1) A carta aberta dos representantes dos povos Guarani e Kaiowá, reunidos no mês de julho de 2015, por ocasião da realização da Aty Guasu ou Grande Assembleia, no tekoha Arroyo Korá,
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Brasil/Os povos Guarani e Kaiowá agradecem a ANPUH pelo apoio. Lutamos pela JUSTIÇA
1) A carta aberta dos representantes dos povos Guarani e Kaiowá, reunidos no mês de julho de 2015, por ocasião da realização da Aty Guasu ou Grande Assembleia, no tekoha Arroyo Korá,
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Brasil/ATY GUASU: INFORME SOBRE A REUNIÃO DAS LIDERANÇAS COM O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA DO BRASIL
1 dezembro 2013, Facebook GUARANI/KAIOWÁ - Apelos pela Vida
Na ocasião dessa reunião, nós, lideranças da Aty Guasu, mais uma vez ressaltamos e relatamos aos representantes do Governo Federal que as organizações dos fazendeiros, SOBRETUDO AGRONEGÓCIO (FAMASUL, ACRISSUL, APROSOJA) juntamente com os políticos anti-indígenas continuam financiando as violências, discriminação, racismo e ódio contra as vidas dos povos Guarani e Kaiowá no MS.
Destacamos que povo Guarani e Kaiowá apenas reivindica uma parcela de território tradicional. Além disso, mencionamos que o povo Guarani e Kaiowá é paciente e sempre respeita o Governo e Justiça do Brasil, por isso mesmo o povo aguarda pacientemente pela demarcação e posse de suas terras tradicionais, há mais de vinte (20) anos e trinta (30) anos, mas no último caso, quando não há paralisação da demarcação das terras, os Guarani e Kaiowá começaram a fazer reocupação das terras tradicionais.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Ministra de DDHH de Brasil advierte que gobiernos deben asegurar a indígenas el acceso a servicios públicos
terça-feira, 10 de março de 2009
Brasil/Plano de Atenção Integral aos povos indígenas será implementado
Por meio de um comunicado de imprensa da Secretaria de Comunicação e Informação da Presidência da República do Paraguai, o presidente Fernando Lugo apresentou uma redefinição de políticas voltadas aos povos indígenas do país. As medidas foram decididas após a reunião do presidente com indígenas reunidos em Aty Guasu, na localidade de remansito no Baixo Chaco, durante o fim de semana.
Na última terça-feira, foi eleito o novo titular do Instituto Paraguaio do Indígena (INDI), Erasmos Pintos, da etnia Nivaclé. No entanto, o governo paraguaio não aceitou a eleição, pois teria sido realizada após a suspensão do Congresso Nacional Indígena pelo governo. Fernando Lugo criticou a ex-titular do INDI, Margarita Mbywangi, acusando-a de ter esquecido de outros povos e agravado o problema durante o período em que esteve à frente da instituição. No comunicado da Secretaria, o governo ressalta que, considerando que o INDI não responde às necessidades dos povos indígenas, se buscará uma nova forma de institucionalidade, includente e participativa, de todos os povos indígenas do Paraguai. Entre as medidas que serão tomadas, está a criação de um departamento ou direção especializada, em cada carteira do Estado, que se dedicará à atenção das necessidades dos povos indígenas.
Além disso, o governo pretende criar uma coordenação institucional que atenderá, desde todas as instituições do Estado, as necessidades dos povos indígenas e ajudará a construir uma política indígena no país. Na próxima semana, será implementado o Plano de Atenção Integral aos povos indígenas, liderado pela Secretaria de Emergência Nacional.
Outra medida prevista é a realização conjunta com os líderes dos povos indígenas e a Coordenadora Insteinstitucional de uma consulta que tem como objetivo elaborar participativamente a política indígena do Paraguai.
http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3720&eid=257
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
BRASIL - GRANDE ASSEMBLÉIA DOS KAIOWÁ GUARANI
Kaiowá Guarani *
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
5 agosto 2008
Essa é uma celebração histórica, onde a luta e o sonho de muitos anos começa a se tornar realidade. Celebramos também as inúmeras lideranças que derramaram seu sangue defendendo e lutando pela terra sem a qual ficamos como árvores sem raízes, pois o "índio é a terra e a terra é o índio".
Queremos lembrar todo o sofrimento que estamos passando, a fome, a violência, as prisões, os assassinatos, os suicídios, os atropelamentos, o desprezo e ódio com que muitas vezes somos tratados. E para começar acabando com isso, só tem uma saída: ter de volta nossos tekohá, nossas terras tradicionais, onde estão sepultados nossos pais, avós e antepassados.
Tomaram nossas terras, exploraram nosso trabalho, destruíram a mata e toda a riqueza que nela estava, envenenaram as águas e a terra e agora parece que querem nos ver longe, talvez embaixo dessa mesma terra. O governador do nosso estado falou até em nos despejar em outras terras de outros povos indígenas como os Kadiwéu. Perguntamos, será que fazem por não conhecer nada de nosso povo, de nossa história e o que a terra significa para nós ou essa gente não tem coração, não tem civilização, não tem família, não tem filhos, não tem humanidade? Tudo isso não faz o menor sentido.
Queremos dizer que estão espalhando um monte de mentiras para criar confusão e violência e desta forma impedir a demarcação de nossas terras. Apenas queremos justiça, queremos a terra suficiente para viver em paz, criar nossos filhos, fazer voltar a alegria e felicidade às nossas aldeias.
Não entendemos por que estão fazendo tanta tempestade, como se nós fossemos criminosos indesejados e que a devolução de pequena parte de nossas terras fosse acabar com a economia do Estado, extinguir cidades e desalojar 700 mil pessoas como os políticos de nosso estado vêm falando. Chegaram até a dizem que não somos brasileiros!
Deixem de espalhar mentiras! Jamais isso irá acontecer. Falam essas mentiras para jogar as pessoas que não sabem da verdade todas contra nosso povo. Falam isso como estratégia maldosa para conseguirem o apoio dos mais pobres que são a maioria da população em beneficio dos interesses dos fazendeiros que só pensam em dinheiro, incitando a população à violência e ao racismo contra nosso povo.
Com essas mentiras, fazem essas pessoas terem raiva e ódio dos Kaiowá e Guarani.
Sabemos que os não-índios tem seus direitos, e esses serão assegurados pelo Governo e sem se sobrepor aos nossos direitos. Então, essas mentiras maldosas servem apenas para negar completamente nossos direitos e nos deixar sem perspectivas de futuro, no eterno abandono e as mortes continuando.
A demarcação de nossas terras é boa para todos, pois irá acabar definitivamente com os conflitos e incertezas.
O povo Kaiowá e Guarani não quer mais conflitos, não quer mais violência e morte de nosso povo nem de ninguém, somente quer seus direitos conquistados e garantidos pela Lei e pela Constituição Federal. Aquilo que queremos é muito pouco se contarmos os mais de 500 anos de expulsão de nossas terras e da morte de nossos parentes.
Queríamos ver os senhores de gravata, de montes de dinheiro, que comem e bebem todos os dias à vontade, viver em nosso lugar. Não temos dúvida de que logo mudariam de idéia ou acabariam morrendo.
Mas nós já agüentamos quinhentos anos de invasão e violência. Celebramos nossa sabedoria e resistência. Nhanderu tem muita força e importância. Com eles vamos vencer. Vamos ter nossas terras de volta. Estão começando os primeiros passos.
Sabemos que não estamos sozinhos. Temos muitos amigos e aliados, pessoas que sabem a verdade de todo o sofrimento que estamos passando, aqui mesmo no Mato Grosso do Sul, mas também em todo o Brasil e mundo afora.
Saímos mais unidos, fortalecidos e dispostos nessa grande celebração.
Juntamente com nossos Nhanderu temos a certeza de que vamos vencer!
Terra Indígena Sassoró, município de Tacuru, Mato Grosso do Sul, 01 de agosto de 2008.
Para ler mais:
1) EM ATY GUASU - Índios "batizam" profissionais
que vão fazer demarcações
2) JEROKI GUASU: o envio para identificação da terra Kaiowá Guarani (Egon Heck)
3) Abaixo-assinado: Basta de genocídio: Pela Terra e vida do povo Kaiowá Guarani
* Povo que habita a Terra Indígena Sassoró, Mato Grosso do Sul
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