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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Novos projectos de infra-estruturas com assinatura da China avançam nos países de língua portuguesa



25 novembro 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

 

Angola, Moçambique e Cabo Verde assistiram nas últimas semanas ao lançamento de novos projectos de infra-estruturas, como barragens e estradas, de que irão recolher os benefícios nos próximos anos.

Numa altura em que Angola procura expandir a sua capacidade de produção de electricidade, em particular no interior do país, a China Gezhouba Corporation (CGGC) assinou no início do mês um contrato com o governo de Angola para remodelar e expandir uma barragem na Lunda Norte.

O contrato prevê

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Moçambique/Via Campesina realiza sua 5ª Conferência Internacional

14 outubro 2008/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

A Via Campesina, movimento que agrega e representa milhões de camponeses em todo o mundo, celebrará sua V Conferência Internacional em Maputo (Moçambique), entre os dias 16 e 23 de outubro. Mais de 500 lideranças camponesas de mais de 70 países estarão reunidas para discutir alternativas à crise alimentar, e outras questões que estão no topo da agenda global. A conferência reserva espaço ainda para dois momentos importantes: a Assembléia de Jovens Camponeses, nos dias 16 e 17, e a Assembléia das Mulheres Camponesas, nos dias 17 e 18.

Os trabalhadores rurais organizados na Via Campesina vêm lutando há muitos anos por um modelo de produção agrícola baseado em pequena agricultura sustentável, opondo-se ao modelo orientado à exportação, que causa a destruição dos meios de sustento das comunidades rurais e do meio ambiente. A atual crise deixa claro que um sistema alimentar baseado na exportação e na chamada "revolução verde" não é seguro, além de gerar fome e pobreza.

Desde sua criação, há 15 anos, a Via Campesina se transformou na primeira e mais importante rede mundial de agricultores, camponeses e pequenos produtores de alimentos, cuja voz está cada vez mais presente na opinião pública internacional e em fóruns como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

A Conferência Internacional é o principal evento da organização e acontece a cada quatro anos. É um espaço onde se adota, de forma coletiva, as grandes decisões políticas e de organização. Os delegados irão analisar a situação atual e debater as futuras linhas de ação. A entidade anfitriã do evento é a UNAC – União Nacional dos Campesinos de Moçambique.

No Brasil, participam da Via Campesina oito movimentos sociais. A saber, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Representantes de cada uma dessas organizações estarão em Maputo. (Fonte: Via Campesina)

Cobertura especial em www.viacampesina.org


http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3469&eid=257

terça-feira, 17 de julho de 2007

Brasil/Integração latino-americana encerra a 6° Jornada de Agroecologia

Pedro Carrano, de Cascavel (PR) / 16 Julho 2007 / MSTA Jornada de Agroecologia, organizada pelos movimentos sociais que compõem a Via Campesina, chegou ao final da sua 6ª edição. O encerramento aconteceu no último sábado, 14, no assentamento Olga Benário, em Santa Teresa do Oeste, próximo ao campo experimental de transgênicos da multinacional suíça Syngenta Seeds. O local havia sido ocupado pela Via no ano passado, por estar localizado na zona de amortecimento do Parque Iguaçu.

Além das famílias que vivem no assentamento, o Olga Benário também abriga as 70 famílias do acampamento Terra Livre, que se encontravam acampadas na área da Syngenta. Elas se retiraram da área ocupada na semana passada, depois de um recurso da empresa reconhecido pela justiça.
O encerramento da Jornada apresentou a mística feita justamente com as sementes produzidas no Terra Livre, sem a presença de transgênicos.
Depois foi a vez da fala do candidato a presidente do Paraguai, Fernando Lugo, representante de movimentos sociais paraguaios e do trabalho de base da Igreja.
Lugo abordou o tema “Integração dos Povos. A Construção da Nossa América”.
Um continente unido, como frisou Lugo, não é um ideal novo. Na verdade o Paraguai chegou a colocá-lo em prática quando, depois da independência, privilegiou o comércio com as regiões vizinhas.
Aplaudido por militantes do movimento social paraguaio presentes no local, e que cantavam “Lute, lute, lute, não deixe de lutar, por um governo operário, camponês e popular”, Lugo falou do contexto latino-americano que levou à presidência dos países um ex-operário, um indígena, algo impensável noutra época.
Com o título a “Ética do Cuidado”, a programação da manhã encerrou-se com a fala do teólogo Leonardo Boff, ressaltando a necessidade do trabalho em forma de cooperativas.
Jucimar Zuchi, técnico em agroecologia, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ressaltou que o evento deste ano cresceu em quantidade e também na construção coletiva das organizações que compõem Via Campesina. Zuchi falou também sobre a dificuldade de adotar o modelo da agroecologia e a necessidade de capacitação de técnicos – dos próprios movimentos – para realizar este trabalho.
“As escolas de agroecologia resgatam o conhecimento e dão mais consistência para as pessoas se libertarem. A Jornada também é um destes espaços”, afirma.
A coordenadora estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) concorda que um dos destaques foi a construção coletiva dos movimentos.
“O evento foi produtivo pela união da Via Camponesa em si, não só o trabalho do MST, ou do MAB. A cada jornada a gente vê a realização do trabalho que a gente realiza na base”, afirma.
Na avaliação de Maria Rita Reis, advogada da Terra de Direitos e membro da organização da Jornada de Agroecologia.
“A Jornada de Agroecologia se consolidou não como um evento, mas como um processo, então a gente percebe que as pessoas já têm esse compromisso de trazer para a jornada esta experiência acumulada durante o ano, trocar experiências e sementes para intercambiar, isto demonstra a viabilidade da Jornada de Agroecologia na prática cotidiana dos agricultores.
É um processo difícil, que tem contradições, mas se você for comparar com seis anos atrás, hoje os agricultores são mais convencidos da necessidade de buscar alternativas”, avalia.

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=3887