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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Angola/UMA ESTRATÉGIA REGIONAL

30 julho 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) esteve em Angola para assinar um acordo com o Ministério das Finanças que permite injectar na economia 100 mil milhões de kwanzas, nas áreas dos transportes, energia e construção.

Este é um passo importante para estabelecer uma "parceria estratégica" entre o BAD e o Executivo, que vai permitir ampliar e reforçar as infra-estruturas que criam riqueza no nosso país mas também na região, particularmente nos países que não têm acesso ao mar.

O “Tratado de Loanda", de 1927, assinado entre Portugal e a Bélgica, traçou definitivamente as fronteiras Leste e Norte de Angola mas além disso garantiu

terça-feira, 13 de maio de 2014

Cabo Verde electrificado a 100% em 2015

12 maio 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Cabo Verde ficará electrificado a 100% em 2015, ano em que assinala o 40º aniversário da independência do país, afirmou domingo o primeiro-ministro José Maria Neves, de acordo com a agência noticiosa Inforpress.

Na cerimónia de inauguração da rede de distribuição de electricidade em Chã Gonçalves, uma localidade situada no concelho de Ribeira Grande de Santiago, o primeiro-ministro adiantou que com estes investimentos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Aeroporto da Praia, em Cabo Verde, vai ter novo terminal de passageiros



26 junho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O governo de Cabo Verde e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) assinam hoje, terça-feira, um contrato de financiamento no valor de 32 milhões de euros a serem utilizados na construção do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, noticiou a imprensa cabo-verdiana.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Projectos financiados pelo BAD em Moçambique ascendem a US$ 2,3 biliões



20 junho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Os projectos financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique ascendem a 2,3 biliões de dólares, anunciou hoje, em Maputo o representante daquela instituição multilateral de crédito, Joseph Ribeiro.

“Desde 1977, altura em que começou a cooperação entre o BAD e o governo de Moçambique, o BAD já financiou mais de 200 projectos

terça-feira, 4 de junho de 2013

Banco Africano de Desenvolvimento doa 295 mil dólares a São Tomé e Príncipe



4 junho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) doou cerca de 295,93 mil dólares a São Tomé e Príncipe para financiar um projecto de cooperação de língua portuguesa no âmbito do Fundo Fiduciário para a Cooperação Sul-Sul, anunciou a organização.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PAÍSES OCIDENTAIS "DRENARAM" DE ÁFRICA 1,4 TRILHÕES DE DÓLARES NOS ÚLTIMOS 30 ANOS



29 maio 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

África enviou mais dinheiro para fora do continente do que o montante que recebeu da comunidade internacional nos últimos trinta anos, revela um relatório do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) e da Global Financial Integrity (GFI).

De acordo com o relatório, apresentado no âmbito do 48.º Encontro Anual do BAD, em Marraquexe, África enviou, entre 1980 e 2009, quase 1,4 triliões de dólares para fora do continente, incluindo as saídas financeiras ilegais

sábado, 21 de abril de 2012

Novo parque eólico é hoje inaugurado na ilha da Boa Vista, em Cabo Verde

20 abril 2012/Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

O parque eólico da Boa Vista, com uma potência instalada de 2,5 megawatts, é hoje inaugurado naquela ilha de Cabo Verde, juntando-se aos já existentes em Cabo Verde nas ilhas de Santiago, Sal, São Vicente e Santo Antão, este último uma iniciativa privada, informou a imprensa cabo-verdiana.

O novo parque eólico, que representa metade da capacidade de geração de energia eléctrica da ilha, faz parte de um projecto resultado de uma parceria público-privada que foi financiado pelos bancos Africano de Desenvolvimento e Europeu de Investimento.

A empresa responsável pelo projecto, a Cabeólica, resulta de uma parceria público-privada constituída em 2009 que tem como parceiros nacionais o governo e a empresa de electricidade Electra e como parceiros internacionais a InfraCo Limited, a Africa Finance Corporation e o Fundo Finlandês para a Cooperação Industrial (FinnFund). (macauhub)

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Trocas comerciais entre Pequim e África a caminho de superarem 100 mil milhões de dólares

Macau, China, 12 outubro 2010 - As trocas comerciais entre a China e os países africanos deverão superar 100 mil milhões de dólares em 2010, beneficiando dos investimentos feitos nos últimos anos por empresas chinesas em explorações mineiras e agrícolas ou na indústria.

De acordo com dados do Ministério do Comércio da China, a que a Macauhub teve acesso, no primeiro semestre do ano o comércio bilateral cresceu 65 por cento, para 61,2 mil milhões de dólares, pelo que a balança deverá voltar este ano aos valores antes da crise económica e financeira global.

Depois de ter atingido 106,8 mil milhões de dólares em 2008, o volume de trocas sino-africanas recuou 14,7 por cento no ano passado, para 91,1 mil milhões de dólares.

Segundo o Ministério chinês, mais de 1 600 empresas chinesas estão actualmente a investir em África nos sectores de mineração, comércio, agricultura, construção e indústria.

Em Julho, adiantou a mesma fonte, Pequim isentou de tarifas alfandegárias 60 por cento das importações dos 26 países africanos menos desenvolvidos.

De acordo com dados oficiais das alfândegas da China, o comércio com os países de língua portuguesa de Janeiro a Agosto cresceu 60,52 por cento em termos homólogos, para 58,57 mil milhões de dólares.

No período, a China exportou bens no valor de 18,59 mil milhões de dólares e efectuou importações no valor de 39,98 mil milhões de dólares, gerando um défice comercial superior a 21 mil milhões de dólares, na sua maior parte registado com Angola.

O Banco Africano de Desenvolvimento sublinhou, em relatório recente divulgado, que o crescimento das trocas comerciais entre África e a China tem sido alcançado numa altura de estagnação ou declínio das relações comerciais com outros blocos.

“A forte procura da China tem dado um impulso aos exportadores africanos”, refere no documento Leonce Ndikumana, director de pesquisa do BAD.

Este responsável alerta, contudo, para a excessiva concentração do cabaz de mercadorias importadas, que torna as economias do continente mais expostas à volatilidade dos preços.

De acordo com o relatório “Actividades de Comércio e Investimento da China em África”, a Europa ainda é o principal parceiro comercial africano, mas o seu peso nas trocas globais africanas caiu de 50 por cento na década de 1990 para perto de 30 por cento actualmente.

Numa relação em que as exportações de petróleo e minerais para a China desempenham papel importante, o mercado chinês representa já 10 por cento do comércio total dos países africanos.

Angola, que este ano está em primeiro lugar entre os principais fornecedores de petróleo à China, representa 34 por cento das importações chinesas em África, mais do que a África do Sul (20 por cento), Sudão (11 por cento) e República do Congo (8 por cento), refere o estudo.

O potencial actual das trocas é de 114 mil milhões de dólares, 52 milhões de dólares em exportações e 62 mil milhões em importações.

O mesmo relatório do BAD refere que os investimentos chineses têm aumentado anualmente a uma média de 46 por cento na última década, direccionando-se principalmente para o abastecimento de água e saneamento, transportes, electricidade e tecnologias de informação e comunicação. (macauhub)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Banco Africano de Desenvolvimento doou dinheiro a Moçambique para apoiar a adesão do país à ITIE

Maputo, Moçambique, 6 outubro 2010 - O governo de Moçambique e o Banco Africano de Desenvolvimento assinaram terça-feira em Maputo um acordo para a concessão de um donativo de 350 mil dólares para apoio à Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva (ITIE).

O acordo foi assinado pelo ministro de Planificação e Desenvolvimento de Moçambique, Auiba Cuereneia e pela representante do Banco Africano de Desenvolvimento, Alice Hamer, sendo o dinheiro proveniente do fundo africano para assistência ao sector privado, uma iniciativa financiada pelo governo do Japão.

Moçambique manifestou interesse em aderir à iniciativa ITIE em Outubro de 2008 e já deu alguns passos nesse sentido, nomeadamente com a criação do secretariado executivo do ITIE.

A candidatura de Moçambique à ITIE foi submetida ao secretariado internacional em Oslo em Abril de 2009 e aprovada em 15 de Maio de 2009.

Moçambique tem até 14 de Maio de 2011 para executar o relatório de validação a fim de transformar-se em país membro da iniciativa ITIE.

A ITIE foi lançada em Joanesburgo, em Outubro de 2002, no decurso da Cimeira para o Desenvolvimento Sustentável, com o objectivo de melhorar a transparência e a prestação de contas/responsabilização nos países ricos em petróleo, gás e recursos minerais diversos. (macauhub)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Angola é o terceiro país africano que mais vai crescer em 2010

Lisboa, Portugal, 13 julho 2010 - Angola é o terceiro país que mais vai crescer em 2010 no continente africano, cerca de 7,4 por cento, de acordo com o relatório Perspectivas Económicas em África, segunda-feira apresentado em Lisboa na representação da Comissão Europeia em Portugal.

Depois de, em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) angolano ter recuado 0,6 por cento, o documento estima que em 2010 a tendência irá inverter-se e aposta num crescimento de 7,4 por cento já este ano (apenas a Etiópia e o Gana deverão crescer mais do que Angola).

Ainda em 2010, Moçambique vai crescer 5,4 por cento, seguindo-se São Tomé e Príncipe (4,6 por cento), Cabo Verde (3,9 por cento) e, por último, Guiné-Bissau (2,9 por cento).

Em 2011, Angola vai acentuar o crescimento e avançar 7,9 por cento, no que será imitada por Cabo Verde (6,4 por cento), Moçambique (6,1 por cento) e São Tomé e Príncipe (5,1 por cento).

Quanto ao continente africano, o relatório espera um crescimento de 4,5 por cento em 2010, depois do abrandamento económico registado em 2009, quando África cresceu 2,5 por cento face aos 5,6 por cento registados em 2008.

O relatório na versão em língua portuguesa segunda-feira apresentado em Lisboa é da responsabilidade do Banco Africano de Desenvolvimento (BAfD), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Económica para África das Nações Unidas. (macauhub)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Angola pede sistema monetário internacional mais 'justo'

Luanda, 29 setembro 2009 (Lusa) - O vice-ministro angolano da Economia, Job Graça, disse que Angola defende um sistema monetário e financeiro internacional "funcional e justo" para o desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Graça discursou na abertura, nesta terça-feira, da 13ª edição das Jornadas Técnico-Científicas da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa), que durante três dias acontecerão em Luanda sob o tema "Angola Face à Nova Ordem Econômica Mundial".

Segundo o vice-ministro, o Governo angolano tem defendido políticas que têm como objetivo reconstruir e desenvolver as infraestruturas para a integração física dos vários países da SADC, que levam à redução de custos de operação e à promoção do comércio regional, com a ajuda do setor privado.

"Na medida em que o desenvolvimento da sub-região exige financiamentos em forma de concessão de instituições internacionais, Angola advoga um sistema monetário e financeiro internacional funcional e justo", afirmou.

Job Graça falou sobre os efeitos da crise econômica e financeira internacional em Angola e às medidas adotadas pelo Governo para minimizar suas perdas, e destacou que o plano elaborado pelas autoridades já permitiu reduzir a pressão sobre as reservas internacionais, sob a expectativa de que este ano a economia não tenha contração.

Palestrantes brasileiros participam das jornadas da Fesa, assim como de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, China, Índia, Inglaterra, Canadá e Nigéria.

O evento ainda terá a participação de representantes da União Africana (UA) e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Banco Africano de Desenvolvimento pretende abrir delegação em Luanda, Angola

Luanda, Angola, 23 julho 2009 - Angola vai passar a contar com um escritório do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) a ser aberto ainda este ano na capital, Luanda, no quadro do relançamento das relações de cooperação entre as duas partes, soube a agência PANA em Túnis.

A reactivação das relações entre Angola e o BAD foi marcada pela assinatura, na semana passada, em Túnis, de um acordo de empréstimo de 19,6 milhões de dólares para financiar um Projecto de Apoio ao Sector Ambiental (PASE) em Angola.

O acordo, que prevê um período de carência de 10 anos e reembolso em 40 anos a uma taxa de juro de 0,75 por cento, foi assinado pela ministra angolana do Planeamento, Ana Dias Lourenço, e pela vice-presidente do BAD, Zeinab El-Bakri.

O Projecto de Apoio ao Sector Ambiental propõe a revisão da legislação ambiental de Angola, a organização de campanhas de sensibilização ambiental em todo o território nacional e a formação de quadros e técnicos especializados.

Ana Lourenço considerou o Projecto de Apoio ao Sector Ambiental importante para o desenvolvimento sobretudo das áreas da Agricultura e do Ambiente.

O projecto visa criar nos dois sectores uma maior capacidade e eficiência no controlo e na gestão dos recursos naturais e ambientais do país, disse.(macauhub)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cabo Verde/Banco Africano de Desenvolvimento anuncia apoio para os próximos três anos

Praia, Cabo Verde, 21 janeiro 2009 - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai apoiar Cabo Verde com 287 milhões de dólares para os próximos três anos, a serem investidos na construção de infra-estruturas no país, anunciou o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Arnaldo Andrade.

O anúncio foi feito hoje durante uma reunião que o governo cabo-verdiano organizou na ilha da Boa Vista e que reuniu todos os representantes das missões diplomáticas e de organismos internacionais acreditados no país.

“O anúncio por parte do BAD de um programa de 287 milhões de dólares nos próximos três anos significa um forte apoio a Cabo Verde na opção que é feita na estratégia de desenvolvimento e na opção de infra-estruturação. Este sinal é bom porque dá confiança a todos os parceiros a continuar a apostar no país”, disse o embaixador.

O encontro do governo de Cabo Verde com os seus parceiros também foi oportunidade para uma reunião com parcerias bilaterais e multilaterais, quando se completa o primeiro ano de transição de Cabo Verde para país de rendimento médio.

Neste sentido, a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas (SNU) em Cabo Verde, Petra Lantz, garantiu que a ONU está pronta a apoiar o país nos seus esforços com vista a enfrentar os desafios dos próximos tempos rumo ao desenvolvimento.

Petra Lantz fez questão de realçar que Cabo Verde tem dado provas da sua “capacidade excepcional” no caminho para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), em 2015, e que os objectivos das políticas nacionais estão ajustados, muitas vezes, para além desses objectivos. (macauhub)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Moçambique/No valor de 50 milhões USD: Lançado fundo para desenvolvimento rural

O fundo para Inovação do Negócio em África (AECF), lançado ontem em Maputo, com um capital inicial de 50 milhões de dólares, vai apoiar as empresas do sector privado a desenvolverem e testarem novas ideias no ramo do negócio agrícola e de financiamento rural, numa perspectiva de aumentar o alcance da actuação destas instituições no sector da agricultura e criar impacto positivo na vida da população africana, de uma forma geral, e particularmente da moçambicana.

3 julho 2008 (Notícias)

Com efeito, os serviços de consultoria e de desenvolvimento da empresa KPMG - África são responsáveis pela gestão deste montante, em parceria com outras instituições como a Crown Agents e a Triple Line Consulting (TLC), bem como a Imani. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) é a instituição que fará a injecção monetária.

Este projecto, em fase de execução, segundo Filipe Mandlate, director-geral da KPMG Moçambique, constitui um dos maiores fundos do Continente Africano destinados a apoiar o sector privado agrícola no desenvolvimento dos seus negócios.

O Fundo para Inovação do Negócio em África é uma iniciativa aberta a todo o Continente Africano e vai concentrar-se, na fase experimental, em 13 países de África. O mesmo funciona a coberto do programa de parceria especial denominado Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA), sendo que as empresas deverão apresentar propostas de projectos concretos que possam criar impacto na vida da população rural.

As empresas concorrentes ao fundo poderão obter, segundo Filipe Mandlate, uma subvenção e empréstimos até um milhão e meio de dólares por projecto, sendo os valores médios da subvenção e empréstimo de 750 mil dólares.

O Conselho de Administração nomeou uma comissão de investimento independente do AECF, a quem competirá tomar as decisões finais sobre a que ideias de negócio deverão ser atribuídos fundos.

Entretanto, até 15 de Julho serão seleccionadas as 12 melhores ideias de negócio, que deverão apresentar os seus planos completos até 5 de Agosto.

Neste sentido, a comissão de investimento do AECF decidirá sobre quais destes projectos merecerão o apoio financeiro, ainda no decurso do mês de Agosto, sendo que os primeiros financiamentos serão disponibilizados em princípios de Setembro próximo.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Associação Moçambicana de Bancos, representadas na ocasião do referido lançamento pelos respectivos presidentes, assumiram o compromisso de prestar toda a colaboração no sentido de apoiar a comunidade de homens de negócios do nosso país por forma a serem elegíveis para este fundo.

O Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando, enfatizou que “os dados estão lançados. As PME’s têm pela frente uma oportunidade, só lhes resta explorá-la.”

sábado, 7 de junho de 2008

Angola precisa de 'mudança radical' na política, diz OCDE

Lisboa, 6 junho 2008 (Lusa) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que Angola precisa de uma "mudança radical" na estratégia política e apostar na diversificação das atividades, além da extração do petróleo, para melhorar o combate à pobreza."
Angola precisa de uma mudança radical da política para iniciar, continuar e aumentar os projetos com vista à melhoria da vida nos campos e nas cidades regionais", disse em entrevista à Agência Lusa o porta-voz do centro de Desenvolvimento da OCDE, Colm Foy, em Lisboa.
O representante da OCDE disse que 68% da população angolana vive na pobreza, incluindo 94,3% nas zonas rurais e 57% nas áreas urbanas, e defendeu que não é aceitável um dos países mais ricos de África ter simultaneamente uma das populações mais pobres.
Colm Foy criticou a economia angolana por depender "totalmente do setor do petróleo" e estar concentrada apenas nos minerais e na indústria extrativa.
Em 2006, a contribuição do petróleo para o PIB foi de 60%, contra 40% dos demais setores, como o agrícola (8%), comércio por atacado e varejo (15%), construção (5%), indústria manufatureira (5%), outros serviços (8%) e diamantes (2%).
"Angola não cria emprego, nem infra-estruturas, e no campo não há desenvolvimento da agricultura, ou seja, não há diversificação na economia", disse o porta-voz.
Crescimento Apesar do forte crescimento de Angola verificado nos últimos anos - só em 2007 foi de 19,8% - Colm Foy ressaltou que a qualidade de vida das pessoas "melhorou pouco", justificando a necessidade da diversificação da economia.
"Este é o momento para investir na educação, em infra-estruturas, que abasteçam as cidades e as populações regionais. Angola tem um enorme potencial para desenvolver todos os setores, como a agricultura, pode produzir tudo, mas não é fácil por falta de vontade política e porque é um país muito rico e muito grande", acrescentou.
Segundo Colm Foy, "a luta que se deve travar é a luta contra a pobreza, contra o enfraquecimento e contra as desigualdades entre os ricos na cidade, ligados ao petróleo e à política, e o resto da população".
Questionado sobre as previsões da OCDE e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que antecipam para 2009 uma desaceleração da economia angolana para metade do previsto este ano, o porta-voz disse que está é uma "visão realista e não pessimista".
"A produção da OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] vai cair nos próximos anos, devido a uma redução da produção em muitos países como a República do Congo e Gabão, onde os recursos estão se esgotando", afirmou.
Moçambique
"Em Moçambique, constatamos o mesmo problema de ausência de diversificação, mas atacado de maneira diferente. É um país mais pequeno, mais agrícola, tem investimento exterior e contribuições da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD)", disse Foy.
Ainda de acordo com o porta-voz, Moçambique "está concentrado em megaprojetos, como a área da transformação de metais, alumínio para exportar para a África do Sul, e geração de eletricidade, em Cahora Bassa, que beneficiam o governo e não a população".
Segundo Colm Foy, a distribuição de riqueza é muito desequilibrada em Moçambique, incluindo desemprego, falta de diversificação da economia e diferenças acentuadas ente as zonas rurais e urbanas. Além disso, ressaltou que os impostos afetam mais as pequenas indústrias do que os megaprojetos.
"As pequenas empresas contribuem muito mais que as dos megaprojetos. O governo não recebe grandes receitas. Mas em Moçambique há bom ambiente político, uma melhoria na educação e muitas possibilidades de aumentar a produção, como dos bens alimentares", disse.
Em 2006, Moçambique teve um crescimento de 8%, contra 7,2% em 2007. A previsão para este ano é de 7% e de 6,9% em 2009.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Cabo Verde/Crescimento económico vai manter-se, mas "desafios estruturais" persistem - OCDE

Maputo, Moçambique, 15 maio 2008 - O ritmo de crescimento económico em Cabo Verde vai manter-se até 2009, mas o arquipélago tem ainda "enormes desafios estruturais" a ultrapassar, nomeadamente o desemprego e pobreza, afirma a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

No relatório anual "Perspectivas Económicas para África 2008", divulgado segunda-feira em Maputo pela OCDE e Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), é prevista uma aceleração do crescimento económico cabo-verdiano de 6,6 por cento para 7,6 por cento este ano, e no ano seguinte um abrandamento para sete por cento.

Sobretudo desde 2004, o crescimento económico e o desenvolvimento ao nível dos recursos humanos permitiu ao arquipélago ascender no Índice de Desenvolvimento Humano, culminando com a ascenção este ano à categoria de "país de desenvolvimento médio" e a adesão à Organização Mundial de Comércio.

Mas, adianta, "apesar deste impressionante progresso, o país ainda enfrenta enormes desafios estruturais", em particular o desemprego (18,3 por cento em 2006), pobreza, necessidade de melhorar serviços públicos e privados, falta de qualificações e carências de infra-estruturas.

Também a corrupção e falta de transparência "são vistas como sérios desafios" pela sociedade cabo-verdiana, apesar de "progressos substanciais neste campo", embora o país tenha actualmente "um dos mais estáveis sistemas democráticos" do continente africano. (macauhub)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Moçambique/Desigualdades entre as zonas rurais e urbanas só acabam com partilha de recursos - Primeira-Ministra Luísa Diogo

Maputo, 14 maio 2008 - A eliminação da situação de pobreza absoluta e das desigualdades entre as zonas rurais e urbanas exige estratégias que permitam um desenvolvimento equilibrado e partilhado dos recursos existentes no Continente Africano. Não obstante a pobreza em África ser mais visível nas zonas rurais, este fenómeno começa também a ser preocupante em áreas urbanas, onde vivem actualmente cerca de 360 milhões de pessoas do continente (cerca de 40 por cento da população).

Falando ontem, em Maputo, na abertura de uma mesa-redonda ministerial dedicada ao tema “Impulsionando o Crescimento Partilhado: Urbanização, Desigualdades e Pobreza em África”, no âmbito da reunião anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a Primeira-Ministra, Luísa Diogo, disse também que um crescimento económico dos países africanos que leve à erradicação da pobreza exige estratégias que atribuam prioridade ao financiamento de infra-estruturas como estradas, pontes, energia eléctrica e telecomunicações, que possam contribuir para melhorar a ligação entre o campo e a cidade.

Ao promover a mesa-redonda ministerial, o BAD pretende, igualmente, obter consensos sobre medidas para o continente fazer face aos desafios decorrentes das subidas dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares, esta última originada pelo aumento do preço dos cereais, fenómenos que causaram manifestações populares de protesto em várias cidades de alguns países.

Por seu turno, o presidente do BAD, Donald Kaberuka, alertou os fazedores de políticas em África para que continuem a centrar o seu desafio no combate à pobreza rural, sem, contudo, se esquecer da pobreza nas zonas urbanas, notória no sector informal. “Já lá vão os tempos em que a migração interna era um processo temporário e sazonal. Actualmente, os pobres urbanos vieram para ficar e o seu número irá aumentar e não diminuir”, disse Kaberuka.

Em declarações a jornalistas, o administrador do Banco de Moçambique, António Pinto de Abreu, disse que para combater a pobreza rural e urbana, a liberalização económica que a generalidade dos países africanos está a implementar é fundamental, embora não seja suficiente para garantir o desenvolvimento. “Muitos países que partiram de bases da sua economia bastante reduzidas conseguiram espevitar o crescimento económico com estes programas de liberalização. É verdade que o PIB reage, mas para que haja percepção deste crescimento real por parte da maioria das populações é necessário assegurar que haja uma correcta redistribuição de recursos resultantes desse crescimento”, disse Abreu.

A reunião anual do Conselho de Governadores do BAD arranca formalmente hoje, numa cerimónia que será presidida pelo Presidente Armando Guebuza. Para participar no evento, chegou igualmente ontem à capital do país o Presidente do Congo, Denis Sassou N’Guesso. (Notícias)

Moçambique/ONU alerta África para perigo de «conflitos urbanos»

Maputo, 13 maio 2008 - O director regional para África e os países Árabes do Programa da ONU para Assentamentos Humanos (UN HABITAT), Alioune Badiane, alertou hoje para o perigo de "conflitos urbanos" em África face à multiplicação de favelas nas cidades.

Numa intervenção no seminário "Impulsionando o crescimento compartilhado: urbanização, desigualdade e pobreza em África", que hoje se realizou em Maputo, palco da 43ª reunião anual do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), Badiane apelou para a criação de parcerias entre os governos e aquela instituição bancária africana, de modo a inverter o actual cenário.

"Cuidado com os conflitos urbanos", alertou.

Alioune Badiane referiu ser necessário que os governos adoptem "políticas robustas para evitar esta explosão de caniços" e alertou para o perigo de os conflitos urbanos latentes poderem mesmo contribuir para o derrube de governos no continente.

De acordo com um relatório divulgado por ocasião da 43ª reunião do BAD, 12 a 13 milhões de africanos deixarão o campo em direcção às cidades em 2008, agravando a pressão urbana no continente e os desafios que enfrenta, nomeadamente alimentares, de saúde e de infra-estruturas.

O documento, intitulado "Promover um crescimento partilhado: urbanização, desigualdades e pobreza em África", salienta ainda que 60 por cento da população urbana, mais de 250 milhões de pessoas, ganha a vida de forma precária, número que deverá crescer para 350 milhões de pessoas em 2020.

O director da UN HABITAT (sigla em inglês), de nacionalidade queniana, atribuiu a permanência do problema de bairros de lata, em parte, à "má governação, corrupção e falta de vontade política" por parte dos estados africanos.

Em certos países de África, "vemos enormes muros erguidos pelos governos que têm medo de mostrar as favelas", acrescentou Badiane, apontando como solução o reforço da intervenção do BAD no apoio aos países africanos.

"O BAD deve colaborar com outras agências com experiência para melhorar a planificação urbana em África" e "reforçar a capacidade de análise" das sugestões emanadas por um observatório criado pela ONU, vocacionado na avaliação das evolução das cidades mundiais, sugeriu.

"Enquanto não tivermos 75 por cento dos nossos ambientes cadastrados não vamos melhorar a situação urbana em África", disse.

Dados da ONU indicam que até 2030, 60 por cento da população mundial viverá nas cidades, situação que se não for acompanhada de uma boa estratégia de urbanização poderá contribuir para o aumento de favelas dentro das cidades.

E, segundo Badiane, África, o continente mais pobre do planeta, é onde este problema poderá ser notório, visto que a actual tendência revela que "em cada dois segundos nasce uma nova favela" no mundo.

"Os governos deviam prestar atenção ao crescimento das favelas", insistiu Badiane, justificando o facto de todos os continentes estarem a assistir a esta revolução urbana.

Sobre esta questão, a primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, defendeu que para inverter este cenário é necessário fazer-se "uma exploração equilibrada, regrada e não improvisada dos recursos disponíveis".

Esta estratégia "constitui, sem sombra de dúvidas, uma condição básica para um crescimento e desenvolvimento harmonioso das diversas regiões do países africanos e a preparação de uma vida melhor para as gerações vindouras", referiu.

"A situação de pobreza absoluta e desigualdade social entre as zonas rurais e urbanas exige que as estratégias de desenvolvimento atribuam prioridade ao financiamento de infra-estruturas, nomeadamente estradas, pontes, energia eléctrica e telecomunicações, que possam contribuir para a melhor ligação campo-cidade e assegurar mobilidade de factores de produção de bens entre os diversos mercados", afirmou.

O presidente do BAD, Donald Kaberuka, assinalou que "os pobres urbanos vivem arriscadamente, possuem o seu próprio ambiente, com casas, água, saneamento de meio, mas o risco de contrair o HIV/Sida é muito maior. Muitas crianças vão terminar nas estradas como trabalhadores infantis", disse. (Notícias Lusófonas)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Moçambique/Para conter crise alimentar: BAD vai priorizar compra de fertilizantes

Maputo, 13 maio 2008 (Notícias) - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) decidiu que parte da distribuição dos seus resultados líquidos deverá ser alocada para a aquisição de fertilizantes, num esforço visando incentivar o incremento da agricultura, em virtude de os países do continente estarem a sofrer os efeitos da crise internacional de alimentos. Peritos daquela instituição financeira, reunidos em Maputo, avançaram já com outras propostas concretas, entretanto não divulgadas, e que serão analisadas esta semana pelo Conselho de Governadores do organismo, no âmbito da reunião anual do BAD, a decorrer na capital do país e cuja abertura oficial está prevista para amanhã.
O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, em declarações ontem a jornalistas, disse que “ainda na semana passada foi feita a redistribuição do Fundo Africano de Desenvolvimento, tendo Moçambique, nesse âmbito, recebido 140 milhões de dólares. Desse valor, que será aplicado até ao ano 2010, iremos priorizar a agricultura”.
O Fundo Africano de Desenvolvimento é uma componente do BAD destinada a conceder empréstimos ou doações aos países mais pobres, incluindo Moçambique. O mesmo resulta da contribuição de doadores. A sua reposição é feita trimestralmente e na última, o BAD conseguiu amealhar mais de oito biliões de dólares, correspondentes a um aumento de 52 por cento relativamente à anterior.
Aiuba Cuereneia disse que embora Moçambique tenha recebido 140 milhões de dólares, vai apresentar outros projectos concretos que vão necessitar de recursos adicionais do BAD.
Questionado sobre se o facto de Moçambique estar a priorizar a agricultura não iria inibir as instituições multilaterais de financiar outros projectos no país, Aiuba Cuereneia disse que “logicamente que não temos muitos recursos, mas se decidimos apostar na agricultura temos que ir buscá-los em algum lugar”.
“Teremos que cortar recursos de algumas rubricas como infra-estruturas, ou, então, iremos buscar mais recursos de fora para podermos investir. As duas vertentes vão ser exploradas para responder a essa questão da agricultura. Hoje, praticamente todas as instituições financeiras internacionais já fazem previsões em relação à questão da agricultura e da crise de alimentos. Assim sendo, temos que ser capazes de ir buscar esses recursos adicionais para financiarmos a nossa agricultura e incentivarmos o sector privado a entrar na agricultura”, disse.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Moçambique/BAD e FAD realizam assembleias gerais


Tunis, 6 maio 2008 - As assembleias anuais de 2008 dos conselhos de governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) vão realizar-se de 14 a 15 de Maio corrente em Maputo (Moçambique), soube-se junto do BAD em Tunis.

Os trabalhos que decorrerão no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano serão precedidos por reuniões técnicas.

Estas assembleias decorrerão este ano sob o lema : "Promover um Crescimento Partilhado: Urbanização, Desigualdades e Crescimento", um tema escolhido tendo em conta os desafios decorrentes do rápido crescimento da população urbana em África.

O tema foi subdividido em quatro vertentes específicas, que serão examinadas de maneira pormenorizada durante seminários a ter lugar à margem destas assembleias.

O BAD considera que o crescimento pode e deverá ser partilhado entre todas as populações, quer estejam na zona rural ou urbana e que a urbanização não deverá ser percebida como uma ameaça mas como uma oportunidade para estimular o crescimento económico e promover o desenvolvimento nacional.

O tema escolhido faz, por outro lado, destacar o facto de que a interdependência e as sólidas articulações que subsistem entre as zonas urbanas e rurais são um factor chave do desenvolvimento.

A compreensão destas articulações económicas e sociais complexas e o reforço dos seus impactos positivos deverão contribuir para a "promoção dum crescimento partilhado", segundo a análise do BAD.

Os seminários decorrerão sob a forma duma mesa redonda ministerial que será seguida por seminários de alto nível. A mesa redonda ministerial visa articular os desafios actuais da urbanização e transformá-los eventualmente em oportunidades de crescimento económico sustentável e de redução da pobreza tanto nas zonas urbanas e rurais.

As discussões da mesa redonda serão orientadas por um documento de reflexão geral sobre o tema geral dos trabalhos das assembleias, designadamente, "Promoção dum Crescimento Partilhado: Urbanização, Desigualdades e Pobreza em África".

Um outro seminário agrupará a 11 de Maio corrente os governadores que deverão reflectir sobre a "eficácia da ajuda".

O programa do mesmo dia prevê igualmente debates sobre a "difusão das perspectivas económicas africanas", a "aliança para a revolução verde em África" e a apresentação do relatório sobre o desenvolvimento em África. (AngolaPress)