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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Moçambique/BM define metas para inclusão financeira




O Banco de Moçambique lançou, semana finda, em Maputo, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022 que prevê, na primeira fase, expandir os serviços financeiros para áreas urbanas e periurbanas, incrementar a quantidade de contas bancárias, reduzir os custos de distribuição de serviços, incentivar a utilização de meios de pagamentos electrónicos e aumentar o financiamento aos pequenos agricultores e às Micro, Pequenas e Médias Empresas.

No fim da primeira fase, que termina em 2018, espera-se que dos 40 por cento da população adulta moçambicana tenha

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Brasil/Dilma diz que injustiça contra ela continuará visível e que não vai renunciar

3 maio 2016, Sul21 http://www.sul21.com.br (Brasil)

Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil


Dilma Rousseff recebe cesta da Presidente da Associação de 
Mulheres Cantinho da Amazônia – AMCA, Leonilda Grassi 
| Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (3) que recebeu pedidos para que renunciasse mas que a “injustiça” que sofre com o processo de impeachment vai continuar visível. Ela voltou a dizer que está em curso um “golpe” no país, que é vítima de uma fraude e que não vai renunciar a seu mandato. Mais uma vez, a presidenta declarou estar “do lado certo da história”, que é a democracia.

“Muitas vezes, não foi uma nem duas, pediram que eu renunciasse, porque assim se esconde para debaixo do tapete esse impeachment sem base legal, portanto esse golpe. É extremamente confortável para os golpistas que a vítima desapareça, que a injustiça não seja visível. Eu quero dizer uma coisa para vocês: a injustiça vai continuar visível. Bem visível”, disse.

Dilma voltou a dizer que não há causa para o impeachment e que a “democracia brasileira sofre um assalto porque querem encurtar

sábado, 16 de abril de 2016

Brasil/Estádio em Brasília reúne 3,5 mil militantes contra o golpe



16 de Abril de 2016, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Redação

Movimentos populares estão mobilizados na capital federal desde o dia 10.

Acampamento Contra o Golpe é uma iniciativa 
da Frente Brasil Popular. / Najla Passos / Brasil de Fato

Este sábado (16) começou com mais manifestações no Acampamento Nacional pela Democracia e Contra o Golpe, que iniciou no dia 10 de abril no estádio Nilson Nelson, em Brasília. Até a noite de ontem (15), os organizadores contabilizavam

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Brasil/ DOROTHY STANG, VÍTIMA DO LATIFÚNDIO -- Frei Betto

12 fevereiro 2015, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra--MST http://www.mst.org.br (Brasil)

Por Frei Betto


Quem de fato matou Dorothy Stang foi o latifúndio, conforme denúncia dos bispos católicos brasileiros reunidos em Aparecida, em abril de 2013.

Eram 7h30 da manhã de 12 de fevereiro de 2005. Irmã Dorothy Stang, religiosa estadunidense naturalizada brasileira, 73, se dirigia à área do Projeto Esperança de Desenvolvimento Sustentável, em Anapu (PA).

No caminho, Rayfran das Neves a abordou. Perguntou se estava armada. Dorothy exibiu a Bíblia: “Eis a minha arma.” E leu trechos em voz alta.

O rapaz não se intimidou. A recompensa pelo crime importava mais que a vida da missionária que defendia pequenos agricultores, posseiros e sem-terras. Sacou a arma e descarregou nela sete tiros, sendo um na cabeça.


Há tempos, Dorothy sofria ameaças. Poucos dias antes havia escrito: “Não vou fugir nem abandonar a luta desses agricultores desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.”

Rayfran, condenado a 27 anos de prisão, teve como mandante o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado, em 2013, a 30 anos. Passou por três julgamentos. O primeiro, em

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Moçambique/Via Campesina realiza sua 5ª Conferência Internacional

14 outubro 2008/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

A Via Campesina, movimento que agrega e representa milhões de camponeses em todo o mundo, celebrará sua V Conferência Internacional em Maputo (Moçambique), entre os dias 16 e 23 de outubro. Mais de 500 lideranças camponesas de mais de 70 países estarão reunidas para discutir alternativas à crise alimentar, e outras questões que estão no topo da agenda global. A conferência reserva espaço ainda para dois momentos importantes: a Assembléia de Jovens Camponeses, nos dias 16 e 17, e a Assembléia das Mulheres Camponesas, nos dias 17 e 18.

Os trabalhadores rurais organizados na Via Campesina vêm lutando há muitos anos por um modelo de produção agrícola baseado em pequena agricultura sustentável, opondo-se ao modelo orientado à exportação, que causa a destruição dos meios de sustento das comunidades rurais e do meio ambiente. A atual crise deixa claro que um sistema alimentar baseado na exportação e na chamada "revolução verde" não é seguro, além de gerar fome e pobreza.

Desde sua criação, há 15 anos, a Via Campesina se transformou na primeira e mais importante rede mundial de agricultores, camponeses e pequenos produtores de alimentos, cuja voz está cada vez mais presente na opinião pública internacional e em fóruns como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

A Conferência Internacional é o principal evento da organização e acontece a cada quatro anos. É um espaço onde se adota, de forma coletiva, as grandes decisões políticas e de organização. Os delegados irão analisar a situação atual e debater as futuras linhas de ação. A entidade anfitriã do evento é a UNAC – União Nacional dos Campesinos de Moçambique.

No Brasil, participam da Via Campesina oito movimentos sociais. A saber, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Representantes de cada uma dessas organizações estarão em Maputo. (Fonte: Via Campesina)

Cobertura especial em www.viacampesina.org


http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3469&eid=257

terça-feira, 3 de julho de 2007

Brasil/Agronegócio ameaça bispo em Chapecó

Reportagem: Raquel Casiraghi duração: 3'00" tamanho: 534 Kb

Agência Chasque / 29/06/2007 11:53
Porto alegre - Entidades ligadas ao agronegócio de Santa Catarina estariam por trás das ameaças ao bispo de Chapecó, Dom Manoel João Francisco. A denúncia é do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Desde abril, o bispo já foi ameaçado duas vezes, incluindo o enforcamento simbólico de um boneco representando Dom Manoel na praça central da cidade. A disputa por terras indígenas, que foram demarcadas pelo governo federal no dia 19 de abril, seria a causa do conflito.
De acordo com o coordenador do Cimi em Chapecó, Jacson Santana, os fazendeiros se negam a deixar as áreas demarcadas. Estes estariam usando de seu poder e influência para convencer pequenos agricultores a também resistirem. Cerca de 510 produtores receberão indenização do governo para sair das terras e morarem em outro local.
"A maioria dos pequenos agricultores até têm interesse em sair das áreas, já que irão receber uma indenização justa. Mas, como há um grupo de grandes proprietários, envolvendo políticos influentes da região, conseguem manipular os pequenos", diz.
Dom Manoel lutou a favor da demarcação das terras indígenas e da indenização aos pequenos agricultores. As novas terras demarcadas pelo governo beneficiam indígenas Guarani e Kaingang que estão acampados em beiras de estrada.
"Desde que o Dom Manoel chegou a Chapecó, em 1999, ele sempre teve uma posição muito clara: em defesa dos direitos dos povos indígenas e dos pequenos agricultores. Só que alguns agricultores, ligados às grandes propriedades, que é uma minoria, começaram a passar para sociedade que o Dom Manoel defende somente os interesses dos indígenas, o que não é verdade. Esses agricultores, que têm dinheiro e dominam a imprensa local, acabam convencendo os pequenos, que se transformam em massa de manobra", afirma.
De acordo com denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), o grupo de agricultores que resiste em sair da área recebe o apoio das entidades ruralistas do Estado, como a Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC), e uma organização chamada Defesa Propriedade e Dignidade (DPD). Esta última teria organizado a primeira ameaça a Dom Manoel, em abril, quando quatro homens visitaram uma chácara pertencente à Diocese de Chapecó e afirmaram que iriam ocupar a área caso o bispo não parasse de apoiar os indígenas. A segunda ameaça ocorreu em 1º de Junho, durante um protesto contra a demarcação das terras, quando os agricultores enforcaram simbolicamente um boneco, que lembrava Dom Manoel.
O Ministério deve abrir um inquérito civil contra as entidades ruralistas. A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nota em apoio a Dom Manoel, salientando a importância da sua luta em defesa dos indígenas e dos pequenos agricultores.