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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/DISCURSO DE PUTIN NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

29/09/2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
(trad. não oficial do texto original (a conferir com o vídeo) – McClatchy
http://www.mcclatchydc.com/news/nation-world/world/article36860463.html
Tradução: Vila Vudu

(...), Senhoras e senhores.

O 70º aniversário da ONU é boa ocasião para considerar a história e falar de nosso futuro comum.

Em 1945, os países que derrotaram o nazismo reuniram esforços para lançar fundações sólidas para a ordem mundial do pós-guerra. Permitam-me lembrar-lhes que as decisões chaves sobre os princípios que guiaram a cooperação entre estados e o estabelecimento da ONU foram tomadas em nosso país – em Yalta, na Crimeia – onde se reuniram os líderes da coalizão anti-Hitler.

O sistema de Yalta nasceu de fato em ação. Nasceu ao custo de dez milhões de vidas e de duas guerras mundiais que varreram o planeta no século 20. Sejamos justos – o sistema de Yalta ajudou a humanidade a atravessar eventos turbulentos, muitas vezes dramáticos, das últimas sete décadas. E salvou o mundo de levantes em grande escala.

A ONU é única em sua legitimidade, representação e universalidade. É verdade que, em tempos recentes, a ONU tem sido amplamente criticada por supostamente não ser suficientemente eficiente e pelo fato de que a tomada de decisão em questões fundamentais resulta paralisada por diferenças insuperáveis – em primeiro lugar entre os membros do Conselho de Segurança.

Mas gostaria de lembrar que sempre houve diferenças na ONU ao longo desses 70 anos. O direito de vetar sempre foi

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

BRICS,БРИКС, Rússia/XEQUE-MATE

30 setembro 2015, Marcha Verde http://www.marchaverde.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, SputnikNews

A mensagem do presidente russo Vladimir Putin à Assembleia Geral da ONU foi clara; ou estados soberanos unem-se numa coalizão ampla contra todas as formas de terror, e respeita-se a soberania dos estados como determina a Carta da ONU – ou será o caos.

Essa Assembleia Geral da ONU revelou que a perpétua novilíngua do governo Obama já virou faca sem fio. Assistir lado a lado os discursos de Putin e de Obama é experiência quase fisicamente dolorosa. Putin falou e agiu como estadista global sério que se dá ao respeito. Obama, como amador com medo de ser reprovado em teste para o cinema.

Os pontos-chaves para discussão do discurso de Putin foram todos perfeitamente acessíveis ao público do Sul Global – sua audiência principal, muito mais que o público do ocidente industrializado.

1) Exportar revoluções 'coloridas' – ou monocromáticas –, nunca mais.

2) A alternativa ao primado do Estado é

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/A MAIS NOVA ARMA LETAL DA RÚSSIA

19 setembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity


Pepe Escobar Пепе Эскобар

Comecemos com um pouco de política russa clássica. O ministro de Finanças Anton Siluanov está traçando a estratégia econômica da Rússia para 2016, inclusive o orçamento do governo. Siluanov – essencialmente liberal, favorável ao investimento estrangeiro – apresentará suas ideias ao Kremlin no final de setembro.

Até aqui, nada de espetacular. Mas então, há poucos dias, o jornal online Kommersant vazou que o Conselho de Segurança da Rússia solicitou que Sergei Glazyev [1], assessor da presidência, concebesse uma sua estratégia econômica, a ser apresentada ao conselho essa semana. Não chega a ser total novidade, porque o Conselho de Segurança da Rússia no passado já várias vezes consultou pequenos grupos de estudos estratégicos, para conhecer a avaliação deles no campo da economia.

O Conselho de Segurança é presidido por Nikolai Patrushev, ex-diretor do Serviço Federal de Inteligência. Patrushev e Siluanov não trabalham exatamente no mesmo comprimento de onda. 

E aqui entram os detalhes para engrossar o caldo do enredo. Glazyev, economista brilhante, é russo empenhadamente nacionalista – e recebeu sanções pessoais aplicadas contra ele pelos EUA.

Pode-se contar com que Glazyev não economizará munição. Ele é declaradamente a favor de as empresas russas serem proibidas de operar em moeda estrangeira (o que faz perfeito

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BRICS/OCX SEMEAM PÂNICO NO EXCEPCIONALOSTÃO

15 julho 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, RT

Tradução: Vila Vudu


Com a Europa devastada pelo arrocho [não é 'austeridade'; é arrocho] vendo suas "instituições" nada democráticas a espancar a tragédia grega, e com os EUA recuando para um acordo nuclear justo com o Irã, placas geopolíticas tectônicas movimentam-se nos Urais.
Alguém aí consegue sentir um mundo multipolar em germinação? Bem, basta olhar bem aqui, para a Declaração dos BRICS, de Ufá-2015. A UE praticamente não aparece na declaração dos BRICS e não por acaso.


Esqueçam o G7, natimorto. As duas reuniões simultâneas BRICS/ Organização de Cooperação de Xangai (OCX) – são o que realmente conta, para 2015. A jogada de mestre da diplomacia russa foi aproximar para a mesma cidade essas duas reuniões – dos BRICS e da OCX – e uma terceira, reunião informal, da União Econômica Eurasiana (UEE).

Afinal, algumas nações cujos governantes estavam presentes em Ufá são membros de pelo menos uma dessas organizações. Mas o que realmente conta é que, com os governantes dos BRICS, da OCX e da UEE reunidos num mesmo local, vê-se a evidência muito concreta de que está emergindo, sim, uma nova ordem mundial coordenada, que envolve a Eurásia e em alguns aspectos é impulso mundial, não ditada pelos excepcionalistas.

E há também o Irã. O presidente Rouhani encontrou o presidente Putin em Ufá para discutirem impressionante lista de tópicos. Dentre outras, e não é pouca coisa, a inclusão do Irã como

quarta-feira, 24 de junho de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/OS CÃES DAS SANÇÕES E DO MEDO OCIDENTAL LADRAM, ENQUANTO A CARAVANA EURASIANA PASSA

22 junho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)

Milhares de líderes de empresas globais -- nenhum norte-americano -- se reuniram 19ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.

Pepe Escobar

Nenhumcaravanseraipoderá jamais competir com a 19ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo[St. Petersburg International Economic Forum (SPIEF)]. Milhares de líderes de empresas globais – inclusive europeus, mas nenhum norte-americano; afinal, o presidente Putin seria “o neo-Hitler” – representando mais de mil empresas/corporações internacionais, inclusive os presidentes da British Petroleum, da Shell Holandesa e da Total, chegaram à cidade em grande estilo.

Por todos os lados, painéis fascinantes – incluindo sessões sobre os BRICs; a Organização de Cooperação de Xangai (OCX); a(s) Nova(s) Rota(s) da Seda; a União Econômica Eurasiana (UEE); e, claro, o tema de todos os temas, “A Formação [orig. making] do Século Pacífico-Asiático: Reequilibrar o Leste”, em que falou o Primeiro-Ministro australiano, Kevin Rudd.

Como se podia prever, houve muito suspense sobre o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICs, com grandes novidades a serem divulgadas na Cúpula dos BRICS, mês que vem, em Ufa. O brasileiro Paulo Nogueira Batista, novo vice-presidente do banco, espera entusiasmado a primeira reunião dos diretores.

E noutro tema chave – deixando de lado o dólar norte-americano – coube a Anatoliy Aksakov, presidente da Comissão Parlamentar do Parlamento Russo para Política Econômica, Desenvolvimento Inovador e Empreendedorismo, chegar logo ao que interessa:

Precisamos completar a transição, até fazermos todos os nossos pagamentos recíprocos em moedas nacionais, e acreditamos que já se encontram preparadas todas as condições para