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terça-feira, 23 de junho de 2015

LAS ONG SON INSTRUMENTOS PARA LA SEDICIÓN DESDE LA “SOCIEDAD CIVIL”

23 junio 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


A PROPÓSITO DEL ANUNCIO DEL PRESIDENTE EVO MORALES

El presidente del Estado Plurinacional de Bolivia ha decidió expulsar del territorio boliviano a las ONG que conspiren contra el proceso revolucionario que vive su pueblo. (http://www.contrainjerencia.com)

La historia de la acción retardataria, contrarevolucionaria y sediciosa de las ONG, es parte de su misma razón de ser y de su sentido y significado. Si el pueblo supera su nivel de conciencia intuitiva y aprende a pensar su realidad desde una aproximación científica y racional, se convierte en sujeto político y en protagonista de la reversión de sus problemas y de los de la comunidad y sociedad a la que pertenece. Esto condena a las ONG a su desaparición. Que el pueblo se eduque, culturice e informe políticamente hace peligrar la vida de las ONG y el lucro de sus promotores.

Surgidas en Europa y EE.UU. para alimentar financieramente y armar políticamente a sus subsidiarias de América latina y El Caribe, de África, Asia y Oriente, las ONG matrices y sus subsidiarias han sido instrumentos muy eficaces para mantener el capitalismo jugando a la “ayuda”, pero defendiendo dictaduras y gobiernos autoritarios

domingo, 20 de julho de 2014

SANÇÕES, AVIÕES DE PASSAGEIROS... E “DOUTRINA WOLFOWITZ”

18 julho 2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

*Paul Craig Roberts − Institute for Political Economy
17/7/2014, “Sanctions and Airliners”

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

As sanções unilaterais impostas pelos EUA e anunciadas por Obama dia 16/7/2014 (ver acima, em inglês), bloqueando o acesso a financiamentos bancários de empresas russas de armas e energia, comprovam a impotência de Washington. O resto do mundo, incluindo duas das maiores associações comerciais dos EUA, já deram as costas a Obama.

A Câmara de Comércio dos EUA e a Associação Nacional de Fabricantes [orig. National Association of Manufacturers] fez publicar anúncios nas páginas do New York Times, Wall Street Journal e World Report protestando contra as sanções inventadas pelos EUA. A Associação Nacional de Fabricantes disse que (...) estamos desapontados com os EUA, por ampliarem sanções unilaterais de modo que muito prejudica a posição comercial dos EUA no mundo.

Bloomberg noticia que (...) reunidos em Bruxelas, líderes da União Europeia recusaram-se a acompanhar as medidas impostas por EUA.

Na tentativa de isolar a Rússia, o Doido da Casa Branca isolou Washington.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

NOITES DE TERROR EM HONDURAS

29 setembro 2009/Resistir Info http://resistir.info/

por Angel Palacios [*]

Nas noites de Honduras impera o terror. A ditadura converteu Honduras numa imensa prisão onde as noites são aproveitadas por matilhas de polícias e militares que invadem, torturam e saqueiam.

À noite em Honduras o que percorre as ruas é o terror com botas, capacetes e uniformes. Veículos com militares e polícias encapuzados patrulham as ruas nas noites, disparando contra os bairros e as casas. Saem a toda velocidade dos comissariados para regressar em pouco tempo com as camionetas repletas de cidadãos golpeados, humilhados, sangrentos...

A noite com toque de recolher é o cenário preferido pelos sabujos. O toque de recolher, sem garantias constitucionais, sem câmaras de televisão, nem multidões nas ruas, é o momento que os cães da ditadura aproveitam para semear o terror. Na noite passada pudemos percorrer vários bairros e foi isto que vimos:

Avisam-nos que numa das escadas de um bairro um comando policial chegou de forma intempestiva e vão invadir uma vivenda. Trata-se da casa de uma pintora muito conhecida na vizinhança. Na volta de uma escada oito polícias, como gatos na escuridão, cercam a casa. A casa está pintada de rosa e tem um grafitti contra o golpe na fachada. Os polícias golpeavam a porta com paus. Partem os vidros da janela. Um dos polícias, com uma bomba lacrimogénea na mão, calcula o ângulo para lançá-la dentro da casa. O veículo identificado como Polícia Nacional aguarda-os na parte debaixo das escadas. O polícia que conduz dá o alerta de que um grupo de jornalistas estão a gravá-los. O chefe da operação (subcomissário García) tapa-nos a lente de uma das câmaras. Outros tapam-se o nome costurado nos seus coletes. Há vizinhos que abrem as suas portas e janelas confiados na presença da imprensa internacional e gritam-lhes, denunciam-nos. Os polícias tratam de retirar-se. O polícia identificado como García justifica-se argumentando que vive nessa vizinhança e que não suportava que a sua vizinha houvesse pintado na fachada: "GOLPISTAS: EL MUNDO LOS CONDENA", "VIVA MEL". Foi esse o argumento do funcionário para desencadear o terror contra uma mulher humilde. Membros de organizações de Direitos Humanos e da Frente de Advogados contra o Golpe fazem-se presente e os polícias fogem acossados pela denúncia. A mulher que, temerosa, por fim abriu a porta, também saiu do bairro. Foi dormir num lugar seguro, perante a ameaça de que voltassem à sua procura mais tarde.

Um jovem a aparentar 20 anos caminha por uma rua escura em plena noite. Tem o rosto banhado em sangue e uma ferida na fronte de uns 5 centímetros. Anda descalço. Explica-nos: estava na porta da sua casa quando uma camioneta da polícia apareceu na sua rua e sem meias palavras saíram e golpearam-no entre outros. Atiraram-no para cima da camioneta e arrancaram com ele. Enquanto davam voltas e o pateavam, revistaram-lhe os bolsos despojando-o de um telemóvel e do seu relógio. Continuava jogado no piso da camioneta enquanto escutava os polícias a discutirem sobre quem ficava com o relógio e quem com o celular. Deixaram-no estendido longe da sua casa. O jovem não quis fazer a denúncia. Não queria mais problemas com a polícia, estava aterrorizado. Só pedia que o levássemos à sua casa.

Outro jovem é detido na esquina do seu bairro. Antes de subi-lo para a camioneta, quatro polícias lhe dão uma sova. A seguir esvaziam uma lata de tinta em spray na sua cara. O jovem respira com dificuldade. Conta-nos no hospital, enquanto lhe limpam a tina dos olhos inflamados pelos golpes, que um dos polícias lhe dizia enquanto o golpeava: "Não é da resistência? Poi resiste!"

Numa ponte há um posto de controle. Detêm-nos e entabulamos conversação com os polícias qualquer assunto para poder seguir. Um veículo que passa por ali percebe o posto de controle e retrocede lentamente. Um dos polícias que nos mandou parar olha o carro a retroceder e convida-nos, divertido, a ver o que vai acontecer, mas obrigando-nos a manter as câmaras desligadas. Sob a ponte, pela rua que seguiu o carro que tentar evitar o posto de controle, há um grupo de polícias a caçar os que tentam evadir-se. Detêm-no. Na parte de cima da ponte não se vê mas ouve-se... ouve-se a porta que se abre... ouve-se a raiva e os insultos dos polícias, os golpes contra o carro... ouvem-se outros golpes e os gritos do condutor. Não ouvimos mais. O carro seguiu dali a pouco.

Ouvem-se disparo numa avenida paralela a um bairro popular. Uma camioneta cheia de polícias é a que dispara na noite, às cegas, contra as casas do bairro. Vão devagar. Nada os ameaça. Disparam repetidamente. Nem sequer apontam. Só semeiam o terror na sua passagem.

Num comissariado à meia-noite, os membros de organizações de direitos humanos, advogados e imprensa internacional perguntam pelos detidos, que acabámos de ver que desceram de uma pick-up patrulha (eram cerca de 10). Sarcasticamente, o oficial diz-nos que ali não têm ninguém preso. Mas os presos gritam que são da resistência. Gritam os seus nomes. O oficial continua a negar o que é evidente. A insistência dos advogados e dos defensores dos direitos humanos consegue que soltem a metade dos detidos e que um médico venha a essa hora constatar o estado físico do resto. Todos golpeados, sangrando. Pela manhã os advogados da resistência conseguiram que os soltassem.

Em outro comissariado, atrás de um portão negro, escutam-se as vozes de pelo menos uma vintena de pessoas a recitarem os seus nomes. Do lado de fora umas quantas mães e esposas tentam estabelecer contacto com o seu familiar, tentam reconhecer-lhes a voz. Os uniformizados riem diante da cena. Aproximam-se e golpeiam contra o portão... ...e contra os familiares.

Em outro bairro, nas alturas de Tegucigalpa, cerca de 40 uniformizados, entre policias e militares, avançam apontando fuzis de guerra às casas. Quando se pergunta quem é o comandante dessa operação todos os uniformizados assinalam-nos um militar. Este diz que é uma operação de rotina, porque "o governo não vai continuar a permitir desordens" e que "o que se passe a essa hora não é da sua responsabilidade porque há toque de recolher". As credenciais de imprensa internacional e de organizações humanitárias dificilmente conseguem abrir-nos passagem e continuar. Os uniformizados afastam-se. As luzes das casas no bairro se vão acendendo à medida que o esquadrão do terror se afasta. Ninguém sai, mas ouvem-se gritos: "Assassinos", "Urge Mel", "Viva a Resistência".

Estes são apenas alguns casos dos que pudemos ver numa noite. Todos os dias ocorre o mesmo. Não se sabe quantos detidos há a cada noite. Não se sabe quantos corpos são rompidos, maltratados, humilhados nas noites de Honduras. Não se sabe quantas mulheres são violadas. Não se sabe os nomes, as idades, não se conhecem os testemunhos... porque os toques de recolher são para isso. Para que a matilha de assassinos que sustentam esta ditadura semeie o terror sem que transpira aos media e para que as vítimas se imobilizem e não denunciem.

Nas noites de Honduras não brilham as estrelas. Só as luzes das patrulhas e o sangue dos que caem nas mãos da matilha uniformizada. Botas e mais botas nas ruas, nas costas, nos rostos dos hondurenhos. E apesar do terror que a cada noite semeia a ditadura, não há medo. A resistência continua.

Quando sai o sol, há marchas, tomadas de ruas, mobilizações pacíficas mas desafiantes e contundentes. Os que curam as suas feridas talvez não os vejamos durante alguns dias nos protestos, mas a notícia corre e a indignação pelo que se está a passar hoje em Honduras faz com que muitos mais se incorporem. Noventa dias de resistência. Corpos contra balas. Os organismos direitos humanos referem-se a mais de 600 detidos, dos que se tem conhecimento. Mas muitos são detidos e torturados na noite e não denunciam por medo. Honduras precisa que o mundo reaja mais rapidamente perante a terrível violação dos direitos humanos que se está a verificar. A diplomacia não basta. É urgente que o mundo actue, aqui em Honduras e agora.

PS: As organizações de direitos humanos e advogados solidários fazem um trabalho incansável para atender as vítimas, para acompanhar as denúncias, para efectuar registos. Mas não têm recursos. Não contam com o mínimo. Não têm como encher o reservatório de gasolina para se deslocarem aos lugares, não têm saldo nos telefones para efectuar as chamadas necessárias. E ainda assim fazem magia para defender os direitos dos seus compatriotas. Levam 90 dias fazendo magia e é muito o que conseguem. A sede da COFADEH está a toda hora cheia de gente que vai denunciar os atropelos vividos, e cheia também de gente que vai apoiar o seu trabalho. Muitos e muitas dirigentes destas organizações de direitos humanos foram perseguidos, encarcerados para tentar calá-los. Apesar das dificuldades continuam a ser o único lugar aonde acudir para buscar refúgio diante da repressão. É urgente a solidariedade povo a povo, que os organismos de direitos humanos de outros países, que os comités de solidariedade de outros países se ponham em contacto com eles e os apoiem, divulguem as suas denúncias, enviem apoio a essas organizações que em Honduras lutam contra o Terror da Ditadura.

[*] apoiante do Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras (COFADEH)

O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org , nº 2088

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

VENEZUELA ES EL ÚNICO LUGAR DEL MUNDO DONDE HAY OPTIMISMO

[Entrevista con Josh Simpson y Benji Lewis, dos ex soldados que lucharon en combate en Irak y ahora se oponen públicamente a la guerra global de terror de Washington; por Eva Golinger para el Correo del Orinoco, 9 septiembre 2009.)

Eva Golinger (EG): ¿Por qué se unieron a las fuerzas armadas en los EEUU?

Josh: Yo estaba interesado en la historia, en un sentido patriótico, la Segunda Guerra Mundial, Vietnam.

EG: ¿Una visión romántica?

Josh: Sí, incuso Vietnam, yo pensé que era algo de una vez. No sabía de participación de la CIA en Latinoamérica – eso es común, la mayoría de las personas en los EEUU no saben esas cosas, especialmente cuando tienes 17. También terminé uniéndome al ejército por razones económicas. Me inscribí en julio de 2001 y estuve en entrenamiento básico cuando ocurrió el 11 de septiembre, y todo cambió.

EG: ¿Qué pensaste?

Josh: Estaba nervioso pero emocionado. Me había inscrito en las fuerzas armadas justo cuando algo grande en la historia estaba sucediendo. Yo no entendía por qué el 11/09 había pasado, por qué fuimos atacados. Supongo que la gente sólo nos odiaban por ser americanos. Si tenía que ir a la guerra para defender a mi país estaba totalmente preparado para hacerlo. No terminé yendo a Afganistán porque estaba en la brigada de segundo ataque, así que cuando terminé de ir a Irak ya estaba en contra de la guerra. Hoy creo que todas las guerras son imperialistas, pero en ese entonces aún cuando no apoyaba la guerra, había decido ir porque tenía que ir y no sabía que habían personas que se resistían.

EG: ¿Te refieres a los soldados resistiendo o a las personas contra la guerra?

Josh: Yo no sabía que había un movimiento anti-guerra. Yo estaba en el desierto de California en una base militar, y en el ejército, nunca supimos que en los EEUU había una oposición enorme a la guerra, los medios de comunicación no la cubrieron. Creo que hubo errores tácticos cometidos en los EEUU por el movimiento contra la guerra, si la gente hubiese detenido los envíos militares en lugar de sólo marchar en las calles, si la gente hubiese bloqueado las vías del ferrocarril y los puertos, esta guerra no habría empezado.

EG: Benji, cuando y porqué te inscribiste en las fuerzas armadas de EEUU?

Benji: Vengo de una familia de militares. Me sentí alentado por mi madre y mi padre a inscribirme. Me uní al ejército para ayudar a la gente. Entré la Infantería de Marina en marzo de 2003. Tenía 17 años y medio. Una vez que me inscribí me di cuenta de que era una mala idea y pensé: ¿qué he hecho?

EG: ¿Cuando comenzó la guerra?

Benji: Cuando estaba en bootcamp, la invasión estaba sucediendo, veíamos video clips de la guerra con música heavy metal (rock pesado). Antes de cada clase en bootcamp se mostraba videos de personas recibiendo disparos, muertos, con música heavy metal. Luego cuando invadíamos a Faluya, las unidades de operaciones psicológicas no estaban señalando a la población de Faluya, estaban apuntando a nosotros mismos, tocando la misma música, como lo hicieron en bootcamp. Quedó claro para mí que el adoctrinamiento militar es mucho más profundo de lo que parece ser en la superficie.

EG: Josh, ¿Cuándo fuiste a Irak,?

Josh: Septiembre 2004-septiembre 2005.

EG: ¿Qué pensaste cuando ibas allí?

Josh: Yo estaba en contra de la guerra, pero al mismo tiempo imaginaba que ya la habíamos comenzado, así que debíamos llevarla a cabo y ayudar a reconstruir al país. Era difícil pensar al respecto. Yo estaba a cargo de los interrogatorios en Irak. Yo estaba en Mosul, Irak. En Irak, el 95% de las personas detenidas e interrogadas eran inocentes. Los interrogatorios agitaban a la población en tu contra. ¡Si ellos no eran terroristas o insurgentes cuando eran detenidos, lo serían después! La razón por la cual el 95% son inocentes y que sigan detenidos se debe a la forma de medir el éxito en Irak, al contrario que en Vietnam, donde fue un recuento de cadáveres, se basa en el número de detenidos. No importa si son mujeres o niños o inocentes. No participé en la tortura física ni en golpear a los detenidos. Pero participé en la tortura psicológica.

EG: ¿Pero sabías que la tortura ocurrió?

JS: Vi a las víctimas de la tortura. Los morados y golpes por todo el cuerpo venían de algún lugar. Enviaríamos a los detenidos al ejército iraquí que estaba trabajando con nosotros y ellos ejecutarían las torturas por nosotros.

EG: Benji, ¿Tú estabas en Faluya durante el escándalo de Blackwater?

Benji: Inmediatamente después. Fui enviado a Faluya y la emoción fue porque era justo después del escándalo de Blackwater y estábamos en una misión de venganza. Nadie nos dijo lo que había sucedido, salvo que los ciudadanos de EEUU habían sido asesinados por la insurgencia iraquí en Faluya. Así que estaba emocionado porque iba a ser en una unidad de morteros y sería capaz de hacer lo que estaba entrenado para hacer, íbamos a utilizar nuestros morteros. Pensamos que íbamos a Faluya para neutralizar una insurrección, pero no nos dijeron que toda la ciudad ya había sido bombardeada por los EEUU durante una semana y que un tercio de la población ya había sido desplazada o asesinada. No lo sabía. Se nos decía que esto era una misión de venganza, no sabíamos que los que habían muerto eran mercenarios de Blackwater, nos dijeron que eran ciudadanos de los EEUU. Varios batallones de infantería de marina se desplegaron sobre la ciudad desde cada ángulo. La ciudad estaba sitiada. Había miles de nosotros para asaltar a esta ciudad. Los rodeamos y cortamos la electricidad y el agua, bombardeamos incluso las mezquitas.

EG: ¿El ejército no les daba a los soldados algún tipo de información?

Benji: Ganar a los corazones y mentes, es una doble retórica. Tienes que controlar primero los corazones y las mentes de las tropas para cometer esas atrocidades antes de enviarlos a la guerra. Tienes que mentirles, de otra manera no se puede luchar este tipo de guerras.

EG: ¿Cómo perciben la resistencia del pueblo Iraquí?

Josh: Ellos eran terroristas, radicales, fundamentalistas islámicos, no personas que luchan por su país, eso es lo que nos dijeron.

Benji: El adoctrinamiento militar es tan sofisticado – inclusive eres aislado de los miembros de su propio batallón, no se puede hacer preguntas, lo único que importa es protegerte a ti y a tu batallón. No hay política. Lo primero que se aprende es no cuestionar, guardar tus pensamientos para ti mismo.

EG: ¿No sabías que era una guerra por el petróleo?

Benji: La única razón por la que estas allí es para proteger a la persona que
está a tu izquierda y a tu derecha. Todo el mundo sabía sobre el petróleo, pero tu única misión es permanecer con vida y mantener a tus amigos con vida.

Josh: Crees que estás ayudando a los iraquíes. Eso es lo que te dicen.
EG: ¿Por qué dejaste el ejército?

Josh: Estuve de servicio activo durante 5 años, entonces me inscribí por otros 3 años como reservista. Yo no quería volver a Irak. Me dijeron que si uno se inscribía en la reserva se podía obtener un buen bono y no te desplegarían durante dos años. Fui ingenuo al pensar que la guerra en Irak habría terminado en dos años.

EG: ¿Por qué inscribirse en la reserva y entrenar personas para ir a la guerra en Irak si estabas en contra de la guerra?

Josh: Lo justificaba pensando que las mantenía a salvo entrenándolas bien. Tenían que ir de todas formas. Pero llegó un momento en que no podía mirarme más en el espejo, estaba disgustado conmigo mismo. Básicamente estaba atrapado en un dilema moral. Quiero estar orgulloso de mis actos, orgulloso de lo que estoy haciendo, pero, honestamente, no lo estaba. Comencé la universidad al mismo tiempo. Estudiaba economía política en la Universidad de Evergreen, aprendiendo sobre el imperialismo de los EE.UU.

EG: ¿La gente en tu clase sabía que estabas en el ejército? ¿Qué te dijeron?

Josh: Sí, pero la gente sabía que me oponía a la guerra.

Benji: La campaña de “apoyo a las tropas” había cambiado la percepción de todos. La campaña fue diseñada para permitir la aceptación indirecta de la guerra.

Josh: La gente tiene miedo de criticar a las tropas, se considera la blasfemia más grande del mundo. Al mismo tiempo, si nunca te critican, nunca sabrás que lo que estás haciendo está mal.
Pero tienes que criticarlos, porque ellos dicen que simplemente están siguiendo órdenes, pero esas son pendejadas, los nazis también estaban cumpliendo órdenes. La enseñanza militar de EEUU es fascista, es básicamente ciego, obediencia incondicional. Luego tratan de decir que la obediencia ciega es una forma de coraje y valentía. Es mucho más fácil ir con la corriente que en su contra. Mientras estaba en Evergreen aprendí algo diferente a lo que me dijeron en el ejército. Llegué al punto en que moralmente no podía solamente oponerme a la guerra, tampoco podía estar en las fuerzas armadas entrenando a los soldados para ir a matar a otras personas en una guerra racista. Me dijeron que en enero de 2008 iba a ser desplegado en Irak y decidí que no iba a volver. Ya estaba hablando en contra de la guerra y estaba construyendo barricadas en las calles de Olimpia para bloquear los envíos de equipos militares por los puertos de los EEUU a Irak, y por primera vez sentí que estaba luchando por algo en lo que yo realmente creía. Me hace llorar pensar en esto. Estuve en el ejército por cinco años y nunca tuve la oportunidad de luchar por algo que yo creyera. El hecho de que finalmente estuviera luchando por algo en lo que yo creía, en contra de la guerra, fue una gran sensación. Me uní al grupo Veteranos de Irak Contra la Guerra y otros grupos de resistencia contra la guerra. Ayudé a crear la “GI coffee house”, “Coffee Strong” para los militares del Fuerte Lewis, para servirles café e intentar organizarles en contra de la guerra.

EG: Benji, ¿por qué dejaste el ejército?

Benji: Después de mi primera gira en Irak estaba desilusionado y después de mi segundo despliegue era evidente. Nos referimos a nosotros mismos como ocupantes. Cuando volví de la segunda gira yo estaba convencido de que no iba a volver a Irak. Me ofrecí para ser un instructor de combate urbano. Entrené varios batallones de combate urbano y uno de mis equipos terminó en Haditha, masacrando a cientos de inocentes iraquíes en un ejercicio de 3 días. Eso está en mi conciencia y es muy triste. La gente en la Infantería de Marina se mete cocaína antes de los ejercicios de la mañana, la situación está grave. Después de un año, decidí que no quería volver a Irak. No tenía idea de que hubiera un movimiento de resistencia. Al salir, quieres dejar todo detrás de ti. No quieres pensar en ello, no quieres recordarlo, sólo quieres llevar una vida pequeña y tranquila.

Benji: Me mudé a Oregon y me reuní con la gente de Veteranos por la Paz. Me enteré de que no tienes que volver, puedes resistir. Me uní a Coraje para Resistir y empecé a ampliar mi trabajo y a hablar contra las guerras en Afganistán e Irak.

EG: ¿Por qué vinieron a Venezuela?

Benji: América del Sur está en condiciones de resistir el colapso económico en los EEUU. También tenemos planes para crear una red de seguridad para los amigos y personas en los EEUU en caso de que los EEUU se convierta en un estado policial más grande. Si hay una guerra más grande por venir en el planeta la gente tiene que elegir un lado y este es el lado en el que quiero estar.

JS: Venezuela es el único lugar en el mundo donde hay optimismo. Este país se está moviendo en la dirección correcta. En Venezuela se está haciendo una gran cantidad de trabajo.

EG: ¿Qué le dirías al pueblo venezolano acerca de la presencia militar de EEUU en Colombia?

JS: Que estén preparados. Las milicias populares son el medio más eficaz para disuadir a los EEUU, está funcionando en Irak y Afganistán. Las personas con fusiles pueden mantenerse para siempre. No van a ser capaces de derrotar a los militares de EEUU con tanques y aviones, porque ellos tienen más que todos los países del mundo combinados. Estén a la altura de la creencia, ¡Socialismo o Muerte! El capitalismo está en un estado de deterioro importante y va a reaccionar con violencia. Sin embargo tenemos que luchar de cualquier manera. Si Venezuela es atacada, y hay una brigada Abraham Lincoln para defender a Venezuela, yo vendría aquí en un latido.

Benji: Para mí es obvio que los EE.UU. están abriendo fuego contra Latinoamerica. Latinoamerica es una gran recurso para los EE.UU., es todo lo que ven, ven a la gente como una molestia. La única cosa en la que los EEUU es bueno es en invadir otros países, esa es la única exportación que todavía tienen, la invasión.

Josh: Es la guerra que nunca termina.

PERFILES

• Josh Simpson, 27 años, fue Sargento de la División de Contrainteligencia del Ejército de los EEUU. Estuvo a cargo de los interrogatorios en Mosul, Irak desde 2004-2005. Sus acciones resultaron indirectamente en la muerte de cientos de iraquíes. Hoy en día, Josh es el presidente del Capítulo de Fort Lewis de Veteranos de Irak Contra la Guerra y es co-fundador de “Café Fuerte”, un café para los soldados del Fuerte Lewis que pretende movilizar a los soldados contra la guerra. Josh obtuvo su Licenciatura en Economía Política en la Universidad de Evergreen en 2008 y está llevando a cabo una Maestría en Docencia de la misma institución. Habla por todos los EEUU contra la guerra y el imperialismo y es altamente activo en el bloqueo de los envíos militares que salen de los EEUU como una forma de resistencia a la acción directa de la guerra.

• Benji Lewis, 24 años, es un ex soldado de Infantería de Marina que hizo dos turnos en Irak, ambos a Faluya de 2004 a 2005. Sus morteros M-16 mataron a más de 500 personas en Faluya durante un período de tres meses. Hoy en día, Benji es un abierto opositor a la guerra, activista contra el Imperio en Oregon. Él es un miembro de Veteranos de Irak Contra la Guerra y Corage de Resistir. Habla por todos los EEUU contra la guerra y organiza a los soldados para resistirse a su despliegue en Irak y Afganistán. Benji está estudiando Literatura Inglesa y Filosofía en Lynn-Benton Community College en Corvallis, Oregon y tiene planes de aprender español.

Esta entrevista se realizó durante su primera visita a Venezuela como parte de la delegación anti-guerra, pro-paz de la Coalición de Solidaridad Portland de América Latina. (El Libre Pensador)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Honduras/“MI OBISPO MÁS SE PARECE A UN CORONEL QUE A UN PASTOR”

Cubadebate http://www.cubadebate.cu

Publicado el 13 Julio 2009 en Especiales, Jean-Guy Allard

El cardenal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arzobispo de Tegucigalpa, ya denunciado por haber recibido un salario mensual de 5 000 dólares mensuales del gobierno hondureño anterior al de Manuel Zelaya, se distinguía en los años 80 como colaborador activo de los militares que hacían reinar el terror en esta nación centroamericana.
Lo revela un articulo publicado el 21 de enero de este año en el rotativo Tiempo donde se reseña declaraciones del sacerdote hondureño Fausto Milla, cura de la parroquia de Corquín, departamento de Lempira, forzado a exilarse a México por las amenazas de muerte recibidas de los militares de la IV Región del Ejercito nacional.
“Me voy no porque yo quiera, declaró Milla a la prensa minutos antes de su salida del país desde el aeropuerto de la capital, sino que me veo obligado. Quiero seguir haciendo algo por mi país, por el pueblo hondureño, por mi propio diócesis…”
“Nunca hubiera querido salir de esta forma, nunca por amenazas y encañonamientos militares de quien se han aliado con un ejercito asesino que que en 1969 nos invadió…”
Después de relatar los abusos cometidos en su contra por los militares, incluso un intento de secuestro del cual escapó por milagro, el humilde sacerdote contó como denuncias hechas por la iglesia de Copán a favor de los derechos humanos de los refugiados salvadoreños, víctimas de la guerra en su país, habían provocado la ira del ejército “y por ello el hostigamiento en contra de los sacerdotes de la región”.
Milla denunció entonces a Óscar Andrés Rodríguez obipso del diócesis de Coplán, por ser “cómplice de todo lo que los militares nos hacen”.
“Mi obispo más se parece a un coronel sin charratera que a un pastor”, dijo.
Diciéndose decepcionado “de quienes debieron brindarme protección y amparo pero que con su actitud parecen revelar una alianza con quienes nos persiguen”, el cura Milla manifestó que “el consejo presbiteral de Santa Rosa de Copán había sido “desbaratado por el nuevo obispo” Rodríguez que luego pasara a ser Cardenal de Tegucigalpa.
“Lo que uno no se explica, continúo, es que nuestros jerarcas superiores que firmaron documentos como el de Puebla, vengan a ponerse al lado de quienes ese documento de la iglesia condena por ser los interesados en mantener el régimen de seguridad nacional que significa inseguridad para toda la población y solo seguridad para los dineros que ellos acumulan”.
Según documentos publicados el 8 de julio último por el sitio web Cubadebate, el ex presidente Carlos Flores pagó al cardenal Rodríguez Maradiaga a partir del mes de diciembre de 2001 un sueldo de 100 000 lempiras mensuales (5 300 dólares) del presupuesto de la Presidencia de la República.
“Quizás en el hecho de que el Cardenal dejó recibir esa fortuna se pueda explicar su complicidad con el golpe de Estado, que comenzó antes del nefasto 28 de junio” comentaba la nota que acompañó la publicación de los documentos.
El Cardenal, uno de los más ruidosos cómplices del criminal golpe des estado, opinó, en un comunicado publicado por el diario El País, el 4 de julio que el secuestro y la expulsión de su país del Presidente constitucional Manuel Zelaya, servirá “para edificar y emprender un nuevo camino, una nueva Honduras (…) es un nuevo punto de partida para el diálogo, el consenso y la reconciliación”.

URL del artículo : http://www.cubadebate.cu/especiales/2009/07/13/%e2%80%9cmi-obispo-mas-se-parece-a-un-coronel-que-a-un-pastor%e2%80%9d/

Uruguay/LOS MAPAS DEL ALMA NO TIENEN FRONTERAS

13 julio 2009/ Cubadebate http://www.cubadebate.cu

Palabras dichas por Eduardo Galeano en Montevideo, anoche, al ser condecorado con la Orden de Mayo de la República Argentina

Permítanme agradecer esta ofrenda que estoy recibiendo, que para mí es un símbolo de la tercera orilla del río. En esa tercera orilla, nacida del encuentro de las otras dos, florecen y se multiplican, juntas, nuestras mejores energías, que nos salvan del rencor, la mezquindad, la envidia y otros venenos que abundan en el mercado.
Aquí estamos, pues, en la tercera orilla del río, argentinos y uruguayos, uruguayos y argentinos, rindiendo homenaje a nuestra vida compartida, y por lo tanto estamos celebrando el sentido comunitario de la vida, que es la expresión más entrañable del sentido común.
Al fin y al cabo, y perdón por irme tan lejos, cuando la historia todavía no se llamaba así, allá en el remoto tiempo de las cavernas, ¿cómo se las arreglaron para sobrevivir aquellos indefensos, inútiles, desamparados abuelos de la humanidad? Quizá sobrevivieron, contra toda evidencia, porque fueron capaces de compartir la comida y supieron defenderse juntos. Y pasaron los años, miles y miles de años, y a la vista está que el mundo raras veces recuerda esa lección de sentido común, la más elemental de todas y la que más falta nos hace.
Yo tuve la suerte de vivir en Buenos Aires, en los años setenta. Llegué corrido por la dictadura militar uruguaya, y me fui corrido por la dictadura militar argentina.
No me fui: me fueron. Pero en esos años comprobé, una vez más, que aquella prehistórica lección de sentido común no había sido olvidada del todo. La energía solidaria crecía y crece al vaivén de las olas que nos llevan y nos traen, argentinos que vienen y van, uruguayos que vamos y venimos. Y en el tiempo de las dictaduras, supimos compartir la comida y supimos defendernos juntos, y nadie se sentía héroe ni mártir por dar abrigo a los perseguidos que cruzaban el río, yendo para allá o desde allá viniendo. La solidaridad era, y sigue siendo, un asunto de sentido común y por lo tanto era, y sigue siendo, la cosa más natural del mundo. Quizá por eso su energía, la siempreviva, fue más viva que nunca en los años del terror, alimentada por las prohibiciones que querían matarla. Como el buen toro de lidia, la solidaridad se crece en el castigo.
Y quiero dar un testimonio personal de mi exilio en la Argentina. Quiero rendir homenaje a una aventura llamada Crisis, una revista cultural que algunos escritores y artistas fundamos con el generoso apoyo de Federico Vogelius, donde yo pude aportar algo de lo mucho que me había enseñado Carlos Quijano en mis tiempos del semanario Marcha.
La revista Crisis tenía un nombre más bien deprimente, pero era una jubilosa celebración de la cultura vivida como comunión colectiva, una fiesta del vínculo humano encarnado en la palabra compartida. Queríamos compartir la palabra, como si fuera pan.
Los sobrevivientes de aquella experiencia creadora, que murió ahogada por la dictadura militar, seguimos creyendo lo que entonces creíamos. Creíamos, creemos, que para no ser mudo hay que empezar por no ser sordo, y que el punto de partida de una cultura solidaria está en las bocas de quienes hacen cultura sin saber que la hacen, anónimos conquistadores de los soles que las noches esconden, y ellos, y ellas, son también quienes hacen historia sin saber que la hacen. Porque la cultura, cuando es verdadera, crece desde el pie, como alguna vez cantó Alfredo Zitarrosa, y desde el pie crece la historia. Lo único que se hace desde arriba son los pozos.
La dictadura militar acabó con la revista y exterminó muchas otras expresiones de fecundidad social. Los fabricantes de pozos castigaron el imperdonable pecado del vínculo, la solidaridad cometida en sus múltiples formas posibles, y la máquina del desvínculo continuó trabajando al servicio de una tradición colonial, impuesta por los imperios que nos han dividido para reinar y que nos obligan a aceptar la soledad como destino.
A primera vista, el mundo parece una multitud de soledades amuchadas, todos contra todos, sálvese quien pueda, pero el sentido común, el sentido comunitario, es un bichito duro de matar. La esperanza todavía tiene quien la espera, alentada por las voces que resuenan desde nuestro origen común y nuestros asombrosos espacios de encuentro.
Yo no conozco dicha más alta que la alegría de reconocerme en los demás. Quizás ésa es, para mí, la única inmortalidad digna de fe. Reconocerme en los demás, reconocerme en mi patria y en mi tiempo, y también reconocerme en mujeres y hombres que son compatriotas míos, nacidos en otras tierras, y reconocerme en mujeres y hombres que son contemporáneos míos, vividos en otros tiempos.
Los mapas del alma no tienen fronteras.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bolivia/Descubren sótano de torturas y apelarán a expertos extranjeros para excavaciones

Agencia Boliviana de Información http://www.abi.bo

La Paz, 5 febrero 2009 (ABI) - Debajo del Ministerio de Gobierno se mostró este jueves un sótano de torturas que era utilizado en las dictaduras, según deducción del Gobierno y anunció con recurrir a expertos internacionales, sobre todo argentinos, para determinar si en el lugar se encuentran restos de seres humanos.

A iniciativa del ministro de Gobierno, Alfredo Rada, se conformó un Comité Impulsor integrado por instituciones activistas de los derechos humanos a objeto de que hagan seguimiento a la investigación del Fiscal sobre

La Fiscalía de Distrito de La Paz inició esta jornada la investigación de las celdas ocultas, porque se presume que existen víctimas de las dictaduras enterradas en estos lugares, luego se pretende construir un museo con el fin de no olvidar las nefastas dictaduras del 60, 70 y 80.

En medio de lamentos y llantos de los sobrevivientes de la dictadura de Hugo Banzer Suárez, que fueron vejados, abusados y humillados en estas celdas de tortura, el fiscal Marcelo Sosa precintó el lugar en presencia de los ministros de Gobierno, Alfredo Rada; de Justicia, Celima Torrico, y los activistas de derechos humanos.

Con la autorización del Fiscal, el Gobierno pedirá la ayuda de países amigos como de Argentina para que lleguen expertos (peritos) en antropología, arquitectura y realizar excavaciones y exhumaciones para poder encontrar restos humanos que hubiesen sido enterrados en estos sótanos ocultos.

El Ejecutivo tiene indicios de que en estos sótanos aún existirían víctimas de torturas enterradas en medio de escombros y los ambientes contiguos que también fueron celdas hoy comedor y garaje.

Entre los primeros presos políticos que cayeron en estos sótanos y en otros ambientes fueron los bolivianos Víctor Guerra, el "Pelado" Ortega, Loyola Guzmán, algunos extranjeros y después otros perseguidos por gobiernos de facto como el viceministro de Régimen Interior y Policía, Marcos Farfán, y el senador del MAS, Antonio Peredo.

Al finalizar con la inspección ocular, el ministro Rada, comentó que hace décadas en estos lugares oscuros y fríos fueron detenidos bolivianos, sencillamente por luchar por la democracia, cambios y transformaciones sociales en el país.

Indicó que encontraron cada uno de los estos sitios, donde varias víctimas fueron enterradas o tapiadas, además que construyeron tabiques a manera de paredes para disimular las puertas que en la época de la dictadura eran rejas de las celdas.

Confirmó que el Comité Impulsor de la investigación que acompañara al Fiscal estará integrado por la Asamblea Permanente de Derechos Humanos de Bolivia (APDHB), la Asociación de Familiares, Desaparecidos y Mártires por la Liberación (ASOFAMD), además de otras instituciones.

Anunció la construcción de un museo en estos lugares de tortura y la llegada en las próximas semanas de las madres de Plaza de Mayo de Argentina, y del reconocido activista paraguayo, Martín Almada, que descubrió los archivos del terror en Paraguay, y que mostró al mundo la existencia del plan "Cóndor" de coordinación de las dictaduras en 1970.

"Creemos que este pedazo de la historia boliviana no puede ser enterrada ni olvidada y para ello en los sótanos del Ministerio de Gobierno allá donde fueron torturadas centenas sino miles de personas, se construirá un memorial para que los ciudadanos en cualquier momento puedan recorrer y recordar para que nunca más vuelvan a ocurrir este tipo de violación de los derechos humanos", concluyó.

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20090205193653&l=200902050002_Celdas_de_tortura_en_el_s%F3tano_del_Ministerio_de_Gobierno._(ABI).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fidel Castro revela contradicciones entre la ética y la política de Obama



El líder de la Revolución cubana publicó este miércoles una nueva Reflexión (Foto: Archivo)

En una nueva reflexión publicada este miércoles, el líder de la Revolución cubana resaltó cómo la prensa internacional ''rasga las vestiduras si se expresa cualquier opinión crítica'' sobre el nuevo presidente estadounidense. Asimismo realizó una serie de preguntas a Obama que indicó ''debería responder entre las muchas que pueden formularse''.

5 febrero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El líder de la Revolución cubana, Fidel Castro, aseguró este miércoles que hay "contradicciones" entre la ética y la política del nuevo presidente de Estados Unidos, Barack Obama, en un artículo divulgado por la prensa de la Isla.
En el nuevo artículo, intitulado "las contradicciones entre la política de Obama y la ética", resalta en primer lugar que "hay quienes se rasgan las vestiduras si se expresa cualquier opinión crítica sobre el importante personaje, aunque se haga con decencia y respeto".
"Cualquier crítica mía es calificada sin excepción de arremetida, acusación y otros sustantivos similares", expresó el líder, con relación a cómo la prensa internacional recoge sus palabras.
Fidel Castro señala en su segunda columna de "Reflexiones" sobre Obama que es preciso hacer "algunas preguntas que el nuevo presidente de Estados Unidos debería responder, entre las muchas que pueden formularse".
A continuación TeleSUR transmite de forma íntegra el artículo intitulado "Las contradicciones entre la política de Obama y la ética".
Las contradicciones entre la política de Obama y la ética
Señalé hace varios días algunas ideas de Obama, que indican su papel dentro de un sistema que es la negación de todo principio justo.
Hay quienes se rasgan las vestiduras si se expresa cualquier opinión crítica sobre el importante personaje, aunque se haga con decencia y respeto. Esto va acompañado siempre de sutiles y no sutiles dardos de quienes poseen los medios para divulgarlos y los transforman en componentes del terror mediático que imponen a los pueblos para sostener lo insostenible.
Cualquier crítica mía es calificada sin excepción de arremetida, acusación y otros sustantivos similares, que reflejan desconsideración y descortesía con la persona a la que van dirigidas.
Es preciso en ésta ocasión hacer algunas preguntas que el nuevo presidente de Estados Unidos debería responder, entre las muchas que pueden formularse.
Por ejemplo, las siguientes:
¿Renuncia o no a la prerrogativa como Presidente de Estados Unidos, de los que con muy pocas excepciones ejercieron por el mismo cargo, como un derecho per sé, la facultad de ordenar el asesinato de un adversario político extranjero que suele ser siempre el de un país subdesarrollado?
¿Acaso alguno de sus variados colaboradores le han informado alguna vez de las tenebrosas acciones que los presidentes, desde Eisenhower y los que lo sustituyeron, llevaron a cabo los años 1960, 61, 62, 63, 64, 65, 66 y 67 contra Cuba, incluida la invasión mercenaria de Girón, campañas de terror, introducción de abundantes armas y explosivos en nuestro territorio y otras acciones parecidas?
No pretendo culpar al Presidente actual de Estados Unidos Barack Obama, por hechos que sus antecesores presidenciales llevaron a cabo cuando él no había nacido o era solo un niño de 6 años nacido en Hawai, de padre kenyano, musulmán y negro y madre norteamericana, blanca y cristiana. Eso, por el contrario, constituye en la sociedad de Estados Unidos, un mérito excepcional, que soy el primero en reconocerle.
¿Conoce el Presidente Obama que nuestro país, durante décadas completas fue víctima de la introducción de virus y bacterias portadoras de enfermedades y plagas que afectaban personas, animales y plantas, algunas de las cuales, como el Dengue Hemorrágico, se convirtieron posteriormente en azotes que costaron la vida a miles de niños en América Latina y también plagas que afectan la economía de los pueblos del Caribe y el resto del continente, como daños colaterales que no han podido ser eliminados?
¿Conocía que en estas acciones de terror y daño económico participaron varios países políticamente subordinados, de América Latina, hoy abochornados con el daño que hicieron?
¿Por qué se impone a nuestro pueblo, único caso en el mundo, una desorganizante Ley de Ajuste Cubano que engendra el tráfico humano y hechos que han costado la vida de personas, fundamentalmente mujeres y niños?
¿Era justo aplicar a nuestro pueblo un bloqueo económico que ha durado casi 50 años?
¿Era correcta la arbitrariedad de exigir al mundo el carácter extraterritorial de ese bloqueo económico que solo puede generar hambre y escasez a cualquier pueblo?
Estados Unidos no puede satisfacer sus necesidades vitales sin la extracción de enormes recursos minerales de gran número de países que se ven limitados a la exportación de los mismos en muchos casos sin procesos intermedios de refinación, actividad que en general, si conviene a los intereses del imperio, son comercializados por grandes empresas transnacionales de capitales yankis.
¿Renunciará ese país a tales privilegios?
¿Es acaso compatible tal medida con el sistema capitalista desarrollado?
Cuando el señor Obama promete invertir considerables sumas para autoabastecerse de petróleo, a pesar de constituir hoy su país el mayor mercado del mundo, ¿qué harán aquellos cuyos ingresos fundamentales provienen de la exportación de esa energía, muchos de ellos sin otra fuente importante de ingresos?
Cuando la competencia y la lucha por los mercados y fuentes de empleos vuelva a desatarse después de cada crisis entre los que mejor y más eficientemente monopolicen las tecnologías con sofisticados medios de producción, ¿qué posibilidades quedan a los países no desarrollados que sueñan con industrializarse?
Por eficientes que sean los nuevos vehículos que la industria automotriz alcance, ¿serán acaso esos procedimientos los que la ecología demanda para proteger a la Humanidad del deterioro creciente del clima?
¿Podrá la filosofía ciega del mercado sustituir lo que solo la racionalidad podría promover?
Obama promete imprimir cantidades enormes de dinero en la búsqueda de tecnologías que multipliquen la producción energética, sin la cual las sociedades modernas se paralizan.
Entre las fuentes de energías que promete desarrollar aceleradamente incluye las plantas nucleares que cuentan ya con un número elevado de oponentes, por los grandes riesgos de accidentes con efectos desastrosos para la vida, la atmósfera y la alimentación humana. Es absolutamente imposible garantizar que algunos de tales accidentes no tenga lugar.
Sin necesidad alguna de esos desastres accidentales la industria moderna ha contaminado con sus emanaciones tóxicas a todos los mares del planeta.
¿Es correcto prometer la conciliación de tan contradictorios y antagónicos intereses sin transgredir la ética?
Para complacer a los sindicatos que lo apoyaron en la campaña, la Cámara de Representantes de Estados Unidos, dominada por los demócratas, lanzó la consigna "compre productos estadounidenses", extremadamente proteccionista, que echa por tierra un principio fundamental de la Organización Mundial de Comercio, ya que todas las naciones del mundo, grandes o pequeñas, basan sus sueños de desarrollo en el intercambio de bienes y servicios, para lo cual, sin embargo solo las más grandes y de rica naturaleza tienen el privilegio de sobrevivir.
Los republicanos en Estados Unidos, golpeados por el descrédito al que los condujo el disparatado gobierno de Bush, ni cortos ni perezosos le han salido al paso a las complacencias de Obama con sus aliados sindicales. Así se despilfarra el crédito que los votantes otorgaron al nuevo Presidente de Estados Unidos.
Como viejo político y luchador, no cometo ningún pecado al exponer modestamente estas ideas.
Podrían formularse todos los días preguntas sin fáciles respuestas a medida que se publican cientos de noticias procedentes de las esferas políticas, científicas y tecnológicas que llegan a cualquier país.

Fidel Castro Ruz

04 de febrero de 2009

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/42097-NN/fidel-castro-revela-contradicciones-entre-la-etica-y-la-politica-de-obama/

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