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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Brasil/DEZ QUESTÕES QUE DESMONTAM A PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL 241 (PEC 241)

13 outubro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

por Laura Carvalho

A economista Laura Carvalho organizou uma lista de perguntas e respostas sobre a Proposta de Emenda Constitucional  (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos públicos. De forma didática, ela tira as principais dúvidas sobre o assunto e ajuda a desconstruir alguns mitos em relação ao tema. O Portal Vermelho publica abaixo.

1. A PEC serve para estabilizar a dívida pública?
Não. A crise fiscal brasileira é sobretudo uma crise de arrecadação. As despesas primárias, que estão sujeitas ao teto, cresceram menos no governo Dilma do que nos dois governos Lula e no segundo mandato de FHC. O problema é que as receitas também cresceram muito menos – 2,2% no primeiro mandato de Dilma, 6,5% no segundo mandato de FHC, já descontada a inflação. No ano passado, as despesas caíram mais de 2% em termos reais, mas a arrecadação caiu 6%. Esse ano, a previsão é que as despesas subam 2% e a arrecadação caia mais 4,8%.

A falta de receitas é explicada pela própria crise econômica e as desonerações fiscais sem contrapartida concedidas pelo governo e ampliadas pelo Congresso. Um teto que congele as despesas por 20 anos nega essa origem pois não garante receitas, e serve para afastar alternativas que estavam na mesa no ano passado, como o fim da isenção de

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Moçambique faz parte de plano do Unfpa sobre saúde reprodutiva de adolescentes



4 agosto 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Moçambique está entre os oito países africanos incluídos num plano do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, para melhorar a saúde reprodutiva de adolescentes.

A informação foi dada pelo director executivo da agência, Babatunde Osotimehin, na Conferência Internacional sobre a Saúde Materna, Neonatal e Infantil em África.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

População de Cabo Verde ultrapassou meio milhão de pessoas em 2012



27 maio 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A população de Cabo Verde atingiu 505,8 mil pessoas em 2012, um aumento de alguns milhares relativamente aos 491,8 mil habitantes registados no censo de 2010, informou na passada quinta-feira na cidade da Praia o Instituto Nacional de Estatística (INE).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Angola tem uma população de 21 milhões de habitantes

Luanda, Angola, 4 agosto 2011 (macauhub) – A população angolana, actualmente, está estimada em cerca de 20,9 milhões de pessoas, disse quarta-feira, em Luanda, o demógrafo angolano José Ribeiro durante uma conferência realizada sob o lema “Contribuições para uma política pública de população, povoamento do território e desenvolvimento integrado”, organizada pela Escola Nacional de Administração (Enad).

As estimativas sobre a população angolana fornecidas pelo director do Centro de Estudos, Pesquisa e Desenvolvimento da Enad foram produzidas com base nos dados estatísticos do recenseamento eleitoral feito em 2008 (oito milhões, 397 mil e 244 eleitores).

Segundo José Ribeiro do total do número de habitantes em Angola existem pelo menos 24,5 estrangeiros em cada mil angolanos.

Pelo menos 55 por cento do total da população de Angola, segundo as estimativas, estão concentradas nos centros urbanos e a província de Luanda, capital de Angola, é a mais habitada.

Disse também que o ritmo de crescimento da população é de três por cento ao ano.

Entretanto a coordenadora do departamento de estatística do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Margarida Lourenço, afirmou que Luanda registou, em 2010, a maior densidade populacional por quilometro quadrado de Angola.

De acordo com Margarida Lourenço, citada pela Angop, a província de Luanda alcançou, nesse período, a cifra de mil 271 habitante por cada quilómetro quadrado, tendo sido considerada uma cidade “super povoada”.

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População de Macau aumenta para 544.600 habitantes no segundo trimestre

Censo da população em Angola será realizado em 2013


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasil/Moradores de rua tacam fogo na revista Veja; veja o vídeo

25 agosto 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Vídeo publicado no YouTube mostra moradores de rua em manifestação na Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ateando fogo na revista Veja, da editora Abril. A manifestação ocorreu na quinta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

Foi um protesto sobretudo contra a reportagem "Profissionais da esmola", publicada na edição 2.126, da semana passada, da Veja São Paulo, que vem encartada na revista. No texto — que foi a matéria de capa —, a publicação acusa moradores de rua de "se fantasiar com uma roupa surrada" para ganhar "dinheiro fácil".

O fato de o artigo 60º da Lei das Contravenções Penais — que qualificava a mendicância como contravenção — ter sido revogado em 17 de julho é ponto de partida do texto. Em protesto contra o teor manipulatório e generalizador da matéria, cerca de 200 moradores de rua incendiaram páginas da revista.

O ato lembrou também um genocídio que permanece impune. “Entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, 15 pessoas foram violentamente atacadas enquanto dormiam nas ruas do Centro da cidade, sendo que sete delas morreram. Posteriormente, no dia 23 de maio de 2005, uma testemunha do massacre foi morta por policiais militares”, lembra o vídeo. “Organizações e movimentos sociais estão juntos no dia de hoje para denunciar a morosidade, o descaso, a omissão das autoridades na punição dos culpados.”

O vídeo foi publicado pelo perfil "Gira" e inclui a música Esmola, de Duda e Moleque de Rua. Além da revista em chamas, lideranças dos moradores de rua qualificam a publicação de "fascista" e lembram as calúnias da Veja dirigidas ao padre Julio Lancelotti em 2007.

Da Redação, com informações da Rede Brasil Atual

Angola/Governo prepara censo da população e habitação

Luanda, 26 agosto 2009 - O Governo recomendou nesta quarta-feira a consagração de verbas no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2010, visando a preparação do recenseamento da população e habitação em Angola.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, disse que o Governo orientou o Instituto Nacional de Estatística (INE) a prosseguir as acções preparatórias do censo.

De acordo com a ministra, o censo da população é uma operação estatística “complexa e dispendiosa”, cuja preparação leva entre três a cinco anos. O objectivo é saber “quantos somos, onde estamos, como vivemos e quem somos”.

O OGE para 2010 deverá consagrar verbas para a preparação do processo, com custo avaliado em cerca de 100 milhões dólares norte-americanos.

Ana Dias Lourenço acrescentou que no próximo ano entrará em funções o órgão com responsabilidade para a coordenação e organização desta operação.

Os trabalhos preparatórios incluem a aprovação do pacote legislativo sobre a matéria, realização da cartografia censitária, em curso, e a preparação dos recursos humanos. (Angop)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O BRASIL NÃO DEVE ASSINAR O TLC COM ISRAEL

14 julho 2009/Blog do Emir

Não há nenhum sentido que o Brasil privilegie o comércio com Israel, um país responsável pelas piores violações dos direitos humanos no mundo contemporâneo, que não obedece decisões básicas da ONU há décadas, que atua como potência de ocupação, cometendo diariamente violências sistemáticas contra o povo palestino.


Por Emir Sader

O TLC significa uma preferência comercial no intercâmbio entre países, seja pela importância econômica que esse intercâmbio têm para as partes envolvidas, seja por uma decisão política de prioridade de parceria entre eles. Esse privilégio se dá entre os países do Mercosul, entre os países do Brics, do Mercosul com a União Européia, entre outros exemplos.
O Brasil nunca teria assinado um TLC ou qualquer acordo preferencial com um país como a África do Sul, na época do apartheid. Era um regime racista, discriminatório, que não obedecia às determinações da ONU para acabar com a política de apartheid, que significava que havia cidadãos de duas classes, que o país tinha verdadeiras cercas que impediam a circulação dos negros em várias partes do país, que não podiam viajar livremente dentro e fora do país.
Israel conseguiu o direito de ter um Estado e nega esse mesmo direito aos palestinos, direito reconhecido pela ONU, que reiteradamente decide que Israel deve terminar com a ocupação dos territórios palestinos.
Israel é uma potência de ocupação. Esquarteja o território palestino, com mais de 400 quilômetros de muros, que separam palestinos de palestinos. Instala assentamentos com colonos judeus no meio de cidades e ao longo de todo o território palestino, expropriando e derrubando casas de palestinos, protegidos militarmente, de onde saem regularmente grupos extremistas para provocar aos palestinos, queimar suas plantações – inclusive as centenárias oliveiras.
Israel promove uma verdadeira política de apartheid, muito pior que as ocupações coloniais clássicas. Inviabiliza a sobrevivência cotidiana dos palestinos, para obrigá-los a se submeter a ser superexplorados como trabalhadores de segunda categoria em Israel. Ou para que emigrem. Os assentamento e os muros vão espremendo os palestinos, deixando-lhes pouco espaço para suas casas e suas terras, Israel tenta estrangulá-los.
O próprio presidente Lula chamou o massacre de Gaza pelo seu nome: genocídio. Um dos exércitos mais poderosos e violentos do mundo invadiu território palestino e diante da maior concentração de população do mundo, atacou, destruiu, assassinou a uma população indefesa. Destruiu milhares de casas, a hospitais, escolas, universidades, locais da ONU, não poupou nada. E seis meses depois nada foi reconstruído em Gaza. Apesar de uma conferência que mobilizou recursos, nada pôde entrar, nem pelo corredor controlado e bloqueado criminosamente por Israel, nem tampouco, absurdamente, pelo corredor controlado pelo Egito. Remédios e comida apodrecem no deserto, do lado de fora de Gaza, onde morrer diariamente crianças, jovens, idosos, vítimas de doenças, de epidemias e de outras causas, vítimas do cerco a que Gaza é submetida.
Não há nenhum sentido que o Brasil privilegie o comércio com Israel, um país responsável pelas piores violações dos direitos humanos no mundo contemporâneo, que não obedece decisões básicas da ONU há décadas, que atua como potência de ocupação, cometendo diariamente violências sistemáticas contra o povo palestino e seu direito inalienável de possuir um Estado soberano, da mesma forma que Israel goza há mais de meio século.
Não basta afirmar que não serão contemplados artigos produzidos nos ilegais assentamentos de colonos israelense nos territórios palestinos. Como vamos negociar privilegiadamente com Israel, sabendo que os recursos que obtenham podem perfeitamente ser utilizados para pagar salários a seus militares que oprimem diariamente aos palestinos? Que podem usar esses recursos para construir mais muros, mais assentamentos – todos ilegais e opressivos – contra os territórios palestinos, sabotando qualquer possibilidade de negociação real para que existam dois Estados, com os mesmos direitos?
O Brasil não deve assinar o Tratado de Livre Comércio com Israel, aprovado pelo Mercosul, mas que deve ser referendado por cada um dos quatro países que o compõem. Não apenas não deve assinar, declarando que só o fará a partir do momento em que Israel retire suas tropas de ocupação dos territórios palestinos, que obedeça as decisões da ONU sobre o direito a um Estado palestino, soberano, com fronteiras contínuas, com o retorno dos exilados, com a retirada dos assentamentos e a destruição dos muros. Antes disso, nenhuma relação privilegiada com Israel. Ao contrário, boicotar os produtos israelenses, os intercâmbios culturais com esse país, como foi feito com a África do Sul. Até que termine a ocupação genocida da Palestina e a paz seja restabelecida na região, com a justa reivindicação do Estado palestino.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Moçambique/Produção de arroz tem de aumentar, defende ministro

Maputo, Moçambique, 24 abril 2009 - Moçambique precisa de produzir mais 315 mil toneladas de arroz para garantir as 615 mil toneladas necessárias ao consumo anual da população e acabar com a dependência externa relativamente a este cereal, afirmou em Motaze, província do Maputo, o ministro da Agricultura.

No decurso de uma visita aos campos de produção de arroz, em Motaze, distrito de Magude, Soares Nhaca disse que os agricultores, para além de aumentarem a produção de arroz, deverão apostar na produção de semente para acabar com os problemas de importação de factores de produção.

"Tal não significa que ao produzirmos essas 615 mil toneladas de arroz teremos resolvido o problema da fome no país. É preciso apostar, simultaneamente, noutras culturas para permitir que haja diversidade na dieta”, disse aquele governante, para quem Moçambique tem áreas suficientes para alcançar estas metas.

De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, Soares Nhaca referiu que o ministério de que é titular está a trabalhar no sentido de conseguir equipamentos de trabalho, nomeadamente tractores, descascadeiras, batedeiras, tracção mecânica e animal para permitir a multiplicação dos actuais resultados da produção.

“Para além dos equipamentos e dos técnicos teremos que criar condições para garantir a irrigação dos campos de produção. Com relação a isso o nosso país possui condições hidrográficas suficientes para satisfazer as necessidades dos produtores”, afirmou Soares Nhaca.

Para além de Magude, a província do Maputo está a efectuar a cultura de arroz no distrito de Matutuíne, onde estudos feitos por especialistas da área comprovaram a existência de um grande potencial.

A produção deste cereal também está a ser efectuada noutras regiões do país, com destaque para o região de Chókwè, província de Gaza, Vale do Zambeze, entre outros campos considerados de grande potencial produtivo. (macauhub)

terça-feira, 21 de abril de 2009

NOVO MODELO DE SOCIEDADE

Se queremos tirar algum proveito da atual crise financeira, devemos pensar como mudar o rumo da história

17 abril 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Frei Betto

Ao participar do Fórum Econônico Mundial para a América Latina, a 15 de abril, no Rio, indaguei: diante da atual crise financeira, trata-se de salvar o capitalismo ou a humanidade? A resposta é aparentemente óbvia. Por que o advérbio de modo? Por uma simples razão: não são poucos os que acreditam que fora do capitalismo a humanidade não tem futuro. Mas teve passado?
Em cerca de 200 anos de predominância do capitalismo, o balanço é excelente se considerarmos a qualidade de vida de 20% da população mundial que vivem nos países ricos do hemisfério Norte. E os restantes 80%? Excelente também para bancos e grandes empresas. Porém, como explicar, à luz dos princípios éticos e humanitários mais elementares, estes dados da ONU e da FAO: de 6,5 bilhões de pessoas que habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria. E 950 milhões sofrem desnutrição crônica.
Se queremos tirar algum proveito da atual crise financeira, devemos pensar como mudar o rumo da história, e não apenas como salvar empresas, bancos e países insolventes. Devemos ir à raiz dos problemas e avançar o mais rapidamente possível na construção de uma sociedade baseada na satisfação das necessidades sociais, de respeito aos direitos da natureza e de participação popular num contexto de liberdades políticas.
O desafio consiste em construir um novo modelo econômico e social que coloque as finanças a serviço de um novo sistema democrático, fundado na satisfação de todos os direitos humanos: o trabalho decente, a soberania alimentar, o respeito ao meio ambiente, a diversidade cultural, a economia social e solidária, e um novo conceito de riqueza.
A atual crise financeira é sistêmica, de civilização, a exigir novos paradigmas. Se o período medieval teve como paradigma a fé; o moderno, a razão; o pós-moderno não pode cometer o equívoco de erigir o mercado em paradigma. Estamos todos em meio a uma crise que não é apenas financeira, é também alimentar, ambiental, energética, migratória, social e política. Trata-se de uma crise profunda, que põe em xeque a forma de produzir, comercializar e consumir. O modo de ser humano. Uma crise de valores.
Desacelerada a ciranda financeira, inútil os governos tentarem converter o dinheiro do contribuinte em boia de salvação de conglomerados privados insolventes. A crise exige que se encontre uma saída capaz de superar o sistema econômico que agrava a desigualdade social, favorece a xenofobia e o racismo, criminaliza os movimentos sociais e gera violência. Sistema que se empenha em priorizar a apropriação privada dos lucros acima dos direitos humanos universais; a propriedade particular acima do bem comum; e insiste em reduzir as pessoas à condição de consumistas, e não em promovê-las à dignidade de cidadãos.
Há que transformar a ONU, reformada e democratizada, no fórum idôneo para articular as respostas e soluções à atual crise. Urge implementar mecanismos internacionais de controle do movimento de capitais; de regular o livre comércio; de pôr fim à supremacia do dólar e aos paraísos fiscais; e assegurar a estabilidade financeira em âmbito mundial.
Não haveremos de encontrar saída se não nos dermos conta de que novos valores devem ser rigorosamente assumidos, como tornar moralmente inaceitável a pobreza absoluta, em especial na forma de fome e desnutrição. É preciso construir uma cultura política de partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano, e passar da globocolonização à globalização da solidariedade.
As Metas do Milênio e, em especial, os sete objetivos básicos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de 1995, devem servir de base a um pacto para uma nova civilização: 1) Escolaridade primária universal; 2) Redução imediata do analfabetismo de adultos em 50%; 3) Atenção primária de saúde para todos; 4) Eliminação da desnutrição grave e redução da moderada em 50%; 5) Serviços de planificação familiar; 6) Água apta para o consumo ao alcance de todos; 7) Créditos a juros baixos para empresas sociais.
A experiência histórica demonstra que a efetivação dessas metas exige transformações estruturais profundas no modelo de sociedade que predomina hoje, de modo a reduzir significativamente as profundas assimetrias entre nações e desigualdades entre pessoas.

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/novo-modelo-de-sociedade

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Angola/Anunciada nova cidade a norte de Luanda para absorver excesso de população

11 fevereiro 2009

O Governo angolano está a projectar a criação até 2030 de uma nova cidade denominada "Sassa Bengo", a norte de Luanda, para absorver o excedente populacional na capital do país, que se estima concentrar 5,8 milhões de habitantes.

Na apresentação do plano à imprensa, hoje em Luanda, o coordenador do projecto de expansão urbana e infra-estrutural das cidades de Luanda e Bengo, Diakumpuna Sita José, explicou que a nova cidade, com capacidade para albergar três milhões de habitantes, será edificada na via entre as cidades de Luanda, Caxito e a Barra do Dande.

Diakumpuna Sita José, que também é o ministro do Urbanismo de Angola, considerou que a Barra do Dande terá um papel "muito importante" na organização da economia das regiões de Luanda e Bengo, com a transferência do porto de Luanda para aquele local.

A estimativa de que a cidade de Luanda poderá atingir os 15 milhões de habitantesnos próximos anos preocupa as autoridades angolanas, daí a necessidade da criação da nova cidade, até 2030, para absorver esta população.

"A tendência é preocupante. Hoje, em função do censo eleitoral, temos cerca de 5,8 milhões de habitantes em Luanda", disse o coordenador, sublinhando que esta tendência de pressão sobre Luanda faz correr o risco de viverem na capital 15 milhões de pessoas em 2030.

De acordo com o coordenador, os dados disponíveis apontam também para o crescimento até 2030 da população de Angola para 30 milhões de habitantes, actualmente estimada em 16 milhões.

A cidade de Luanda, construída para albergar 700 mil pessoas, acolhe hoje cerca de seis milhões, em consequência dos 30 anos de guerra que assolaram Angola, obrigando à deslocação de milhares de pessoas do interior do país para a capital na busca de segurança e alimentação.

Terminada a guerra em 2002, o Governo levou a cabo o processo de reassentamento de milhares de deslocados nas suas zonas de origem, mas a falta de condições básicas nas províncias fez com que muitos desses deslocados regressassem a Luanda e que outros se recusassem a partir.

O Plano Integrado para a Expansão Urbana está a ser realizado por uma consultora libanesa, a Dar-Al-Handasah e os prazos já anunciados apontam para que a nova cidade de Sassa Bengo possa estar concluída até 2030. (Notícias Lusófonas)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Moçambique/ FNUAP apresenta o relatório sobre situação mundial da população -2008

27 novembro 2008/Notícias

O governo moçambicano está optimista em relação ao processo de desenvolvimento da população. Uma das apostas para sustentar esse sentimento é o trabalho em curso, visando a redução do índice de prevalência da pobreza dos 54 por cento em 2003, para 45 em 2009, privilegiando, sobretudo, os grupos populacionais que exigem maior atenção, tais como mulheres, crianças, idosos e portadores de deficiência.
Este pronunciamento foi feito ontem em Maputo pelo Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, após a cerimónia da apresentação do Relatório sobre a Situação da População Mundial referente ao ano 2008, intitulado Construindo Consenso: Cultura, Género e Direitos Humanos.
Os actuais indicadores no que tange ao desenvolvimento populacional são, segundo o ministro de Planificação e Desenvolvimento, positivos, apesar da interferência negativa da pandemia do HIV/SIDA que, ao mesmo tempo, concorre para a elevação da pobreza absoluta.
No que diz respeito ao género, Cuereneia destacou o papel crucial da mulher como mãe, educadora de gerações com responsabilidades acrescidas de transmitir o legado cultural às novas gerações, através de manifestações artísticas nos domínios da dança, canção, escrita entre outros.
Para a representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Moçambique, Patrícia Guzman, o relatório ontem apresentado é um apelo para a proactividade na busca de conhecimento, sensibilização e engajamento cultural nos esforços para a promoção do desenvolvimento e direitos humanos, especialmente os direitos das mulheres.
Guzman lembrou que uma das principais mensagens do relatório é que a mudança que se pretende no contexto cultural não pode ser imposta de fora se se almejar que seja sustentável, afirmando que a mudança tem que vir de dentro.
"A cultura é criada por pessoas e as pessoas podem mudá-la. As comunidades têm que velar pelos seus valores e práticas culturais e determinar se elas impedem ou promovem a realização dos direitos humanos. Com esse exercício será possível conhecer as práticas positivas e mudar o que é negativo", disse.
Reconheceu a força das tradições e crenças culturais em relação às leis. pois em muitos países ainda prevalecem os casamentos precoces assim como a violência baseada no género, apesar de tais práticas serem ilegais.
Patrícia Guzman enalteceu o trabalho do Governo e da Sociedade Civil na criação de condições para que as mulheres tenham iguais oportunidades, trabalho que segundo ela é traduzido pela aprovação de leis e implementação de planos de desenvolvimento que defendem a igualdade do género e emponderamento da mulher.
De acordo com o censo populacional de 2007, a população moçambicana situa-se em 20,5 milhões de habitantes com uma taxa de crescimento anual de 2,4 por cento. Deste universo, as mulheres representam 52 por cento da população e cerca de 80 por cento vivem em zonas rurais tendo a agricultura e a exploração de recursos naturais como o principal meio de sobrevivência e de geração de rendimentos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cabo Verde/Cerca 59% da população tem menos de 25 anos

Praia, 18 junho 2008 – A maioria dos cerca de 450 mil habitantes de Cabo Verde (59 porcento) é constituída por jovens com menos de 25 anos, soube-se terça-feira de fonte do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) na Praia.

Um estudo do INE, denominado Questionário Unificado de Indicadores Básicos de Bem-estar de Cabo Verde (QUIBB-CV), confirma também que em termos demográficos a população cabo-verdiana continua a ser maioritariamente feminina (52 porcento de mulheres contra 48 porcento de homens).

No que diz respeito aos agregados familiares, o QUIBB-CV, realizado entre Novembro de 2007 e Janeiro de 2008, indica que 45 porcento deles são chefiados por mulheres, sendo esta percentagem de 50 porcento no meio rural.

Constatou-se também que a maioria dos agregados cabo-verdianos (40 porcento) é do tipo conjugal nuclear (constituído pelo casal e pelos filhos) e 37 porcento monoparental (formado por um dos progenitores e filhos).

Contudo, verifica-se que enquanto os homens chefiam na sua grande maioria agregados do tipo conjugais nucleares (61 porcento), as mulheres chefiam agregados do tipo monoparentais (68 porcento).

No que diz respeito à educação, o estudo indica que o arquipélago regista uma elevada cobertura escolar e cerca de 96 porcento dos jovens entre os 15 e os 24 anos sabem ler e escrever, sem discrepâncias significativas quer a nível do meio de residência quer entre os sexos.

Cerca de 88 porcento da população com 4 anos ou mais já frequentou alguma vez um estabelecimento de ensino, dos quais 5 porcento frequentou ou estava a frequentar o pré-escolar, 3 porcento a alfabetização, 52 porcento o nível básico, 36 porcento o nível secundário e 4 porcento o nível médio ou superior.

Em 2007, a taxa de alfabetização em Cabo Verde era de 80 porcento, sendo 85 por cento no meio urbano e 72 porcento no meio rural.

Comparativamente ao sexo, entre os homens a taxa de alfabetização continua superior (67 porcento) em relação à das mulheres (73 porcento). (AngolaPress)