25 agosto 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br
Vídeo publicado no YouTube mostra moradores de rua em manifestação na Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ateando fogo na revista Veja, da editora Abril. A manifestação ocorreu na quinta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.
Foi um protesto sobretudo contra a reportagem "Profissionais da esmola", publicada na edição 2.126, da semana passada, da Veja São Paulo, que vem encartada na revista. No texto — que foi a matéria de capa —, a publicação acusa moradores de rua de "se fantasiar com uma roupa surrada" para ganhar "dinheiro fácil".
O fato de o artigo 60º da Lei das Contravenções Penais — que qualificava a mendicância como contravenção — ter sido revogado em 17 de julho é ponto de partida do texto. Em protesto contra o teor manipulatório e generalizador da matéria, cerca de 200 moradores de rua incendiaram páginas da revista.
O ato lembrou também um genocídio que permanece impune. “Entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, 15 pessoas foram violentamente atacadas enquanto dormiam nas ruas do Centro da cidade, sendo que sete delas morreram. Posteriormente, no dia 23 de maio de 2005, uma testemunha do massacre foi morta por policiais militares”, lembra o vídeo. “Organizações e movimentos sociais estão juntos no dia de hoje para denunciar a morosidade, o descaso, a omissão das autoridades na punição dos culpados.”
O vídeo foi publicado pelo perfil "Gira" e inclui a música Esmola, de Duda e Moleque de Rua. Além da revista em chamas, lideranças dos moradores de rua qualificam a publicação de "fascista" e lembram as calúnias da Veja dirigidas ao padre Julio Lancelotti em 2007.
Da Redação, com informações da Rede Brasil Atual
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Brasil/Moradores de rua tacam fogo na revista Veja; veja o vídeo
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Reunião da OIT/Lula propõe que o G-20 proteja o trabalhador
15 junho 2009/Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai defender hoje, na reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, que os interesses dos trabalhadores sejam incorporados às decisões do G-20, grupo que inclui os países ricos e os emergentes. Lula alega que o trabalhador é a principal "vítimas" da recessão.
O encontro da OIT, chamado de Cúpula contra o Desemprego, que começa hoje, vai alertar que o mundo pode precisar de quase uma década para retornar às taxas de desemprego pré-crise. Por isso, vai debater medidas para superar o risco de demissões em massa. Segundo a OIT, o número de novos desempregados entre 2007 e 2009 pode chegar a 59 milhões de pessoas.
O discurso de Lula, na comemoração dos 90 anos da OIT, defenderá que não é o momento de flexibilizar os direitos do trabalho. Segundo o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, Lula e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ainda irão convidar a OIT para fazer parte do G -20.
Para Juan Somavia, diretor da OIT, está na hora de as políticas governamentais de socorro aos setores mais afetados pela crise serem "reposicionadas para gerar empregos". Para ele, apenas dinheiro público não dará uma resposta à crise do desemprego.
Somavia alerta que o corte de impostos só não basta. A classe média pouparia, enquanto para os mais pobres a redução não faria diferença, disse ele. (As informações são do jornal O Estado de S.Paulo)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai defender hoje, na reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, que os interesses dos trabalhadores sejam incorporados às decisões do G-20, grupo que inclui os países ricos e os emergentes. Lula alega que o trabalhador é a principal "vítimas" da recessão.
O encontro da OIT, chamado de Cúpula contra o Desemprego, que começa hoje, vai alertar que o mundo pode precisar de quase uma década para retornar às taxas de desemprego pré-crise. Por isso, vai debater medidas para superar o risco de demissões em massa. Segundo a OIT, o número de novos desempregados entre 2007 e 2009 pode chegar a 59 milhões de pessoas.
O discurso de Lula, na comemoração dos 90 anos da OIT, defenderá que não é o momento de flexibilizar os direitos do trabalho. Segundo o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, Lula e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ainda irão convidar a OIT para fazer parte do G -20.
Para Juan Somavia, diretor da OIT, está na hora de as políticas governamentais de socorro aos setores mais afetados pela crise serem "reposicionadas para gerar empregos". Para ele, apenas dinheiro público não dará uma resposta à crise do desemprego.
Somavia alerta que o corte de impostos só não basta. A classe média pouparia, enquanto para os mais pobres a redução não faria diferença, disse ele. (As informações são do jornal O Estado de S.Paulo)
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