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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Elevan a juicio oral y público causa de represores argentinos integrantes del Plan Cóndor

El ex dictador argentino, Jorge Rafael Videla, deberá comparacer en un juicio oral por crímenes de lesa humanidad. (Foto: Efe archivo)

TeleSUR/28 noviembre 2007
Los represores deberán enfrentar un juicio oral y público para responder por la muerte y la desaparición forzosa de miles de personas en Argentina, durante la década de los años 70, como parte del macabro plan gestado por las dictaduras de la región, conocido como Plan Cóndor.
Un juez argentino elevó a juicio oral y público la causa contra 17 represores de la última dictadura militar en Argentina (1976-1983), entre ellos el ex dictador Jorge Rafael Videla, por crímenes de lesa humanidad perpetrados en el marco del denominado Plan Cóndor.
Junto a Rafael Videla (82 años), quien cumple prisión domiciliaria por el caso del robo de unos 500 bebés, hijos de prisioneros políticos durante la última dictadura, se sentarán en el banquillo otros comandantes acusados de graves delitos de lesa humanidad.
Entre ellos se encuentra el ex jefe del Ejército, Cristino Nicolaides, y el ex jefe del III Cuerpo de Ejército, Luciano Benjamín Menéndez, alias 'La Hiena'. Otros imputados en la reabierta causa serán el ex ministro del Interior, Eduardo Albano Harguindeguy, y el ex ministro de Planificación de la dictadura, Ramón Díaz Bessone.
En las acusaciones se investiga la "concertación de un acuerdo criminal" en referencia al Plan Cóndor y las privaciones ilegítimas de la libertad de unas setenta víctimas.
De acuerdo con organismos de derechos humanos, unas 30 mil personas desaparecieron durante la dictadura en Argentina, donde además unas decenas de miles fueron asesinadas, despedidas de sus empleos, censuradas o exiliadas.
En la década de los años 70, las dictaduras de Argentina, Chile, Paraguay, Bolivia, Brasil y Uruguay coordinaron procedimientos conjuntos entre sus fuerzas armadas y de seguridad, para llevar a cabo acciones represivas, entre ellas, el asesinato y la desaparición forzada de personas y activistas políticos que se oponían a esos regímenes.
Este plan represivo que contó además con el apoyo de la Oficina Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA, por sus siglas en Inglés) y que cobró la vida de miles de personas, fue conocido como el Plan Cóndor.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ortega propone en Chile crear organización de países iberoamericanos y caribeños

TeleSUR _10/11/07 http://www.telesurtv.net

Durante su participación en la última sesión de trabajo de la XVII Cumbre Iberoamericana, Ortega resaltó la necesidad que tienen los pueblos iberoamericanos de organizarse en un solo bloque que permita desarrollar la cohesión social.

El presidente de Nicaragua, Daniel ortega, propuso este sábado en Chile crear una organización que agrupe a todos los países latinoamericanos y caribeños, acompañados por España y Portugal, con el objetivo de "defendernos de los imperios" y, de lo que llamó, "la dictadura del capitalismo global".

Durante su participación en la última sesión de trabajo de la XVII Cumbre Iberoamericana, Ortega resaltó la necesidad que tienen los pueblos iberoamericanos de organizarse en un solo bloque que permita desarrollar la cohesión social.

"Estamos obligados a tener nuestra propia organización (...). Que este foro nos permita desarrollar un modelo económico y social, que nos permita desarrollar la cohesión social entre nuestros países", expresó.

El Mandatario de Nicaragua se preguntó: "¿Por qué no convertimos este foro (cumbre Iberoamericana) en la organización de los estados iberoamericanos y caribeños? (...). Para que podamos ir haciendo políticas para defendernos de los imperios".

"Es la propuesta que quiero dejar aquí", agregó.

El Presidente de Nicaragua coincidió con su homólogo venezolano, Hugo Chávez, en que intentar aplicar la cohesión social en este momento no sería beneficioso.

"Cohesión social en esto momentos es un desafío. Sigue siendo un sueño. Mientras los vigores estén dispersos, la cohesión social (...) se vuelve frágil", dijo antes de aseverar que el término tampoco es aplicable cuando existen organismos como el Fondo Monetario Internacional (FMI).

Reflexionó acerca del sistema capitalista en la región. En este sentido, aseguró que a pesar de los esfuerzos por acabarlo, aún está arraigado en nuestros países.

Acusó a Estados Unidos y a Europa de encabezar lo que denominó la "dictadura del capitalismo global".

Ortega criticó, además, las sanciones que Estados Unidos y Europa intentan imponer a otros países por poseer presuntamente armas nucleares.

"¿Qué autoridad moral tiene Estados Unidos y qué autoridad moral tienen los europeos, poseedores de armamento atómico, para decirle a Irán, si fuese la intención de Irán desarrollar armamento atómico, que no la desarrollen?", se preguntó a manera de reflexión.


http://www.telesurtv.net/especiales/XVII-Cumbre-Iberoamericana/notas.php?ckl=20508

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Angola/João Miranda admite consenso para criação do Governo Único de África

Accra, 5 Julho 2007 - O ministro angolano das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, considerou quarta-feira, em Accra, Ghana, que houve consenso na decisão de se criar um Estado único de África de forma gradual.

O ministro falava à imprensa no final da Nona Cimeira Ordinária da União Africana, iniciada domingo último, em Accra, Ghana.

Os cerca de 40 líderes de cúpula da UN, segundo João Miranda, tiveram debates muitos difíceis, "houve momentos muito emotivos, mas felizmente tudo acabou com esta decisão".

Apesar da declaração final da reunião não fazer qualquer alusão clara sobre este assunto, disse, nela estão expressas muitas ideias que o Presidente da República exprimiu na contribuição apresentada aos seus homólogos africanos.

"Não se trata de estarmos ou não satisfeitos, pois o mais importante é que as ideias por nós definidas encontraram acolhimento em muitos pontos e no processo que levará a criação do governo iremos sempre incorporar aquilo que consideramos pertinente para a África", sublinhou.

Segundo ele, as organizações regionais, no quadro da declaração de Acrra, vão carecer de uma reestruturação para que as suas tarefas se harmonizem com as da União Africana.

Referiu que a África será um continente forte, em altura de corresponder as expectativas do seu povo, consubstanciadas, entre outros aspectos, no desenvolvimento económico.

Durante a reunião, os líderes africanos abordaram, entre outros aspectos, a criação dos Estados Unidos de África, uma iniciativa, segundo opiniões, que visa acelerar a realização de uma integração política e económica do continente. (AngolaPress)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Governo Africano : Maioria dos países é pelo gradualismo

O presidente da República, Armando Guebuza, disse hoje, em Acra, no grande debate sobre o Governo da União, que o gradualismo continua a ser a melhor opção e a União Africana (UA) o mecanismo ideal no esforço do continente pelo seu desenvolvimento e integração. Segundo Guebuza, o debate, que se realizou à porta fechada, decorreu com muita seriedade. Existe uma tendência imediatista e outra pró-gradualismo, esta última defendida pela maioria dos países, incluindo Moçambique e os restantes Estados membros da SADC.

Maputo, 4 Julho 2007 - A imediatista, liderada pela Líbia, considera que se deveria avançar já para um Governo de União, argumentando que já se perdeu muito tempo (mais de 40 anos) para se alcançar este objectivo, facto que fragiliza tanto o relacionamento de África com o exterior, como a alocação de recursos, sobretudo financeiros, necessários para o desenvolvimento económico e social do continente.

Os defensores do gradualismo consideram que ao longo dos últimos 40 anos, África acumulou experiências e desafios, como a libertação do próprio continente da dominação colonial, assim como criou as comunidades económicas regionais, que devem ser reforçadas para sustentar um futuro Governo de União.

Apesar das tendências, Guebuza descartou qualquer cenário que conduza à fractura do continente como um todo, lembrando que África é o primeiro continente, pelo menos na história recente, que se uniu, juntando países independentes e os que perseguiam esse objectivo, e que se mantém como uma unidade depois de ter conseguido a sua missão primeira de acabar com o colonialismo e outras formas de dominação como o “apartheid”, e que agora trava a batalha económica. Esta missão histórica foi levada a cabo pela então OUA, criada em 1963.

Já falando num “briefing” à Imprensa moçambicana que cobre a IX Cimeira da UA, antes de deixar Acra rumo à Tanzania, Guebuza vincou que “não são coisas destas que podem fragilizar a União Africana, pelo contrário, o debate revitaliza-a. Não devemos fugir aos desafios, devemos enfrentá-los”.

Na sua intervenção no debate sobre o Governo de União, que reuniu cerca de 40 Chefes de Estado e de Governo, Guebuza afirmou que, embora nos poucos anos de vida da UA tenham sido criados órgãos como o Conselho de Paz e Segurança, Parlamento Pan-africano, Tribunal Africano dos Direitos do Homem e dos Povos, Conselho Económico, Social e Cultural, entre outros, a organização continental não foi capaz de cumprir cabalmente com tudo o que está preconizado no Acto Constitutivo. Efectivamente - disse - ainda estão por cirar as instituições técnicas e financeiras e por dar passos para a racionalização, consolidação e harmonização dos programas das comunidades regionais, entre outros desafios.

“A implementação do Acto Constitutivo criou uma realidade de sucessos e dificuldades que exigem de nós uma atitude e acção”, disse Guebuza, para quem a melhor atitude é aquela que “recomenda a necessidade de se proceder a uma auditoria global da nossa União”, com o objectivo de identificar e agir sobre os constrangimentos.

Comentando o argumento de que o Acto Constitutivo tem limitações atribuídas à exiguidade que mediou o processo da concepção ao da sua adopção, Guebuza disse que, a admitir que seja válido, em vez de justificar o abandono (do Acto), “o mesmo só pode aconselhar-nos a aprofundar e a dar mais tempo à reflexão sobre os contornos, modalidades e implicações da adopção do Governo da União, nesta fase, sob pena de podermos estar a incorrer no mesmo erro. “Aliás, podermos-nos-ia perguntar se adoptando, aqui e agora, o Governo da União, o que faríamos se, proximamente, deparássemos com constrangimentos na sua implementação?”, indagou.

Guebuza advertiu que um eventual Governo de União não pode ser visto como uma “varinha mágica” que a resolver todos os problemas do continente, realçando que qualquer decisão que for tomada vai exigir grande empenho dos Estados membros.

A IX Cimeira Ordinária da UA, que decorreu desde domingo em Acra (Ghana), terminou na noite de ontem. A mesma teve como ponto principal da agenda a criação de um Governo continental, uma etapa para a criação dos Estados Unidos de África. (Noticias)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Governo africano: Cimeira da UA começa com apelo ao entedimento

O presidente em exercício da União Africana, John Kufuor, apelou a uma plataforma de entendimento que permita a construção de um governo continental, tema da agenda da cimeira que ontem começou em Acra, capital do Gana.

Maputo, 2 de Julho 2007 - Falando na abertura do evento, que reúne cerca de 40 chefes de Estado e de Governo ou seus representantes, incluindo o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, Kufuor disse acreditar que os debates do tema irão produzir consensos que conduzam ao estabelecimento de mecanismos apropriados para criação de um governo da UA, suas funções e responsabilidades.

“É um desafio imenso, mas aliciante. Estamos no limiar de uma nova era com grandes desafios para África”, disse Kufuor, apelando ainda a um debate de qualidade.

Kufuor, que é igualmente Chefe de Estado do Gana, disse ser desolador o facto de África, apesar de ser o segundo maior continente do mundo e desfrutar de grandes recursos naturais, continuar a ser considerada “última fronteira” do desenvolvimento económico e social.

Lembrou que uma das alavancas para o desenvolvimento foi lançada em 2003, em Maputo, com a criação da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), que se pretende que seja integrada nas estruturas da UA rumo à transformação deste instrumento em agência de desenvolvimento do continente.

Regozijou-se com o facto de o seu país (Gana) acolher a cimeira da UA para debater um projecto que foi arquitectado há meio século pelo pan-africanista Kwame Nkrumah, primeiro presidente do primeiro país africano a ascender à independência.

Nessa altura, Nkrumah disse que a independência do Gana não tinha sentido se toda a África não fosse libertada, lançando, assim, a visão de um governo africano rumo à formação dos Estados Unidos de África.

A cerimónia de abertura foi marcada pela ausência do grande entusiasta do projecto de Governo e Estado africanos único, Muhammar Khaddafi, não obstante encontrar-se já na capital do Gana.

A anteceder Kufuor, o presidente da Comissão da UA, Alpha Omar Konaré, defendeu, na sua intervenção, a necessidade de se avançar rapidamente para a criação de um Governo e uma bandeira pan-africanos únicos.

Konaré vincou ter chegado o momento de se avançar já do actual nível regional, que carateriza África, para um nível continental, frisando que a integração continental é uma acção política determinante só à altura de uma liderança com vontade política forte.

“O que precisamos é de uma África unida e forte”, disse Konaré, ex-Chefe do Estado do Mali.

Moçambique e outros países da SADC concordam com o projecto da integração africana, mas questionam o momento para a sua implementação, defendendo a priorização do reforço das estrututuras da UA, bem como das comunidades económicas regionais rumo à sua integração, através da livre circulação de pessoas e bens, comércio livre, união alfandegária e monetária. Ao que tudo indica, esta posição será dominante na cimeira, que se adivinha “quente”.

Konaré, no final do seu mandato como presidente da comissão, terminou o seu discurso com um “viva o Governo dos Estados Unidos de África”.

O grande debate sobre a criação de um Governo africano rumo aos Estados Unidos de África prossegue amanhã e quarta-feira. (Noticias)

sábado, 30 de junho de 2007

União Africana / Cimeira aborda criação dos Estados do continente

Accra, 30 Junho 2007 (Dos enviados especiais) – Líderes das 53 nações que integram a União Africana (UA) abordam a partir de domingo, em Accra, (Ghana), entre outros aspectos, a criação dos Estados Unidos de África.


Trata-se de uma iniciática, segundo opiniões, que visa acelerar a realização de uma integração política e económica do continente.


Contudo, outras análises convergem no acima referenciado advogando-se ser "prematuro avançar-se neste sentido".


Há dias, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, sublinhou que é importante se aproveitar a cooperação multiforme e o princípio da complementaridade económica para contribuir na realização dos objectivos da União Africana.


Adiantou ser preciso, na etapa da consolidação das nações africanas e dos respectivos estados soberanos para a etapa seguinte, caminhar-se com sabedoria e prudência, porque a vontade política de criar estruturas supranacionais não deve ser influenciada apenas pela conjuntura mundial, mas sim, estar adequada às realidades sociais e históricas do continente africano.


"Não se deve por esta razão ir para além daquilo que as nossas realidades sociais, culturais, políticas e económicas nos impõem", ressaltou o chefe de Estado angolano.


Um diplomata angolano que participa na reunião ministerial da UA, que ainda decorre em Accra, onde Angola se faz representar pelo Ministro das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, referiu que "não faz qualquer sentido falar-se já da criação de um governo da União Africana".


Avança que ainda não se sente, de facto, o real funcionamento das instituições já criadas pela UA, tais como o seu parlamento e até a própria Comissão da União, liderada pelo maliano Alpha Oumar Konaré.


Questões ligadas ao conflito de Darfur (Sudão) formas de se melhorar níveis de desenvolvimento económico, também integram à ordem do dia desta nona Cimeira dos Chefes de Estado ou de Governos da União Africana.


Tal como a sua antecessora, a Organização da Unidade Africana, a UA promove a integração regional como forma de desenvolvimento económico. (AngolaPress)

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Africa / Senegal lança debate sobre projecto de Governo continental

Dakar -- O ministro senegalês dos Negócios Estrangeiros, Cheikh Tidiane Gadio, lançou quarta-feira, em Dakar, "o debate participativo" sobre a constituição dum Governo continental, com vista à criação dos Estados Unidos de África, único ponto na agenda da Cimeira da União Africana (UA) prevista para Julho em Accra, capital do Ghana.

"Constatamos, após dois ou três anos de discussões a nível de chefes de Estado e de Governo, que as populações africanas nunca foram consultadas a respeito da reunificação dos Estados africanos ", afirmou Gadio.

"É tempo que um processo participativo permita às diferentes camadas tomar uma posição sobre o Governo da UA", acrescentou.

"O nosso sentimento é que os povos africanos desejam unir-se e acabar com a balcanização imposta pelo sistema colonial. O mundo é hoje dos grandes conjuntos federais como a China, a Índia e os Estados Unidos.

Pensamos que África já perdeu bastante tempo. Em 1963, Kwame Nkumah (primeiro Presidente do Ghana) deu seis meses para fazer a união. Perdemos 44 anos", frisou o ministro senegalês dos Negócios Estrangeiros.

Falando diante de professores universitários senegaleses convidados para o debate, o ministro declarou que os atrasos na organização destes "debates participativos" pelo Senegal devem-se ao calendário eleitoral.

"O processo participativo, que começou com os professores, vai estender-se nas próximas semanas aos sindicatos, aos profissionais da imprensa, às organizações de jovens e mulheres, à sociedade civil, ao mundo rural, à classe política, à oposição e à maioria presidencial", disse Gadio, pondo à disposição dos docentes universitários sete documentos "essenciais".

Trata-se de relatórios do Presidente ugandês, Yoweri Museveni, e do do antigo Presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, dum documento sobre as "Modalidades Práticas de Aplicação do Governo da UA" e discursos de chefes de Estado africanos durante a Cimeira da Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963.

Os docentes universitários senegaleses, que têm duas semanas para se pronunciarem sobre os textos, já deram as suas opiniões sobre estes debates.

"Para que o Governo continental não seja um desejo piedoso, deve-se têr êxito em três gestos fortes: Primeiro, instaurar o passaporte africano para que o cidadão não se sinta estrangeiro dum país do continente a um outro", disse Babaca Diop, professor do Departamento de História da Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar (UCAD).

Diop defendeu que "depois deve-se impôr o ensino do swahili como língua africana em todas as escolas do continente e, finalmente, adoptar a boa governação como modo de gestão".

"Os Africanos devem abordar assuntos concretos. Comecemos por fazer o balanço dos grandes projectos sub-regionais como a Valorização do Shara que transcende quatro regiões geográficas", declarou Abdoulaye Dia, do Instituto de Ciências da Terra do UCAD. (AngolaPress / 07 Junho 2007)

sábado, 26 de maio de 2007

Cabo Verde desencoraja criação dos EUA

O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, considerou ontem ser ainda "muito cedo" para se criar neste momento uma comunidade de Estados Unidos de África, ponto único da agenda da próxima Cimeira da União Africana (UA) de Julho deste ano em Acra (Gana).

Numa declaração a propósito do Dia da África, que se assinalou ontem, Neves esclareceu que o seu Governo defende "uma integração africana faseada e de forma sustentada", em vez da criação brusca dos Estados Unidos de África.

"Não podemos colocar à frente dos interesses africanos situações institucionais que poderão prejudicar o desenvolvimento. Não é momento de criar os Estados Unidos de África, mas sim de criar Estados mais fortes, com critérios de convergência", defendeu o primeiro-ministro cabo-verdiano.

O chefe do Governo cabo-verdiano considera que "os Estados Unidos da África não podem ser criados no vazio" e citou como exemplo a União Europeia onde, segundo ele, antes de se criar a moeda única, procurou-se a convergência no domínio económico.

Em África, disse, ainda não se chegou a esse patamar de entendimento e nem há critérios de convergência, mas sim "disparidades grandes entre os países", pelo que "não fazem sentido, neste momento, os Estados Unidos de África".

Neves defende, por outro lado, que a própria Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), de que Cabo Verde faz parte com outros 14 Estados da região, "tem de ser reformulada".

No entanto, José Maria Neves considera que tem ocorrido transformações positivas e encorajadoras em África, nomeadamente as perspectivas de um crescimento económico mais sustentado do continente e a transformação da instituição da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD) numa agência para o desenvolvimento.

Para ele, o problema da NEPAD, criada em 2001 com o objectivo de melhorar a governação em África e as contribuições dos doadores ocidentais "é que começou a funcionar paralelamente às outras instituições".

Por isso, José Maria Neves considera que a sua transformação em agência "é um passo positivo, mas o mais importante é criarmos instituições em função das necessidades do continente".

"O dia que hoje (sexta-feira) se comemora é o dia em que os líderes africanos devem renovar os seus compromissos para a paz, liberdade e democracia em África, ao mesmo tempo que devem olhar para os vários conflitos no continente e procurar formas de os resolver pacificamente", insistiu.

José Maria Neves congratulou-se por África ser um continente que está a crescer, defendendo ser necessário encontrar novas parecerias para que o continente possa "ganhar o futuro", resolvendo os casos de conflitos, fome, deslocados, migrações clandestinas e doenças.

Moscovo quer aumento de ajuda à África
O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu o aumento da eficácia da ajuda internacional à África e particularmente à RDCongo, numa mensagem endereçada ao seu homólogo congolês, Joseph Kabila, por ocasião do Dia da África.

“O 25 de Maio” simboliza a aspiração dos países africanos à unidade visando garantir a evolução independente, à paz e à prosperidade no continente", escreveu Putin, que sublinha o papel "progressivamente crescente" dos países africanos na resolução dos problema-chave da actualidade e na criação de uma ordem mundial equitativa e multipolar.

Putin expressou o seu apoio aos esforços das nações africanas visando lançar os fundamentos da segurança colectiva, a fim de transformar o continente num espaço de segurança, estabilidade e desenvolvimento sustentável. Estima que a criação da NEPAD é "uma obra progressiva". (Notícias / 26 de Maio de 2007)