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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Mercosul, Brasil/Nuvens escuras já aparecem no horizonte do governo Bolsonaro

Atualizado em 29 de outubro de 2019, 21:32, Brasil 247 (Brasil)

Ribamar Fonseca

Jornalista e escritor

"Não é difícil constatar o cerco se fechando em torno do capitão que, conforme previsão de muitos observadores, pode não concluir o mandato", escreve o jornalista Ribamar Fonseca. Para ele, também "a vitória de Alberto Fernandez e Cristina Kirschner na Argentina certamente terá grande influência no Brasil. Já é possível observar-se nuvens escuras pairando no horizonte do governo Bolsonaro"

A cada dia fica mais claro que a Lava Jato não foi criada para combater a corrupção, como até pouco tempo todos imaginavam, mas para criminalizar a política, especialmente o PT, e impedir Lula de voltar à Presidência da República. Na verdade, sabe-se hoje, a Lava-Jato foi a peça principal de um plano urdido nos porões do Departamento de Justiça norte-americano para dominar, politica e economicamente, o Brasil, o maior país da América do Sul, de modo a abocanhar as suas riquezas naturais, principalmente o petróleo, e facilitar o domínio sobre os demais países do continente. Muito  antes das revelações do site The Intercept, que vem divulgando as tramas armadas nos bastidores daquela operação de Curitiba, já havia fortes suspeitas sobre os seus verdadeiros objetivos. A enorme publiçidade que  a mídia tradicional deu às atividades daquela força-tarefa, transformando os seus integrantes em paladinos da luta contra a corrupção, tornou o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, seus chefes, celebridades internacionais, enganando todos os que acreditaram na seriedade da operação, que destruiu as maiores empresas de construção do país e a indústria naval, desempregou milhares de trabalhadores e alterou os resultados das eleições gerais