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quarta-feira, 24 de junho de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/OS CÃES DAS SANÇÕES E DO MEDO OCIDENTAL LADRAM, ENQUANTO A CARAVANA EURASIANA PASSA

22 junho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)

Milhares de líderes de empresas globais -- nenhum norte-americano -- se reuniram 19ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.

Pepe Escobar

Nenhumcaravanseraipoderá jamais competir com a 19ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo[St. Petersburg International Economic Forum (SPIEF)]. Milhares de líderes de empresas globais – inclusive europeus, mas nenhum norte-americano; afinal, o presidente Putin seria “o neo-Hitler” – representando mais de mil empresas/corporações internacionais, inclusive os presidentes da British Petroleum, da Shell Holandesa e da Total, chegaram à cidade em grande estilo.

Por todos os lados, painéis fascinantes – incluindo sessões sobre os BRICs; a Organização de Cooperação de Xangai (OCX); a(s) Nova(s) Rota(s) da Seda; a União Econômica Eurasiana (UEE); e, claro, o tema de todos os temas, “A Formação [orig. making] do Século Pacífico-Asiático: Reequilibrar o Leste”, em que falou o Primeiro-Ministro australiano, Kevin Rudd.

Como se podia prever, houve muito suspense sobre o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICs, com grandes novidades a serem divulgadas na Cúpula dos BRICS, mês que vem, em Ufa. O brasileiro Paulo Nogueira Batista, novo vice-presidente do banco, espera entusiasmado a primeira reunião dos diretores.

E noutro tema chave – deixando de lado o dólar norte-americano – coube a Anatoliy Aksakov, presidente da Comissão Parlamentar do Parlamento Russo para Política Econômica, Desenvolvimento Inovador e Empreendedorismo, chegar logo ao que interessa:

Precisamos completar a transição, até fazermos todos os nossos pagamentos recíprocos em moedas nacionais, e acreditamos que já se encontram preparadas todas as condições para

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

EUROPA CAMINHA, TRÔPEGA, RUMO À ANGÚSTIA E À GUERRA

2 fevereiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Pepe Escobar*, Russia Today - RT, Moscou

A Europa, que a União Europeia supostamente representa, está combatendo guerra dupla, que pode devastá-la a ponto de a tornar irreconhecível – contra a Grécia, dentro das suas fronteiras europeias, e contra a Rússia, na Ucrânia.

Uma exposição em Roma não poderia ser mais clara expressão – perfeito acaso de viagem – do zeitgeist: “A Era da Angústia – de Cômodo a Diocleciano” [orig. The Age of Anxiety – from Commodus to Diocletian. Ora, os imperadores romanos mal imaginariam que a coisa poderia ficar muito pior em tempos de União Europeia (UE).

encontro impressionantemente tenso entre o presidente do EUROGROUP, Jeroen Dijsselbloem, e o novo ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis demarcou o campo de batalha: a UE não aceitará uma Grécia “unilateral”; e a Grécia não aceitará uma extensão do “resgate” ou os diktats da troika (UE, Banco Central Europeu, FMI).

Desse material se fazem as lendas. Depois de ter dito que nada-de-conversa com a “troika” – em termos de terrorismo-econômico-nunca-mais – ao final da conferência de ambos com a imprensa em Atenas, Dijsselbloem murmurou algo no ouvido do ministro grego, que funcionários gregos interpretaram ao estilo Pulp Fiction como “Eu-medieval, você vai ver é no seu traseiro”. Vídeo a seguir:


Assim sendo, agora é Atenas contra os Masters of the Universe (setor UE). Observadores independentes seriam tentados a ver a coisa como um Perseu pós-moderno tentando derrotar a UE-Medusa – um monstro tão assustador que

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

BRICS, БРИКС/O QUE PUTIN NÃO NOS CONTOU

20 dezembro 2014, http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

·         Análise: certa.
·         Resposta ao ocidente: certa
·         Putin cool impecável

19/12/2014, Pepe Escobar*, RT – Russia Today
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Embora enfrente o que, analisada sob sejam quais forem as circunstâncias, é uma tempestade perfeita, o presidente Putin teve desempenho extremamente equilibrado na sua maratona anual de conferência e sessão de perguntas e respostas com a imprensa.

A tempestade perfeita desdobra-se em dois fronts: uma guerra econômica aberta – com o país sendo sitiado por sanções; e um ataque de sombras, preparado, urdido, clandestino, contra o coração da economia russa. O objetivo de Washington é claro: quer minar o adversário, serrar-lhe os caninos, para forçá-lo a curvar-se humilhado ante os desejos do Empire of Chaos. E sem parar de vangloriar-se de que esse seria o caminho para a vitória de Washington.

A dificuldade é que Moscou decifrou com acerto impecável o jogo – já bem antes, quando Putin, no Clube Valdai, pôs o dedo na doutrina Obama:

(...) é como se nossos parceiros ocidentais, os próprios pais de teorias do caos controlado não soubessem o que fazer da própria criatura.

Assim sendo, é claro que Putin já tinha ferramentas para