Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Mercosul, Brasil/Direitos indígenas na Constituição não podem ser alterados, aponta análise jurídica do Cimi sobre PECs 187 e 343
terça-feira, 9 de junho de 2015
Brasil∕Campanha quer expandir radiofonia na Terra Indígena Yanomami
domingo, 8 de junho de 2014
Brasil/AS MALOCAS DA PRAÇA DE MAIO
No Brasil, vários movimentos nos fizeram ouvir a voz de quem foi silenciado. No entanto, como ninguém entende línguas indígenas, nem se interessa por aprendê-las, não se escuta o clamor dos índios, seja de mães indígenas por seus filhos ou de índios por seus pais desaparecidos. Desta forma, os índios, sempre invisíveis na historia do Brasil, ficaram de fora das narrativas e não figuram nas estatísticas dos desaparecidos políticos. Na floresta, não há praças de maio.
Mas agora isso começa a mudar. Relatório do Comitê Estadual da Verdade do Amazonas, que será em breve publicado pela Editora Curt Nimuendajú, de Campinas (SP), dá voz aos índios e mapeia os estragos, comprovando que na Amazônia, mais do que militantes de esquerda, a ditadura eliminou índios, entre outros, Cinta-Larga e Surui (RO/MT), Krenhakarore na rodovia Cuiabá-Santarém, Kanê ou Beiços-de-Pau do Rio Arinos (MT), Avá-Canoeiro (GO), Parakanã e Arara (PA), Kaxinawa e Madiha (AC), Juma, Yanomami e Waimiri-Atroari (AM/RR).
O foco do primeiro relatório,
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Brasil/Indígenas dão continuidade a protestos interrompidos pela violência policial
terça-feira, 22 de abril de 2014
Brasil/RESPEITAR OS POVOS INDÍGENAS SIGNIFICA RESPEITO PELA HUMANIDADE
22 abril 2014, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil http://portalctb.org.br (Brasil)
Marcos Aurélio Ruy
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Brasil/Acusados de “guerrilheiros” pela Justiça, indígenas Guarani afirmam que irão resistir contra nova reintegração de posse em Yvy Katu
Veja galeria de fotos da retomada de Yvy Katu http://www.flickr.com/photos/agenciaporantim/sets/72157637606322724/
Os guerreiros se alinham com suas crianças, arcos, flechas, facões, maracás e lanças; as mulheres com suas taquaras e bebês a tira-colo; as crianças com espadas de brinquedo e galões de água. Uma Nãndesy abençoa a cada um dos indígenas enfileirados, bem como suas armas tradicionais e seus pés. Muitos vestem máscaras, por temer se tornarem alvo de ameaças e ataques individuais dos “seguranças" contratados por fazendeiros.
Em meio a um longo discurso em Guarani durante uma assembleia na última sexta-feira, 22, o trecho em português gritado por uma mulher de 65 anos sintetizou com clareza a posição unânime da comunidade em resistir, sob quaisquer circunstâncias: “Estou aqui com meu povo. Nós somos 5 mil. Aqui tem homens, mulheres, crianças. Nós vamos ficar aqui. Nós não vamos sair. Que venham 20, 40, 200, 1000 tratores. Vocês querem nos matar e nós estamos prontos para morrer. Essa é a minha palavra”.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Brasil/Durante Congresso, Cacique destaca presença indígena na política
15 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
A reportagem da Rádio Vermelho,
que está no 13º Congresso do PCdoB, conversou com o integrante do Partido em
Santa Cruz Cabrália, na Bahia, Cacique Aruã Pataxó, que destacou a importância
da representação indígena na política.
Por Deborah Moreira, da
Rádio Vermelho no 13º Congresso do PCdoB
Clécio Almeida
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
CNBB*: NOTA SOBRE CONFLITO NO SUL DA BAHIA
Fonte da notícia: CNBB Regional Nordeste 3
nem se deixará impressionar pela grandeza,
porque o pequeno e o grande foi ele que os fez,
e a sua providência é a mesma para com todos ..."
(Sabedoria 6,7)
Nós, Bispos católicos do Regional Nordeste 3 da CNBB - Sergipe e Bahia -, reunidos em assembleia com agentes de pastoral e forças vivas do nosso Regional, manifestamos nossa grande preocupação pelo conflito que está ocorrendo no sul da Bahia e se agravou nesses últimos dois meses. É alarmante a violência em Buerarema, São José da Vitória, Una e Ilhéus, o que fez ser deslocada a Força Nacional para esta região. Constatamos que:
a) O Estado brasileiro não vem cumprindo a Constituição Federal, que determina que a União deveria ter concluído a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir de 1988. Ao não cumprir suas atribuições legais, o Estado brasileiro vem contribuindo para o agravamento das tensões na região, devendo ser responsabilizado pelas violações aos direitos humanos em curso.
b) O processo de identificação da Terra Indígena Tupinambá, no sul da Bahia
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Brasil/Comissão de Direitos Humanos realiza Audiência Pública para discutir ameaças contra lideranças Xakriabá
Fonte da notícia: Cimi Regional Leste – Equipe Xakriabá
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Brasil/CARTA PÚBLICA DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL À PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSEFF
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Brasil/NOTA DA XXXIV ASSEMBLÉIA DO CIMI MARANHÃO
Fonte da notícia: Cimi - Regional Maranhão
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Brasil/Escritores indígenas se reúnem no Rio e mostram a diversidade cultural de seus povos
Repórter da Agência Brasil
terça-feira, 11 de junho de 2013
Brasil/CONTAG se solidariza à Comunidade Indígena Terena
Foi com profundo pesar que a CONTAG recebeu a notícia da morte do índio Terena, Oziel Gabriel, e de dezenas de índios feridos durante a trágica demonstração de força do Estado brasileiro sobre famílias desarmadas e indefesas
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Brasil/Nota do Cimi: O GOVERNO DILMA, O AGRONEGÓCIO E OS POVOS INDÍGENAS
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Brasil/‘Y-JUCA-PIRAMA - O ÍNDIO: AQUELE QUE DEVE MORRER’
Os autores do documento afirmam: "Essa calamidade, porém, se justifica dentro da visão do sistema "pois o Parque Nacional do Xingu não pode impedir o progresso do país”, como afirmou o presidente da FUNAI, General Bandeira de Mello (Revista Visão, 25/04/1971)”. E mais adiante: "Referindo-se às diretrizes da FUNAI para 1972, (o General) voltou a ressaltar que o índio não pode deter o desenvolvimento” (O Estado de São Paulo, 26/10/1971).
A história parece estar se repetindo.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Brasil/Antropólogos brasileiros divulgam Manifesto sobre demarcação de terras indígenas
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Brasil/CONSELHO DISTRITAL DE SAÚDE INDÍGENA DE MATO GROSSO DO SUL - NOTA DE REPÚDIO
Fonte da notícia: Conselho Distrital de Saúde Indígena do Estado de Mato Grosso do Sul
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Brasil/ESSA TERRA TEM DONO, PALÁCIO DO PLANALTO! NOTA DE REPÚDIO CONTRA A SUSPENSÃO DE DEMARCAÇÕES NA REGIÃO SUL
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Indígenas se opõem à doutrina da descoberta e à economia verde
"Os conquistadores europeus usaram a cruz e a espada para impor sua doutrina de um deus e um rei, obtiveram o aval do papa para cristianizar os indígenas e criaram a noção de raças superiores e inferiores", denunciou a aimara chilena Hortencia Hidalgo.
"Essa foi a cruel origem do capitalismo", apontou a representante do bloco latino-americano no fórum, ao mesmo tempo em que denunciou as corporações multinacionais que priorizam economias baseadas na indústria extrativista, especialmente nos setores de petróleo, água e madeira.
"Eles invadiram os territórios indígenas, violaram de maneira sistemática os direitos de seus povos, são os responsáveis pela mudança climática e agora falam de economia verde só para continuar com suas políticas de pilhagem da Mãe Terra", assegurou.
A aborígene latino-americana afirmou que o novo deus é o livre mercado e exigiu que a ONU garanta aos povos indígenas o exercício de seus direitos à autodeterminação.
Entre eles, mencionou o direito relacionado ao consentimento livre, prévio e informado sobre os problemas que os afetam, incluídas suas terras e recursos e os programas de desenvolvimento sustentável que afetam suas comunidades.
A sessão anual do fórum tem como tema principal "A doutrina da descoberta e sua repercussão duradoura nos povos indígenas e o direito a receber indenização por conquistas do passado".
O ponto faz parte da Declaração da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, adotada em setembro de 2007 pela Assembleia Geral e que reconhece a indenização que merecem essas comunidades como vítimas da conquista. O encontro também tratará de definir ações coordenadas dos povos indígenas frente à Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) que será realizada no Rio de Janeiro no próximo mês. (Fonte: Prensa Latina)
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
BRASIL - GRANDE ASSEMBLÉIA DOS KAIOWÁ GUARANI
Kaiowá Guarani *
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
5 agosto 2008
Essa é uma celebração histórica, onde a luta e o sonho de muitos anos começa a se tornar realidade. Celebramos também as inúmeras lideranças que derramaram seu sangue defendendo e lutando pela terra sem a qual ficamos como árvores sem raízes, pois o "índio é a terra e a terra é o índio".
Queremos lembrar todo o sofrimento que estamos passando, a fome, a violência, as prisões, os assassinatos, os suicídios, os atropelamentos, o desprezo e ódio com que muitas vezes somos tratados. E para começar acabando com isso, só tem uma saída: ter de volta nossos tekohá, nossas terras tradicionais, onde estão sepultados nossos pais, avós e antepassados.
Tomaram nossas terras, exploraram nosso trabalho, destruíram a mata e toda a riqueza que nela estava, envenenaram as águas e a terra e agora parece que querem nos ver longe, talvez embaixo dessa mesma terra. O governador do nosso estado falou até em nos despejar em outras terras de outros povos indígenas como os Kadiwéu. Perguntamos, será que fazem por não conhecer nada de nosso povo, de nossa história e o que a terra significa para nós ou essa gente não tem coração, não tem civilização, não tem família, não tem filhos, não tem humanidade? Tudo isso não faz o menor sentido.
Queremos dizer que estão espalhando um monte de mentiras para criar confusão e violência e desta forma impedir a demarcação de nossas terras. Apenas queremos justiça, queremos a terra suficiente para viver em paz, criar nossos filhos, fazer voltar a alegria e felicidade às nossas aldeias.
Não entendemos por que estão fazendo tanta tempestade, como se nós fossemos criminosos indesejados e que a devolução de pequena parte de nossas terras fosse acabar com a economia do Estado, extinguir cidades e desalojar 700 mil pessoas como os políticos de nosso estado vêm falando. Chegaram até a dizem que não somos brasileiros!
Deixem de espalhar mentiras! Jamais isso irá acontecer. Falam essas mentiras para jogar as pessoas que não sabem da verdade todas contra nosso povo. Falam isso como estratégia maldosa para conseguirem o apoio dos mais pobres que são a maioria da população em beneficio dos interesses dos fazendeiros que só pensam em dinheiro, incitando a população à violência e ao racismo contra nosso povo.
Com essas mentiras, fazem essas pessoas terem raiva e ódio dos Kaiowá e Guarani.
Sabemos que os não-índios tem seus direitos, e esses serão assegurados pelo Governo e sem se sobrepor aos nossos direitos. Então, essas mentiras maldosas servem apenas para negar completamente nossos direitos e nos deixar sem perspectivas de futuro, no eterno abandono e as mortes continuando.
A demarcação de nossas terras é boa para todos, pois irá acabar definitivamente com os conflitos e incertezas.
O povo Kaiowá e Guarani não quer mais conflitos, não quer mais violência e morte de nosso povo nem de ninguém, somente quer seus direitos conquistados e garantidos pela Lei e pela Constituição Federal. Aquilo que queremos é muito pouco se contarmos os mais de 500 anos de expulsão de nossas terras e da morte de nossos parentes.
Queríamos ver os senhores de gravata, de montes de dinheiro, que comem e bebem todos os dias à vontade, viver em nosso lugar. Não temos dúvida de que logo mudariam de idéia ou acabariam morrendo.
Mas nós já agüentamos quinhentos anos de invasão e violência. Celebramos nossa sabedoria e resistência. Nhanderu tem muita força e importância. Com eles vamos vencer. Vamos ter nossas terras de volta. Estão começando os primeiros passos.
Sabemos que não estamos sozinhos. Temos muitos amigos e aliados, pessoas que sabem a verdade de todo o sofrimento que estamos passando, aqui mesmo no Mato Grosso do Sul, mas também em todo o Brasil e mundo afora.
Saímos mais unidos, fortalecidos e dispostos nessa grande celebração.
Juntamente com nossos Nhanderu temos a certeza de que vamos vencer!
Terra Indígena Sassoró, município de Tacuru, Mato Grosso do Sul, 01 de agosto de 2008.
Para ler mais:
1) EM ATY GUASU - Índios "batizam" profissionais
que vão fazer demarcações
2) JEROKI GUASU: o envio para identificação da terra Kaiowá Guarani (Egon Heck)
3) Abaixo-assinado: Basta de genocídio: Pela Terra e vida do povo Kaiowá Guarani
* Povo que habita a Terra Indígena Sassoró, Mato Grosso do Sul
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