Mostrando postagens com marcador Paises Africanos de Lingua Oficial Portuguesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paises Africanos de Lingua Oficial Portuguesa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Angola tem três e Moçambique dois na lista dos 100 maiores bancos de África

Imensis/16 outubro 2007


Três bancos de Angola e dois de Moçambique é a participação dos países africanos de língua oficial portuguesa na lista dos 100 maiores bancos de África por capital publicada pela revista African Business.

A lista é liderada por cinco bancos da África do Sul - Standard Bank Group, ABSA Group, Nedbank Group, Investec e FirstRand Banking Group - a grande distância do sexto classificado pois se o FirstRand Banking Group dispõe de um capital de 2928 milhões de dólares o Crédit Populaire du Maroc tem apenas 1711 milhões de dólares.
Por activos a desproporação é ainda maior com o FirstRand Banking Group a dispor de 61700 milhões de dólares contra 16002 milhões de dólares para o banco marroquino.
O Banco Nacional do Egipto, que ocupa a 9ª posição por capital dá um salto para 34107 milhões de dólares quando os activos passam a ser o critério mas, mesmo assim, dispõe apenas de metade do 5º classificado, o FirstRand Banking Group.

O primeiro banco de um país de língua oficial portuguesa a aparecer na lista é o Banco de Fomento Angola na 53ª posição com um capital de 155 milhões de dólares a que segue o Banco de Poupança e Crédito, também de Angola, na 67ª posição com um capital de 66 milhões de dólares.

Na 78ª posição surge o Banco Africano de Investimento, ainda de Angola, com um capital de 51 milhões de dólares, a que se seguem nas 81ª e 96ª posições o Banco Internacional de Moçambique e o BCI Fomento, também de Moçambique, com capitais de 47 e 32 milhões de dólares, respectivamente. (Fonte: Macauhub)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Concurso brasileiro de literatura abrange autores africanos

Maputo, 19 setembro 2007 - A segunda edição do concurso "Literatura para todos", um prémio literário brasileiro, vai se estender também aos escritores africanos de países falantes da língua portuguesa. Com um valor pecuniário de 10 mil reais (cerca de cinco mil dólares norte-americanos), o prémio é promovido pelo Ministério brasileiro da Educação.

Trata-se de um concurso que abrange quatro categorias literárias, designadamente prosa (conto, novela e crónica), poesia, biografia e ainda textos de tradição oral.

Para além dos cinco mil dólares, ao vencedor ser-lhe-á publicado o seu livro que terá uma tiragem de 100 mil exemplares, a ser feita pelo Ministério da Educação.

Serão seleccionados autores de cada modalidade, sendo também premiado um escritor de países africanos de língua portuguesa.

Tendo como lema "quem ganha são os novos autores", este concurso vai revelar autores e peças literárias de qualidade que irão ser um instrumento precioso para um público adulto e jovem em processo de alfabetização e escolarização.

As inscrições para o segundo concurso "Literatura para todos", segundo um comunicado de imprensa, ontem enviado à nossa Redacção, decorrem até o dia 21 de Novembro próximo, estando o regulamento acessível através da Internet, com o "site" www.mec.gov.br. Este concurso está aberto para todos. (Notícias/Título adaptado)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

São Tomé/Angola e Portugal aceitam perdoar dívida ao arquipélago

Lisboa, 22 Agosto 2007 - Angola e Portugal, dois dos maiores credores bilaterais de São Tomé e Príncipe, já aceitaram perdoar a dívida ao arquipélago, afirmou hoje fonte do Ministério do Plano e das Finanças do arquipélago.


Na terça-feira, a Alemanha formalizou o perdão de uma dívida de 4,6 milhões de euros, tornando-se assim o primeiro país membro do Clube de Paris a fazê-lo.


O Clube de Paris, que reúne 19 países credores, anulou em Junho quase 24 milhões de dólares de dívidas, comprometendo-se a negociar o perdão dos restantes 13 por cento devidos, em contactos bilaterais.


Espera-se agora que seja formalizado o perdão de outros países membros do Clube, como França, Itália e Rússia.


Zeferino Seita, assessor da ministra são-tomense do Plano e das Finanças, disse à Lusa, a partir de São Tomé, que já há um "acordo de princípio" com Angola, principal credor bilateral do arquipélago, com perto de 22 milhões de dólares.


O mesmo responsável adianta que "continuam as negociações" entre os dois países, em particular o trabalho técnico de apuramento exacto dos montantes em dívida.


Quanto a Portugal, adiantou o mesmo responsável, também existe um acordo verbal de que os perto de 10 milhões de dívidas serão perdoados.


Contudo, adiantou Seita, os montantes continuarão inscritos nas contas portuguesas, "até ser possível" a Portugal formalizar o perdão, devido aos compromissos de redução do défice assumidos junto da União Europeia.


São Tomé está ainda em contacto com outros importantes credores bilaterais, como China, Itália e Argélia para "encontrar uma plataforma de entendimento, nos termos do acordado com o Clube de Paris".


O total da dívida a credores bilaterais ascende actualmente a 80 milhões de dólares, enquanto ao Clube de Paris São Tomé deve agora perto de um milhão de dólares, perdoada que foi em Março a totalidade da dívida ao Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.


Este ano, o serviço da dívida deverá baixar para entre três milhões e quatro milhões de dólares, um quinto da receita fiscal e cerca de metade do registado antes do "grande" perdão do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, que rondou os 320 milhões de dólares.


São Tomé era até ao ano passado o mais endividado dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com uma dívida equivalente a 1.655 por cento das suas exportações de bens e serviços, entre 2002 a 2004, segundo dados do Banco Mundial.
(AngolaPress)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Guiné-Bissau/Técnicos dos PALOP discutem reforma da administração pública

Bissau, 7 Agosto 2007 - Técnicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) iniciaram hoje três dias de debates em Bissau sobre os mecanismos de consolidação das capacidades da administração pública nestes Estados lusófonos.

O encontro concretiza um projecto enquadrado no âmbito do programa de cooperação entre a Comunidade Europeia e os Países Africanos de Língua Portuguesa (PIR PALOP II), orçado em 6,3 milhões de euros.

A verba é co-financiada pela Comissão Europeia (4,8 milhões de euros), Portugal (1,2 milhões de euros) e por Cabo Verde (300 mil euros), que disponibilizou os equipamentos para a sede do programa, na Cidade da Praia.

Os cerca de três dezenas de técnicos dos PALOP, reunidos numa unidade hoteleira de Bissau, vão debater os mecanismos que possam proporcionar melhorias a nível de resposta e de eficácia das administrações públicas centrais e locais nesses países.

O secretário Estado da Administração Pública de Cabo Verde, Romeu Modesto, considerou, na cerimonia de abertura da reunião, que os indicadores actuais revelam que a resposta das administrações públicas nos cinco países do grupo não é a desejável, pelo que urge avançar com as reformas, sublinhou.

Por seu turno, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros guineense, Pedro da Costa, destacou que no que toca à Guiné-Bissau, "algum trabalho de reforma na administração pública tem sido feito", nos últimos anos.

No entanto, Pedro da Costa reconheceu que o clima de instabilidade política e governativa também tem afectado a consolidação dos progressos alcançados nessa matéria.

Integram o grupo dos PALOP Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. (Noticias Lusofónas)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Ministros dos PALOP pedem material escolar para Bissau

Lisboa, 29 Junho 2007 - Os ministros da Educação dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) pediram hoje, em Lisboa, ao Banco Mundial e à Fundação Calouste Gulbenkian para distribuírem materiais escolares pelas crianças guineenses.
Numa declaração conjunta que assinaram no final do seminário "Como vencer os desafios da educação nos PALOP", que decorreu durante três dias em Lisboa, na Gulbenkian, os ministros declaram a sua solidariedade à Guiné-Bissau e solicitam ao Banco Mundial e àquela Fundação "o apoio explicito e urgente na obtenção e distribuição gratuita de materiais didácticos (cadernos, canetas, lápis, livros) para os alunos do Ensino Primário".

No documento, os ministros recomendam que se redimensionem as práticas pedagógicas e científicas do ensino do português nos seus países e que se modernizem os sistemas educativos.
Recomendam ainda a elaboração de políticas sócio-educativas que permitam a sustentabilidade sistémica (interdisciplinar e interdependente).

Na declaração conjunta, os ministros da Educação dos PALOP defendem a necessidade de criação de um grupo de trabalho que permita a reflexão periódica para troca de experiências, conhecimentos e competências das suas realidades educativas. Solicitam ainda à Gulbenkian e ao Banco Mundial, os organizadores e financiadores do seminário, que promovam reuniões ministeriais bi-anuais e a criação de um grupo de avaliação.

A declaração conjunta foi assinada pelos ministros da Educação de Angola (António Burity da Silva Neto), Cabo Verde (Filomena Martins), Guiné-Bissau (Brum Sitna Namone), Moçambique (Aires Bonifácio Ali) e São Tomé e Príncipe (Maria de Fátima Almeida). O seminário "Vencendo os Desafios da Educação nos PALOP" contou com a participação de representantes do Banco Mundial, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Europeia e vários especialistas nacionais e internacionais. Presente na sessão de encerramento esteve também a ministra da Educação portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues.

Esta iniciativa vem fomentar o diálogo político para apoiar os PALOP no desenvolvimento e aplicação de reformas educativas sectoriais sustentáveis.