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segunda-feira, 22 de julho de 2019
Aya Yala, Nicarágua/Revolução Sandinista: 40 anos enfrentando o império
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Abya Yala, Patria Grande/Movimento estudantil regional traçou rumos na Nicarágua
Os participantes ratificaram também a luta contra o sistema capitalista, propuseram como alternativa uma sociedade equitativa, digna e com justiça social e defenderam continuar fortalecendo o processo de integração.
Personalidades como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba e o ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, convidados
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Festival de Veneza/Para Stone, rei Juan Carlos deveria se calar e ouvir Chávez

"Ele não é um ditador": No Festival de Veneza, Oliver Stone defende Chávez em filme (Foto AFP)
Madri, Espanha, 8 setembro 2009 (AFP) - O diretor americano Oliver Stone, que apresentou no Festival de Veneza um documentário sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o rei Juan Carlos da Espanha deveria se calar e ouvir o chefe Estado venezuelano.
"Vosso rei deveria calar-se e escutar mais a Chávez", afirmou Stone em entrevista ao jornal El País.
O cineasta americano, que apresentou em Veneza o documentário "South of the Border" (Ao Sul da Fronteira), sobre as mudanças na América Latina depois da chegada ao poder de Chávez, fez referência assim ao famoso "por quê não te calas?", que o rei Juan Carlos disse ao presidente venezuelano na Cípula Iberoamericana de 2007.
Stone também recordou o ex-chefe de Governo conservador espanhol José María Aznar, que acusou de colaborar na tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002.
"Aznar era muito ruim e ajudou a planejar o golpe de Estado na Venezuela", afirmou Stone, para quem "Chávez é um homem extraordinário que conseguiu reducir à metade a pobreza do país".
"Estou cansado da imprensa do meu país chamá-lo de ditador, porque ele não é", disse o cineasta.
Stone também negou uma perseguição na Venezuela à imprensa independente.
"Isto que você fala são besteiras, que censura à imprensa? Diga a seus colegas que viagem a estes países, Argentina, Nicarágua, Venezuela, e que depois contem", afirmou ao repórter.
"Não acredite no que lê na imprensa, nem na europeia nem na americana", declarou, antes de criticar a publicação que o entrevistava e afirmar que o El País é "o jornal com mais negatividade em relação a Chávez, muito mais que qualquer outro" e que "tudo é questão de interessess".
quinta-feira, 2 de julho de 2009
FIDEL DIZ QUE GOLPISTAS DE HONDURAS NÃO TÊM SALVAÇÃO
29 junho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.b
Em um texto publicado por volta da meia-noite, na página oficial Cuba Debate, Fidel recomendou não ceder nenhum milímetro ante os militares e setores da oposição que apoiaram o golpe contra Zelaya. "Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é preciso exigir sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo 'do povo, pelo povo, para o povo' em Honduras", escreveu.
"Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível", acrescentou. Fidel Castro recorda em seu texto que os golpistas não contam com o respaldo dos Estados Unidos, que apoiou muitos golpes de Estado na América Central durante a guerra fria.
"Até a senhora (Secretária de Estado dos EUA, Hillary) Clinton declarou já em horas da tarde que Zelaya é o único presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos", escreveu.
Irmão de Fidel, o presidente cubano Raúl Castro condenou no domingo o golpe contra Zelaya, qualificando-o de brutal. "A época das ditaduras militares na América Latina já passou", havia dito mais cedo o chanceler cubano Bruno Rodríguez. Zelaya foi levado à força para a Costa Rica, após ter sido sacado da residência presidencial por militares.
Confira a íntegra do artigo de Fidel Castro:
UM ERRO SUICIDA
Na reflexão escrita na noite da quinta-feira, 25, há três dias, eu disse: "Ignoramos o que acontecerá esta noite ou amanhã em Honduras, mas o comportamento valoroso de Zelaya passará à história."
Dois parágrafos antes, tinha assinalado: "Aquilo que lá aconteça será uma prova para A OEA e para a atual administração dos Estados Unidos."
A pré-histórica instituição interamericana se reuniu no dia seguinte, em Washington, e, em uma apagada e fraca resolução, prometeu realizar as gestões pertinentes imediatamente para procurar uma harmonia entre as partes em conflito. Quer dizer, uma negociação entre o golpistas e o presidente constitucional de Honduras.
O alto chefe militar, que continuava a comandar as Forças Armadas hondurenhas, fazia pronunciamentos públicos em discrepância com as posições do presidente, enquanto só de um modo meramente formal reconhecia a sua autoridade.
Não precisavam os golpistas de outra coisa da OEA. Não lhes importou nada a presença de um grande número de observadores internacionais que viajaram a esse país para dar fé de uma consulta popular, aos quais Zelaya falou até altas horas da noite.
Antes do amanhecer de hoje, eles lançaram cerca de 200 soldados profissionais bem treinados e armados contra a residência do presidente, que, separando brutalmente a esquadra de Guarda de Honra, seqüestraram Zelaya, que dormia. Ele foi conduzido à base aérea, colocado à força em um avião e transportado a um aeroporto na Costa Rica.
Às 8h30 da manhã, conhecemos pela Telesur a notícia do assalto à casa presidencial e o seqüestro. O presidente não pôde assistir ao ato inicial da consulta popular, que aconteceria este domingo. Era desconhecido o que tinham feito com ele.
A emissora da televisão oficial foi silenciada. Desejavam impedir a divulgação prematura da traiçoeira ação através de Telesur e Cubavisión Internacional, que informavam dos fatos. Suspenderam por isso os centros de retransmissão e acabaram cortando a eletricidade em todo o país. Ainda o Congresso e os altos tribunais envolvidos na conspiração não tinham publicado as decisões que justificavam o conluio. Primeiro levaram a cabo o inqualificável golpe militar e depois o legalizaram.
O povo acordou com os fatos consumados e começou a reagir com grande indignação.
Não se conhecia o destino de Zelaya. Três horas depois, a reação popular era tal, que foram vistas mulheres batendo com o punho nos soldados, cujos fuzis quase caiam das suas mãos por puro desconcerto e nervosismo.
Inicialmente, os seus movimentos pareciam os de um estranho combate contra fantasmas, depois tentavam cobrir com as mãos as câmaras de Telesur, apontavam tremendo os fuzis contra os repórteres, e, às vezes, quando as pessoas avançavam, os soldados recuavam. Enviaram transportadores blindados com canhões e metralhadoras. A população discutia sem medo com os soldados nos blindados; a reação popular era surpreendente.
Ao redor das 2h da tarde, em coordenação com os golpistas, uma maioria domesticada do Congresso depôs Zelaya, presidente constitucional de Honduras, e designou um novo Chefe de Estado, afirmando ao mundo que aquele tinha renunciado, apresentando uma falsificada assinatura. Minutos depois, Zelaya, de um aeroporto na Costa Rica, informou todo o acontecido e desmentiu categoricamente a notícia da sua renúncia. Os conspiradores fizeram o ridículo perante o mundo.
Muitas coisas aconteceram hoje. Cubavisión dedicou-se completamente a desmascarar o golpe, informando o tempo todo a nossa população.
Aconteceram fatos de caráter totalmente fascista, que não por esperados deixam de surpreender.
Patrícia Rodas, a ministra de Relações Exteriores de Honduras, foi depois de Zelaya o objetivo fundamental dos golpistas. Outro destacamento foi enviado a sua residência. Ela, valente e decidida, se moveu rápido, não perdeu um minuto em denunciar por todos os meios o golpe.
O nosso embaixador tinha estabelecido contato com Patrícia para conhecer a situação, como o fizeram outros embaixadores. Num momento determinado, pediu aos representantes diplomáticos da Venezuela, da Nicarágua e Cuba que se reunissem com ela, que, ferozmente acossada, precisava de proteção diplomática. O nosso embaixador, que desde o primeiro instante estava autorizado a oferecer o máximo apoio à ministra constitucional e legal, partiu para visitá-la na sua própria residência.
Quando estavam já na sua casa, o comando golpista enviou o Major Oceguera para prendê-la. Eles se colocaram diante da mulher e lhe disseram que estava sob a proteção diplomática, e que só poderia mover-se em companhia dos embaixadores. Oceguera discutiu com eles e o fez de maneira respeitosa.
Minutos depois, entraram na casa entre 12 e 15 homens uniformizados e encapuzados. Os três embaixadores se abraçaram a Patrícia; os mascarados atuaram de forma brutal e conseguiram separar os embaixadores da Venezuela e Nicarágua; Hernández a pegou tão fortemente por um dos braços, que os mascarados arrastaram ambos até um furgão ; levaram-nos à base aérea onde conseguiram separá-los, e levam-na com eles.
Estando ali detido, Bruno, que tinha notícias do sequestro, se comunicou com ela através do celular; um mascarado tentou de arrebatar-lhe rudemente o telefone; o embaixador cubano que já tinha sido golpeado na casa de Patrícia, grita-lhe: "Não me empurre, porra!" Não me lembro se a palavra que pronunciou foi alguma vez usada por Cervantes, mas sem dúvida o embaixador Juan Carlos Hernández enriqueceu a nossa língua.
Depois o deixaram em uma rodovia longe da missão e antes de abandoná-lo lhe disseram que, se falasse, poderia acontecer-lhe alguma coisa pior. "Nada é pior do que a morte! ", respondeu-lhes com dignidade, "e não sinto medo de vocês por isso”. Os vizinhos da área o ajudaram a voltar à embaixada, de onde imediatamente comunicou-se mais uma vez com Bruno.
Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é necessário exigir a sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo "do povo, pelo povo e para o povo" em Honduras.
Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível se o problema for encarado com firmeza.
Até a Senhora Clinton declarou que Zelaya é o único Presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos.
De pijamas até há algumas horas, Zelaya será reconhecido pelo mundo como o único presidente constitucional de Honduras".
Fidel Castro Ruz
28 de junho de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Alba acusa capitalismo e rejeita declaração da Cúpula das Américas
A reunião da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) terminou nesta sexta-feira (17) não só rejeitando o documento final da 5ª Cúpula das Américas, a ser realizada em Trinidad e Tobago, mas pedindo uma transformação radical do modelo capitalista para salvar a Terra. Assinam o documento os chefes de estado e de governo da Bolívia, Cuba,Dominica, Honduras, Nicarágua e Venezuela, países membros da Alba.
A posição da Alba foi expressada em um documento divulgado ao término da reunião intitulado ''Documento dos países da Alba em relação com a 5ª Cúpula das Américas'', lido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.
A rejeição ao projeto do documento final da Cúpula das Américas se baseou em duas premissas.
A primeira, que o documento ''não dá resposta à crise econômica global'' que, na opinião da Alba, ''constitui o maior desafio ao qual a humanidade enfrenta em décadas''.
E a segunda, que ''exclui injustificadamente Cuba'' sem levar em conta o consenso geral de todos os países latino-americanos e do Caribe contra o bloqueio e a discriminação que os Estados Unidos mantêm contra esse país caribenho.
''São as duas grandes objeções que fazemos ao documento'' disse Chávez antes de tornar públicas as ''proposições'' que, segundo a Alba, devem ser ''debatidas a fundo''.
A posição da Alba começa afirmando que na raiz dos atuais problemas do mundo, tanto os econômicos, como os alimentícios e os ambientais, está o sistema capitalista.
Explica que isso se deve a que o capitalismo subordina tudo à obtenção de lucro, sem importar o custo que em nível humano e ecológico a Terra e seus habitantes sofram.
Respalda esta colocação com a afirmação que atualmente estão sendo destruídos um terço mais dos recursos que o planeta pode regenerar, o que leva a projetar que em 2030 fariam falta dois planetas para manter este ritmo de depredação.
Também destaca que a crise já aumentou em 100 milhões o número de famintos no mundo e em cerca de 50 milhões o de desempregados.
Coloca, por isso, a necessidade de ativar um modelo alternativo ao capitalismo, que se baseie na solidariedade, na complementaridade e na harmonia com a Terra, e não no saque de seus recursos.
Após esta exposição de princípios, o documento se fixa em aspectos concretos e diz que os resultados da última reunião do Grupo dos Vinte (G20, que reúne países mais desenvolvidos e principais emergentes) em Londres não levam a uma solução dos problemas do mundo.
Assinala que instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), que foram potencializados nessa reunião, deveriam desaparecer porque foram fatores importantes na gestação e desenvolvimento da crise econômica mundial.
O documento insiste em que reforçar instituições que estão na gênese do problema agravará uma crise cuja solução só é viável dentro de uma ''nova ordem econômica mundial''.
Adverte, além disso, que essa nova ordem não deve ser resultado das decisões tomadas por um grupo de países privilegiados, como os do G20, mas resultado de um debate no qual participem todos os membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
Lembra, também que esses países privilegiados têm uma dívida ecológica com o mundo, já que são responsáveis por 70% da poluição atmosférica que sofre o planeta.
Por outro lado, considera que iniciativas para substituir os combustíveis fósseis por ''agrocombustíveis'' requerem uma análise profunda, porque poderiam provocar escassez de alimentos que são básicos para grandes setores da humanidade.
Nessa linha, defende que a saúde, a educação, a água e as telecomunicações sejam declarados Direitos Humanos, disponham de acesso universal e não sejam ''mercantilizados''.
A declaração dedica seus últimos pontos a aspectos relacionados diretamente com os Estados Unidos.
Assim, reivindica a mudança da política migratória de Washington e exige a demolição do muro levantado em parte de sua fronteira com o México, porque ser emigrante ''é um direito humano, não um delito''.
Reivindica também do novo Governo americano, que responda às expectativas de mudança que despertou no mundo e abandone a ''longa e nefasta tradição'' de intervencionismo em outros países.
O pedido se estende a outras práticas como as ''operações encobertas, a guerra midiática e o financiamento de grupos desestabilizadores''.
Essa colocação se junta à exigência de que a ''legítima luta contra o narcotráfico'' não seja utilizada por Washington como uma nova ''desculpa'' para intervir em outros países.
No caso de Cuba, lembra que no dia 16 de dezembro, todos os países latino-americanos e do Caribe pediram o fim do bloqueio a essa ilha.
Finalmente, o documento expressa que as mudanças propostas na declaração final da 5ª Cúpula das Américas não vão ser aceitas e convoca os povos da região e do mundo para se organizar e mobilizar para consegui-los.
Leia abaixo (em espanhol) a íntegra do documento:
DOCUMENTO DE LOS PAÍSES DE LA ALTERNATIVA BOLIVARIANA PARA LOS PUEBLOS DE NUESTRA AMÉRICA (ALBA) PARA LA V CUMBRE DE LAS AMÉRICAS
Cumaná, 17 de abril de 2009
Los Jefes de Estado y de Gobierno de Bolivia, Cuba, Dominica, Honduras, Nicaragua y Venezuela, países miembros del ALBA, consideramos que el proyecto de Declaración de la V Cumbre de las Américas es insuficiente e inaceptable por las siguientes razones:
- No da respuestas al tema de la Crisis Económica Global, a pesar de que ésta constituye el más grande desafío al cual la humanidad haya hecho frente en décadas y la más seria amenaza de la época actual para el bienestar de nuestros pueblos.
- Excluye injustificadamente a Cuba, sin hacer mención al consenso general que existe en la región para condenar el bloqueo y los intentos de aislamiento de los cuales su pueblo y su gobierno han sido incesantemente objeto, de manera criminal.
Por tal motivo, los países miembros del Alba consideramos que no hay consenso para adoptar este proyecto de declaración y en función de lo planteado, proponemos sostener un debate a fondo sobre los siguientes temas:
1) El capitalismo está acabando con la humanidad y el planeta. Lo que estamos viviendo es una crisis económica global de carácter sistémico y estructural y no una crisis cíclica más. Están muy equivocados quienes piensan que con una inyección de dinero fiscal y con algunas medidas regulatorias se resolverá esta crisis.
El sistema financiero está en crisis porque cotiza valores en papeles por seis veces el valor real de los bienes y servicios que se producen en el mundo. Esta no es una ?falla de la regulación del sistema? sino que es parte constitutiva del sistema capitalista que especula con todos los bienes y valores en pos de obtener la máxima ganancia posible. Hasta ahora, la crisis económica provoca 100 millones más de hambrientos y más de 50 millones de nuevos desempleados y estas cifras tienden a aumentar.
2) El capitalismo ha provocado la crisis ecológica por someter las condiciones necesarias para la vida en el planeta, al predominio del mercado y la ganancia. Cada año se consume un tercio más de lo que el planeta es capaz de regenerar. A este ritmo de derroche del sistema capitalista, vamos a necesitar dos planetas Tierra para el año 2030.
3) La crisis económica global, la del cambio climático, la alimentaria, y la energética son producto de la decadencia del capitalismo que amenaza con acabar con la propia existencia de la vida y el planeta. Para evitar este desenlace es necesario desarrollar un modelo alternativo al sistema capitalista. Un sistema de:
- Solidaridad y complementariedad y no de competencia;
- Un sistema de armonía con nuestra madre tierra y no de saqueo de los recursos naturales;
- Un sistema de diversidad cultural y no de aplastamiento de culturas e imposición de valores culturales y estilos de vida ajenos a las realidades de nuestros países;
- Un sistema de paz basado en la justicia social y no en políticas y guerras imperialistas;
- En síntesis, un sistema que recupere la condición humana de nuestras sociedades y pueblos y no los reduzca a ser simples consumidores o mercancías.
4) Como expresión concreta de la nueva realidad del continente, los países latinoamericanos y caribeños hemos comenzado a construir una institucionalidad propia, que hunde sus raíces en la historia común que se remonta a nuestra Revolución independentista, y constituye una herramienta concreta de profundización de los procesos de transformación social, económica y cultural que habrán de consolidar nuestra plena soberanía. El ALBA-TCP, Petrocaribe o la UNASUR, por solo citar los de más reciente creación, son mecanismos de unión solidaria creados al calor de estas transformaciones, con la intención manifiesta de potenciar el esfuerzo de nuestros Pueblos por alcanzar su propia liberación.
Para enfrentar los graves efectos de la crisis económica global, los países del ALBA-TCP hemos tomado medidas innovadoras y transformadoras, que buscan alternativas reales al deficiente orden económico internacional y no potenciar sus fracasadas instituciones. Así, hemos puesto en marcha un Sistema Único de Compensación Regional, el SUCRE, que incluye una Unidad de Cuenta Común, una Cámara de Compensación de Pagos y un Sistema Único de Reservas.
Igualmente, hemos impulsado la constitución de empresas grannacionales para satisfacer las necesidades fundamentales de nuestros pueblos, estableciendo mecanismos de comercio justo y complementario, que dejen a un lado la absurda lógica de la competencia desenfrenada.
5) Cuestionamos al G20 por triplicar los recursos del Fondo Monetario Internacional, cuando lo realmente necesario es establecer un nuevo orden económico mundial que incluya la transformación total del FMI, del Banco Mundial y de la OMC, que con sus condicionamientos neoliberales han contribuido a esta crisis económica global.
6) Las soluciones a la crisis económica global y la definición de una nueva arquitectura financiera internacional deben ser adoptadas con la participación de los 192 países que entre el 1 y el 3 de Junio nos reuniremos en la Conferencia sobre la crisis financiera internacional de las Naciones Unidas, para proponer la creación de un nuevo orden económico internacional.
7) En cuanto a la crisis del cambio climático, los países desarrollados tienen una deuda ecológica con el mundo ya que son responsables por el 70 % de las emisiones históricas de carbono acumuladas en la atmósfera desde 1750.
Los países desarrollados, deudores con la humanidad y el planeta, deben aportar recursos significativos a un fondo para que los países en vías de desarrollo puedan emprender un modelo de crecimiento que no repita los graves impactos de la industrialización capitalista.
8) Las soluciones a las crisis energética, alimentaria y del cambio climático tienen que ser integrales e interdependientes. No podemos resolver un problema creando otros en áreas fundamentales para la vida. Por ejemplo, generalizar el uso de agrocombustibles solo puede incidir negativamente en los precios de los alimentos y en la utilización de recursos esenciales como el agua, la tierra y los bosques.
9) Condenamos la discriminación de los migrantes en cualquiera de sus formas. La migración es un Derecho Humano, no un delito. Por tanto, demandamos una reforma urgente de las políticas migratorias del gobierno de los Estados Unidos, con el objetivo de detener las deportaciones y redadas masivas, permitir la reunificación de las familias, y reclamamos la eliminación del muro que nos separa y nos divide, en vez de unirnos.
En ese sentido, demandamos la abrogación de la Ley de Ajuste Cubano y la eliminación de la política de Pies Secos ? Pies Mojados, de carácter discriminatorio y selectivo, y causantes de pérdidas de vidas humanas.
Los verdaderos culpables de la crisis financiera son los banqueros que se robaron el dinero y los recursos de nuestros países y no los trabajadores migrantes. Primero están los derechos humanos, y en particular los derechos humanos del sector más desprotegido y marginado de nuestra sociedad que son los migrantes sin papeles.
Para que haya integración tiene que haber libre circulación de las personas, y derechos humanos por igual para todos sin importar su estatus migratorio. El robo de cerebros constituye una forma de saqueo de recursos humanos calificados ejercido por los países ricos.
10) Los servicios básicos de educación, salud, agua, energía y telecomunicaciones tienen que ser declarados derechos humanos y no pueden ser objeto de negocio privado ni ser mercantilizados por la Organización Mundial del Comercio. Estos servicios son y deben ser esencialmente servicios públicos de acceso universal.
11) Queremos un mundo donde todos los países, grandes y pequeños, tengamos los mismos derechos y donde no existan imperios. Abogamos por la no intervención. Fortalecer, como único canal legítimo para la discusión y análisis de las agendas bilaterales y multilaterales del Continente, la base del respeto mutuo entre los Estados y los gobiernos, bajo el principio de la no injerencia de un Estado sobre otro y la inviolabilidad de la soberanía y la autodeterminación de los pueblos.
Demandamos al nuevo gobierno de los Estados Unidos, cuya llegada ha generado algunas expectativas en la región y en el mundo, que ponga fin a la larga y nefasta tradición de intervencionismo y agresión que ha caracterizado el accionar de los gobiernos de ese país a lo largo de la historia, especialmente recrudecido durante el gobierno de George W. Bush.
De la misma manera, que elimine prácticas intervencionistas como las operaciones encubiertas, diplomacias paralelas, guerras mediáticas para desestabilizar Estados y gobiernos, y el financiamiento a grupos desestabilizadores. Es fundamental construir un mundo donde se reconozca y respete la diversidad de enfoques económicos, políticos, sociales y culturales.
12) Respecto al bloqueo de Estados Unidos contra Cuba y la exclusión de este país de la Cumbre de las Américas, los países de la Alternativa Boliviariana para los Pueblos de Nuestra América reiteramos la Declaración que todos los países de América Latina y el Caribe adoptaron el pasado 16 de diciembre del 2008 sobre la necesidad de poner fin al bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por el gobierno de los Estados Unidos de América a Cuba, incluida la aplicación de la llamada ley Helms-Burton y que entre sus párrafos fundamentales señala:
-CONSIDERANDO las resoluciones aprobadas por la Asamblea General de las Naciones Unidas sobre la Necesidad de poner fin al Bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por los Estados Unidos contra Cuba, y las expresiones que sobre el mismo se han aprobado en numerosas reuniones internacionales,
-AFIRMAMOS que en la defensa del libre intercambio y de la práctica transparente del comercio internacional, resulta inaceptable la aplicación de medidas coercitivas unilaterales que afectan el bienestar de los pueblos y obstruyen los procesos de integración.
-RECHAZAMOS de la forma más enérgica la aplicación de leyes y medidas contrarias al Derecho Internacional como la Ley Helms-Burton y exhortamos al Gobierno de los Estados Unidos de América a que ponga fin a su aplicación.
-PEDIMOS al gobierno de Estados Unidos de América que cumpla con lo dispuesto en 17 resoluciones sucesivas aprobadas en la Asamblea General de las Naciones Unidas y ponga fin al bloqueo económico comercial y financiero que mantiene contra Cuba.
Adicionalmente consideramos que han fracasado los intentos de imponer el aislamiento de Cuba, que hoy es parte integrante de la región de América Latina y el Caribe, miembro del Grupo de Río y de otras organizaciones y mecanismos regionales, que desarrolla una política de cooperación y solidaridad con los países de la región, que promueve la plena integración de los pueblos latinoamericanos y caribeños y, por tanto, que no existe razón alguna que justifique su exclusión del mecanismo de las Cumbres de las Américas.
13) Los países desarrollados han destinado no menos de 8 milllones de millones de dólares para rescatar la estructura financiera que se ha desplomado. Son los mismos que no cumplen con destinar pequeñas cifras para alcanzar las Metas del Milenio o el 0,7% del PIB para la Ayuda Oficial al Desarrollo. Nunca antes se había visto tan al desnudo la hipocresía del discurso de los países ricos. La cooperación debe establecerse sin condiciones y ajustarse a las agendas de los países receptores simplificando los trámites, haciendo accesibles los recursos y privilegiando los temas de inclusión social.
14) La legítima lucha contra el narcotráfico y el crimen organizado, y cualquier otra manifestación de las llamadas ''nuevas amenazas'' no deben ser utilizadas como excusa para llevar a cabo actividades de injerencia e intervención en contra de nuestros países.
15) Estamos firmemente convencidos de que el cambio, en el que todo el mundo tiene esperanza, solo puede venir de la organización, movilización y unidad de nuestros pueblos.
Como bien afirmara El Libertador: ''La unidad de nuestros pueblos no es simple quimera de los hombres, sino inexorable decreto del destino'' Simón Bolívar.
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=54533
terça-feira, 17 de março de 2009
Brasil garante doação de antiretrovirais a países lusófonos
Segundo a Agência Brasil, o anúncio da doação aconteceu num encontro que aconteceu até domingo - em Fortaleza, no Ceará - e reuniu autoridades do setor de saúde para discutir a cooperação entre os países do sul e outras entidades.
A rede Laços Sul-Sul é composta ainda por Bolívia, Paraguai e Nicarágua, nações que também serão beneficiados com a doação dos medicamentos.
A rede Laços Sul-Sul foi criada em 2004 - por iniciativa do governo brasileiro, através do Programa Nacional de DST/Aids - e tem como objetivo contribuir com o fortalecimento das políticas e dos esforços nacionais em apoiar o acesso universal ao tratamento antiretroviral.
Em declarações à Agência Brasil, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) no Brasil, Alana Armitage, afirmou que durante o encontro cada país apresentou um plano de ação para o tratamento, a prevenção e o controle da Aids pensado nas necessidades de cada país.
"O objetivo era fortalecer os processos de cooperação entre os países membros, trocar experiências sobre os progressos, avanços e desafios e discutir os obstáculos comuns para criar fundos de prevenção e tratamento", afirmou Armitage.
"A Unfpa ainda vai realizar a doação de preservativos masculinos e femininos", disse.
A representante da agência da ONU explicou que este ano o número de casos de Aids entre as mulheres foi um tema importante.
"Os países estão a reconhecer a feminilização da doença e a questão da mulher está a ser mais observada, principalmente nos países que requerem uma maior atenção no assunto", acrescentou Armitage.
Participam ainda na rede entidades como o Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV/Aids, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para o combate à Aids (Onusida) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
A 75 ANOS SANDINO VIVE E LUTA PELA UNIDADE DOS POVOS LATINOAMERICANOS

Ricardo Zúniga García *
(ADITAL) Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
20 fevereiro 2009/ADITAL http://www.adital.com.br
Tradução: ADITAL
Um 21 de fevereiro (1934), foi assassinado à traição o líder nacionalista latinoamericanista e antiimperialista Augusto Calderón Sandino.
Sandino alcançou reconhecimento nacional e internacional por conseguir, em um país onde as elites viam como natural ser submetidos ao protetorado do emergente império estadunidense, convocar um importante setor de mineiros, camponeses e artesãos; a defender a soberania nacional e a lutar por uma sociedade justa. Encabeçou a primeira experiência exitosa de guerra de guerrilhas no continente no século XX, conseguindo derrotar com um punhado de "pobres" o exército interventor dos Estados Unidos, de aproximadamente 5.000 homens dotados da tecnologia militar de ponta, na época. Isso representou uma verdadeira façanha, levando-se em consideração que Nicarágua naquele tempo contava com uma população rural e dispersa de 600.000 habitantes.
Porém, possivelmente, seu maior mérito tenha sido o de aglutinar, entusiasmar em torno a um projeto digno, que consistia em uma pequena terra para os camponeses, artesãos e operários, de uma economia autogestionária; um projeto e país soberano, que se viabiliza e consolida em um processo de unidade continental frente à agressão imperialista.
Sandino conseguiu levantar a autoestima de uma boa parte dos nicaraguenses, de tal maneira que, apesar de seu assassinato a traição por Somoza, em conluio com o governo estadunidense de então e da tentativa desses atores em ocultar sua trajetória e enterrar sua memória, ele pode renascer na consciência de seu povo e ser inspiração profunda especialmente nas décadas de 70 e 80 do século passado com o caminhar da Revolução Popular Sandinista; e continua inspirando hoje os nicaraguenses e latinoamericanos que tentam avançar rumo a Alba.
Há dois traços do pensamento de Sandino que conservam especial vigência: sua confiança em que são os operários e os camponeses, com sua força organizada, quem "irá até o fim", devido à sua constância na defesa de seus legítimos interesses. Y sua constante e insistente convicção de que é possível construir um mundo diferente ao da ordem capitalista imperialista, que concede às nações pequenas latinoamericanas a condição de "pátio traseiro" da nação imperial. Rebelando-se contra a mentalidade dominante da Nicarágua na época, onde boa parte da população, especialmente os intelectuais, via como muito natural; como algo imposto pela força ‘do destino’ que nosso país fosse um protetorado estadunidense. E o pior: viam isso como a melhor alternativa para o desenvolvimento econômico do país. Foram tão reiteradas as intervenções militares estadunidenses para proteger as empresas de economia de enclave ou para sustentar governos aliados servis que a maioria dos políticos tradicionais viam como um fato inevitável; a saída era acomodar-se e resignar-se.
Ante o espírito humilhado e servil da classe política de seu tempo, Sandino fez constantes chamados à solidariedade do povo latinoamericano com a luta de seu pequeno exército de artesão e camponeses. Conhecendo as diferentes tendências políticas dos presidentes dos países da América Latina de seu tempo, fez reiterados chamados à unidade latinoamericana a partir do sonho de Bolívar, propondo concretamente assumir o projeto da construção de um canal interoceânico cortando Nicarágua que fosse uma sociedade com capital majoritariamente latinoamericano. Apesar de não ter estudos acadêmicos, Sandino percebia com clareza que grandes projetos, como o canal interoceânico, os serviços públicos estratégicos deviam ser garantidos pelos Estados em função dos interesses de seus povos. Certamente, as cartas de Sandino aos governos da Região que nunca tiveram uma resposta oficial conhecida, hoje teriam uma acolhida positiva dos países signatários da Alba e de países que participam desse mesmo espírito, como Equador e Paraguai.
Sandino teve a virtude de unir solidamente a dimensão local da luta pela soberania popular e o respeito aos direitos humanos à terra e à liberdade de sua pequena Nicarágua, com a dimensão continental latinoamericana, com a qual se completava e articulava.
Sandino inicia sua luta partindo de sua própria experiência como trabalhador mecânico nas bananeiras estadunidenses em Honduras, na Guatemala e no México. Ele se nutre de sua experiência de luta, aprendendo com a história de luta dos trabalhadores organizados. Estuda disciplinadamente com os líderes sindicais da nascente revolução mexicana. E quando decide regressar a Nicarágua para iniciar sua luta, conta com as suas humildes economias no total de 5.000 dólares, reunidos após vários anos de vida austera e disciplinada. Depois juntaria outros recursos; porém, a base foi seus próprios recursos economizados com o trabalho realizado como operário.
Um conhecido programa de análise que se transmite na Nicarágua pela rádio La Primeirísima’ recorda a cada dia aos ouvintes uma frase de Sandino dirigida aos seus combatentes, que vai permanecendo na consciência de nosso povo: "Vocês são obrigados a divulgar junto aos povos da América Latina que entre nós não deve haver fronteiras. Pois, a Pátria Indohispânica começa no Río Bravo e termina nos confins da Patagônia".
Sandino tem muitas coisas a comunicar-nos ainda. Esperamos desenvolver, em artigos seguintes, elementos importantes de seu legado histórico. Também me parece oportuno comunicar a mensagem inicial de Sandino, o 'Manifiesto de San Albino, por Augusto C. Sandino'.
* Colaborador de Adital. Educador nicaragüense. Analista político.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
QUE TAL UM REFERENDO NO IRAQUE?
Laerte Braga *
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
15 setembro 2008 www.adital.com.br
A Venezuela estava falida, começava a viver um processo de desintegração nacional e caos quando Chávez foi eleito. No Equador um levante popular forçou a renúncia de um presidente corrupto, por sinal militar, e elegeu Corrêa que, tal como Chávez não deixou o programa na porta do palácio quando assumiu o governo.
Evo Morales elegeu-se na segunda tentativa de vir a ser presidente da Bolívia com mais de 50% dos votos. Assumiu o governo e iniciou a execução do seu programa.
Todos os três convocaram assembléias nacionais constituintes para reestruturar o Estado e todos os três instituíram a figura do referendo nas respectivas constituições, tanto submetendo-as à consulta popular para aprovação, como os próprios mandatos. Chávez sofreu uma tentativa de golpe e foi libertado e voltou ao poder pela ação do povo. Venceu um referendo e foi reeleito presidente por maioria absoluta de votos.
Correa é o favorito no referendo de domingo no Equador.
Morales percorreu o mesmo caminho de Chávez. Assembléia Nacional Constituinte, referendo para confirmar o seu mandato (teve mais de 60% dos votos dos bolivianos) e enfrenta agora o terrorismo comandado por Washington e pelas elites bolivianas no momento que a constituição será submetida à consulta do povo.
A redistribuição da riqueza nacional, privatizada em função dos interesses dos EUA e dessas elites é o fator principal da revolta. Os antigos donos da Bolívia mantêm acesa a chama da luta de classes.
A democracia como defendida aparentemente pelos norte-americanos termina no momento que perdem as eleições.
O governo da Argentina divulgou hoje nota apoiando o governo constitucional de Evo Morales e classificando de terroristas as ações dos grupos comandados pelos norte-americanos. Cristina Kirchner percebeu que um eventual golpe de estado naquele país tem o efeito dominó em relação a governos populares eleitos pelo voto em toda a América do Sul, como se reflete na Nicarágua, onde os sandinistas voltaram ao poder pelo voto.
A Comunidade Européia, aquela da qual fazem parte os dinamarqueses matadores de baleias num processo brutal de auto-afirmação do nada, quer diálogo entre as partes.
Todos os direitos e garantias individuais estão assegurados na nova constituição boliviana.
Estão eliminados os privilégios. O que não admitem os golpistas é exatamente isso.
Querem manter intocada a Casa Grande dos senhores de terras, de bancos, de empresas e sob o tacão, o chicote e o açoite, a senzala do povo trabalhador.
O papel das forças armadas bolivianas é enfrentar os golpistas, colocar a casa em ordem, até porque militares vivem falando em lei, em ordem, não sei o que lá mais e por baixos dos panos golpeando instituições e servindo a Washington.
Não há que contemporizar com o golpismo.
Será que Bush teria peito para um referendo no Iraque? Saber se o povo iraquiano quer os norte-americanos por lá "libertando" o país e roubando o petróleo?
São os verdadeiros terroristas e neste momento o Brasil tem que tomar uma posição simples e clara. De um lado, um governo produto da vontade popular, confirmado pelo povo; e, de outro, os donos do país inconformados com a perda da chave do cofre.
Como tomou a Argentina, como tomou Chávez, como tomou Correa, como tomou Raúl Castro, como tomou Daniel Ortega.
Do contrário vamos virar pasta nas mãos e armas desumanas dos terroristas liderados por Washington.
E o futuro? Ou vai ser agora ou não tem.
* Jornalista
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Embaixador angolano entrega Cartas Credenciais ao Presidente da Nicarágua
Na ocasião, o embaixador transmitiu ao Presidente da República da Nicarágua a sua satisfação pelas “excelentes” relações de amizade e de solidariedade que unem ambos os países, frisando que Angola está a acompanhar com muito interesse os progressos socio-económicos e políticos que o governo nicaraguense sob a liderança do seu presidente está implementando para garantir o bem-estar do seu povo.
Frisou ainda a importância das eleições legislativas de 5 de Setembro, data em que os angolanos poderão, pela segunda vez, escolher, livremente, os seus governantes, de forma justa e livre, num processo em que o povo angolano está a participar de forma decisiva e responsável, para consolidar a via democrática e a vitória da política de reconciliação, da estabilização económica e da reconstrução nacional implementada pelo Governo de Unidade e de Reconciliação Nacional (GURN).
O embaixador ressaltou a forma sábia como o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, tem conduzido o processo de paz e reconciliação nacional e o programa de recuperação económica e social da República de Angola.
Explicou ainda que este programa visa melhorar o nível de vida da população, criando as condições objectivas para o almejado desenvolvimento sustentável.
O embaixador fez-se acompanhar pelo segundo-secretário para Assuntos Consulares da Embaixada de Angola, Domingos Joaquim Luís.
António Condesse de Carvalho é embaixador da República de Angola em Cuba e nas Repúblicas da Nicarágua e do Panamá. (AngolaPress)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Congresso Ibero-Americano de Alfabetização destaca trabalho de Cuba
Mais de três milhões de pessoas de 28 países foram alfabetizadas com o método cubano "Sim, eu posso"Havana, 11 de Junho de 2008/Granma http://www.granma.cu
O reconhecimento ao esforço de Cuba para ensinar a ler e a escrever os iletrados no mundo, foi transmitido por autoridades internacionais no Congresso Ibero-Americano de Alfabetização e Educação para jovens e adultos que tem lugar em Havana.
O secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciencia e a Cultura, Álvaro Marchesi, salientou a eficiência do programa cubano Sim, eu posso, com o qual foram alfabetizados mais de três milhões de cidadãos de 28 países.
O dirigente afirmou que é responsabilidade dos que estudaram, contribuir para a formação de outras pessoas a fim de eliminar as desigualdades sociais.
A doutora Ena Elsa Velázquez, ministra cubana da Educação, após agradecer a outorga da sede do fórum à Ilha, referiu-se à grave situação mundial, caracterizada pela existência de 774 milhões de jovens e adultos analfabetos e mais de 72 milhões de crianças sem escola.
Assinalou que, em resposta a esta situação, a ilha maior das Antilhas prestou sua ajuda solidária e desinteresseira e transmitiu suas experiências neste setor através do método Sim, eu posso, criado no ano de 2000 com uma conceição universal e contextualizado até hoje em 15 línguas.
AGRADECEM A FIDEL INICIATIVA DO PROGRAMA "SIM, EU POSSO"
Uma mensagem de agradecimento ao líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, por ter promovido no mundo o método Sim, eu posso, foi transmitida pelos coordenadores dessa campanha educacional em países da Alternativa Bolivariana para os povos da Nossa América (ALBA).
Representantes desses programas na Nicarágua, Bolívia e Venezuela, dissertaram sobre as experiências novas da alfabetização e da pós-alfabetização em seus territórios.
Mais de mil delegados de 30 países participam do Congresso.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Otto Reich, novo assessor de John McCain, não tem biografia, tem ficha corrida

16 maio 2008/Na Periferia do Imperio - http://www.naperiferiadoimperio.blogspot.com
Foi em Cuba que nasceu o extremista Otto Reich, o novo assessor do candidato republicano à Casa Branca, John McCain. Ex-chefe da diplomacia americana para a América Latina, Reich, é ligado aos grupos de extrema-direita do Partido republicano.
Durante a década de 80, durante a presidência de Reagan, Reich, trabalhando na Venezuela, interviu pela libertação do pediatra assassino Orlando Bosch, cúmplice do terrorista Luis Posada Carriles na explosão, em pleno ar, do avião comercial da Cubana de Aviación em 1976. Na sua ficha corrida também está a participação na escandalosa operação Irã-contras de tráfico de entorpecentes e de armas; apoio ativo a movimentos contra-revolucionarios na Guatemala, Honduras e El Salvador; derrubada de governos como Granada e Panamá; e sabotagem e desestabilização dos governos de Cuba e Nicarágua.
O novo assessor de McCain foi embaixador dos Estados Unidos na Venezuela de 1986 a 1989 e esteve envolvido na tentativa de golpe de Estado de 11 de abril de 2002 contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ex-diretor de organizações direitistas como a Freedom House e do Center for a Free Cuba, ele também foi executivo da Bacardi, empresa familiar de exilados cubanos que financiam ações de sabatogens contra a Ilha.
Otto Reich, associado com as manobras mais agressivas do império contra Cuba, como a promulgação da Ley Helms Burton que endureceu o bloqueio contra a ilha socialista, é um dos expoentes dos setores mais reacionários dos exilados de origen cubana em Miami, como a Fundação Nacional Cubano-Americana.
Para quem se interessar, recomendo a leitura de "Otto Reich: um terrorista no governo norte-americano", versão taquigráfica do programa "Mesa Redonda", realizado pela Televisão Cubana, em 14 de março de 2002.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
América Latina/Banco Alba entra em funcionamento no próximo dia 25
7 abril 2008 / www.adital.com.br
Após o fim da reunião da Oficina de Alto Nível para a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), encerrada ontem (06) em Caracas (Venezuela), o representante venezuelano para a Alba, Rodolfo Sanz, disse que o Banco da Alternativa Bolivariana entrará em funcionamento no próximo dia 25 de abril. No entanto, antes haverá ainda uma reunião em Havana (Cuba) para resolver os detalhes da composição da Direção.
O venezuelano disse que durante a reunião em Caracas foram revisados acordos e comissões técnicas, com avanços. Com isso, foi possível estabelecer prioridades nos projetos já aprovados, como a assinatura de atas constitutivas e convênios de constituição, das empresas de energia, telecomunicações, medicamentos. E também foi possível desenvolver algumas áreas recém incorporadas: saneamento, água potável, transporte e produção agroalimentar.
Segundo repassado pelo Coletivo Nuestra América, Sanz disse que foi estabelecido "um critério de equilíbrio, ou seja, foram priorizados aqueles projetos de empresas que possam ser sustentados pelas vantagens que têm em ‘nossos países’, combinando-os com projetos sociais de alto impacto, que evidenciem e reflitam a natureza social do projeto da Alba".
A Ata Constitutiva do Banco ALBA foi assinada no último dia 26 de janeiro e o objetivo dos quatro países (Venezuela, Cuba, Bolívia e Nicarágua) que integram a Alternativa Bolivariana é que o Banco livre os países da América Latina da dependência neoliberal.
A proposta é que com a implementação do Banco, os países da região não precisem recorrer às instituições financeiras com mecanismos de dominação como Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Segundo os idealizadores do banco, cerca de 53 milhões de pessoas serão beneficiadas com a criação dele.
O Banco Alba, que será presidido por um diretor executivo de caráter rotatório, terá um capital inicial de um milhão de dólares. Cada país representado nessa entidade tem um voto, independente do capital acionário e do aporte financeiro com o qual contribuiu.
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=32456
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