta, se negaron. Estamos hablando de México, Brasil, Argentina y Francia", argumentó Moratinos.

Vacío de Poder

Para poder legalizar el golpe de Estado en Venezuela, y según la Constitución de ese país (que no admite la figura del vacío de poder), Chávez tenía que renunciar y destituir a su vicepresidente, que asumiría el mando en ausencia del jefe del Estado. Si no existiese vicepresidente, el gobierno debe liderarlo el presidente de la Asamblea Nacional o en todo caso el vicepresidente de la misma.

En todo momento, los golpistas aseguraron tener una carta de renuncia rubricada por Chávez, donde además destituía al entonces vicepresidente de Venezuela, Diosdado Cabello. El documento, nunca apareció. Además, el presidente y vicepresidente del parlamento, se negaron en todo momento a dejar sus puestos.

"La junta cívico militar anunció que el Presidente Chávez había renunciado y que el Vicepresidente había abandonado su cargo. Sin embargo, no presentó documento alguno que lo probara. El Embajador Viturro envió la versión de los militares golpistas a Madrid sin contrastarla", añadió Moratinos.

De acuerdo con Moratinos y con propio Viturro, el golpe de Estado estaba sustentado en el artículo 350 de la Constitución venezolana, el cual reza: "El pueblo de Venezuela, fiel a su tradición republicana, a su lucha por la independencia, la paz y la libertad, desconocerá cualquier régimen, legislación o autoridad que contrarie los valores, principios y garantías democráticos o menoscabe los derechos humanos".

Para demostrar que Chávez y su Gobierno habían cometido crímenes de lesa humanidad, los conspiradores utilizaron francotiradores apostados en edificios cercanos a la marcha y provocaron una veintena de muertos, según un mensaje de Viturro leído por Moratinos.

"Ese mismo día 13 de abril, advierte que los tres francotiradores detenidos tras lo asesinatos del jueves pertenecían a la Policía Metropolitana de Caracas, a la policía del municipio de Baruta y a la policía del municipio de Chacao, curiosamente todos ellos controlados por partidos opositores al Gobierno Chávez", añade Moratinos.

Miguel Moratino afirma que Viturro había destacado que el levantamiento contra Chávez lo basarían en el artículo 350 de la Constitución.

"Este Artículo 350 es clave, como acertadamente había informado antes el Embajador Viturro, porque la legitimidad de la junta cívico militar sólo podía sustentarse en él, para a continuación aplicar el artículo 233 y producir así una transición de poderes en el marco constitucional. Porque la Constitución de Venezuela de 1999 simplemente no contempla la posibilidad de un vacío de poder", expuso el ahora jefe de la diplomacia española.

Más elementos de complicidad

A la par de todos estas pruebas presentadas por Moratinos hace tres años, el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, también ha denunciado la existencia de una estrategia militar de invasión a su país, conocida como "Plan Balboa", que fue promovida por Estados Unidos y debatida en España durante el Gobierno de Aznar.

Chávez explicó que la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) discutió el plan "Balboa" un año antes del golpe de Estado del 11 de abril de 2002.

El llamado "Plan Balboa", en honor al conquistador español Vasco Núñez de Balboa, nunca pudo ser activado pues los militares venezolanos "se abstuvieron de abrir fuego contra el Palacio de Miraflores o el Fuerte Tiuna" , por lo que falló el intento de "montar una guerra civil".

Además del Ejecutivo, otros sectores españoles expresaron "su agrado" frente a la toma golpista del poder por Pedro Carmona.

"Acogemos su nombramiento con agrado", afirmaron, luego del golpe a Europa Press, fuentes de la patronal española.

Una de las actuaciones que también puso en evidencia la participación del Gobierno de Aznar en el golpe de Estado contra Chávez fue la del ex canciller Josep Piqué, quien una vez repuesto el presidente venezolano, pidió la garantía de "la libertad de prensa".

Después de un golpe en el que se viola y destituye la Presidencia del país, la Constitución democrática, la Asamblea Legislativa, los 20 jueces del Tribunal Supremo, el fiscal general, el Defensor del Pueblo, el Consejo Nacional Electoral sin crítica alguna por el gobierno español, al ministro de Asuntos Exteriores lo que le preocupó fue... "el respeto a la libertad de prensa".

http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/20693/debate-en-chile-recordo-que-espana-fue-complice-del-golpe-de-estado-de-2002-en-venezuela/